Saúde – O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, continua sendo uma das maiores ameaças à saúde pública. Estimativas apresentadas durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde apontam que uma em cada quatro pessoas poderá sofrer um AVC ao longo da vida. No Brasil, a doença foi responsável por 85.857 mortes em 2025, consolidando-se entre as principais causas de óbito e incapacidade permanente.
Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma resolução inédita dedicada exclusivamente ao enfrentamento do AVC. O documento estabelece diretrizes para que os países fortaleçam ações de prevenção, diagnóstico precoce, atendimento de urgência e reabilitação dos pacientes, com o objetivo de reduzir o impacto da doença na população.
O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou reduzido, comprometendo o funcionamento das células cerebrais. A forma mais comum é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% a 85% dos casos, causado pela obstrução de uma artéria. Já o AVC hemorrágico acontece quando há rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro e costuma apresentar maior gravidade.
Segundo o neurocirurgião Dr. Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, o atendimento imediato é determinante para aumentar as chances de recuperação e diminuir o risco de sequelas. Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, maiores são as possibilidades de preservar as funções cerebrais.
Especialistas destacam que boa parte dos casos pode ser evitada por meio da adoção de hábitos saudáveis e do controle dos principais fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A prática regular de atividades físicas também desempenha papel importante na prevenção, reduzindo significativamente as chances de desenvolver a doença.
Outro ponto que preocupa os profissionais de saúde é o aumento da ocorrência de AVC entre pessoas mais jovens. Dados da Organização Mundial do AVC (World Stroke Organization) indicam que quase 2 milhões de pessoas entre 18 e 49 anos sofrem um episódio da doença todos os anos, o que tem levado especialistas a reforçarem a importância da prevenção em todas as faixas etárias.
Os principais sinais de alerta incluem fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração repentina da visão, perda de equilíbrio, confusão mental e dor de cabeça intensa sem causa aparente. Ao identificar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, pois cada minuto pode fazer diferença para salvar vidas e reduzir as sequelas.
Por jornalista Lília Marques









