A mulher encontrada desacordada dentro de um saco de cal em Sarandi, no norte do Paraná, também ingeriu o produto e sofreu ferimentos provocados pelo contato com a substância, segundo novas informações da Polícia Militar. A vítima, de 40 anos, sobreviveu ao episódio ocorrido no último domingo (11) e conseguiu relatar aos policiais as agressões que atribui ao companheiro.
O caso é investigado como tentativa de feminicídio. O suspeito foi preso em flagrante, e a Justiça determinou posteriormente sua prisão preventiva, após manifestação favorável do Ministério Público do Paraná.
CÂMERA REGISTROU O TRANSPORTE DA VÍTIMA
Imagens de segurança registraram um homem transportando a mulher desacordada em um carrinho de mão antes de abandoná-la na rua, no Jardim Monterrey. A gravação passou a integrar os elementos reunidos sobre a ocorrência.
A vítima recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e foi levada a uma unidade de saúde. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o socorro chegou cerca de 35 minutos depois de ela ter sido deixada no local.
A atualização sobre a ingestão de cal acrescenta um dado à investigação: além dos ferimentos relacionados às agressões relatadas, a mulher sofreu consequências da exposição ao produto. Não foi esclarecido, nas informações consultadas, como ocorreu a ingestão.
APÓS ACORDAR, MULHER IDENTIFICOU O COMPANHEIRO
Quando recuperou a consciência, a vítima disse aos policiais que havia recebido socos, tapas e chutes do companheiro. Também informou a identidade e o endereço dele, permitindo que as equipes fossem até a residência indicada.
Segundo a PM, o homem ainda estava sujo de cal quando foi localizado. No imóvel, os agentes encontraram o carrinho de mão e roupas que teriam sido usados no episódio. Os materiais foram recolhidos para os procedimentos policiais.
A corporação afirmou ainda que o suspeito admitiu as agressões e disse que elas ocorreram depois de uma discussão. Essa é a versão apresentada pela polícia sobre o depoimento do homem.
SUSPEITO PERMANECE PRESO
Após a abordagem, o investigado foi levado à 9ª Subdivisão Policial, em Maringá. A prisão preventiva mantém o suspeito detido durante a investigação e não equivale a uma condenação.
O atendimento permitiu que a mulher sobrevivesse e apresentasse seu relato. O estado de saúde atualizado dela não foi detalhado nas informações consultadas. A investigação reúne a gravação, os materiais apreendidos e os depoimentos para esclarecer a sequência da violência e do abandono.
Fonte e Foto: BC notícias









