Uma nova etapa da estratégia de prevenção de doenças pneumocócicas começou a ser implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde setembro, pessoas com 85 anos ou mais passaram a ser contempladas com a vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como Pneumo 20.
A iniciativa do Ministério da Saúde busca ampliar a proteção dos idosos contra infecções provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode causar doenças como pneumonia e meningite e apresentar evolução mais grave entre pessoas de idade avançada.
A estimativa da pasta é de que 2.337.775 pessoas estejam dentro do público elegível em todo o país. A meta estabelecida é alcançar pelo menos 90% desse grupo.
Por que a idade aumenta o risco?
O envelhecimento provoca mudanças naturais no funcionamento do sistema imunológico, processo conhecido como imunossenescência. Ao mesmo tempo, é mais frequente que pessoas idosas convivam com doenças crônicas e outras condições de saúde que podem aumentar a vulnerabilidade às infecções.
Segundo o Ministério da Saúde, essa combinação pode favorecer quadros mais graves, elevando a possibilidade de hospitalização e necessidade de cuidados intensivos.
As consequências das infecções pneumocócicas também podem ultrapassar o sistema respiratório. Em determinadas situações, a doença pode provocar complicações que atingem órgãos como coração e rins, além do sistema nervoso central.
Pneumonia ainda representa um importante problema entre idosos
Os dados nacionais ajudam a dimensionar o impacto da doença nessa população.
Em 2024, a taxa de hospitalização por pneumonia entre idosos foi de 3.097,7 internações para cada 100 mil habitantes. Em 2025, o indicador ficou em 2.902,7 por 100 mil.
Entre os brasileiros com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia chegou a 758,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2024. No ano seguinte, o índice foi de 743,1 por 100 mil.
Os números reforçam a atenção especial destinada às faixas etárias mais avançadas dentro das políticas de prevenção.
O que a Pneumo 20 oferece?
A vacina pneumocócica 20-valente conjugada protege contra 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae.
A bactéria está associada a diferentes tipos de infecções e pode provocar manifestações que vão desde doenças respiratórias até formas invasivas, como meningite.
A Pneumo 20 também foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação para crianças menores de cinco anos em junho deste ano, dentro da estratégia de prevenção da doença pneumocócica.
Quem já tomou outras vacinas precisa seguir outro esquema
A indicação da Pneumo 20 para idosos depende do histórico de vacinação pneumocócica.
Para quem nunca recebeu vacina pneumocócica, a orientação é uma dose única da Pneumo 20.
Já quem recebeu anteriormente determinados imunizantes precisa respeitar intervalos específicos. Após uma dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15, por exemplo, a Pneumo 20 pode ser aplicada com intervalo mínimo de dois meses.
Para quem recebeu uma dose de Pneumo 23, a recomendação prevê uma dose da Pneumo 20 após pelo menos um ano.
Há ainda situações em que a aplicação não é indicada dentro dessa estratégia, como nos casos de pessoas que receberam duas doses de Pneumo 23 ou determinadas combinações anteriores de Pneumo 13/15 e Pneumo 23.
Por isso, o histórico de vacinação deve ser conferido pelo serviço de saúde antes da aplicação.
Onde o imunizante estará disponível?
A vacinação poderá ocorrer nas unidades de saúde, em ações extramuros e também por meio de atendimento domiciliar, de acordo com as estratégias adotadas pelas redes locais.
O Ministério da Saúde orienta que os serviços façam busca ativa de idosos que estejam dentro dos critérios e que não tenham registro das doses necessárias ou estejam com o esquema incompleto.
A recomendação dá atenção especial a pessoas com mobilidade reduzida, fragilidade, comorbidades, dependência funcional, dificuldade de acesso aos serviços de saúde ou pouco suporte familiar e social.
Para receber a vacina, o idoso precisa apresentar um documento que comprove a idade. Não é necessária prescrição médica.
E quem tem menos de 85 anos?
A ampliação para os idosos mais jovens deverá ocorrer de maneira gradual, levando em consideração critérios relacionados à vulnerabilidade e ao risco.
Enquanto isso, pessoas entre 60 e 84 anos que estejam acamadas ou institucionalizadas e apresentem condições clínicas especiais continuam contempladas pela estratégia específica já estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A orientação dos serviços de saúde também é aproveitar a visita para verificar a situação das demais vacinas recomendadas para a população idosa e atualizar aquelas que estiverem pendentes.Se quiser, posso também fazer uma segunda versão com título ainda mais impactante e linguagem de portal de notícias, mantendo o conteúdo 100% jornalístico.









