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  • SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

    Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia.

    Saúde – O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

    A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

    De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

    A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

    O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

    Leucemia

    Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

    Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.

    Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Simulador propõe estratégias para prevenção cardiovascular no SUS

    Nova ferramenta simula cenários virtuais para prevenção, diagnóstico e decisões médicas na atenção primária.

    Saúde – Um novo estudo da Beneficência Portuguesa de São Paulo traz uma iniciativa voltada aos cuidados das doenças cardiovasculares no atendimento médico no Sistema Único de Saúde, por meio de uma ferramenta digital para auxiliar as decisões médicas.

    O estudo, intitulado “Hypertension management in São Paulo: insights from a computational simulation approach”, foi publicado no Volume 57 da revista científica The Lancet Regional Health – Americas e apresenta o desenvolvimento de um simulador dinâmico de sistemas de saúde, chamado de Digital Twin, que testa virtualmente cenários relacionados à prevenção, diagnóstico e decisões no cuidado cardiovascular.

    A tecnologia utiliza dados reais e evidências científicas para avaliar como estratégias integradas podem influenciar indicadores como controle da hipertensão arterial, redução de hospitalizações e prevenção de eventos cardiovasculares ao longo do tempo. Entre os cenários observados no estudo está a ampliação de estratégias de rastreamento e identificação precoce de pessoas em risco cardiovascular, associadas ao encaminhamento para a linha de cuidado chamada “Cantinho Cuidando de Todos”, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

    Segundo o cardiologista Fernando Ribas, os resultados do projeto mostram como ações integradas podem fortalecer a atenção primária dentro do SUS. “O simulador foi construído a partir de uma experiência prática desenvolvida dentro do SUS e pode ajudar gestores públicos a avaliar cenários e planejar estratégias baseadas em evidências para ampliar o controle da hipertensão e reduzir eventos cardiovasculares”, explica o especialista.

    Ele destaca que a ferramenta não tem como função prever o futuro, mas apoiar as decisões em saúde pública, em especial com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas. “Trata-se de um instrumento científico que permite analisar tendências e compreender como diferentes estratégias podem impactar a população ao longo do tempo.”

    O Digital Twin foi criado a partir da experiência prática da iniciativa Cardio4cities, implementada no Brasil pela Beneficência Portuguesa e pela Fundação Novartis, em integração ao projeto “Cuidado de Todos”, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. A Cardio atua em 45 municípios brasileiros e está em expansão internacional para Portugal e Colômbia.

    O desenvolvimento da tecnologia foi liderado pelo Swiss Tropical and Public Health Institute (Swiss TPH), em colaboração com pesquisadores da BP e Fundação Novartis e especialistas da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • SUS libera antibiótico para prevenir sífilis e clamídia após exposição a ISTs

    Ministério da Saúde autoriza uso da Doxiciclina como profilaxia pós-exposição para reduzir risco de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas.

    Saúde – O Ministério da Saúde do Brasil autorizou a ampliação do uso do antibiótico Doxiciclina no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o medicamento poderá ser utilizado também como medida preventiva após exposição a infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, como Sífilis e Clamídia.

    A decisão foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União e estabelece que o antibiótico, na dose de 100 mg, passe a ser adotado como profilaxia pós-exposição — estratégia utilizada para reduzir o risco de infecção após um possível contato com o agente causador da doença.

    A medida foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a inclusão de novos medicamentos e tecnologias na rede pública de saúde. As áreas técnicas do ministério terão até 180 dias para organizar a oferta do medicamento no sistema.

    Como funciona a prevenção

    A profilaxia pós-exposição consiste no uso de medicamentos logo após uma situação considerada de risco, com o objetivo de impedir que a infecção se estabeleça no organismo.

    Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia busca reduzir a transmissão de infecções bacterianas sexualmente transmissíveis, que continuam sendo um desafio para a saúde pública.

    Entenda as infecções

    A Sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e pode evoluir em diferentes estágios clínicos — primário, secundário, latente e terciário. A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem proteção, por contato direto com lesões infectadas.

    A doença também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto, condição conhecida como sífilis congênita.

    Já a Clamídia é uma infecção bacteriana comum que afeta principalmente os órgãos genitais, mas também pode atingir a garganta e os olhos. Muitas vezes, a doença não apresenta sintomas, o que facilita a transmissão entre pessoas sexualmente ativas.

    A infecção ocorre por meio de relações sexuais — vaginais, anais ou orais — ou pela transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez.

    Estratégia de saúde pública

    Com a ampliação do uso da doxiciclina, o governo federal pretende fortalecer as ações de prevenção contra ISTs e reduzir a incidência dessas doenças na população.

    Especialistas ressaltam, no entanto, que o uso do antibiótico não substitui outras medidas de prevenção, como o uso de preservativos e a realização regular de exames para diagnóstico precoce.

    A expectativa do Ministério da Saúde é que a nova estratégia contribua para diminuir casos e complicações associadas às infecções sexualmente transmissíveis no país.

  • SUS passa a oferecer reconstrução dentária gratuita para mulheres vítimas de violência

    Nova iniciativa do Ministério da Saúde prevê próteses, implantes e restaurações como parte das ações de enfrentamento ao feminicídio no país.

    Saúde – Mulheres vítimas de agressão terão acesso a tratamento odontológico completo e gratuito na rede pública. A nova iniciativa do Ministério da Saúde prevê a oferta de reconstrução dentária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos necessários para recuperar a saúde bucal e a autoestima das pacientes.

    O anúncio foi feito pelo governo federal como parte de um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e ao combate ao feminicídio no Brasil. A proposta integra o plano de trabalho apresentado recentemente pelo ministério para ampliar o atendimento às mulheres vítimas de agressões.

    De acordo com a pasta, a estratégia inclui a ampliação da estrutura de atendimento odontológico no país. O programa contará com o reforço de cerca de 500 impressoras 3D e scanners, equipamentos que permitirão produzir próteses e estruturas dentárias com maior rapidez e precisão.

    Esses equipamentos serão utilizados em unidades odontológicas móveis distribuídas em diversas regiões do país. Em 2025, o governo já entregou 400 novos veículos para ampliar o atendimento itinerante. A previsão é que, até o final deste ano, outras 800 unidades passem a operar, levando assistência a locais com menor acesso aos serviços de saúde.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o combate à violência contra a mulher exige mobilização de toda a sociedade. Ele destacou que o envolvimento masculino também é fundamental para enfrentar o problema.

    “Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, não vamos vencer essa batalha. As mulheres lutam por isso há décadas. Está na hora de os homens entrarem com mais força nessa luta, especialmente nós da área da saúde”, afirmou.

    Além da ampliação do atendimento às vítimas, o Ministério da Saúde também informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A proposta busca dar maior visibilidade às mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero, que atualmente são registradas de forma genérica como agressão.

    A expectativa do governo é que as novas medidas fortaleçam as políticas públicas de proteção às mulheres, ampliem o acesso a tratamentos de saúde e contribuam para melhorar o monitoramento dos casos de violência no país.

  • Fabricante do Mounjaro critica distribuição de tirzepatida no SUS e alerta para riscos

    Lilly afirma que produto oferecido por prefeitura não é o medicamento original aprovado pela Anvisa e pode expor pacientes a insegurança sanitária.

    Saúde – A farmacêutica Eli Lilly and Company se posicionou contra o formato adotado pela Prefeitura de Urupês para oferecer gratuitamente tirzepatida a pacientes com obesidade na rede municipal de saúde. Segundo a empresa, o produto distribuído não é o medicamento original Mounjaro, mas uma versão manipulada da substância — o que, na avaliação da companhia, pode colocar a população em risco.

    Em nota enviada à imprensa, a farmacêutica destacou que reconhece a gravidade do avanço da obesidade e a pressão enfrentada por gestores públicos. No entanto, afirmou que boas intenções não substituem o cumprimento das normas regulatórias e dos padrões de segurança exigidos para medicamentos aprovados.

    Diferença entre o produto original e a versão manipulada

    De acordo com a empresa, o Mounjaro é o único medicamento à base de tirzepatida aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já o produto distribuído no município, segundo a Lilly, seria uma formulação manipulada produzida em escala industrial — prática que, conforme a legislação brasileira, não pode substituir medicamentos industrializados registrados.

    A farmacêutica afirmou que medicamentos manipulados não passam pelos mesmos processos rigorosos de avaliação relacionados à síntese da substância, purificação, esterilidade, controle de impurezas e armazenamento.

    Ainda segundo a empresa, foram identificadas, no Brasil e em outros países, versões manipuladas de tirzepatida com problemas como presença de bactérias, níveis elevados de endotoxinas, impurezas relevantes e até divergências na composição química.

    “O que está sendo distribuído não é Mounjaro. O produto não foi revisado nem aprovado pela Anvisa e não pode ser considerado seguro, eficaz ou equivalente ao medicamento aprovado”, afirmou a companhia em nota.

    Prefeitura defende legalidade do programa

    A Prefeitura de Urupês informou que adquiriu o medicamento de uma empresa farmacêutica sediada em Santana de Parnaíba (SP), que, segundo a administração municipal, possui regularização junto à Anvisa. O município sustenta que a iniciativa segue as normas sanitárias vigentes.

    O programa deve contemplar cerca de 200 pacientes de forma gradual, com acompanhamento multidisciplinar envolvendo endocrinologista, nutricionista, psicólogo, profissional de educação física e assistente social.

    A prioridade, neste primeiro momento, será para pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e pessoas em situação de vulnerabilidade social sem condições de custear o tratamento na rede privada.

    Critérios para acesso

    Para participar do programa, os pacientes precisam atender a requisitos específicos, como:

    Ter 40 anos ou mais (exceto em casos de IMC acima de 40 kg/m²);

    Apresentar IMC igual ou superior a 35 kg/m² com pelo menos uma comorbidade;

    Ou IMC igual ou superior a 30 kg/m² com duas comorbidades;

    Comprovar tentativa prévia de tratamento não farmacológico por pelo menos seis meses.

    A prefeitura também informou que o uso do medicamento está condicionado à adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento médico contínuo, não sendo permitido para fins estéticos.

    Debate sobre acesso e segurança

    Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) indicam que cerca de 43% da população de Urupês apresenta algum grau de sobrepeso, cenário que reforça a preocupação local com políticas públicas de enfrentamento à obesidade.

    O Ministério da Saúde esclareceu que prefeituras têm autonomia para disponibilizar medicamentos com recursos próprios, desde que respeitem as normas sanitárias.

    A tirzepatida é um medicamento injetável desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e que também demonstrou eficácia na redução de peso ao atuar em hormônios ligados ao controle do apetite e do metabolismo. No entanto, apesar de aprovado pela Anvisa para comercialização, o fármaco ainda não foi incorporado de forma ampla ao Sistema Único de Saúde (SUS) em nível nacional.

    O caso reacende o debate sobre acesso a terapias inovadoras, responsabilidade regulatória e os limites legais para manipulação de medicamentos no Brasil — especialmente quando se trata de políticas públicas voltadas a doenças crônicas como a obesidade.

  • Nova tecnologia do SUS reduz tempo de diagnóstico para doenças raras

    Plataforma de sequenciamento completo de DNA deve reduza o tempo de diagnóstico de sete anos para seis meses.

    Saúde – O SUS (Sistema Único de Saúde) vai contar com uma tecnologia para agilizar e deixar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A estimativa é que nova plataforma de sequenciamento completo de DNA que vai ser ofertada na rede pública atenda até 20 mil demandas de todo o Brasil por ano e reduza o tempo de espera de um diagnóstico de sete anos para seis meses.

    O anúncio foi feito, na quinta (26), pelo Ministério da Saúde, em evento em Brasília.  A estimativa é que pelo menos 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no País.

    “Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, detalhou Padilha.

    A redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes, conforme ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou a habilitação de novos serviços para tratamento de doenças raras. Padilha lembrou que o próximo sábado é dia mundial para conscientização sobre doenças raras.

    Ampliação de serviços

    O ministro defendeu que o país tenha autonomia de pesquisa, produção e tratamento de doenças raras, inclusive prevendo transferências de tecnologias de outros centros de ponta nessa área. “Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo onde as pessoas vivem e moram”, ponderou.

    O coordenador de doenças raras do ministério, Natan Monsores, explicou que todo paciente que for atendido em um serviço de referência or for identificado dentro de um serviço de referência de triagem neonatal poderá ser encaminhado para os polos de sequenciamento. “Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano. Nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar até R$ 5 mil, por R$ 1,2 mil”.

    Monsores esclarece que a resolução diagnóstica é bastante precisa.

    “É um ganho enorme para a comunidade de pessoas com doenças raras. Fornecendo para os médicos geneticistas, para as equipes de neurologia e de pediatria, uma ferramenta essencial para fechar esse diagnóstico”.

    Início com um cotonete

    A coleta do material é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, que colhe células a serem encaminhadas para os laboratórios. Esse teste também pode ser feito com sangue.

    “Permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, de condições que implicam no atraso do desenvolvimento global das crianças, e também uma enorme diversidade de condições genéticas que podem afetar essas crianças”, diz Monsores.

    O coordenador disse que existem 11 unidades da federação com serviços ativados. Em 90 dias após ação com a ferramenta, foi possível verificar 412 testes já com sequenciamento feito com 175 laudos.

    “A nossa perspectiva é fazer a expansão dessa rede para todas as unidades da federação até abril de 2026”.

    Outro anúncio do Ministério da Saúde foi o tratamento das crianças com uma terapia gênica inovadora para crianças com atrofia muscular espinhal (AME). “É uma doença que, se não tratada em tempo hábil, é letal. Todas as crianças que receberam essa terapia têm a interrupção da progressão dessa condição”.

    Avanços

    A presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências, Maria Cecília Oliveira, que estava no evento do anúncio, celebrou o que chamou de “avanços” nas políticas públicas relacionadas aos pacientes com doenças raras.

    “Eu espero que o programa Agora tem especialistas seja realmente um programa que possa impactar significativamente os pacientes com doenças raras, que é a nossa luta”, disse Maria Cecília.

    Outra representante de pacientes nesta condição, Lauda Santos, que é presidente da Amaviraras (Associação Maria Vitoria de Doenças Raras e Crônicas) e cofundadora e vice-presidente da Febrararas (Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras) destacou a importância da divulgação do serviço para o SUS.

    Lauda diz entender que um dos maiores desafios do governo é que essas informações cheguem até os pacientes. “As dificuldades continuam. A gente espera que isso mude porque tudo leva um tempo para poder entrar nos trilhos”.

    Ela ainda defendeu que deve haver o fortalecimento de entidades que defendam os pacientes e lamentou a carga de impostos para os medicamentos.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Amazonas avança em debate com o Ministério da Saúde para reduzir desigualdades raciais no atendimento do SUS

    Encontro entre SES-AM e governo federal discute estratégias para aplicar política nacional voltada à saúde da população negra no estado.

    Amazonas – A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Ministério da Saúde realizaram, na sexta-feira (06/02), um encontro institucional para discutir a ampliação de políticas públicas voltadas à promoção da equidade racial na saúde. A reunião teve como foco o alinhamento técnico para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no estado.

    Durante o encontro, representantes das duas esferas de governo debateram os principais desafios e potencialidades do Amazonas na execução da política, levando em consideração as especificidades territoriais, sociais e étnico-raciais da região. Também foram discutidas estratégias para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a ampliação da gestão participativa e o incentivo ao controle social no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que o diálogo representa um passo importante para consolidar a equidade como eixo central das ações em saúde no Amazonas. “Esse alinhamento reforça a construção de políticas públicas que consideram as realidades do nosso território e reafirma o compromisso com a justiça social, o acesso universal e o cuidado integral, especialmente para a população negra”, afirmou.

    A secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde da SES-AM, Diana Lima, ressaltou que a agenda é estratégica e baseada em dados técnicos, com o objetivo de orientar a construção de soluções efetivas e a pactuação de ações voltadas à redução das iniquidades raciais no sistema de saúde.

    Já a coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra do Ministério da Saúde, Rose Santos, enfatizou a importância da articulação entre União, estado e municípios. Segundo ela, o fortalecimento dessa cooperação é essencial para garantir a continuidade dos projetos no Amazonas, com políticas orientadas pela equidade e pelo reconhecimento das especificidades da população negra e amazônica.

  • SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

    Prematuros e crianças com condições de saúde específicas, como cardiopatias e síndrome de down, recebem agora o imunizante nirsevimabe.

    Saúde – A partir deste mês, bebês prematuros e com comorbidades poderão receber vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento oferecido é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença.

    O ministério da Saúde explica que o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata. Não há necessidade, nesse caso, de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos.

    São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades que atingem bebês de até 2 anos de idade são: doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para todo o país.

    O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

    Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

    Imunizante foi considerado caro diante do impacto da doença.

    Saúde – O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

    A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

    “O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

    O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

    Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

    Herpes-zóster

    O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

    Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

    Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

    Tratamento no SUS

    Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a pele. Quando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.

    De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.

    Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.


    Fonte e Foto: Agência Brasil