A coligação “Força Amazonas”, encabeçada por Omar Aziz (PSD), recorreu ao TRE-AM para ter acesso aos dados internos da Quaest sobre a eleição estadual, incluindo planilhas, questionários, identificação dos entrevistadores e o próprio banco de dados do levantamento. A Justiça deferiu o pedido e deu dois dias para que a Quaest abra as informações à coligação. O candidato ao governo não pediu a suspensão da pesquisa, mas decidiu conferir como os números foram produzidos.
Lupa – Não é de agora que Omar Aziz decidiu conferir por dentro as pesquisas eleitorais. Em julho, o PSD, partido do senador, conseguiu na Justiça acesso aos dados internos de levantamentos da Action Marketing e do IPEN. Agora, já por meio da coligação Força Amazonas, obteve decisão semelhante envolvendo a Quaest.
Método – O movimento revela uma estratégia que vem sendo repetida ao longo da campanha: acompanhar não apenas os resultados divulgados, mas também a forma como eles são produzidos.
Contestação – A iniciativa ganha ainda mais significado numa eleição em que outro levantamento, do Direto ao Ponto, acabou tendo sua divulgação suspensa pela Justiça após questionamentos sobre a composição territorial da amostra.
Ofensiva 1 – A medida atendeu a um pedido da coligação “Pra Cima Amazonas”, de David Almeida. No levantamento, o candidato do Avante aparecia em quarto colocado; Maria do Carmo (PL) em terceiro; e Omar Aziz e Roberto Cidade (União Brasil) empatados.
Ofensiva 2 – Dias antes, a campanha de David também conseguiu tirar de circulação uma pesquisa que lhe era especialmente desfavorável. O levantamento da Projeta colocava o candidato do Avante em terceiro lugar na corrida pelo Governo do Amazonas e ainda atribuía a ele o maior índice de rejeição entre os concorrentes.
Sucessão – Sete governadores da região Norte não poderão disputar a reeleição em 2026. O cenário abre espaço para uma renovação ampla nos executivos estaduais e torna a região uma das áreas mais fragmentadas da disputa nacional. Amazonas e Tocantins possuem o maior número de candidatos ao governo, com sete em cada estado.
Peneira – O MP Eleitoral contestou 974 candidaturas em todo o país por razões como condenações, abuso de poder e irregularidades partidárias. Nove pedidos atingem chapas para governador ou vice. A situação é agravada pelas dúvidas sobre a aplicação das mudanças promovidas na Lei da Ficha Limpa.
Cobrança – Esta semana, a Reitoria da Ufam foi cobrada por protocolos mais claros para receber e apurar denúncias de assédio. A mobilização pediu respostas institucionais, transparência e proteção às vítimas.
Alerta – Comunidades amazônicas já relatam redução do nível dos rios e perdas na produção diante da possibilidade de um novo El Niño. O cenário pressiona governos e candidatos a apresentarem planos para abastecimento, transporte, saúde e apoio às populações isoladas antes que a estiagem se agrave.
Fonte: Acrítica.com









