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Home Policial

“Hoje eu vi que a Justiça não falha”, diz pai de Débora após condenação dos acusados

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1 de junho de 2026
in Policial
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“Hoje eu vi que a Justiça não falha”, diz pai de Débora após condenação dos acusados
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Após cinco dias de julgamento, Gil Romero e José Nílson são condenados pela morte de Débora da Silva Alves e do bebê que ela esperava; pai da vítima afirma sentir alívio com o veredito

Policial – “Hoje eu vi que a Justiça não falha”, declarou José Júnior, pai de Débora da Silva Alves, após condenação de Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, acusados pela morte de sua filha e do bebê que ela carregava no ventre. O julgamento foi concluído na madrugada desta segunda-feira (1°) no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, zona Sul de Manaus.

O réu Gil Romero Machado Batista foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver, ficando sua pena em 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado. Já José Nílson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão. Para ele, o conselho de sentença afastou duas qualificadoras e o feminicídio, condenando-o por homicídio qualificado por motivo torpe.

“Ela (Débora) não vai voltar, mas nós temos uma leveza de que a justiça está sendo feita. Eu creio que esses homens não voltam mais para a sociedade. Eles vão ficar lá, vão pagar pelo crime deles, para nunca mais eles fazerem isso com ninguém. Isso vai servir de exemplo para que outras pessoas não façam o que fizeram com a minha filha”, afirmou emocionado o pai da vítima

O julgamento presidido pelo juiz titular da 2ª Vara do Júri, Fábio Alfaia, teve início na manhã da última quarta-feira (27/05) e se estendeu por cinco dias, quando foi proferida a sentença dos acusados na madrugada desta segunda-feira (1°).

“Nós perdemos a Débora. Eles estão vivos, mas nós estamos um pouco felizes porque a Justiça está sendo feita. O pedido de perdão do José Nilson foi de coração. Senti porque ele estava chorando. O outro (Gil Romero) não. Ele estava falando conosco como se estivesse falando com pessoas num bar. Sem emoção. Uma pessoa fria. A gente não via arrependimento. Não tinha e nem tem”, relatou José Júnior.

Sobre o julgamento

Os trabalhos se prolongaram até as primeiras horas do dia 1º, devido à complexidade do caso e ao grande número de depoimentos. Após intensos debates entre acusação e defesa, o juiz acolheu os argumentos do Ministério Público do Amazonas (MPAM), reconhecendo que a materialidade dos crimes foi comprovada por meio de laudo antropológico, perícia indireta de corpo de delito, certidão de óbito e relatórios investigativos.

Os indícios de autoria foram considerados sólidos, sustentados por depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, rastreamentos realizados e pela própria confissão dos acusados durante a investigação policial.

Sobre o caso

O crime ocorreu em julho de 2023 e chocou o Amazonas pela extrema crueldade. Conforme as investigações, Débora foi atraída pelos acusados sob o pretexto de receber um berço para o bebê que esperava. Ao chegar ao local combinado, nas proximidades da Usina Termelétrica Mauá, na zona leste de Manaus, ela foi assassinada.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem foi morta por asfixia, teve o bebê retirado de seu ventre e o corpo colocado dentro de um tonel. Como o cadáver não cabia no recipiente, os pés da vítima foram mutilados. Em seguida, os acusados atearam fogo no corpo para ocultar o crime.

Fonte: Daniel Brandão – Acrítica.com

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