A greve do transporte coletivo deflagrada em Manaus nesta segunda-feira (20), em pleno período eleitoral, causou uma disputa de acusações e narrativas entre as administrações dos executivos municipal e estadual, que resolveram se acusar mutuamente de serem os causadores da paralisação dos ônibus na capital.
O prefeito Renato Júnior (Avante) convocou uma coletiva de imprensa na qual acusou o governador Roberto Cidade (União) de ser o responsável pela dívida que causou a greve. Imediatamente em seguida, o Governo do Amazonas também convocou uma coletiva, na qual o vice-governador Serafim Corrêa (PSB) acusou a prefeitura de ter uma dívida mais de dez vezes maior com as empresas de ônibus.
ultrapassam R$ 190 milhões.
“Para contribuir na solução do problema, nós autorizamos a Seduc e a Sefaz que tomem as providências para nas próximas 24 horas depositarem R$ 18 milhões, que é o valor que nós entendemos que é devido referente aos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e julho”, declarou Serafim.
O vice-governador afirmou que, com o cumprimento rigoroso da decisão judicial, considera encerrada a situação de conflito entre o governo do estado e o Sinetram. “O que é responsabilidade do estado está definido numa decisão judicial que é pagar R$ 3 milhões a cada mês. São 6 meses, dá R$ 18 milhões. Como nós temos responsabilidade com dinheiro público, não vamos pagar uma coisa que não corresponda à efetiva prestação do serviço”, pontuou.
Convênio com a prefeitura
Serafim esclareceu ainda que o convênio entre o estado e a Prefeitura de Manaus foi encerrado em 2025. Em 2026, a relação de pagamento do subsídio estudantil passou a ser direta entre o Governo do Estado e o Sinetram. “O convênio foi encerrado em 2025. Em 2026, o que tem que ser pago é uma relação direta entre governo do estado e Sinetram. Não há mais relação entre governo do estado e prefeitura de Manaus”, disse.
O vice-governador aproveitou para devolver a acusação de causador da greve à Prefeitura de Manaus. “A greve de ontem não tem a ver com esse pagamento [do Estado]. Se vocês consultarem o site do Tribunal Regional do Trabalho, a greve diz respeito a um outro débito que não é do governo do estado do Amazonas, mas de outro ente público. Existe um débito de R$ 190 milhões da Prefeitura de Manaus. Então, a greve não foi causada pelo governo do Amazonas”, disparou.
Fonte; Acrítica.com









