Fartamente anunciada e antecipada, a possibilidade de uma nova estiagem severa na Amazônia já mobiliza a indústria e o comércio de Manaus, que começaram a reforçar estratégias para evitar desabastecimento e reduzir os impactos de eventuais restrições à navegação na região. Ao mesmo tempo, as entidades do setor produtivo se articulam para contestar uma possível volta da chamada “taxa da seca”, sobretaxa cobrada por empresas de navegação durante períodos de baixa dos rios.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirmou nesta sexta-feira (14) que as grandes empresas já adotam medidas preventivas, principalmente por meio da formação de estoques reguladores. Segundo ele, o nível atual de navegabilidade ainda permite a operação dentro dos parâmetros necessários, mas o setor já trabalha com alternativas para o período de vazante.
preocupação das empresas amazonenses não se restringe ao valor da sobretaxa, mas também ao efeito que um aumento do frete pode provocar sobre toda a cadeia de abastecimento. Em 2024, durante um dos períodos mais severos de seca registrados na região, a cobrança extraordinária chegou a ser alvo de forte reação do setor produtivo e dos órgãos de controle.
Em abril deste ano, o Ministério Público Federal recomendou à Antaq, à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental e a empresas de navegação que fossem observados critérios para limitar a cobrança da sobretaxa no Amazonas. A recomendação também citou a necessidade de informações claras e transparentes sobre fato gerador, serviços abrangidos, base de cálculo e período de aplicação.
PREPARADOS
Para Antonio Silva, a estratégia do setor precisa combinar estoque, alternativas portuárias e novas rotas de transporte. Ele afirmou que a indústria amazonense já se prepara para enfrentar a estiagem, mas ressaltou que não há espaço para absorver indiscriminadamente novos custos logísticos.
O presidente da Fieam afirmou ainda que as entidades empresariais estão acompanhando as movimentações das companhias de navegação e que a Associação Comercial conduz as tratativas relacionadas à eventual cobrança. “Não podemos absorver nenhum custo a mais”, afirmou
Fonte: Acrítica.com









