Mesmo com o acesso cada vez maior à informação, muitos mitos sobre a amamentação continuam sendo compartilhados entre familiares, amigos e nas redes sociais. A crença de que existe “leite fraco”, de que beber cerveja preta, chás ou consumir determinados alimentos aumenta a produção de leite e até a ideia de que o bebê chora porque o leite materno “não sustenta” ainda fazem parte da realidade de muitas mulheres. Segundo a médica nutróloga e docente da Afya Educação Médica, Bruna D’Avila, essas afirmações não encontram respaldo científico e podem gerar insegurança, comprometendo a experiência da amamentação.
“O leite materno é um alimento vivo, dinâmico e adaptado às necessidades do bebê. Sua composição se modifica ao longo da mamada e também ao longo do tempo, justamente para atender às diferentes necessidades da criança. Por isso, não existe, na prática, o conceito de ‘leite fraco'”, explica.
A médica destaca que outra crença bastante difundida é a de que determinados alimentos ou bebidas seriam capazes de aumentar significativamente a produção de leite. Entre as recomendações populares mais conhecidas estão o consumo de canjica, cerveja preta e diferentes tipos de chás. No entanto, de acordo com a nutróloga, essas práticas não possuem evidências científicas robustas.
“É importante separar a alimentação adequada da mãe dos chamados alimentos que aumentam o leite. Não existe um alimento universalmente comprovado como capaz de aumentar a produção de leite materno de forma significativa. Inclusive, bebidas alcoólicas não são recomendadas como estratégia para estimular a lactação”, afirma.
realizados na sede da instituição, na avenida André Araújo, 2767, bairro Aleixo.
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Fonte: Acrítica.com









