O que começou como a busca por alívio para uma leve tensão cervical transformou radicalmente a vida de Jonathan Buckelew. Saudável antes do procedimento, o jovem sofreu uma rara dissecção da artéria vertebral durante uma manipulação cervical de alta velocidade realizada por um quiropraxista. A lesão interrompeu o fluxo sanguíneo para o cérebro e desencadeou um Acidente Vascular Cerebral (AVC) grave.
O derrame atingiu o tronco cerebral de Jonathan, resultando na síndrome do encarceramento, uma das condições neurológicas mais devastadoras da medicina.
Apesar de manter a mente plenamente consciente, com a memória e o raciocínio intactos, ele perdeu quase todos os movimentos voluntários do corpo. Para interagir com a família e a equipe médica, Jonathan passou a depender de ventilação mecânica, alimentação por sonda e tecnologia de rastreamento ocular.
O caso gerou ampla repercussão, mas um detalhe fundamental costuma ser omitido nas publicações que circulam pelas redes sociais: a indenização de US$ 75 milhões não foi concedida contra o quiropraxista.
Um júri concluiu que a responsabilidade pela alta cifra recai sobre médicos do pronto-socorro e um radiologista, que falharam ao não reconhecer rapidamente os sintomas da dissecção da artéria vertebral e do AVC.
A negligência no diagnóstico precoce atrasou intervenções médicas que poderiam ter mitigado a gravidade dos danos cerebrais.
A indenização milionária foi calculada com o objetivo de assegurar a infraestrutura e os cuidados médicos permanentes que Jonathan precisará custear pelo restante de sua vida.
Fonte: D24am.









