A intenção de consumo das famílias amazonenses cresceu 0,6% em agosto e alcançou 128,9 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O resultado mantém o indicador em patamar de satisfação, acima dos 100 pontos, e representa o segundo mês consecutivo de crescimento. Na comparação com agosto de 2025, o índice apresentou alta de 9,2%, com todos os componentes registrando variações positivas.
Apesar da magnitude semelhante, a composição dos resultados foi diferente entre os grupos.
Na comparação anual, as famílias de maior renda apresentaram forte avanço na Perspectiva Profissional (+14,5%) e na Perspectiva de Consumo (+22,2%). Entre as famílias de menor renda, o Momento para Compra de Duráveis teve alta de 25,0%, reforçando o papel do crédito e das condições de aquisição na sustentação da intenção de consumo desse grupo.
Considerando a variação mensal, houve melhora da intenção de consumo nos dois grupos, mas novamente com maior intensidade entre as famílias com mais de 10 salários mínimos (+0,9% mensal, após dois meses de queda), enquanto para as de menor renda houve a segunda alta consecutiva (+0,5%).
Entre as famílias de menor renda, os principais destaques positivos foram o Acesso ao Crédito (+7,0%) e a Perspectiva de Consumo (+2,8%). Enquanto houve retração da Renda Atual (-1,5%) e, principalmente, do Momento para Compra de Duráveis (-3,3%).
Já entre as famílias de maior renda, o avanço mensal foi sustentado principalmente pela Perspectiva de Consumo (+6,0%) e pelo Nível de Consumo Atual (+2,0%). Em contrapartida, a Renda Atual recuou 1,8% e a Perspectiva Profissional caiu 1,3%.
Para as famílias de menor renda, o crédito é o principal mecanismo de sustentação da intenção de consumo, ao passo que as famílias de maior renda são menos vulneráveis a essa variável. O comportamento da percepção de compra dos duráveis reforça essa distinção: enquanto a percepção para aquisição desses bens recuou 3,3% entre as famílias de menor renda, avançou 1,2% entre as de maior renda
Fonte: Acrítica.com









