Imagens de câmeras de segurança registraram uma situação que provocou indignação em uma academia no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife. No vídeo, um instrutor se aproxima de uma aluna durante o treino, segura a mulher pela cintura e, em seguida, morde o ombro dela.
O episódio aconteceu em maio, mas voltou a repercutir após as imagens serem divulgadas e a vítima encontrar novamente o profissional trabalhando no estabelecimento cerca de três meses depois.
A mulher, que é professora, procurou as autoridades e denunciou o instrutor por importunação sexual. Segundo o relato apresentado à polícia, aquela não teria sido a primeira situação de comportamento invasivo. Ela afirmou que o homem já havia tocado suas costas e a abraçado sem autorização durante outros treinos.
Câmeras registraram abordagem
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Nas imagens, o instrutor aparece próximo à aluna e, em determinado momento, segura a cintura dela. Na sequência, ele morde o ombro da mulher.
A vítima reage imediatamente, tenta afastá-lo e demonstra desconforto com a situação.
Segundo o relato feito pela professora, após a mordida o homem ainda teria segurado seu braço, simulado que iria derrubá-la e chegado a levantá-la. A mulher afirma que nenhum desses contatos foi autorizado.
Ainda no dia do episódio, ela comunicou o ocorrido à proprietária da academia. Dois dias depois, procurou a Delegacia da Mulher, no bairro de Santo Amaro, para registrar a denúncia.
Profissional foi desligado
Após tomar conhecimento da denúncia, a academia informou que desligou o instrutor e entregou as imagens do circuito interno às autoridades. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.
A situação voltou a causar revolta quando, na terça-feira (19), a professora retornou ao estabelecimento e encontrou novamente o mesmo profissional trabalhando no local.
A direção explicou que dois funcionários estavam afastados por motivos médicos e que o antigo instrutor havia sido chamado para cobrir temporariamente as ausências.
Em nota, a academia afirmou que não houve recontratação ou readmissão do profissional. Segundo o estabelecimento, ele teria sido convocado excepcionalmente para apenas duas diárias, depois que outras tentativas de encontrar substitutos não deram resultado.
A empresa também declarou que não compactua com a conduta denunciada e que permanece à disposição da vítima e das autoridades responsáveis pela investigação.
Investigação continua
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Até a última atualização, não havia informação sobre eventual indiciamento do instrutor.
As imagens das câmeras de segurança devem fazer parte da investigação e poderão auxiliar as autoridades na análise da denúncia apresentada pela vítima.
O caso também reacendeu o debate sobre consentimento e respeito no ambiente de academias, especialmente em situações envolvendo contatos físicos que não foram autorizados pela pessoa abordada.









