A fumaça provocada por incêndios florestais gerou 559 atendimentos na rede estadual de saúde em Manaus entre os dias 1º e 17 de outubro. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), apenas em um único sábado foram contabilizados 92 atendimentos com queixas associadas à poluição do ar.
Entre os principais sintomas relatados pelos pacientes nas unidades de saúde estão tosse, falta de ar, dor de cabeça, febre, dor no peito e irritação na garganta, além de quadros de coriza, cansaço, mal-estar e náusea. O volume de ocorrências registrou alta no decorrer do mês: do total apurado no período, mais de 350 casos concentraram-se na última semana.
Grupos de risco e monitoramento
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), os hospitais estaduais mantêm a capacidade operacional e não se encontram sobrecarregados, mas uma estrutura de contingência foi organizada para absorver o fluxo de pacientes. A pasta reforça o alerta para grupos de maior vulnerabilidade, como bebês e crianças pequenas, idosos com mais de 70 anos, gestantes e pessoas com histórico de problemas respiratórios ou cardíacos.
A crise de estiagem que atinge a região também impõe dificuldades logísticas para o abastecimento de unidades médicas em comunidades isoladas. Na última semana, mais de 2 milhões de medicamentos foram despachados para o interior do Amazonas. A distribuição em áreas de difícil acesso tem ocorrido com suporte de helicópteros em cooperação com o Ministério da Saúde
Para minimizar os impactos causados pela inalação de fumaça, os órgãos de saúde recomendam reduzir o tempo de exposição em ambientes abertos, suspender atividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver degradada, manter portas e janelas fechadas durante picos de fumaça e aumentar a ingestão diária de água.









