Categoria: Política

  • “Guerra é do Trump, não do Brasil”: Lula reage à crise no petróleo e alerta para impacto nos preços

    Presidente critica cenário internacional, promete conter alta do diesel e diz que brasileiros não podem pagar pela escalada do conflito.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar de forma contundente sobre o cenário internacional ao afirmar que os efeitos da guerra envolvendo o Irã não devem recair sobre a população brasileira.

    Durante evento em São Paulo, Lula destacou que o aumento no preço do petróleo já pressiona diretamente o valor dos combustíveis, especialmente o diesel, e pode provocar efeito cascata na inflação.

    > “A guerra é do Trump, não é do povo brasileiro”, declarou.

    Governo tenta segurar alta do diesel

    O presidente afirmou que o governo está adotando todas as medidas possíveis para evitar o aumento do preço do diesel, considerado um dos principais fatores de impacto no custo de vida.

    Segundo Lula, mesmo quando a Petrobras reduz os preços, a queda nem sempre chega ao consumidor final devido à atuação de intermediários no mercado.

    Ele também reforçou que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público estão atentos para fiscalizar possíveis distorções nos preços.

    Plano prevê subsídio bilionário

    Para conter a escalada dos combustíveis, o governo prepara uma medida provisória que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro no diesel importado.

    A proposta envolve um custo estimado de R$ 3 bilhões em dois meses, dividido entre a União e os estados. A iniciativa busca evitar desabastecimento e reduzir os impactos da alta internacional do petróleo no mercado interno.

    Críticas a potências mundiais

    Lula também fez críticas diretas às grandes potências globais, incluindo Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

    Segundo ele, os países que deveriam garantir a paz mundial estão contribuindo para conflitos que afetam toda a economia global.

    O presidente alertou que o aumento do combustível impacta diretamente produtos básicos, como alimentos, e reforçou a necessidade de estabilidade internacional.

    Conflito segue sem solução

    A guerra no Irã já dura cerca de um mês e continua sem perspectiva de acordo. Desde o início dos ataques, o preço do petróleo disparou aproximadamente 50%, aumentando os riscos econômicos e pressionando países dependentes de importação, como o Brasil.

    Diante do cenário, o governo brasileiro tenta equilibrar medidas internas para proteger a economia enquanto acompanha a evolução do conflito no cenário internacional.

  • Master comprou parte de carteiras de crédito podre na terça-feira de Carnaval e revendeu ao BRB na Quarta-Feira de Cinzas

    Documentos apontam que banco de Daniel Vorcaro afirmou ter desembolsado R$ 143,6 milhões à Tirreno e repassou ao Banco de Brasília por R$ 251,2 milhões.

    Política – Um documento interno do Banco Regional de Brasília (BRB) revelou que o Banco Master afirmou ter comprado, por R$ 143,6 milhões, uma carteira de créditos podres da Tirreno no dia 4 de março de 2025, uma terça-feira de Carnaval. No dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas, o ativo foi repassado ao BRB por R$ 251,2 milhões.

    Ao longo do ano de 2025, o BRB tentou comprar o 58% das ações Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi barrada pelo Banco Central, que liquidou o banco na mesma data em que prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro.

    As transações estão destacadas em um relatório feito pelo grupo de trabalho do BRB criado para analisar as transações com o Banco Master.

    O parecer, concluído em 19 de maio de 2025, chama a atenção ao fato da transação entre o Master e a Tirreno ter sido realizada em um feriado nacional, quando não há expediente bancário.

    No dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas, o Banco Master revendeu a mesma carteira de crédito ao BRB por R$ 251,2 milhões.

    Na data da operação com o BRB, a carteira de crédito estava avaliada pelo Master em R$ 143,8 milhões, o que indica que o ágio — valor a mais que o comprador aceita pagar esperando lucrar com os juros futuros embutidos nas parcelas — foi de R$ 107,3 milhões.

    Como mostrou o g1, foi apenas em uma visita técnica realizada nos dias 29 e 30 de abril de 2025 que o BRB descobriu que boa parte das carteiras de créditos adquiridas do Master não tinham como fonte o banco de Daniel Vorcaro e sim a Tirreno.

    Documentos internos do banco estatal mostram que, enquanto a compra do Master pelo BRB era avaliada pelo Banco Central, a equipe do banco de Vorcaro deixou de responder a cobranças formais e não esclareceu pendências relacionadas a carteiras de crédito adquiridas pelo BRB.

    A suspeita é que o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu, com vencimento em 2025. Comprou então créditos – sem realizar qualquer pagamento – da Tirreno para, em seguida, revender ao BRB.

    Fonte: G1

  • Eduardo reage e ataca Moraes após vídeo quase derrubar domiciliar de Bolsonaro

    Deputado critica decisão do STF, fala em perseguição política e diz que medida tenta criar narrativa contra ele.

    Política – O deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu publicamente após a repercussão de um vídeo que quase provocou a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A gravação, feita pelo parlamentar, levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a solicitar explicações formais à defesa do ex-presidente. A medida ocorreu diante da suspeita de possível descumprimento das regras impostas ao regime domiciliar, que proíbe Bolsonaro de acessar celulares ou conteúdos digitais.

    Veja o vídeo acessando o link:

    https://www.instagram.com/reel/DWjWmb5gR4s/?igsh=MTRhaHBmZHB4bDcxdg==

    Deputado fala em motivação política

    Em publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro criticou duramente a decisão de Moraes e afirmou que o pedido de esclarecimentos tem caráter político.

    Segundo o deputado, a iniciativa do ministro não teria base jurídica, mas sim a intenção de construir uma narrativa contra ele.

    > “A gente sabe que isso não tem nada de jurídico, a intenção é 100% política”, declarou.

    O parlamentar também afirmou que o episódio seria mais uma tentativa de atingi-lo diretamente no cenário político.

    Ataques e recado direto ao ministro

    Ainda na mesma publicação, Eduardo elevou o tom das críticas ao ministro do STF e afirmou que não pretende recuar em sua atuação política.

    > “Eu não vou parar”, disse.

    Em seguida, direcionou um recado direto a Alexandre de Moraes, acusando o magistrado de ignorar outras questões mais relevantes e insinuando irregularidades, sem apresentar provas.

    Risco de perda do benefício

    O episódio ganhou grande repercussão porque poderia ter consequências diretas para Jair Bolsonaro. Caso fosse comprovado o descumprimento das regras da prisão domiciliar, o ex-presidente poderia perder o benefício e retornar ao sistema prisional, na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

    A situação reforça o clima de tensão entre aliados do ex-presidente e o STF, além de ampliar o debate sobre os limites das medidas judiciais e a atuação política de familiares.

  • “Enfia Jesus no seu c…”: debate entre Pavanato e mulher trans explode e viraliza

    Discussão acalorada durante evento em São Paulo ganha repercussão nas redes e envolve críticas religiosas, identidade de gênero e embate político.

    Política – Um debate envolvendo o vereador Lucas Pavanato, da Câmara Municipal de São Paulo, e uma mulher trans ganhou grande repercussão nas redes sociais após um vídeo do momento circular amplamente na internet.

    O episódio ocorreu durante um evento público e rapidamente chamou atenção pelo tom elevado da discussão e pelas declarações trocadas entre os participantes.

    Troca de acusações e tensão no diálogo

    https://www.instagram.com/reel/DWjGMT6ARwC/?igsh=MW52c3huY2dueTJyNw==

    Durante o debate, a interlocutora utilizou falas ofensivas ao se referir à religião do parlamentar. Em resposta, Pavanato afirmou que “Jesus ama” a participante e criticou a forma como o diálogo estava sendo conduzido.

    O clima ficou ainda mais tenso com interrupções constantes, o que dificultou a continuidade das falas e ampliou o tom de confronto entre os envolvidos.

    Discussão se amplia para política

    Em outro momento, o vereador questionou uma segunda participante sobre a representatividade da deputada Erika Hilton na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

    A resposta negativa gerou novos desdobramentos na discussão, que passou a incluir críticas sobre posicionamentos políticos e representação institucional.

    Episódio levanta debate mais amplo

    A repercussão do caso reacendeu discussões sobre liberdade de expressão, respeito em debates públicos e os limites do confronto político em temas sensíveis como religião e identidade de gênero.

    O episódio evidencia o clima polarizado no debate público e reforça a necessidade de mediação e diálogo em espaços institucionais e sociais.

  • Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato e cita anistia a Bolsonaro como primeiro ato na Presidência

    Governador de Goiás disputava indicação internamente com Eduardo Leite e Ratinho Júnior, que desistiu da disputa na semana passada.

    Política – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve confirmada a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi oficializado por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, durante coletiva de imprensa em São Paulo nesta segunda-feira (30).

    “Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla geral e irrestrita”, afirmou Caiado após dizer que “a polarização não é um traço da política nacional” e que pode ser desativada “por alguém que não é parte dela”. Uma eventual anistia beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas.”

    Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido para disputar o Palácio do Planalto após disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana passada.

    Ao abrir o anúncio, Kassab classificou a decisão pelo pré-candidato como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente.

    O partido avalia haver espaço político para a de uma terceira via em meio à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), embora pesquisas de opinião indiquem chances consideradas baixas.

    Filiação ao PSD

    Caiado havia oficializado, em 14 de março, sua filiação ao PSD, em um movimento para viabilizar a candidatura presidencial. O ato ocorreu em Jaraguá, a cerca de 120 km de Goiânia. Durante o evento, o governador apresentou seu vice, Daniel Vilela, como pré-candidato à sucessão no governo estadual.

    No PSD, disputavam a indicação para a Presidência, além de Caiado, os governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite

    Leite havia migrado do PSDB para o PSD em maio de 2025. À época, Ratinho Jr. já era cotado como pré-candidato, mas acabou desistindo. Em janeiro deste ano, Caiado deixou o União Brasil para se filiar à legenda.

    Ao anunciar a mudança de partido, Caiado divulgou um vídeo ao lado de Leite e Ratinho Jr. e afirmou que “o que sair candidato” entre eles teria o apoio dos demais.

    Fonte: G1

  • Dino aponta insuficiência de transparência de ‘emendas PIX’ para fundação da Lagoinha e determina investigação

    Ministro determinou ainda coleta de novos documentos junto ao governo federal e a prefeituras. Igreja Batista da Lagoinha é citada no Caso Master por causa da ligação entre seu ex-pastor Fabiano Zettel e o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Política – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou nesta segunda-feira (30) insuficiência de transparência e rastreabilidade de “emendas PIX” destinadas à Fundação Oasis — braço social da Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão.

    Dino também determinou a abertura de uma investigação dentro do Supremo que, a depender dos elementos reunidos, poderá ser enviada à Polícia Federal (PF).

    Em 19 de março, o ministro determinou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e o Senado Federal prestassem esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões enviados via “emendas PIX” para a fundação.

    A determinação ocorreu após os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionarem o Supremo e apontarem que Viana — que presidiu a CMPI do INSS, concluída na última semana — fez os repasses à Fundação Oasis.

    Embora o Senado e o parlamentar tenham negado ilegalidades, o ministro identificou lacunas nos esclarecimentos e determinou a coleta de novos documentos junto ao governo federal e às prefeituras mineiras de Belo Horizonte e Capim Branco 

    O objetivo é assegurar a rastreabilidade dos recursos públicos e verificar se houve desvio de finalidade ou favorecimento pessoal nas indicações orçamentárias.

    Para sustentar seu parecer, Dino cita um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que indica evidências de “múltiplas irregularidades” nas emendas destinadas por Viana.

    Dino prossegue afirmando que tais diligências se mostram relevantes porque há suspeitas de “omissões” ou “proteções” no âmbito da CPMI do INSS envolvendo a Fundação Oásis.

    “Tais entidades são apontadas como objeto das investigações conduzidas pela CPMI presidida pelo senador, havendo alegação, por parte dos deputados federais denunciantes, de que requerimentos sobre esses temas não teriam sido apreciados por possível interesse pessoal do presidente da comissão, relacionados inclusive à execução de emendas parlamentares”, justificou.

    Ainda de acordo com o ministro, somente depois de receber essas informações complementares será possível analisar a representação dos parlamentares.

    Segundo os deputados que fizeram a representação, os valores das emendas indicadas foram:

    • R$ 1,5 milhão (2019): “emenda PIX” à Prefeitura de Belo Horizonte com destino carimbado à Fundação Oasis;
    • R$ 1,47 milhão (2023): repasse à Fundação Oasis de Capim Branco (região metropolitana de BH);
    • R$ 650,9 mil (2025): novo repasse à filial de Capim Branco.

    De acordo com os parlamentares, os repasses podem violar regras fixadas pelo Supremo para maior transparência, rastreabilidade e efetividade nos valores indicados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais.

    Na decisão da semana retrasada, Dino afirmou que é preciso esclarecer os fatos apontados pelos parlamentares.

    “A Fundação Oásis reafirma seu compromisso irrestrito com a transparência, a legalidade e a missão social que, há quase 30 anos, orienta sua atuação, permanecendo à disposição dos órgãos de controle para quaisquer esclarecimentos adicionais, confiante de que a apuração responsável dos fatos contribuirá para o pleno esclarecimento das informações”, informou a nota.

    Fonte: G1

  • Moraes cobra explicações da defesa de Bolsonaro após fala de Eduardo e levanta alerta sobre prisão domiciliar

    Declaração sobre exibição de vídeo ao ex-presidente gera suspeita de descumprimento das medidas impostas pelo STF.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente explicações em até 24 horas após uma declaração do deputado Eduardo Bolsonaro levantar suspeitas sobre possível descumprimento das regras da prisão domiciliar.

    A decisão ocorre depois que Eduardo afirmou que “mostraria” um vídeo ao pai, o que acendeu o alerta dentro da Corte.

    Restrições podem ter sido violadas

    Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob medidas restritivas, que incluem a proibição de uso de celular, acesso à internet e redes sociais.

    A fala do deputado gerou questionamentos sobre a possibilidade de o ex-presidente ter sido exposto a conteúdo digital, ainda que de forma indireta — o que pode configurar violação das condições impostas judicialmente.

    Risco de perder benefício

    Caso o Supremo entenda que houve descumprimento das regras, Bolsonaro pode sofrer sanções mais rígidas.

    Entre as possibilidades está a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao sistema prisional, como o Complexo da Papuda, em Brasília.

    Defesa terá prazo curto

    A defesa do ex-presidente agora precisa esclarecer o contexto da declaração e se houve, de fato, qualquer contato com conteúdos digitais proibidos.

    O caso adiciona mais um capítulo às disputas judiciais envolvendo Bolsonaro e reforça o rigor do STF no monitoramento das condições impostas ao ex-mandatário.

    Veja o vídeo acessando o link:

    https://www.instagram.com/reel/DWgrT_egcHi/?igsh=ZDFzazF1Z2w0d2Ft

  • Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro para ‘livre acesso’ de filhos à casa do ex-presidente durante prisão domiciliar

    Ministro do STF manteve restrição de horários para visitas dos filhos que não moram na residência de Bolsonaro. Defesa havia pedido a flexibilização das condições impostas.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) de revisão de condições impostas e concessão de “livre acesso” dos filhos do ex-presidente à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária.

    Nesta sexta-feira, Bolsonaro deixou o Hospital DF Star em Brasília e seguiu para a casa, no Jardim Botânico, após decisão de Moraes que autorizou o regime domiciliar de cumprimento de pena por 90 dias, em razão das condições de saúde do ex-presidente.

    No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Antes de ir para casa, ele estava detido na Papudinha, na capital federal.

    Moraes já havia autorizado visitas dos filhos do ex-presidente que não moram na casa em que Bolsonaro está preso em regime domiciliar. No entanto, as visitas devem seguir horários restritos de visitação, em conformidade com as regras de visitas em estabelecimentos prisionais. Essa restrição foi mantida pelo magistrado.

    As visitas deles devem ocorrer às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.

    Os advogados do ex-presidente haviam pedido a Moraes a flexibilização dessas condições.

    “A decisão [anterior de Moraes] estabelece tratamento diferenciado entre os filhos do custodiado (não residentes) e os demais familiares que possuem livre acesso à residência, ao prever, para aqueles, horários restritos de visitação”, disse a defesa.

    Ao negar o pedido da defesa, Moraes afirmou que a solicitação dos advogados “carece de qualquer viabilidade jurídica”.

    Atualmente, não moram na casa em que Bolsonaro está preso e têm autorização permanente para visitas os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é senador e pré-candidato à Presidência da República; Carlos Bolsonaro; e Jair Renan (PL), que é vereador em Balneário Camboriú (SC).

    Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que mora nos Estados Unidos e é alvo de processo judicial no Brasil, não tem autorização para visita.

    Flávio Bolsonaro já foi listado com um dos oito advogados do ex-presidente, o que permite a ele ter maior acesso ao pai.

    Após determinação de Moraes, a defesa de Bolsonaro também informou a lista de pessoas que trabalham na casa do ex-presidente e, neste sábado, especificou a função delas.

    De acordo com documento encaminhado ao STF, são 8 motoristas e seguranças (pessoais e da residência).

    Além disso, a casa recebe os serviços de duas empregadas domésticas, uma manicure e um piscineiro.

    Os advogados também comunicaram os quatro integrantes da equipe médica que prestará assistência a Bolsonaro na prisão domiciliar:

    1. Brasil Caiado (cardiologista)
    2. Cláudio Birolini (cirurgião)
    3. Leandro Echenique (cardiologista)
    4. Kleber Antônio Caiado de Freitas (fisioterapeuta)

    A lista dos enfermeiros e técnicos de enfermagem que vão acompanhar Bolsonaro ainda está em definição, segundo a defesa. A relação será informada nos próximos dias.

    Fonte: G1

  • Projeto polêmico prevê até R$ 5 mil para vítimas de violência comprarem armas

    Proposta aprovada na Câmara enfrenta veto do prefeito e críticas de especialistas, que alertam para riscos no uso de armamento como forma de proteção.

    Política – Um projeto aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Goiânia abriu um intenso debate sobre segurança pública e proteção às mulheres vítimas de violência.

    A proposta, de autoria do vereador Major Vitor Hugo, prevê auxílio financeiro escalonado para mulheres em situação de risco — incluindo até R$ 5 mil para a compra de arma de fogo, além de recursos para cursos de defesa pessoal e aquisição de equipamentos de proteção.

    Como funcionaria o auxílio

    O projeto estabelece uma espécie de “escala de proteção”, com diferentes etapas de apoio financeiro:

    Recursos para cursos de defesa pessoal ou artes marciais;

    Até R$ 400 para compra de spray de pimenta;

    R$ 1.200 para dispositivos de choque, como tasers;

    Até R$ 5.000 para aquisição de arma de fogo, após etapas prévias.

    Segundo o autor, a proposta busca ampliar os mecanismos de defesa diante do avanço da violência contra mulheres no país.

    Prefeito veta trechos e gera impasse

    O prefeito Sandro Mabel vetou os pontos mais controversos do projeto, especialmente aqueles que tratam da compra de armas e do uso de recursos públicos para esse fim.

    A decisão foi baseada em parecer da Procuradoria-Geral do Município, que apontou possíveis irregularidades, como:

    Criação de despesas sem previsão orçamentária;

    Invasão de competências do Poder Executivo;

    Tratamento de temas que seriam de responsabilidade da legislação federal, como o controle de armas.

    Agora, vereadores articulam para derrubar os vetos e manter o texto original.

    Especialistas alertam para riscos

    A proposta tem sido alvo de críticas de especialistas na área jurídica e de segurança pública. Para a juíza Gislaine Campos Reis, o uso de armas pode aumentar o risco para as próprias vítimas.

    Segundo ela, o manuseio inadequado e a possibilidade de o agressor tomar a arma podem agravar situações de violência doméstica, que muitas vezes ocorrem em contextos de vulnerabilidade emocional.

    A advogada Valéria Amorim também destaca que incentivar o uso de armas pode não ser a solução mais eficaz para um problema estrutural.

    Ela defende que medidas como orientação, monitoramento e acesso a dispositivos não letais podem oferecer maior segurança às vítimas.

    Debate deve continuar

    Apesar das críticas, parlamentares indicam que há tendência de derrubada dos vetos, já que o projeto foi aprovado de forma unânime.

    O caso reacende a discussão sobre quais estratégias são mais eficazes no combate à violência contra a mulher, colocando em confronto políticas de autodefesa e a responsabilidade do Estado na proteção das vítimas.

  • STF tem maioria para votação secreta em eleição indireta para o governo do Rio

    Ministros ainda não definiram contudo qual será o prazo de desincompatibilização para que interessados em disputar a eleição desocupem o cargo que atualmente ocupam.

    Política – O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (27) para confirmar que a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro deve ser secreta. Neste tipo de votação, os deputados estaduais escolhem o governador e não precisam divulgar em quem votaram.

    Votaram nesse sentido seis ministros: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin. Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram e votaram pela realização de eleição direta.

    A Corte ainda não formou, contudo, maioria sobre o prazo de 24 horas para a desincompatibilização de candidatos, ou seja, o prazo para que interessados na disputa desocupem os cargos que ocupam para participar do pleito.

    Está 5 a 1 pelo estabelecimento do prazo de 24 horas. O ministro Luiz Fux defende que o prazo deve ser de seis meses.

    O tribunal analisa, no plenário virtual, a ação que trata das regras para as eleições no estado. Os ministros avaliam a decisão individual do ministro Luiz Fux, relator do caso.

    O julgamento termina às 18h na segunda-feira (30). Até lá, os ministros podem alterar seus votos, o que pode alterar o placar da votação.

    Fonte: G1