Categoria: Política

  • Lula critica escolas cívico-militares ao sancionar novo Plano de Educação: “Brasil não precisa desse modelo”

    Presidente defende ensino público tradicional e afirma que modelo militar deve ser restrito a quem deseja seguir carreira nas Forças Armadas.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não precisa de escolas cívico-militares durante a sanção do novo Plano Nacional de Educação, realizada na última terça-feira (14).

    Durante o evento, Lula foi enfático ao defender o modelo de educação pública tradicional e gratuita, criticando a adoção de escolas com gestão militar.

    “O Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar”, declarou.

    Modelo deve ser exceção, diz presidente

    Segundo o presidente, esse tipo de ensino só faz sentido para jovens que pretendem seguir carreira militar.

    “É importante quando um menino ou uma menina quiser seguir a carreira militar”, afirmou.

    Veja ao vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DXJ_QFLjpfh/?igsh=MXR0dWplZXhyaDE0dw==

    A declaração reforça o posicionamento do governo federal de rever políticas educacionais implementadas na gestão anterior, que incentivaram a expansão desse modelo em diversas regiões do país.

    Novo plano traça metas para a próxima década

    O Plano Nacional de Educação estabelece diretrizes para os próximos 10 anos da educação brasileira.

    Elaborado pelo Ministério da Educação, o plano reúne:

    19 objetivos principais

    73 metas específicas

    372 estratégias de implementação

    Entre os focos estão a ampliação do acesso à educação, melhoria da qualidade do ensino e valorização dos profissionais da área.

    Debate sobre modelos de ensino segue aberto

    A fala de Lula reacende o debate sobre o papel das escolas cívico-militares no Brasil.

    Defensores do modelo argumentam que ele contribui para disciplina e desempenho escolar, enquanto críticos apontam riscos à diversidade pedagógica e à autonomia educacional.

    Educação no centro da agenda

    Ao sancionar o novo plano, Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que a educação será prioridade do governo nos próximos anos.

    A implementação das metas agora dependerá da articulação entre União, estados e municípios, além de investimentos contínuos para alcançar os objetivos definidos.

  • Lula acelera proposta para acabar com escala 6×1 e pressiona Congresso com urgência

    Projeto prevê jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso, mas enfrenta resistência do setor produtivo.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um.

    A proposta foi encaminhada com urgência constitucional, mecanismo que acelera a tramitação e obriga o Legislativo a dar prioridade à análise.

    Mudanças na jornada e garantia de descanso

    O texto apresentado pelo governo prevê alterações significativas nas regras trabalhistas. Entre os principais pontos estão:

    • A adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso semanal

    • Redução da jornada para 40 horas por semana

    • Manutenção dos salários, sem redução de remuneração

    A iniciativa faz parte de uma agenda mais ampla que busca modernizar as relações de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.



    Tramitação acelerada no Congresso

    A proposta foi articulada com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e deve tramitar com prioridade.

    Além do projeto do Executivo, já existe uma proposta semelhante em discussão no Congresso: uma PEC que também trata do fim da escala 6×1, mas com regras diferentes, como jornada menor e mais dias de descanso.

    A estratégia é permitir que as duas propostas avancem simultaneamente até que haja consenso político.

    Resistência do setor produtivo

    A proposta tem gerado preocupação entre representantes do setor empresarial, que apontam possíveis impactos como:

    • Aumento dos custos operacionais

    • Riscos à competitividade

    • Possível reflexo na geração de empregos

    Por outro lado, o governo argumenta que jornadas menores podem aumentar a produtividade e reduzir problemas de saúde relacionados ao trabalho.

    Debate deve ganhar força

    O tema já é considerado uma das prioridades do governo federal e deve mobilizar diferentes setores da sociedade nas próximas semanas.

    Especialistas apontam que a discussão vai além da carga horária e envolve mudanças estruturais no mercado de trabalho brasileiro.

    Próximos passos

    Com o envio em regime de urgência, o Congresso terá prazo limitado para analisar a proposta.

    A aprovação dependerá de negociações políticas e do equilíbrio entre interesses de trabalhadores, empresários e parlamentares, em um debate que promete ser um dos mais intensos do ano.

  • CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

    O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira, foi rejeitado por 6 votos a 4. O documento apontava indícios de crimes de responsabilidade por parte dos ministros do STF e do procurador-geral da República.

    Política – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator dos trabalhos.

    O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4.

    O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Dias ToffoliAlexandre de Moraes e Gilmar Mendes – e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

    Na prática, o pedido de indiciamento — desde que fosse aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas.

    Em uma manobra para conseguir maioria para rejeitar o parecer, a composição da CPI do Crime Organizado foi alterada horas antes da votação do relatório.

    Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

    Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.

    Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram dcontra o relatório os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

    Vieira apontou indícios de crimes de responsabilidade por parte do procurador-geral e dos ministros do STF.

    A TV Globo questionou o Supremo e os ministros sobre os pedidos de indiciamento feito pelo relator, mas ainda não obteve retorno. A PGR afirmou que não vai se manifestar.

    Gilmar Mendes publicou uma mensagem nas redes sociais na qual afirma que “CPI não tem ‘base legal’ para pedir indiciamento de ministros do STF”.

    Segundo ele, o indiciamento é um ato que cabe exclusivamente à autoridade policial e não se aplica aos crimes de responsabilidade, que seguem um rito próprio, previsto na legislação.

    Depois, durante sessão da 2ª Turma do STF, Gilmar chamou o relatório de “proposta tacanha” e disse que eventuais excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade.

    Esses crimes, segundo ele, são analisados por procedimentos específicos, que envolvem o Congresso Nacional, sem previsão de atuação de CPIs nesse tipo de processo.

    O ministro também criticou o que classificou como tentativa de criminalizar a interpretação da lei por magistrados, prática conhecida no meio jurídico como “crime de hermenêutica” — expressão usada para definir tentativas de punir juízes por suas decisões.

    O relatório de Alessandro Vieira

    No relatório, o senador Alessandro Vieira afirma que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” começaram a ser investigadas.

    De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no STF, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.

    Crimes de responsabilidade

    Vieira enquadrou os indiciados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

    ➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

    • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
    • Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

    ➡️Ministro Gilmar Mendes

    • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

    ➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet

    • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa “proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo”.

    Relação de Toffoli e Master

    O ministro Dias Toffoli foi, inicialmente, sorteado como relator do caso Master no STF. O processo investiga fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso.

    Ele deixou a relatoria do caso em fevereiro, que agora está sob responsabilidade de André Mendonça.

    Naquele mês, Toffoli confirmou que integra o quadro de sócios da Maridt Participações, empresa familiar dirigida pelos irmãos do magistrado e que fez negócios com um fundo gerido pela empresa Reag, ligada ao Banco Master.

    Entre os motivos do pedido de indiciamento contra o ministro, o senador Alessandro Vieira cita a viagem dele a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, no mesmo jatinho privado em que também viajou o advogado da defesa de Daniel Vorcaro.

    A viagem e suspeitas de proximidade com o caso, conforme o senador, seriam motivos que tornariam o ministro impedido de julgar o caso no STF.

    Vieira ainda classifica a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como de amizade em função do convite feito por Toffoli para que o banqueiro participasse de sua festa de aniversário, informação da PF que consta em relatório enviado ao ministro Fachin, em fevereiro.

    Ele acrescenta: “A gravidade desses registros, que indicam uma relação de confiança e proximidade com o principal alvo da Operação Compliance Zero, reforça a configuração da suspeição sob múltiplos fundamentos legais concorrentes, tornando insustentável a manutenção da imparcialidade jurisdicional necessária para a condução do feito”.

    Papel da CPI

    De acordo com a Constituição, as CPIs têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que lhes permite convocar depoentes, quebrar sigilos (fiscal, bancário e de dados) e requisitar documentos de órgãos públicos.

    No entanto, sua atuação é limitada pela cláusula de reserva de jurisdição, o que significa que elas não possuem poder punitivo ou de julgamento.

    Defesa de colegas

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não é citado na CPI entre os que Vieira quis indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas.

    Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamou de “alvo de injustiças”. No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado.

    Fonte: G1

  • Relator apresenta parecer favorável à indicação de Jorge Messias para o STF

    Se aprovado, Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ocupará a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro do ano passado.

    Política – O senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou, na noite desta terça-feira (14), relatório a favor da escolha do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O AGU passará por sabatina- questionamento dos senadores- na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 29 de abril. Nessa mesma data, o plenário do Senado vai votar a nomeação. Para passar, ele precisará receber ao menos 41 votos favoráveis dos senadores para se tornar ministro do STF.

    A vaga aberta na corte é a deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.

    No parecer, o relator aponta que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exercem atividades, públicas ou privadas, relacionadas ao seu trabalho- nepotismo.

    O senador citou a atuação de Messias como AGU no Novo Acordo do Rio Doce, sobre reparações do rompimento da barragem do Fundão, e resolução de “conflito territorial de 40 anos entre quilombolas e o Centro de Lançamento [de Alcântara], evitando condenação na Corte Interamericana”.

    Apesar de ter nomeado Messias em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só formalizou a mensagem ao Senado no início deste mês.

    Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), patrocinou, nos bastidores, a indicação de um aliado seu para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que também já presidiu o Congresso.

    Após a indicação de Messias, Alcolumbre chegou a marcar a sabatina para dezembro de 2025, mas, como o governo não havia ainda enviado oficialmente o nome do AGU para o Senado, a sessão foi cancelada. Agora foi remarcada para 29 de abril.

    Alcolumbre chamou de “perplexidade” a demora do governo para enviar a mensagem.

    No mesmo dia em que Alcolumbre destravou a sabatina — um gesto de apoio à base do governo —, também sinalizou para a oposição, ao agendar a votação do veto ao projeto da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nas depredações de 8 de janeiro de 2023.

    A votação do Messias será um dia antes da análise do veto, marcada para dia 30 deste mês.

    Jorge Rodrigo Araújo Messias comanda a Advocacia-Geral da União desde o início do terceiro mandato de Lula e tem bom trânsito com ministros do STF pela longa atuação na Corte. Ele é evangélico, tem 46 anos e é natural de Pernambuco. Foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional.

    No governo Dilma Rousseff, atuou como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, e foi subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.

    Disputa interna no STF

    Nos bastidores do tribunal, diferentes grupos estão trabalhando para aprovar o nome de Messias. Segundo aliados dele, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estão empenhados nisso.

    E já há uma disputa de grupos na Corte para que, se Messias for mesmo aprovado e virar ministro, vote com um dos respectivos grupos a depender dos temas de interesse de cada um.

    Fonte: G1

  • Futura/Apex: Flávio Bolsonaro venceria Lula no 2º turno

    Levantamento divulgado nesta terça-feira (14) indica 48% das intenções de voto para o senador, contra 42,6% do presidente.

    Política – A pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.

    O levantamento indica 48% das intenções de voto para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, contra 42,6% do petista. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos somam 7,3%, enquanto 2,1% se declaram indecisos.

    Lula venceria nos outros cenários de segundo turno. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o presidente registra 43,9%, ante 38,8% do rival. Já em uma eventual disputa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44,8%, frente a 38,0%.

    1º turno

    No primeiro turno, o levantamento mostra Lula na liderança no cenário 1, com 39,8%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,3%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (4,8%) e Romeu Zema (2,9%). Outros nomes pontuam abaixo de 2%, enquanto brancos e nulos somam 7,1% e indecisos, 4,5%.

    Cenário 2 (1º turno)

    Lula – 38,4%
    Flávio Bolsonaro – 38,2%
    Ninguém/Branco/Nulo – 8,1%
    Ronaldo Caiado – 6,0%
    NS/NR/Indeciso – 3,4%
    Renan Santos – 2,0%
    Augusto Cury – 1,9%
    Cabo Daciolo – 1,1%
    Aldo Rebelo – 0,8%

    Cenário 3 (1º turno)

    Flávio Bolsonaro – 38,4%
    Fernando Haddad – 21,3%
    Ninguém/Branco/Nulo – 17,1%
    Ronaldo Caiado – 7,4%
    NS/NR/Indeciso – 5,2%
    Romeu Zema – 4,0%
    Renan Santos – 2,4%
    Augusto Cury – 2,3%
    Cabo Daciolo – 1,3%
    Aldo Rebelo – 0,6%

    Rejeição

    Quando questionados sobre em quem não votariam “em hipótese alguma”, o presidente Lula lidera o índice de rejeição, com 46,4%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que registra 44,4%.

    Na sequência aparecem Fernando Haddad (28,5%), Cabo Daciolo (15,6%), Romeu Zema (13,9%) e Ronaldo Caiado (13,4%). Também são citados Renan Santos (10,8%), Aldo Rebelo (9,9%) e Augusto Cury (8,8%).

    Além disso, 3,3% afirmam rejeitar todos os nomes apresentados, enquanto 2,9% dizem não rejeitar nenhum e 0,7% não souberam ou não responderam.

    Metodologia

    O levantamento da Futura/Apex ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, em 895 cidades brasileiras, entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-08282/2026. 



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Datafolha: maioria dos brasileiros apoia prisão domiciliar de Bolsonaro e rejeita volta à Papuda

    Levantamento nacional mostra 59% favoráveis ao regime atual, enquanto 37% defendem retorno ao presídio.

    Política – Uma pesquisa do instituto Datafolha revelou que a maioria dos brasileiros é favorável à permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.

    Segundo o levantamento, divulgado no domingo (12), 59% dos entrevistados apoiam o regime atual, enquanto 37% defendem que ele volte a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília. Outros 5% não souberam opinar.

    Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas

    O estudo foi realizado com 2.002 entrevistados em todo o país e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Os números indicam uma vantagem consistente entre os que preferem a manutenção da prisão domiciliar.

    Diferenças por perfil social

    A pesquisa também mostra variações de opinião entre diferentes grupos da população.

    Entre pessoas com mais de 60 anos, o apoio à prisão domiciliar chega a 61%. Já entre empresários, esse índice sobe para 81%.

    Por outro lado, há maior apoio ao retorno ao presídio entre jovens de 16 a 24 anos, com 44%, e entre desempregados, com 42%.

    No grupo dos eleitores que se identificam como de centro, 53% defendem a permanência em casa, enquanto 41% preferem a volta ao regime prisional.

    Polarização política aparece nos números

    O levantamento evidencia forte divisão conforme a identificação política dos entrevistados.

    Entre os que se declaram bolsonaristas, 94% são favoráveis à prisão domiciliar. Já entre os que se identificam como petistas, 68% defendem que o ex-presidente retorne ao presídio, enquanto 28% apoiam o regime atual.

    Situação jurídica de Bolsonaro

    Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

    A autorização tem prazo inicial de 90 dias. Ao fim desse período, caberá ao magistrado decidir se mantém o benefício ou determina o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.

    Próximos passos

    A decisão final dependerá da avaliação do Supremo, levando em conta o estado de saúde e o cumprimento das condições impostas.

    Enquanto isso, a pesquisa indica que o tema segue mobilizando a opinião pública e refletindo a polarização política no país.

    Por jornalista Lília Marques

  • Lula sobe o tom contra Trump e dispara: “Se soubesse o que é um nordestino nervoso, não ameaçava o Brasil”

    Presidente critica postura internacional do líder dos EUA e diz que país não entrará em conflitos: “Aqui é terra de paz”.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar o atual cenário geopolítico mundial.

    Durante evento em São Paulo, Lula afirmou que o republicano tem adotado uma postura de ameaça em relação a diversos países, o que, segundo ele, contribui para o aumento das tensões internacionais.

    “O mundo está difícil, o Trump está aí ameaçando todo mundo”, declarou.

    “Nordestino nervoso”: recado com tom regional

    Em tom enfático, Lula fez referência às suas origens nordestinas para reforçar o posicionamento brasileiro diante de possíveis pressões externas.

    Segundo o presidente, Trump adotaria outra postura caso conhecesse melhor o povo brasileiro — especialmente os nordestinos.

    “Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brigaria com o Brasil”, afirmou.

    Lula ainda citou sua ligação histórica com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, como forma simbólica de destacar resistência e firmeza.

    Brasil quer distância de conflitos

    O presidente reforçou que o Brasil não pretende se envolver em guerras ou disputas internacionais, defendendo uma política externa voltada à paz.

    “Nós não queremos guerra, queremos paz. Quem quiser guerra, vai para o outro lado do planeta”, disse.

    A fala ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, que têm impacto direto na economia global, especialmente no preço dos combustíveis.

    Impactos da crise internacional

    O conflito na região, intensificado após ações militares envolvendo Estados Unidos e Israel, tem provocado efeitos em diversos países, incluindo o Brasil.

    O aumento no preço do petróleo e derivados preocupa o governo, já que pode pressionar a inflação e afetar o custo de vida da população.

    Discurso político e mensagem interna

    Além do recado internacional, a fala de Lula também carrega um tom político interno, reforçando sua identidade e conexão com suas origens.

    Ao citar o “nordestino nervoso”, o presidente busca transmitir uma imagem de firmeza diante de pressões externas, ao mesmo tempo em que reafirma a posição do Brasil como um país que prioriza o diálogo e a estabilidade.

    Evento e agenda

    As declarações foram feitas durante agenda oficial no interior de São Paulo, em evento ligado a investimentos públicos em educação.

    Na ocasião, Lula voltou a destacar que o Brasil deve focar em desenvolvimento, acesso à cultura e melhoria das condições de vida da população — mantendo distância de conflitos internacionais.

    Por jornalista Lília Marques

  • PL aposta em ‘Lula do bem’ e lança pré-candidato que chama atenção pela semelhança com o presidente

    Apelido inusitado marca entrada de médico na disputa por vaga de vereador e vira estratégia política do partido de Jair Bolsonaro.

    Política – O Partido Liberal (PL) lançou a pré-candidatura de um personagem que já chega chamando atenção: o médico Célio de Morais, conhecido como “Lula do bem”.

    A alcunha surgiu devido à semelhança física com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — fator que acabou sendo incorporado como estratégia política pelo partido.

    Lançamento com aval da cúpula do partido

    A pré-candidatura foi oficializada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, que destacou o simbolismo do apelido.

    Segundo ele, o nome foi sugerido justamente pela aparência do pré-candidato, com a intenção de gerar identificação e visibilidade no cenário eleitoral.

    Quem é o “Lula do bem”

    Célio de Morais é médico cardiologista e atua na cidade de Jaboticabal, no interior de São Paulo. Com décadas de experiência na área da saúde, ele pretende disputar uma vaga como vereador.

    De acordo com o próprio pré-candidato, a semelhança com Lula é percebida desde a juventude, ainda nos tempos de universidade.

    Propostas focadas na saúde

    A principal bandeira do “Lula do bem” será a área em que construiu sua carreira: a saúde pública.

    Ele afirma que pretende levar para a política a experiência acumulada ao longo de mais de quatro décadas de atuação em unidades básicas, pronto-atendimentos e atendimento direto à população.

    Estratégia e simbolismo

    A escolha do apelido e sua exploração política refletem uma tentativa de gerar impacto e engajamento no eleitorado, especialmente em um cenário marcado por forte polarização.

    Ao lançar um candidato com esse perfil, o Partido Liberal aposta em visibilidade e identificação popular para fortalecer sua presença nas eleições municipais.

    Disputa local com repercussão nacional

    Apesar de disputar um cargo municipal, o caso ganhou repercussão nacional por envolver figuras e símbolos ligados ao cenário político brasileiro.

    A candidatura do “Lula do bem” evidencia como estratégias de comunicação e imagem seguem sendo peças centrais nas disputas eleitorais atuais.

    Veja o vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DW9A7bHkYfN/?igsh=Z29zeG10MWl4ZW0=

    Por jornalista Lília Marques

  • Congresso analisará veto presidencial ao PL da Dosimetria em 30 de abril

    Caso o veto seja derrubado, o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá ser beneficiado e ter sua pena diminuída.

    Política – O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocou para 30 de abril sessão para analisar o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. O texto propunha a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses por golpe de Estado. Agora, o Legislativo decidirá se mantém ou derruba o veto.

    Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou integralmente o PL. Por meio de mensagem enviada ao Congresso, o chefe do Executivo argumentou que a diminuição das penas “representaria não apenas a impunidade baseada em interesses casuísticos, mas também a ameaça ao ordenamento jurídico e a todo o sistema de garantias fundamentais”. O governo federal avalia que o projeto de lei é inconstitucional e contrário ao interesse público.

    Para reverter o veto presidencial, são necessários 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado, em sessão conjunta. Se obtiver esse apoio, o presidente da Casa Alta do Congresso pode promulgar o texto, caso o chefe do Executivo se abstenha. O projeto entra em vigor na sequência.

    Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode anular o PL. Após promulgado, partidos, entidades de classe, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ou o próprio governo podem contestar a validade junto à Corte. Dessa forma, fica a cargo dos ministros julgarem se a norma respeita a Constituição.

    O que diz o PL da Dosimetria?

    O texto aprovado em dezembro no Senado determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da penalidade mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    Também foi estabelecida a redução do tempo para progressão do regime de prisão. Isso significa que o condenado precisa ter bom comportamento e cumprir com pelo menos 16,6% da pena para progredir do regime fechado para o semiaberto ou do semiaberto para o aberto.

    Outra definição foi a redução da pena de um terço para dois terços em casos em que as infrações ocorrerem em multidão, mas o réu não pode ter exercido papel de liderança ou financiado os atos.

    Além de Bolsonaro, podem ser beneficiados pelo PL o ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

    Todos integraram o chamado núcleo 1 durante os julgamentos na Primeira Turma do STF. O grupo teria tido papel central no esquema que, além do golpe de Estado, planejava o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Tem todas as condições para governar o país’, diz Leite sobre Caiado após primeiro encontro com presidenciável

    Compromisso aconteceu na tarde desta quinta-feira (9) na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

    Política – Aconteceu no Rio Grande do Sul o primeiro encontro de Eduardo Leite e Ronaldo Caiado após a disputa interna que resultou na indicação do agora ex-governador de Goiás para ser o candidato à Presidência do PSD. Após conversa privada, ambos falaram que têm convergências para um projeto nacional, mas destacaram também suas diferenças.

    “Temos muito mais pontos de convergência do que diferenças. A política é justamente um instrumento da democracia para que pessoas possam conversar e construir a partir das suas diferenças e convergências um caminho comum. Caiado tem todas as condições para governar o país”, declarou Leite.

    “Recebi a carta do governador Eduardo Leite, conversamos bastante. Posso garantir a vocês que prevaleceram os pontos de concórdia”, disse Caiado.

    Apesar dos mútuos elogios, os correligionários mostram divergências mesmo após sacramenta a escolha do candidato.

    “Temos uma grande divergência de visão de estado brasileiro em relação ao PT. Isso está muito claro. E também apontando diferenças que tenhamos, como é o caso da anistia”, afirmou Leite.

    Em seu primeiro discurso oficial como o pré-candidato do PSD ao Palácio do Planalto, Caiado apresentou um conjunto de diretrizes que pretende adotar caso seja eleito, destacando anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Anteriormente nesta quinta-feira (9), falou ainda sobre dividir palanque com o PT em alguns estados.

    “Na Bahia, o PSD vai caminhar com o PT. Lá, eu estarei no palanque do ACM Neto (União Brasil)”, afirmou Caiado.

    Leite entregou a Caiado uma carta (leia a íntegra abaixo) com pontos que considera importante, destacando sua preocupação em relação à anistia aos presos e condenados do 8 de Janeiro. “Não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios”, diz o texto.

    Leite e Caiado se reuniram na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre, após um imprevisto. O gaúcho deveria receber o goiano na sede do governo estadual, o Palácio Piratini, às 10h30. A agenda não aconteceu devido a uma pane geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo que deixou Leite por horas dentro de um avião em Congonhas (SP) sem poder decolar.

    O encontro ocorre após um processo de decisão interna no PSD que foi marcado por uma disputa entre ambos, após a desistência do governador paranaense Ratinho Júnior, que até então detinha a preferência do dirigente Gilberto Kassab

    A mudança de tom de Leite ocorre após o desfecho da disputa interna no PSD. Se, no momento da escolha, o gaúcho verbalizou frustração ao afirmar estar “desencantado” com a opção do partido por Ronaldo Caiado, o encontro no Rio Grande do Sul marca reposicionamento. Superada a fase da competição, Leite adota agora discurso institucional e conciliador, reconhecendo convergências e ressaltando a legitimidade do escolhido.

    Segundo o pré-candidato, o processo decisório do PSD não deixa atritos internas no partido: “de maneira nenhuma”.

    Antes do encontro, Caiado rasgou elogios a Leite: “Sem dúvidas o Eduardo Leite é uma referência de boa gestão. Homens como o Eduardo Leite têm que estar comigo numa gestão de Brasil. Vou não só me colocar à disposição dele para uma campanha eleitoral no RS, mas ao mesmo tempo discutir com ele ideias, já que ele esteve nessa mesma psicose minha e tem suas propostas”.

    Confira a íntegra da carta entregue por Leite a Caiado:

    “A política, na sua melhor expressão, não é o espaço da uniformidade. Ela é o espaço da construção de convergências entre diferentes.

    Nós não precisamos pensar igual para caminhar juntos. Mas precisamos ter clareza sobre o que nos une, sobre os valores e compromissos que sustentam essa caminhada.

    Tenho respeito pela trajetória do governador Ronaldo Caiado, pela sua experiência e pela sua disposição de liderar um projeto nacional. E é justamente por reconhecer a importância desse momento para o Brasil que acredito que alguns pontos merecem destacada atenção, especialmente para aqueles que, como eu, se identificam com um campo mais ao centro, equilibrado e comprometido com responsabilidade.

    O Brasil precisa, mais do que nunca, superar a lógica da polarização radicalizada. Precisa de um projeto que não se defina por oposição a este ou àquele nome, mas que se afirme por uma visão própria de país. Uma visão que una responsabilidade fiscal com sensibilidade social, firmeza institucional com capacidade de diálogo.

    É importante que qualquer candidatura que pretenda representar esse espaço deixe claro seu compromisso com:

    • o respeito às instituições e à democracia, sem ambiguidades;

    • a responsabilidade na condução das contas públicas, com coragem para enfrentar reformas necessárias;

    • a compreensão de que, em um país com enorme desigualdade social, é urgente se colocar o Estado como promotor da igualdade de oportunidades, com políticas sociais efetivas na promoção das pessoas

    • a construção de governabilidade com integridade, sem atalhos que comprometam o futuro;

    • E, sobretudo, a disposição de dialogar com diferentes, sem alimentar conflitos que o Brasil já cansou de viver.

    Também é essencial que haja gestos concretos nessa direção. Gestos que sinalizem abertura, moderação, capacidade de agregar, seja na formação de equipes, no discurso ou na forma de fazer política.

    E, nesse espírito de franqueza respeitosa, embora deseje focar nas nossas tantas convergências, eu não posso deixar de mencionar um ponto em que penso diferente.

    Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar.

    Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios. Uma medida dessa natureza, logo no início, tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população, que não se sente representada por esse caminho. Isso não significa fechar os olhos para a necessidade de equilíbrio e justiça.

    Eventuais excessos podem e devem ser debatidos. E há caminhos institucionais mais adequados para isso, como o aperfeiçoamento da dosimetria das penas, algo que já vem sendo analisado no Congresso Nacional.

    Ou seja, é possível buscar justiça com equilíbrio, sem abrir mão da responsabilidade institucional e sem comprometer a construção de um ambiente de diálogo mais amplo.

    Eu acredito que o Brasil precisa de uma alternativa que represente equilíbrio, serenidade e responsabilidade. E acredito, sinceramente, que é possível construir essa alternativa — desde que haja disposição verdadeira para ampliar, para ouvir e para integrar.

    Se esses caminhos forem trilhados com clareza e consistência, será natural que muitos de nós possamos nos sentir representados e, a partir disso, engajados em um projeto comum para o país.

    Porque é disso que se trata: não de impor visões, mas de construir um caminho compartilhado para o Brasil avançar.

    Porto Alegre, 9 de abril de 2026
    Eduardo Leite
    Governador do Rio Grande do Sul”

    Fonte: G1