Levantamento nacional mostra 59% favoráveis ao regime atual, enquanto 37% defendem retorno ao presídio.
Política – Uma pesquisa do instituto Datafolha revelou que a maioria dos brasileiros é favorável à permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.
Segundo o levantamento, divulgado no domingo (12), 59% dos entrevistados apoiam o regime atual, enquanto 37% defendem que ele volte a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília. Outros 5% não souberam opinar.
Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas
O estudo foi realizado com 2.002 entrevistados em todo o país e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os números indicam uma vantagem consistente entre os que preferem a manutenção da prisão domiciliar.
Diferenças por perfil social
A pesquisa também mostra variações de opinião entre diferentes grupos da população.
Entre pessoas com mais de 60 anos, o apoio à prisão domiciliar chega a 61%. Já entre empresários, esse índice sobe para 81%.
Por outro lado, há maior apoio ao retorno ao presídio entre jovens de 16 a 24 anos, com 44%, e entre desempregados, com 42%.
No grupo dos eleitores que se identificam como de centro, 53% defendem a permanência em casa, enquanto 41% preferem a volta ao regime prisional.
Polarização política aparece nos números
O levantamento evidencia forte divisão conforme a identificação política dos entrevistados.
Entre os que se declaram bolsonaristas, 94% são favoráveis à prisão domiciliar. Já entre os que se identificam como petistas, 68% defendem que o ex-presidente retorne ao presídio, enquanto 28% apoiam o regime atual.
Situação jurídica de Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A autorização tem prazo inicial de 90 dias. Ao fim desse período, caberá ao magistrado decidir se mantém o benefício ou determina o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
Próximos passos
A decisão final dependerá da avaliação do Supremo, levando em conta o estado de saúde e o cumprimento das condições impostas.
Enquanto isso, a pesquisa indica que o tema segue mobilizando a opinião pública e refletindo a polarização política no país.
Por jornalista Lília Marques
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