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  • Bolsonaro apresenta piora no estado de saúde e equipe médica determina novos exames

    Relatório encaminhado ao STF aponta agravamento das crises de soluço e aumento da preocupação dos médicos com a recuperação do ex-presidente.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma piora em seu quadro clínico após enfrentar novas crises de soluço entre terça-feira (9) e quarta-feira (10). A informação consta no relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), conforme determinação relacionada ao acompanhamento de sua prisão domiciliar humanitária.

    De acordo com o documento, a equipe médica responsável decidiu intensificar o tratamento, promovendo o aumento da dosagem dos medicamentos utilizados pelo ex-presidente e solicitando uma nova bateria de exames para investigar as causas dos sintomas persistentes.

    Entre os procedimentos indicados estão a realização de uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica. Os exames têm como objetivo avaliar possíveis alterações no sistema digestivo que possam estar relacionadas às recorrentes crises de soluço.

    O relatório aponta que os profissionais de saúde acompanham o caso com atenção diante do agravamento recente dos sintomas. Até o momento, os médicos ainda buscam identificar a origem exata das crises apresentadas por Bolsonaro.

    O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que acolheu pedido da defesa em razão do estado de saúde do ex-chefe do Executivo. A medida concedeu um período inicial de 90 dias para que Bolsonaro pudesse realizar tratamento e se recuperar de um quadro de broncopneumonia.

    Bolsonaro cumpre pena após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A condenação foi proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em setembro de 2025.

    Com a aproximação do fim do prazo estabelecido para a prisão domiciliar, ainda não há definição sobre a manutenção do benefício. A continuidade da medida dependerá das avaliações médicas e da análise do STF sobre a evolução do quadro clínico do ex-presidente.

    Enquanto isso, os novos exames deverão auxiliar os médicos na definição dos próximos passos do tratamento e na elaboração de novos relatórios que serão encaminhados periodicamente à Corte.

  • Defesa de Bolsonaro pede aval do STF para cirurgia urgente e alerta para dores intensas

    Advogados solicitam autorização imediata a Moraes para procedimento no ombro e destacam limitações físicas do ex-presidente.

    Política – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito.

    O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e prevê que o procedimento seja realizado com urgência, já nos próximos dias.



    Dor persistente e limitações

    Segundo os advogados, Bolsonaro enfrenta um quadro de dor contínua e restrições de movimento, o que motivou a solicitação.

    A defesa argumenta que a cirurgia é necessária para garantir a “integridade física” e a “dignidade” do ex-presidente, além de pedir liberação para exames preparatórios e o processo de reabilitação após o procedimento.

    Contexto de saúde e prisão domiciliar

    Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, medida autorizada por Moraes por um período de 90 dias devido a problemas de saúde.

    O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bilateral, condição que levou à flexibilização do regime prisional.

    Quadro clínico em evolução

    Relatórios médicos indicam que Bolsonaro apresenta melhora gradual no quadro pulmonar e maior disposição no dia a dia.

    Apesar disso, ele ainda enfrenta sintomas como dores musculares, fadiga e episódios de soluço, que seguem impactando sua recuperação.

    Decisão ainda será analisada

    O pedido agora está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, que deverá decidir se autoriza a realização da cirurgia durante o período de prisão domiciliar.

    A decisão pode influenciar diretamente o tratamento e a evolução do estado de saúde do ex-presidente nos próximos dias.

  • Datafolha: maioria dos brasileiros apoia prisão domiciliar de Bolsonaro e rejeita volta à Papuda

    Levantamento nacional mostra 59% favoráveis ao regime atual, enquanto 37% defendem retorno ao presídio.

    Política – Uma pesquisa do instituto Datafolha revelou que a maioria dos brasileiros é favorável à permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.

    Segundo o levantamento, divulgado no domingo (12), 59% dos entrevistados apoiam o regime atual, enquanto 37% defendem que ele volte a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília. Outros 5% não souberam opinar.

    Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas

    O estudo foi realizado com 2.002 entrevistados em todo o país e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Os números indicam uma vantagem consistente entre os que preferem a manutenção da prisão domiciliar.

    Diferenças por perfil social

    A pesquisa também mostra variações de opinião entre diferentes grupos da população.

    Entre pessoas com mais de 60 anos, o apoio à prisão domiciliar chega a 61%. Já entre empresários, esse índice sobe para 81%.

    Por outro lado, há maior apoio ao retorno ao presídio entre jovens de 16 a 24 anos, com 44%, e entre desempregados, com 42%.

    No grupo dos eleitores que se identificam como de centro, 53% defendem a permanência em casa, enquanto 41% preferem a volta ao regime prisional.

    Polarização política aparece nos números

    O levantamento evidencia forte divisão conforme a identificação política dos entrevistados.

    Entre os que se declaram bolsonaristas, 94% são favoráveis à prisão domiciliar. Já entre os que se identificam como petistas, 68% defendem que o ex-presidente retorne ao presídio, enquanto 28% apoiam o regime atual.

    Situação jurídica de Bolsonaro

    Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

    A autorização tem prazo inicial de 90 dias. Ao fim desse período, caberá ao magistrado decidir se mantém o benefício ou determina o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.

    Próximos passos

    A decisão final dependerá da avaliação do Supremo, levando em conta o estado de saúde e o cumprimento das condições impostas.

    Enquanto isso, a pesquisa indica que o tema segue mobilizando a opinião pública e refletindo a polarização política no país.

    Por jornalista Lília Marques

  • Bolsonaro aciona STF contra Janones após ser chamado de “ladrão” e acusado de crimes

    Defesa do ex-presidente afirma que deputado extrapolou liberdade de expressão com vídeos considerados caluniosos nas redes.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal André Janones, intensificando o embate político entre aliados e adversários no cenário nacional.

    A ação foi protocolada no fim de março e acusa o parlamentar de publicar conteúdos ofensivos e supostamente caluniosos nas redes sociais.

    Defesa aponta ataques e acusações graves

    Segundo os advogados de Bolsonaro, Janones divulgou vídeos em que se refere ao ex-presidente com termos como “vagabundo”, “ladrão” e “safado”.

    Além das ofensas, a defesa sustenta que o deputado teria atribuído ao ex-chefe do Executivo acusações graves, como a suposta ordem para assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin.

    Para os advogados, as declarações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram crimes contra a honra.

    Argumento inclui impossibilidade de resposta

    A defesa também destaca que Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, enfrenta restrições que dificultam uma resposta pública às acusações.

    O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, o que, segundo seus representantes, agrava os impactos das declarações feitas pelo parlamentar.

    O que é uma queixa-crime

    A queixa-crime é um tipo de ação judicial movida pela própria vítima em casos de crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria.

    Diferente de outras ações penais, esse tipo de processo depende da iniciativa do ofendido para que a Justiça avalie e, eventualmente, puna o autor das declarações.

    Próximos passos

    Com o protocolo no Supremo Tribunal Federal, caberá à Corte analisar se há elementos suficientes para dar andamento à ação contra André Janones.

    O caso deve aprofundar ainda mais o clima de confronto político nas redes e no Judiciário, envolvendo figuras centrais da política brasileira.

  • Moraes aciona PGR e coloca em análise prisão domiciliar de Bolsonaro após internação

    Alexandre de Moraes pede parecer da Procuradoria sobre pedido da defesa de Jair Bolsonaro, internado em UTI com quadro respiratório.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitou à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    A decisão ocorre após a defesa do ex-mandatário apresentar um novo pedido de domiciliar em caráter humanitário, motivado pelo estado de saúde do político.

    Internação reacende debate sobre saúde

    Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, após apresentar um quadro súbito de mal-estar enquanto cumpria pena na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília.

    De acordo com informações médicas, ele foi diagnosticado com broncopneumonia — uma infecção pulmonar que pode atingir diferentes áreas dos pulmões — e segue em tratamento intensivo, sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Boletins recentes apontam evolução clínica, mas indicam que o ex-presidente ainda necessita de acompanhamento constante, incluindo fisioterapia respiratória e suporte médico contínuo.

    Defesa alega risco e pede medida humanitária

    No pedido enviado ao STF, os advogados argumentam que a permanência no sistema prisional pode agravar o estado de saúde de Bolsonaro, destacando risco elevado de complicações.

    Antes de decidir, Moraes determinou que fossem apresentados documentos detalhados, como prontuário médico, exames realizados, medicamentos administrados e avaliação geral do quadro clínico.

    Com as informações entregues, o ministro optou por ouvir a PGR antes de tomar uma decisão definitiva.

    Pressão política e visitas influenciam cenário

    O caso também ganhou dimensão política. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, esteve pessoalmente com Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar. Segundo ele, a conversa foi “tranquila” e o ministro indicou que analisaria o caso no momento oportuno.

    Além disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se manifestou a favor da medida, citando as condições de saúde do ex-presidente.

    Decisão pode ter impacto político e jurídico

    A análise do pedido ocorre em um momento sensível, envolvendo questões humanitárias, jurídicas e políticas. A manifestação da PGR será determinante para o próximo passo do STF.

    Enquanto isso, Bolsonaro permanece hospitalizado, e o caso segue em acompanhamento direto da Corte, com expectativa de decisão nos próximos dias.

  • Carlos posta foto de Bolsonaro e diz que situação do pai é “muito delicada”

    Em rede social, ex-vereador não deixa claro se a foto foi feita durante o período da última internação do ex-presidente; boletim médico divulgado na segunda (17) diz que político apresentou melhora e foi transferido para unidade semi-intensiva.

    Política – O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou na noite de segunda-feira (17) uma foto do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no hospital. Segundo Carlos, o estado de saúde do ex-chefe do Executivo é “delicado” e segue sendo monitorado.

    “Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem. Todo o processo de observação segue sensível e necessário”, declarou o ex-vereador em perfil em rede social.

    Na foto divulgada por Carlos, Bolsonaro aparece no hospital, sendo atendido por uma profissional de saúde. O ex-vereador não deixa claro se a foto foi feita durante o período da última internação de Bolsonaro.

    Bolsonaro passou mal na última sexta-feira (13), com vômitos e calafrios, segundo o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-presidente foi levado da Papudinha, complexo penitenciário onde está preso desde janeiro deste ano, para o hospital DF Star, em Brasília.

    Conforme mostrou boletim médico divulgado no mesmo dia em que Bolsonaro foi levado ao hospital, o ex-chefe do Executivo foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bacteriana. A broncopneumonia é uma infecção pulmonar causada pela interação de um agente infeccioso com o sistema imunológico da pessoa infectada, o que faz com que os tecidos pulmonares sejam preenchidos por secreção pulmonar, produtos da infecção e células inflamatórias.

    O líder do bolsonarismo chegou a ser internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas respondeu bem aos medicamentos e teve uma melhora clínica. O ex-presidente teve sua classificação de atendimento alterada de UTI para unidade semi-intensiva.

    Segundo Carlos, no entanto, a pneumonia persiste e Bolsonaro segue com a respiração “muito debilitada”. O ex-vereador disse ainda que deve visitar novamente o ex-presidente nesta terça-feira (17).


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Moraes e Dino rejeitam pedido da defesa e Bolsonaro seguirá preso na Papudinha

    Ministros do Supremo Tribunal Federal consideraram que unidade prisional em Brasília oferece atendimento médico adequado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Política – Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para manter a decisão que negou o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso é analisado pela Primeira Turma do STF em sessão virtual, que avalia se o ex-mandatário continuará cumprindo pena na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília.

    Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A defesa solicitou prisão domiciliar humanitária, alegando que o ambiente prisional não seria adequado para o tratamento médico contínuo de que o ex-presidente necessita.

    Defesa alegou riscos à saúde

    Os advogados de Bolsonaro argumentaram que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde e necessita de acompanhamento médico constante, o que, segundo eles, seria incompatível com o sistema prisional.

    Entre as condições apontadas pela defesa estão complicações decorrentes do atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018 e outras comorbidades que exigiriam acompanhamento especializado.

    Moraes diz que prisão oferece atendimento médico

    Relator do caso, Alexandre de Moraes afirmou que a unidade prisional possui estrutura adequada para atender o ex-presidente, incluindo assistência médica frequente, sessões de fisioterapia, atividades físicas e acompanhamento religioso.

    Segundo o ministro, a estrutura garante condições compatíveis com o princípio da dignidade humana e permite que o preso receba visitas de familiares, amigos e aliados políticos.

    Flávio Dino acompanhou o voto do relator, mantendo Bolsonaro no regime atual enquanto a Primeira Turma conclui a análise do caso.

    Decisão reforça manutenção da pena na Papuda

    Com os votos já registrados, a tendência é que o ex-presidente permaneça custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília — espaço destinado a presos com prerrogativas especiais.

    A decisão do colegiado deve definir de forma definitiva se o ex-presidente continuará cumprindo pena na unidade prisional ou se haverá mudança no regime de custódia.

  • Michelle se pronuncia após Bolsonaro ser retratado como palhaço no Carnaval

    Michelle Bolsonaro reagiu nas redes sociais à forma como o ex‑presidente Jair Bolsonaro foi retratado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói durante o desfile no Carnaval.

    Política – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, na noite deste domingo (15), sobre a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile do Carnaval no Rio de Janeiro.

    Na alegoria, Bolsonaro é retratado como um palhaço atrás das grades, usando tornozeleira eletrônica com sinais de violação, referência ao episódio que resultou na revogação de sua prisão domiciliar em novembro do ano passado.

    “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, disse.

    Samba-enredo celebra trajetória de Lula

    No desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” homenageou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde seu nascimento em 1952.

    O ator e humorista Paulo Vieira interpretou o presidente durante a apresentação. Embora Lula não tenha desfilado na Sapucaí, ele acompanhou o espetáculo de perto, assistindo diretamente da avenida ao lado do prefeito Eduardo Paes.

    Críticas de opositores

    Desde o início, a possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse do desfile provocou polêmica, principalmente entre políticos de oposição de direita, que apontaram propaganda eleitoral antecipada e questionaram o uso de recursos públicos para promoção pessoal. Grupos opositores chegaram a recorrer à Justiça contra a presença do presidente na Sapucaí.

    Para o Carnaval deste ano, o Governo Federal destinou R$ 12 milhões em recursos públicos às escolas do grupo especial do Rio de Janeiro. A escola Acadêmicos de Niterói deve receber cerca de R$ 1 milhão pela participação no desfile.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Laudo da PF descarta transferência e afirma que Bolsonaro pode seguir preso na Papudinha

    Relatório aponta quadro clínico estável; Moraes abre prazo de cinco dias para defesa e PGR se manifestarem.

    Política – Um laudo elaborado pela Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não precisa ser transferido da chamada “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O documento, divulgado nesta sexta-feira (6) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o estado de saúde do ex-mandatário é estável e pode ser tratado no local onde ele se encontra atualmente.

    A perícia foi determinada por Moraes após a transferência de Bolsonaro da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Sala de Estado Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do complexo prisional. Com a divulgação do laudo, o ministro retirou o sigilo do documento e concedeu prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem.

    Defesa voltou a pedir prisão domiciliar

    Na última quarta-feira (4), os advogados de Bolsonaro reiteraram o pedido de prisão domiciliar, alegando agravamento do quadro de saúde. No requerimento, a defesa afirmou que o ex-presidente teria apresentado episódios de vômito e crises intensas de soluços nos últimos dias.

    Apesar disso, os peritos da Polícia Federal avaliaram que, embora Bolsonaro, de 70 anos, possua diversas comorbidades — como hipertensão, obesidade, apneia do sono, artérias obstruídas e refluxo gastroesofágico — todas as condições estão sob controle clínico, com uso regular de medicamentos e equipamentos médicos, como o CPAP.

    Laudo descarta diagnósticos mais graves

    O relatório também refuta hipóteses levantadas por médicos ligados à defesa. Segundo a PF, não foram encontrados indícios de pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia, condição caracterizada pela perda significativa de massa muscular.

    Com base nessas conclusões, os peritos descartaram a necessidade de transferência para hospital penitenciário ou concessão de prisão domiciliar neste momento.

    Recomendações e condições da cela

    Embora tenha negado a remoção, o laudo recomenda melhorias estruturais no espaço onde Bolsonaro está custodiado, como a instalação de barras de apoio em banheiros e corredores, campainhas de emergência e acompanhamento fisioterapêutico contínuo, com o objetivo de prevenir quedas e outros incidentes.

    Atualmente, Bolsonaro ocupa uma Sala de Estado Maior com 38,5 metros quadrados, equipada com quarto, banheiro privativo, copa, ar-condicionado e acesso a uma área externa para banho de sol. O local atende a critérios diferenciados previstos em lei para autoridades que exercem ou exerceram cargos de alta relevância institucional.

    Com o prazo aberto por Moraes, caberá agora à defesa e à PGR se posicionarem oficialmente antes de uma nova decisão do STF sobre a situação do ex-presidente.

  • Bolsonaro pode perder aposentadoria do Exército, mas valor ficaria com Michelle

    Em novembro do ano passado, o ex-presidente já perdeu o salário relativo à posição de presidente de honra do PL, de R$ 46 mil.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro pode perder sua aposentadoria de mais de R$ 15 mil do Exército brasileiro. O capitão da reserva teve o pedido de perda da patente requerido pelo Ministério Público Militar ao Supremo Tribunal Militar (STM).

    Caso seja expulso da Força, Bolsonaro perderá o salário de R$ 15.216,13, segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União. O valor, no entanto, passará a ser depositado, em forma de pensão, à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a Laura Bolsonaro, de 15 anos.

    Em novembro do ano passado, após a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele também perdeu o salário que recebia como presidente de honra do Partido Liberal (PL), de R$ 46 mil. Medida cumpre a lei após Bolsonaro perder os direitos políticos.

    O ex-presidente ainda recebe a aposentadoria do tempo em que foi deputado federal, avaliada em R$ também em 46 mil.

    Perda de patente

    O Ministério Público Militar pediu nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Militar (STM) a cassação dos postos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

    O STM irá julgar se os militares tem condições éticas de continuar nas Forças. Bolsonaro e os outros foram todos condenados por tentativa de golpe de Estado. Se os pedidos foram acatados, os oficiais serão expulsos.

    O Ministério Público Militar pediu nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Militar (STM) a cassação dos postos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

    O STM irá julgar se os militares tem condições éticas de continuar nas Forças. Bolsonaro e os outros foram todos condenados por tentativa de golpe de Estado. Se os pedidos foram acatados, os oficiais serão expulsos.Caso percam a patente, tanto os generais como o almirante podem ser transferidos de suas prisões, já que estão em unidades das Forças. A presidente do STM, Maria Elizabeth Guimarães só vota em caso de empate, a favor do réu.

    Eles também perdem a remuneração relativa ao cargo, mas seus familiares continuam recebendo uma pensão.


    Fonte e Foto: JP Notícias