Categoria: Política

  • Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira

    Para ministro, documentos estão sendo usados como instrumentos de pressão e constrangimento. Moraes é relator de investigação de vazamento de dados de autoridades.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs nesta sexta-feira (27) restrições para o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs, produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    Os critérios serão aplicados para a Justiça e também para as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), por exemplo.

    Entre as exigências, estão:

    • os dados só poderão ser requisitados se tiver uma investigação formalmente aberta, ou em um processo administrativo e judicial de natureza sancionada; e
    • o pedido tem que tratar especificamente do alvo da investigação.

    Moraes decidiu que o Coaf só estabeleça relatórios com:

    • identificação objetiva do investigado ou do sujeito potencialmente sancionável;
    • pertinência temática estrita entre o conteúdo do RIF e o objeto da apuração;

    impossibilidade de fishing expedition (pesca probatória).

    Na decisão, Moraes afirma que há dados concretos de que há grave desvirtuamento da utilização dos relatórios, o que impacta diretamente direitos fundamentais e o regular funcionamento do sistema de Justiça.

    Segundo o ministro, os relatórios “passavam a ser utilizados como instrumento de pressão, constrangimento e extorsão, completamente dissociados de finalidade legítima de persecução penal, com grave violação à intimidade financeira e à autodeterminação informacional dos atingidos”.

    Para Moraes, existe uma situação que evidencia risco sistêmico. “A ausência de balizas constitucionais claras e imediatamente aplicáveis tem permitido a normalização do uso de instrumentos de inteligência financeira como meio de prospecção patrimonial indiscriminada, abrindo espaço para abusos reiterados e institucionalmente corrosivos”.

    O ministro ressaltou que a análise feita pelo Coaf não autoriza “acesso livre ou irrestrito a contas bancárias” e “não se presta a devassas genéricas”. “Não se destina à coleta prospectiva dedados patrimoniais, nem tampouco à produção de relatórios “sob encomenda”, avalia.

    “O ponto central da controvérsia constitucional reside não na existência ou na validade abstrata da inteligência financeira, mas na forma como os RIFs vêm sendo requisitados, incorporados e utilizados em procedimentos estatais, muitas vezes sem investigação formal instaurada, sem finalidade sancionadora definida e sem controle jurisdicional efetivo”.

    As determinações do ministro ocorrem em meio a investigação autorizada por Moraes que investiga o vazamento indevido de dados de autoridades, entre eles, ministros do Supremo e Tribunal de Contas da União, além de políticos.

    PF faz operação contra suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e parentes

    A PF prendeu um contador que é apontado como “um dos mandantes” da organização criminosa que obteve ilegalmente e vendeu dados sigilosos de autoridades brasileiras e seus familiares.

    A quadrilha teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas

    Fonte: G1

  • Bolsonaro está sem infecção e tem previsão de alta mantida para esta sexta, diz boletim

    Boletim médico desta tarde informa ainda que o ex-presidente precisará ficar em observação antes da alta ser confirmada

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro tem previsão de alta hospitalar para esta sexta-feira (27). A informação foi antecipada pelo médico do presidente nesta quarta (25) e, agora, nesta quinta (26), confirmada pelo hospital DF Star, onde ele está internado.

    O boletim médico desta tarde, divulgado pela unidade hospitalar, informa que o ex-presidente está sem infecção, mas que precisará ficar em observação antes da alta ser confirmada.

    Bolsonaro foi internado no dia 13 de março em um hospital particular de Brasília após passar mal na Papudinha — onde estava preso. Ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de uma broncoaspiração, e precisou ficar 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Na última segunda-feira (23), após evoluir clinicamente, o ex-presidente teve alta da UTI e foi para um quarto no Hospital DF Star.

    “Nós todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã [quinta-feira, 26], estamos com uma programação para alta para sexta-feira”, afirmou o médico Brasil Caiado nesta quarta.

    [Acabou] saindo do quadro agudo, nesta semana, de segunda-feira para cá. Ele também apresentou uma boa evolução. Estamos com programação do antibiótico até amanhã”, completou.

    A informação sobre a programação de alta do ex-presidente pelo médico dele foi divulgada um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender parcialmente a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro e conceder prisão domiciliar humanitária pelo prazo de 90 dias para o político do PL.

    Moraes tomou a decisão em razão das condições de saúde do ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.

    Fonte: G1

  • CPMI do INSS: Mendonça vota para que STF determine prorrogação da comissão por 60 dias

    Plenário analisa decisão individual do ministro que determinou prazo para a prorrogação dos trabalhos. Ação na Corte foi apresentada por parlamentares que integram o colegiado.

    Política – O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. Os ministros vão analisar uma decisão individual do ministro André Mendonça. Ele votou para que o tribunal determine a prorrogação por 60 dias.

    Na última terça-feira (23), o ministro deu prazo para que o Congresso viabilize a extensão do prazo de funcionamento da comissão. O plenário da Suprema Corte vai decidir se a determinação individual será mantida.

    O magistrado é o relator de uma ação apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado; o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator; e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), integrante do colegiado.

    Em seu voto, o ministro André Mendonça afirmou que a criação de obstáculos para as CPIs podem fazer com que seus prazos se esgotem sem que a investigação seja realizada.

    “Se criam obstáculos de impedimentos, de leituras de requerimentos, de aprovação de requerimentos, até que se esgote o prazo e depois não se prorrogue. É o que vai acontecer se não prorrogarmos essa CPMI do NSS, um caso que envolve roubo de bilhões de reais dos mais vulneráveis da nossa sociedade. Órfãos com suas mães, avós que cuidam dos seus filhos e dos seus netos. Não vão ter a resposta ao menos do Congresso Nacional”, afirmou.

    A ação aponta que teria ocorrido uma omissão da Mesa Diretora do Congresso Nacional e de seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que não teriam processado a tramitação do requerimento de prorrogação do colegiado.

    Os parlamentares pontuaram que não foi feita a leitura do pedido, uma exigência necessária à prorrogação. Segundo os parlamentares, o pedido atende aos requisitos da Constituição Federal e do regimento do Congresso.

    Além disso, argumentam que, diante deste cenário, a ampliação do prazo da CPMI é um ato vinculado, ou seja, não depende de uma avaliação do comando da Casa sobre conveniência e oportunidade.

    De acordo com os parlamentares, a conduta do presidente do Congresso inviabilizaria, de forma indireta, a continuidade das investigações sobre fraudes praticadas por aposentados e pensionistas do INSS.

    Mendonça determinou prazo de 48 horas para que o Congresso realize a leitura do requerimento da comissão. E que, se o prazo não for respeitado, que a leitura seja considerada realizada e, com isso, a comissão possa continuar seus trabalhos.

    Caso não fosse prorrogada, a CPMI deveria encerrar os trabalhos até sábado (28). Esse era o prazo final para depoimentos, pedidos de informações e votação do relatório final da comissão. O novo prazo será definido pelos parlamentares na própria CPMI.

    A análise do plenário

    Mendonça determinou o envio da decisão para julgamento no plenário. Agora, os demais ministros vão avaliar se mantêm as determinações do magistrado.

    A prorrogação é uma etapa necessária para garantir que os parlamentares prossigam com a atuação na comissão, com atividades como depoimentos e apuração de documentos.

    Fonte: G1

  • Senado endurece lei e cria crime de vicaricídio com pena de até 40 anos

    Nova tipificação mira casos em que filhos e familiares são assassinados para atingir mulheres; prática passa a ser considerada hedionda.

    Política – O Senado Federal aprovou a criação do crime de vicaricídio, uma forma extrema de violência em que o agressor mata filhos, parentes ou pessoas próximas com o objetivo de causar dor e sofrimento à mulher.

    A proposta, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e a Lei de Crimes Hediondos, consolidando uma nova abordagem no enfrentamento à violência de gênero.

    Crime hediondo e penas mais severas

    Com a aprovação, o vicaricídio passa a ser classificado como crime hediondo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão, além de multa.

    A legislação também prevê agravantes que podem aumentar a pena em até um terço, como:

    *Quando o crime é cometido na presença da mulher que se pretende atingir;

    *Quando a vítima é criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência;

    *Quando há descumprimento de medidas protetivas de urgência.

    Lacuna legal é preenchida

    Segundo a relatora Margareth Buzetti, a tipificação corrige uma falha histórica na legislação brasileira.

    De acordo com a parlamentar, esse tipo de violência utiliza terceiros — principalmente filhos — como instrumento de punição emocional, controle e sofrimento psicológico contra a mulher, o que até então dependia de interpretações jurídicas menos claras.

    A medida também deve melhorar a identificação de riscos por parte das autoridades e fortalecer ações preventivas.

    Casos recentes impulsionaram debate

    A aprovação ocorre em meio à repercussão de crimes recentes que chocaram o país, como o caso registrado em Itumbiara, onde um homem matou os próprios filhos com o objetivo de atingir a mãe das crianças.

    Episódios como esse intensificaram a pressão por mudanças na legislação e reforçaram a necessidade de medidas mais duras para coibir esse tipo de violência.

    Próximos passos

    Após aprovação no Senado, o texto segue para sanção presidencial. Caso seja confirmado, o Brasil passará a contar com uma legislação mais específica e rigorosa para punir crimes que envolvem violência indireta contra mulheres.

    A expectativa é de que a nova lei represente um avanço na proteção às vítimas e na responsabilização de agressores que utilizam familiares como instrumento de vingança.

  • Nova lei endurece combate às facções: Lula sanciona pacote com penas mais duras e bloqueio de bens

    Medida cria marco legal contra o crime organizado, proíbe auxílio-reclusão a integrantes e amplia punições para líderes e financiadores.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o chamado “PL Antifacção”, criando um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. A legislação estabelece regras mais rígidas, amplia penas e define mecanismos mais severos de controle sobre organizações criminosas.

    Apesar da sanção, alguns trechos foram vetados pelo Executivo, como a equiparação automática de penas para determinados envolvidos e a destinação de recursos apreendidos a fundos estaduais e do Distrito Federal.

    O que muda com a nova lei

    A legislação passa a definir formalmente o conceito de facção criminosa, caracterizando como tal grupos com três ou mais pessoas que utilizam violência, intimidação ou controle territorial para impor suas ações.

    Entre as principais mudanças, estão:

    Proibição de benefícios como anistia, indulto, fiança e liberdade condicional para condenados;

    Criação de um banco nacional integrado de dados sobre organizações criminosas;

    Obrigatoriedade de líderes cumprirem pena em presídios federais de segurança máxima;

    Bloqueio de bens obtidos direta ou indiretamente por meio de atividades ilícitas;

    Possibilidade de decretação de prisão preventiva para integrantes e financiadores.

    Fim do auxílio-reclusão para integrantes de facções

    Um dos pontos mais rígidos da nova lei é a proibição do auxílio-reclusão para familiares de integrantes de facções, milícias ou grupos paramilitares.

    Além disso, as penas foram ampliadas: crimes ligados a essas organizações podem resultar em condenações de até 40 anos de prisão. Já o crime de favorecimento pode levar a penas que variam de 12 a 20 anos.

    Regras mais rápidas para investigações

    A legislação também estabelece prazos mais curtos para investigações e decisões judiciais:

    Inquéritos devem ser concluídos em até 30 dias (presos) ou 90 dias (soltos);

    A Justiça terá até 15 dias para decidir sobre medidas durante a investigação;

    O Ministério Público deverá se manifestar em até cinco dias.

    Em casos urgentes, decisões poderão ser tomadas em até 48 horas, sem que atrasos resultem automaticamente na soltura de investigados.

    Impacto no sistema de segurança

    A nova lei busca fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil, endurecendo punições e criando instrumentos para impedir a atuação financeira e estrutural das facções.

    Com as mudanças, o governo aposta em maior integração entre órgãos de segurança e Justiça, além de ampliar a capacidade do Estado de reagir de forma mais rápida e eficaz às ações dessas organizações.

  • Moraes autoriza prisão domiciliar para Jair Bolsonaro por 90 dias

    Prazo terá início a partir da alta do ex-presidente. Ministro acolheu parecer da PGR, que se manifestou a favor da flexibilização. Bolsonaro está internado tratando uma broncopneumonia.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte a cumprir pena em prisão domiciliar por 90 dias para a recuperação de uma broncopneumonia.

    Após esse período, Moraes vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.

    Moraes atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor da flexibilização de regime em razão do quadro de saúde do ex-presidente.

    Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava detido na Papudinha, em Brasília. Em 13 de março, deixou a unidade prisional após apresentar um quadro de broncopneumonia e precisar ser internado.

    Bolsonaro passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital para tratar de uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.

    O boletim médico mais recente, divulgado nesta terça-feira (23), informa que Jair Bolsonaro (PL) apresentou “evolução favorável” e foi transferido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas.

    Na semana passada, o médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que os exames têm demonstrado melhora, mas a evolução do quadro ainda é lenta.

    O ex-presidente permanece “estável clinicamente” e poderá receber alta se a evolução se mantiver “satisfatória”.

    Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.

    Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

    Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.

    Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília após violar a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.

    No dia 25 de novembro, Moraes determinou o início da execução da pena de 27 anos e três meses de prisão a que Bolsonaro foi condenado por liderar uma organização criminosa que agiu para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas urnas nas eleições de 2022.

    Em 15 de janeiro, Moraes autorizou a a transferência do ex-presidente para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-DF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

    No local, Bolsonaro ficou preso num local com área total de 64,83 m², com quarto, banheiro privativo, cozinha, área externa para banho de sol e espaço para equipamentos de ginástica.

    As visitas familiares foram ampliadas para dois dias por semana, em três horários distintos.

    No início de março, Moraes negou um novo pedido de prisão domiciliar sob justificativa de que é uma medida excepcional e o ex-presidente não atende os requisitos.

    Moraes ressaltou que Bolsonaro mantém intensa agenda de visitas, inclusive de políticos, o que revela um bom quadro de saúde.

    Na época, o ministro citou ainda que a perícia da PF apontou que não havia, naquele momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar, mesmo reconhecendo que possui “quadro clínico o de alta complexidade”.

    Só na Papudinha Bolsonaro teve mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias, não apenas dos médicos particulares que o acompanham, mas também de médicos e enfermeiros da própria unidade prisional.

    Fonte: G1

  • Boulos ataca Flávio Bolsonaro e o chama de “peixe podre” em crítica direta

    Deputado do PSOL intensifica críticas, cita investigações e promete explorar histórico do parlamentar durante campanha.

    Política – O deputado federal Guilherme Boulos elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro durante entrevista concedida nesta terça-feira (24), marcando mais um capítulo da crescente tensão política entre os dois campos.

    Na declaração, Boulos afirmou que o senador tenta construir uma imagem de moderação, mas não resistiria a um embate direto no cenário político.

    Críticas e acusações

    Durante a entrevista, o parlamentar do PSOL também mencionou episódios polêmicos ligados ao nome de Flávio Bolsonaro, incluindo investigações passadas e a relação com o ex-assessor Fabrício Queiroz.

    Boulos indicou que pretende levar esses temas ao centro do debate público, especialmente em um eventual cenário eleitoral, reforçando que irá confrontar o histórico político do senador diante dos eleitores.

    Estratégia de confronto

    Além das críticas diretas, Guilherme Boulos sinalizou que sua estratégia passa por expor contradições e posicionamentos adotados por Flávio Bolsonaro ao longo da carreira.

    O deputado também ironizou a atuação do senador, sugerindo que a postura adotada por ele não se sustentaria diante de um confronto político mais incisivo.

    Clima de pré-campanha

    As declarações ocorrem em um momento de intensificação das articulações políticas no país, com lideranças já adotando discursos mais duros e estratégias voltadas ao eleitorado.

    O episódio evidencia a antecipação do debate eleitoral, com trocas de críticas públicas e a tentativa de consolidação de narrativas por parte de figuras de destaque no cenário nacional.

    Veja o vídeo acessando o link:

    https://www.instagram.com/reel/DWRSyzmgRhk/?igsh=MTFmNDNzOW03enRkdg==

  • PGR apoia prisão domiciliar de Bolsonaro e decisão final fica nas mãos de Moraes

    Parecer de Paulo Gonet cita quadro de saúde do ex-presidente e recomenda flexibilização da pena; análise agora depende de Alexandre de Moraes.

    Política – A Procuradoria-Geral da República se manifestou, nesta segunda-feira (23), favoravelmente ao pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O parecer foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e enviado ao Supremo Tribunal Federal após análise dos laudos médicos apresentados pela defesa.

    No documento, Gonet afirma que o estado clínico do ex-presidente justifica a flexibilização do regime prisional, destacando que a medida está alinhada a decisões anteriores da Corte em situações semelhantes.

    Saúde é fator determinante

    Internado há mais de uma semana em um hospital particular em Brasília, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia, quadro que exige acompanhamento médico contínuo.

    A condição de saúde foi o principal argumento utilizado pela defesa ao solicitar a prisão domiciliar, sob alegação de que o tratamento adequado pode ser comprometido dentro do sistema prisional.

    Segundo o parecer da PGR, a evolução clínica relatada pela equipe médica reforça a necessidade de uma medida excepcional.

    Palavra final é do STF

    Apesar da recomendação favorável da Procuradoria, a decisão definitiva cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

    Moraes havia solicitado a manifestação da PGR após receber um novo pedido da defesa, acompanhado de relatórios detalhados sobre o estado de saúde do ex-presidente.

    Cumprimento de pena e próximos passos

    Jair Bolsonaro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.

    A análise do pedido ocorre em meio à necessidade de continuidade do tratamento médico e à pressão de aliados políticos pela concessão da medida.

    Com o parecer da PGR agora anexado ao processo, a expectativa é de que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie nos próximos dias sobre a possibilidade de Bolsonaro cumprir a pena em regime domiciliar.

  • Simone Tebet deixa MDB após quase 30 anos e se filia ao PSB para disputar o Senado em SP

    Atual ministra do governo Lula, Tebet disse que deve deixar a pasta até o fim do mês de março para poder disputar as eleições

    Política – O PSB confirmou neste sábado (21) a filiação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, em São Paulo. Ela deixou o MDB após quase 30 anos na sigla para disputar uma vaga no Senado na próxima eleição.

    Tebet estava no MDB desde 1997 e construiu toda a sua trajetória política na legenda, pela qual foi senadora e candidata à Presidência da República em 2022. Agora, ao migrar para o PSB, ela passa a integrar o mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

    No dia 12, a ministra já havia anunciado que vai disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS).

    Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento”, diz um trecho da nota

    Na semana passada , Tebet disse que ainda não há data definida para entregar o cargo no ministério, mas a previsão é confirmar sua saída até o fim de março.

    Simone relembrou que no dia 27 de janeiro teve uma conversa informal com o presidente Lula durante uma viagem ao Panamá, em que discutiram política. Na ocasião, Lula pediu à ministra que ela pensasse sobre o processo eleitoral e “ser candidata pelo Senado em São Paulo”.

    O pedido formal aconteceu no dia 3 de fevereiro, após Tebet ter conversado também com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

    Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet é filha de Ramez Tebet, ex-governador, ex-senador sul-mato-grossense e ex-ministro da Integração Nacional.

    Mestre em Direito do Estado, Tebet é professora universitária e desde a década de 1990 é filiada ao MDB.

    A ministra foi deputada estadual em Mato Grosso do Sul e se tornou em 2004 a primeira mulher a ser eleita prefeita de Três Lagoas. Quatro anos depois, foi reeleita para o cargo.

    Em 2011, Tebet assumiu o cargo de vice-governadora de Mato Grosso do Sul, na chapa encabeçada por André Puccinelli. Durante parte do mandato, foi secretária estadual de Governo.

    Em 2014, Tebet se elegeu senadora pelo Mato Grosso do Sul. Na Casa, teve destaque ao compor, em 2016, a comissão especial do Senado do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

    Ela votou a favor do afastamento da presidente sob o argumento de que ela havia cometido crime de responsabilidade.

    Em 2019, Tebet foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

    Dois anos depois, representou a bancada feminina na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

    Em 2022, na tentativa de se criar uma terceira via na corrida presidencial, Tebet concorreu pelo MDB. Recebeu 4,9 milhões de votos (4,16%) e ficou em terceiro lugar na disputa.

    Inicialmente, Tebet chegou a ser cogitada para o ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, uma área com a qual a senadora dizia ter “afinidade”

    Fonte: G1

  • Moraes aciona PGR e coloca em análise prisão domiciliar de Bolsonaro após internação

    Alexandre de Moraes pede parecer da Procuradoria sobre pedido da defesa de Jair Bolsonaro, internado em UTI com quadro respiratório.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitou à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    A decisão ocorre após a defesa do ex-mandatário apresentar um novo pedido de domiciliar em caráter humanitário, motivado pelo estado de saúde do político.

    Internação reacende debate sobre saúde

    Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, após apresentar um quadro súbito de mal-estar enquanto cumpria pena na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília.

    De acordo com informações médicas, ele foi diagnosticado com broncopneumonia — uma infecção pulmonar que pode atingir diferentes áreas dos pulmões — e segue em tratamento intensivo, sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Boletins recentes apontam evolução clínica, mas indicam que o ex-presidente ainda necessita de acompanhamento constante, incluindo fisioterapia respiratória e suporte médico contínuo.

    Defesa alega risco e pede medida humanitária

    No pedido enviado ao STF, os advogados argumentam que a permanência no sistema prisional pode agravar o estado de saúde de Bolsonaro, destacando risco elevado de complicações.

    Antes de decidir, Moraes determinou que fossem apresentados documentos detalhados, como prontuário médico, exames realizados, medicamentos administrados e avaliação geral do quadro clínico.

    Com as informações entregues, o ministro optou por ouvir a PGR antes de tomar uma decisão definitiva.

    Pressão política e visitas influenciam cenário

    O caso também ganhou dimensão política. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, esteve pessoalmente com Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar. Segundo ele, a conversa foi “tranquila” e o ministro indicou que analisaria o caso no momento oportuno.

    Além disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se manifestou a favor da medida, citando as condições de saúde do ex-presidente.

    Decisão pode ter impacto político e jurídico

    A análise do pedido ocorre em um momento sensível, envolvendo questões humanitárias, jurídicas e políticas. A manifestação da PGR será determinante para o próximo passo do STF.

    Enquanto isso, Bolsonaro permanece hospitalizado, e o caso segue em acompanhamento direto da Corte, com expectativa de decisão nos próximos dias.