Categoria: Política

  • Bolsonaro apresenta melhora clínica, com recuperação da função renal, diz boletim; ex-presidente segue sem previsão de alta da UTI

    Ele foi internado na última sexta para tratar de pneumonia bacteriana. Boletim aponta melhora parcial de marcadores inflamatórios, o que indica resposta favorável a antibióticos.

    Política – Boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star nesta segunda-feira (16) informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios.

    De acordo com o estabelecimento de saúde, o ex-presidente permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva e não há previsão de alta da UTI até o momento.

    Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. O ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.

    Conforme o comunicado dos médicos, a melhora parcial dos marcadores inflamatórios indica uma resposta favorável aos antibióticos utilizados no tratamento do ex-presidente.

    Boletim médico divulgado no último sábado (14) havia apontado uma piora nas funções renais, que, segundo o DF Star, melhoraram nas últimas 24 horas.

    O Hospital DF Star informou ainda que Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.

    Saúde de Bolsonaro

    Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.

    Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

    Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.

    Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.

    Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.

    Fonte: G1

  • CPMI do INSS cancela sessão que ouviria ex-presidente da Contag

    Ministro André Mendonça, do STF, decidiu que Aristides Veras dos Santos não era obrigado a depor ao colegiado nesta segunda-feira (16).

    Política – A sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) prevista para a tarde desta segunda-feira (16) foi cancelada.

    A decisão ocorreu após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberar Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da Contag (Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares), de comparecer ao colegiado.

    A oitiva estava marcada para as 16h desta segunda. Aristides havia sido convocado por meio de requerimento aprovado pelos parlamentares, o que tornaria sua presença obrigatória.

    Ao recorrer ao Supremo, a defesa do ex-presidente da Contag argumentou que o empresário possui o direito constitucional de não autoincriminação e pediu que ele fosse dispensado de comparecer ou, caso optasse por depor, que tivesse assegurado amplo acesso às prova e o direito de responder apenas às perguntas que considerasse adequadas.

    Na decisão, Mendonça acolheu o argumento e afastou a obrigatoriedade de comparecimento, transformando a convocação em facultativa e deixando a cargo do empresário a decisão de ir ou não à CPMI.

    A Contag está entre as entidades investigadas pela Polícia Federal no esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

    Segundo dados da Polícia Federal, a confederação é suspeita de ter desviado cerca de R$ 2 bilhões de aposentados entre janeiro de 2019 e março de 2024.

    A entidade, por sua vez, nega irregularidades e afirma que comunicou ao INSS, em duas ocasiões, a existência de descontos indevidos e de práticas abusivas contra aposentados e pensionistas rurais.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Bolsonaro teve piora da função renal e segue estável na UTI, diz boletim

    Ex-presidente não tem previsão de alta hospitalar. Segundo boletim médico, Bolsonaro está com broncopneumonia bacteriana e passa por tratamento com antibióticos e fisioterapia

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece estável, mas apresentou piora nas funções renais e teve elevação dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14).

    Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília.

    “Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, informa o boletim médico.

    Na noite dessa sexta (13), a equipe médica informou que o estado de saúde do ex-presidente era estável, após ele apresentar febre, náuseas e calafrios e precisar ser internado pela manhã no hospital.

    Além disso, os médicos afirmaram que Bolsonaro está consciente e que não precisou ser entubado.

    “Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, disse Leandro Echenique, cardiologista do ex-presidente.

    Bolsonaro estava preso desde janeiro na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    Ele foi removido da unidade prisional para ser internado no hospital, após agravamento do quadro. Segundo registro da Polícia Militar ao qual a TV Globo teve acesso, ele estava bem na noite de quinta-feira (11), mas começou a se sentir mal durante a madrugada.

    Quadro de saúde

    Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que está preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.

    Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

    Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.

    Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.

    Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.

    Fonte: G1

  • MPF pede condenação de Ratinho e do SBT e cobra R$ 10 milhões por falas contra Erika Hilton

    Procuradoria aponta discurso discriminatório em programa exibido em rede nacional e solicita retirada do conteúdo, além de retratação pública da emissora.

    Política – O Ministério Público Federal pediu à Justiça a condenação do apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, e da emissora SBT ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

    A ação foi motivada por declarações feitas pelo apresentador durante uma edição do Programa do Ratinho, exibida em rede nacional, nas quais ele comentou a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

    Segundo o MPF, as falas configuram discurso discriminatório e atingem não apenas a parlamentar, mas também a comunidade LGBTQIA+.

    Declaração gerou reação e ações judiciais

    Durante o programa exibido na quarta-feira (11), Ratinho afirmou ser contrário à escolha da deputada para comandar o colegiado, alegando que ela “não é mulher, é trans”.

    Após a repercussão, Erika Hilton protocolou três ações judiciais contra o apresentador por transfobia, incluindo um pedido de indenização por danos morais coletivos encaminhado ao Ministério Público Federal.

    Em nota divulgada posteriormente, o SBT afirmou que repudia qualquer tipo de discriminação ou preconceito.

    Já Ratinho publicou uma mensagem nas redes sociais defendendo que suas declarações foram uma crítica política e não um ato de preconceito.

    Procurador aponta discurso de ódio

    A ação civil pública foi apresentada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas.

    De acordo com o MPF, as declarações exibidas na televisão deslegitimam a identidade de gênero e contribuem para a marginalização da população LGBTQIA+.

    Na avaliação do procurador, as falas reduzem a experiência feminina a critérios biológicos e reprodutivos, o que excluiria não apenas mulheres trans, mas também mulheres cisgênero que, por diferentes razões, não possuem útero ou não menstruam.

    O documento classifica o conteúdo como uma forma de violência simbólica que nega o direito à identidade de gênero.

    Pedido inclui retratação pública

    Além da indenização de R$ 10 milhões, o MPF solicitou à Justiça a retirada do conteúdo do programa das plataformas digitais e redes sociais do SBT.

    A Procuradoria também pede que Ratinho e a emissora publiquem uma retratação pública, utilizando os mesmos meios, tempo e horário da exibição original.

    Caso a Justiça aceite o pedido, a retratação deverá permanecer disponível nos canais oficiais da emissora por pelo menos um ano.

    Também foi solicitado que a União informe, em até dez dias, quais medidas administrativas estão sendo adotadas diante da possível violação de princípios que regem concessões públicas de radiodifusão.

    Deputada assumiu comissão na Câmara

    A polêmica ocorreu poucos dias após Erika Hilton ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados do Brasil.

    A parlamentar recebeu 11 votos dos integrantes do colegiado, enquanto outros 10 votaram em branco.

    Durante o discurso de posse, ela destacou que se tornou a primeira mulher trans a presidir a comissão e afirmou que pretende conduzir a gestão com diálogo e foco na defesa dos direitos de todas as mulheres no país.

  • Itamaraty revoga visto de assessor do governo Trump que visitaria Bolsonaro na cadeia

    Darren Beattie tinha viagem marcada ao Brasil e faria uma visita a Bolsonaro. Encontro foi vetado pelo STF. Lula diz que ele só virá ao país quando o ministro da Saúde puder viajar aos EUA.

    Política – O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) revogou a concessão de visto de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para temas relacionados ao Brasil, e que iria visitar o país na próxima semana.

    Beattie estava com uma viagem marcada ao Brasil e iria visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde o ex-presidente está detido. Mas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — responsável por aprovar esse tipo de solicitação — negou o pedido da defesa para o encontro 

    Fontes da diplomacia informam que governo brasileiro está usando o princípio de reciprocidade, adotado internacionalmente, inclusive pelos americanos, de revogação de vistos.

    Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Beattie só entrará no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder viajar aos Estados Unidos.

    Em agosto do ano passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da mulher e da filha, de 10 anos, de Alexandre de Padilha. O visto do ministro não foi revogado porque já estava vencido

    No entendimento do governo, o secretário do governo Trump mentiu sobre o motivo da viagem ao pedir o visto, de acordo com fontes ligadas à diplomacia ouvidas pela GloboNews

    Visita ao Brasil

    Na terça-feira (10), a defesa do ex-presidente Bolsonaro enviou um pedido a Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, pedindo que a visita fosse concedida de forma excepcional na segunda (16) ou na terça-feira (17), por motivos de agenda do norte-americano.

    Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. As visitas ao ex-presidente precisam receber o aval de Moraes, relator do processo que levou o político à cadeia.

    Moraes permitiu a visita, no entanto, autorizou que ela fosse realizada na quarta-feira (18). As visitas na unidade prisional onde Bolsonaro está detido são, tradicionalmente, às quartas e sábados. No dia seguinte, a defesa pediu que ele reconsiderasse a data, ainda por motivos de agenda.

    Questionada pela TV Globo, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não detalhou o motivo da viagem. Informou apenas que “Darren Beattie viajará em breve ao Brasil para promover a agenda de política externa America First”.

    Moraes, então, solicitou informações ao Itamaraty sobre a agenda diplomática do secretário de Trump no Brasil.

    Em resposta, o ministério afirmou que a reunião de um assessor de Trump com o ex-presidente Jair Bolsonaro “pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

    Diante disso, Moraes voltou atrás e retirou a autorização para o encontro entre Bolsonaro e Beattie.

    Vale lembrar que o ex-presidente foi internado nesta sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília, diagnosticado com um quadro de broncopneumonia. Ele está sendo tratado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    MRE pediu esclarecimentos à embaixada

    Ainda na terça, segundo apurou a GloboNews, o Itamaraty convocou o encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, a prestar esclarecimentos sobre a vinda ao Brasil de Darren Beattie.

    Ele foi recebido na terça-feira (11) pelo embaixador Roberto Abdalla, Secretário de Europa e América do Norte do Itamaraty. Na conversa, explicou que o principal motivo da viagem de Beattie seria a participação em um fórum sobre terras raras.

    Mas, fontes ligadas ao governo norte-americano afirmam que, apesar da presença confirmada no evento, Beattie pretendia priorizar a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes do ministro Alexandre de Moraes rever a decisão e vetar o encontro.

    Diplomatas dizem que o Itamaraty soube da viagem do norte-americano pela imprensa, após ser divulgado que a defesa de Bolsonaro pediu para ele receber uma visita de Beattie na prisão.

    Como não havia sido informado previamente, o ministério chamou o representante diplomático.

    A decisão de Moraes de recuar sobre a visita acabou frustrando os planos do assessor de Trump. Ainda assim, a previsão era que a viagem ao Brasil fosse mantida. Beattie iria se encontrar com o filho de Bolsonaro e pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Fonte: G1

  • Bolsonaro passa mal na prisão e é levado ao hospital após calafrios e vômitos

    Informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, que pediu orações e disse que o ex-presidente apresentou mal-estar na manhã desta sexta-feira.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado a um hospital nesta sexta-feira (13) após apresentar sintomas de mal-estar enquanto estava preso em Brasília.

    A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, por meio de uma publicação nas redes sociais.

    Segundo o parlamentar, Bolsonaro acordou com fortes calafrios e episódios de vômito, o que motivou sua transferência para atendimento médico.

    “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez. Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu o senador na rede social X.

    Histórico de saúde preocupa aliados

    O estado de saúde do ex-presidente tem sido motivo de atenção desde que ele passou a cumprir pena em uma unidade prisional conhecida como Papudinha, onde permanece em uma Sala de Estado-Maior.

    Um laudo elaborado por médicos peritos da Polícia Federal, divulgado em fevereiro, apontou que Bolsonaro possui sete problemas crônicos de saúde.

    Apesar das condições médicas, os especialistas concluíram que, naquele momento, não havia necessidade de transferência permanente para um hospital.

    Risco de complicações exige acompanhamento

    De acordo com o relatório médico, após exames físicos e análise de exames laboratoriais e de imagem apresentados pela defesa, os peritos avaliaram que as comorbidades existentes exigem atenção e acompanhamento especializado.

    O documento destaca a necessidade de aprimorar tratamentos e medidas preventivas para evitar possíveis complicações, especialmente eventos cardiovasculares, como infarto.

    Os médicos responsáveis pelo parecer examinaram Bolsonaro em 20 de janeiro na própria unidade prisional onde ele está detido.

    Prisão ocorreu após condenação

    Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por participação em uma tentativa de golpe de Estado, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal.

    Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o diagnóstico médico relacionado ao mal-estar registrado nesta sexta-feira.

  • Assessor de Trump pede reunião de última hora com o Itamaraty após questionamentos do STF

    Solicitação foi feita pela Embaixada dos EUA em Brasília durante viagem de Darren Beattie ao Brasil, enquanto o ministro Alexandre de Moraes cobra explicações sobre a agenda do enviado.

    Política – O enviado especial dos Estados Unidos Darren Beattie solicitou uma reunião de última hora com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil durante sua viagem ao Brasil, prevista para a próxima semana.

    O pedido foi encaminhado pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, mas, segundo o Itamaraty, o encontro ainda não foi confirmado oficialmente.

    A solicitação ganhou destaque após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes exigir esclarecimentos sobre a agenda do assessor norte-americano no país.

    Solicitação foi feita por e-mail

    De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o pedido de reunião foi enviado no dia 11 de março, um dia após Beattie solicitar autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

    O contato diplomático foi realizado por e-mails encaminhados à Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais (COCIT), sugerindo a realização de uma reunião no dia 17 de março, às 16h30.

    Apesar da solicitação, o Itamaraty informou que não havia qualquer agendamento diplomático previamente comunicado à pasta e reforçou que a reunião permanece sem confirmação.

    Também foi solicitado um encontro com o secretário responsável pelas áreas de Europa e América do Norte do ministério, igualmente sem agenda definida.

    STF pede explicações sobre agenda do assessor

    Na quarta-feira (11), Alexandre de Moraes determinou que o Itamaraty prestasse informações detalhadas sobre os compromissos de Darren Beattie no Brasil.

    O objetivo do magistrado era esclarecer se o assessor do ex-presidente americano Donald Trump tinha compromissos oficiais no país e se havia solicitado autorização para visitar Bolsonaro na prisão.

    O Ministério das Relações Exteriores classificou a possível visita como uma “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

    Viagem ao Brasil inclui evento sobre minerais críticos

    Segundo o Itamaraty, a viagem de Darren Beattie ao Brasil tem como finalidade participar de uma conferência internacional sobre minerais críticos e realizar reuniões com representantes do governo brasileiro.

    O evento, denominado “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos”, está programado para o dia 18 de março na sede da Amcham Brasil.

    Ainda de acordo com o ministério, o pedido de visto do assessor não mencionava qualquer interesse em encontros ou visitas fora das atividades oficiais previamente comunicadas.

    Moraes revoga autorização para visita a Bolsonaro

    Inicialmente, Alexandre de Moraes havia autorizado que Darren Beattie visitasse Jair Bolsonaro na prisão, estabelecendo regras específicas para o encontro.

    A decisão determinava que as visitas poderiam ocorrer apenas às quartas-feiras e aos sábados, com até dois visitantes por vez e em horários definidos ao longo do dia.

    A defesa de Bolsonaro havia solicitado que o encontro ocorresse em outra data, mas, após o Itamaraty classificar a possível visita como ingerência externa, o ministro voltou atrás.

    Em nova decisão, Moraes revogou a autorização e indeferiu o pedido de visita ao ex-presidente. Segundo o magistrado, a medida foi tomada com base em dispositivos da Constituição Federal e no regimento interno do STF.

  • Câmara aprova projeto que autoriza porte de spray de pimenta por mulheres para defesa pessoal

    Proposta estabelece regras para compra do dispositivo, define punições para uso indevido e surge em meio ao aumento dos casos de violência contra mulheres no país.

    Política – A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que permite que mulheres portem spray de pimenta em todo o país como instrumento de defesa pessoal.

    A proposta, registrada como Projeto de Lei 297/2026, foi apresentada pela deputada Gorete Pereira e tem como objetivo ampliar os mecanismos de proteção diante do avanço da violência de gênero no Brasil, oferecendo um recurso de defesa não letal.

    Pelo texto aprovado, o dispositivo poderá ser adquirido por mulheres maiores de 18 anos. Jovens entre 16 e 18 anos também poderão comprar o spray, desde que apresentem autorização formal de um responsável legal.

    Regras para compra do dispositivo

    Para adquirir o spray de pimenta, a compradora deverá apresentar documento de identificação com foto, comprovante de residência e uma declaração informando que não possui condenação por crime doloso violento.

    O projeto também estabelece que o uso do dispositivo deve ocorrer exclusivamente em situações de legítima defesa, quando houver risco real à integridade física ou sexual da mulher.

    Nesses casos, a reação deve seguir critérios de proporcionalidade e moderação para que seja considerada legítima.

    Penalidades para uso indevido

    A proposta aprovada também prevê punições para casos de utilização inadequada do spray de pimenta.

    Entre as medidas previstas estão advertência formal, quando não houver ferimentos, aplicação de multa que pode variar de um a dez salários mínimos, além da apreensão do equipamento e proibição de nova compra por até cinco anos.

    Caso o uso cause lesão corporal ou configure constrangimento ilegal, a autora da ação ainda poderá responder criminalmente.

    Debate ocorre em meio a aumento da violência

    A discussão sobre a liberação do spray de pimenta ocorre em meio a dados preocupantes sobre violência sexual no Brasil.

    Segundo estatísticas recentes, o país registrou em 2024 um número recorde de casos de estupro, com média de um crime desse tipo a cada seis minutos.

    Após a aprovação na Câmara, o projeto ainda precisa avançar pelas próximas etapas do processo legislativo antes de entrar em vigor como lei.

  • Erika Hilton pede investigação e prisão de Ratinho após falas consideradas transfóbicas na TV

    Deputada acionou o Ministério Público de São Paulo depois de comentários feitos pelo apresentador no SBT sobre sua eleição para presidir comissão da Câmara dos Deputados do Brasil.

    Política – A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (12) um pedido de investigação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho. A parlamentar acusa o comunicador de ter feito declarações transfóbicas durante seu programa exibido pelo SBT.

    No documento encaminhado ao órgão, Hilton solicita a abertura de inquérito policial e afirma que, caso haja condenação, o apresentador pode enfrentar pena de até seis anos de prisão. A representação foi registrada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público paulista.

    O pedido ocorreu após comentários feitos por Ratinho durante a edição de quarta-feira (11) de seu programa, quando o apresentador criticou a eleição da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil.

    Declarações durante o programa

    Durante a atração, Ratinho questionou o fato de uma mulher trans assumir a liderança da comissão e mencionou diretamente a identidade de gênero da parlamentar. Em um dos trechos, afirmou que ela “não é mulher, é trans”.

    O apresentador também disse que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero.

    “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, declarou.

    Em outro momento, Ratinho afirmou que, para ser mulher, seria necessário “ter útero e menstruar”, comentário que gerou forte reação nas redes sociais e entre parlamentares.

    Argumentos da deputada

    Na representação enviada ao Ministério Público, Erika Hilton argumenta que as falas do apresentador não se limitam a uma crítica política, mas configuram negação de sua identidade de gênero.

    Segundo a deputada, o fato de as declarações terem sido transmitidas em rede nacional amplia o alcance e o impacto das falas, podendo estimular discursos discriminatórios.

    No documento, ela sustenta que o apresentador utilizou argumentos recorrentes para questionar a identidade de mulheres trans e tentar invalidar sua presença em espaços institucionais voltados à defesa dos direitos femininos.

    Agora, caberá ao Ministério Público de São Paulo analisar a representação e decidir se haverá abertura de investigação sobre o caso.

  • Quaest, 2º turno: Lula e Flávio aparecem empatados pela 1ª vez, ambos com 41%

    Diferença entre o presidente e o senador era de dez pontos na pesquisa de dezembro, passou para sete em janeiro, cinco em fevereiro e, agora, não existe mais.

    Política – Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto, no cenário de 2º turno.

    É a primeira vez na série histórica que os dois candidatos empatam numericamente.

    A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro, cinco em fevereiro e, agora, não existe mais.

    Na pesquisa anterior, de fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio, 38%.

    Cenário Lula x Flávio

    • Lula: 41% (eram 43% em fevereiro e 45% em janeiro);
    • Flávio Bolsonaro: 41% (eram 38% em fevereiro e janeiro);
    • Indecisos: 2% (eram 2% em fevereiro e janeiro);
    • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 17% em fevereiro 15% em janeiro).

    O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março.

    A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

    Disputa pelo voto independente

    Entre os eleitores que se consideram independentes — aqueles que não se declaram nem de direita, nem de esquerda, nem lulistas, nem bolsonaristas —, Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela primeira vez, com 32%. O presidente tem 27%, e outros 36% afirmam que preferem não votar nesse cenário.

    Na pesquisa anterior, Lula tinha 31% nesse grupo, contra 26% de Flávio.

    Os eleitores independentes correspondem a 32% do total, conforme os números da Quaest.

    Índices de rejeição

    Em relação à rejeição, 56% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula e 55% afirmam que não votariam em Flávio. Em fevereiro, a rejeição de Lula era de 54%, e a de Flávio, 55%.

    Considerando somente os eleitores independentes, Lula tem rejeição de 65%, e Flávio, de 61%.

    Cenários com outros candidatos na disputa

    A Quaest apresentou aos eleitores sete cenários de segundo turno, com o presidente Lula em todos e seis adversários.

    Exceto no cenário com Flávio, em que há empate, Lula aparece à frente nos demais. A maior vantagem é contra Aldo Rebelo (DC). Veja os números a seguir:

    Cenário 2: Lula x Ratinho Júnior (PSD)

    • Lula: 42% (eram 43% em fevereiro e janeiro);
    • Ratinho Júnior: 33% (eram 35% em fevereiro e 36% em janeiro);
    • Indecisos: 3% (eram 3% em fevereiro e 4% em janeiro).
    • Branco/nulo/não vai votar: 22% (eram 19% em fevereiro e 17% em janeiro).

    Fonte: G1