A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) e o tucuxi (Sotalia fluviatilis) passaram a integrar a lista nacional de animais ameaçados de extinção. A atualização foi feita após uma nova avaliação da biodiversidade brasileira, que analisou mais de 15 mil espécies e identificou 1.280 em algum grau de risco.
As informações são da Folha de S.Paulo reune um levantamento de animais terrestres e mamíferos marinhos reúne 790 espécies e foi divulgado no fim de junho. A lista se soma à relação publicada em abril pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com 490 espécies de peixes e invertebrados aquáticos. A última atualização havia sido feita em 2022.
Apesar das mudanças, o número total de espécies ameaçadas ficou próximo ao da avaliação anterior, que registrava 1.249. Cerca de 300 espécies entraram na nova lista, enquanto número semelhante deixou a relação.
As espécies são classificadas em três categorias de ameaça: vulnerável, em perigo e criticamente ameaçada. A classificação serve de base para políticas e ações de conservação da fauna.
Entre as novidades está o gato-palheiro-pampeano, espécie descrita recentemente pela ciência e já classificada como criticamente ameaçada.
Arara-azul e tucuxi
A arara-azul-grande foi classificada como vulnerável. Segundo o Museu de Zoologia da USP, as populações do Pantanal foram afetadas pelos incêndios registrados no bioma.
Entre as principais ameaças às espécies aquáticas estão obras e infraestrutura costeira, pesca, poluição e mudanças climáticas. O desmatamento, a caça ilegal, o tráfico de animais e os atropelamentos também pressionam a fauna brasileira.
Espécies apresentam melhora
O levantamento também apontou redução no grau de ameaça do soldadinho-do-araripe, do sauim-de-coleira e da baleia-franca-austral.
O sauim-de-coleira, encontrado na região de Manaus, passou de criticamente ameaçado para em perigo. Entre as ações de conservação estão corredores ecológicos e fiscalização.
A baleia-franca-austral passou de em perigo para vulnerável após décadas de medidas de proteção, incluindo a proibição da caça.
Apesar da melhora, especialistas defendem a continuidade das ações de conservação.
Fonte: D24am.









