A qualidade do ar voltou a preocupar os moradores de Manaus neste sábado (17), em meio à intensa fumaça provocada por queimadas no Amazonas e em estados vizinhos. A situação tem afetado a visibilidade e aumentado a preocupação com os impactos da poluição sobre a saúde da população.
Dados divulgados neste sábado pelo portal UOL, com base em informações da plataforma internacional IQAir, apontaram uma concentração de partículas finas PM2,5 de 404,3 microgramas por metro cúbico em Manaus. Esse tipo de poluente é especialmente preocupante por conseguir penetrar profundamente no sistema respiratório. O valor divulgado é um registro pontual e pode variar ao longo do dia.
A fumaça que atinge a capital não depende apenas dos incêndios ocorridos dentro dos limites urbanos. Os ventos podem transportar partículas provenientes de outras regiões, fazendo com que os efeitos das queimadas sejam sentidos mesmo em áreas distantes dos focos de incêndio. A estiagem e a falta de chuvas regulares também podem contribuir para a permanência dos poluentes na atmosfera.
Previsão do tempo para Manaus
De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Manaus deve registrar temperaturas entre 27°C e 36°C neste sábado. A previsão aponta muitas nuvens e possibilidade de pancadas de chuva, tanto durante a tarde quanto à noite.
Para domingo (18), a expectativa é de temperaturas entre 26°C e 36°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. Na segunda-feira (19), os termômetros podem variar entre 26°C e 37°C, também com previsão de chuva e trovoadas.
Apesar da possibilidade de precipitação, não há garantia de que a chuva alcance todos os bairros ou seja suficiente para melhorar a qualidade do ar em toda a cidade. A dispersão da fumaça também depende da intensidade e da direção dos ventos, além da distribuição dos focos de incêndio.
Fumaça representa risco à saúde
A exposição à fumaça de queimadas pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, falta de ar e agravamento de doenças respiratórias. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma ou outras doenças crônicas precisam de atenção especial.
Entre as principais recomendações estão evitar exercícios físicos ao ar livre enquanto a qualidade do ar estiver ruim, manter portas e janelas fechadas quando houver grande concentração de fumaça e reduzir a entrada de ar poluído nos ambientes internos.
Quando a exposição ao ar livre for inevitável, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas finas, desde que estejam bem ajustadas ao rosto. Máscaras de tecido não oferecem a mesma proteção contra esse tipo de poluição.
Pessoas que apresentarem dificuldade para respirar, dor no peito ou agravamento importante dos sintomas devem procurar atendimento médico.
Chuvas podem ajudar, mas não resolvem o problema sozinhas
A ocorrência de pancadas de chuva pode contribuir para retirar parte das partículas suspensas no ar. No entanto, a melhora pode ser temporária, principalmente se os incêndios continuarem ativos e as condições meteorológicas favorecerem o acúmulo de fumaça.
Por isso, além de acompanhar a previsão do tempo, os moradores devem observar os boletins de qualidade do ar e as orientações divulgadas pelas autoridades ambientais e de saúde.
O cenário reforça a importância do combate às queimadas e da prevenção de incêndios florestais, que afetam não apenas o meio ambiente, mas também a rotina, a saúde e a qualidade de vida da população amazonense.
Fontes: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e informações sobre qualidade do ar divulgadas pelo portal UOL com base em dados da IQAir.









