A taxa de desemprego no Brasil permaneceu em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador ficou no mesmo nível registrado no trimestre encerrado em julho. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa estava em 5,6%, houve redução de 0,3 ponto percentual.
O resultado também ficou exatamente dentro da mediana das projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As estimativas para o período variavam entre 5,2% e 5,6%.
Renda média alcança R$ 3.777
Além da taxa de desocupação, os dados do IBGE apontaram crescimento na renda dos trabalhadores.
O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.777 no trimestre até agosto. O valor representa uma alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com a elevação dos rendimentos, a massa de renda real habitual recebida pelos trabalhadores ocupados também avançou.
O total chegou a R$ 385,6 bilhões, um crescimento de 4,8% na comparação com o trimestre encerrado em agosto de 2025.
Mercado de trabalho mantém estabilidade
Os números divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego permaneceu estável no curto prazo, mas abaixo do percentual registrado um ano antes.
A combinação entre a manutenção da desocupação em 5,3% e o aumento do rendimento médio indica, nos dados do período, avanço da renda recebida pelos trabalhadores em comparação anual.
A Pnad Contínua é uma das principais pesquisas utilizadas para acompanhar o mercado de trabalho brasileiro e reúne informações sobre ocupação, desocupação e rendimentos da população.
Os dados divulgados nesta terça-feira refletem a situação do mercado de trabalho no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026.









