O avanço da estiagem voltou a acender o alerta no Amazonas. Projeções apresentadas por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que a vazante do Rio Negro em 2026 poderá ser uma das mais severas já registradas em Manaus.
De acordo com os estudos, o nível do Rio Negro pode chegar a uma cota entre 13 e 16 metros durante o período mais crítico da vazante. No cenário mais severo, a seca deste ano poderá ser a terceira maior da série histórica, ficando atrás apenas dos eventos extremos registrados em 2023 e 2024.
A situação chama atenção porque o Amazonas ainda enfrenta os impactos provocados pelas últimas grandes estiagens. Em 2024, o Rio Negro atingiu uma das menores cotas já registradas em Manaus, chegando a 12,66 metros, em outubro.
Setembro é considerado decisivo
Segundo os pesquisadores, o comportamento do rio durante os primeiros dias de setembro será fundamental para avaliar a intensidade da vazante. Em anos de seca severa, como 2023 e 2024, o nível do Rio Negro apresentou quedas bastante acentuadas durante esse período.
Municípios localizados na região do Rio Negro também estão sendo acompanhados pelas autoridades. Em Barcelos, por exemplo, os dados analisados pelos pesquisadores apontam um comportamento preocupante, semelhante ao observado durante a estiagem de 2023.
Impactos para a população
A redução dos níveis dos rios pode provocar dificuldades para comunidades que dependem do transporte fluvial, além de afetar o abastecimento, a pesca e o acesso a serviços básicos em áreas mais isoladas.
A estiagem também aumenta a preocupação com queimadas e incêndios florestais, principalmente em períodos de temperaturas elevadas e baixa umidade.
Diante das previsões, o Governo do Amazonas e os órgãos de Defesa Civil vêm reforçando o monitoramento dos rios e preparando ações para reduzir os impactos da estiagem sobre a população.
O cenário ainda pode mudar conforme o comportamento das chuvas nas próximas semanas. Por isso, especialistas destacam a importância do acompanhamento contínuo dos níveis dos rios e das condições climáticas.
Fonte: Amazonas Atual, com informações do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).









