Isaquias Queiroz mostrou mais uma vez por que é um dos maiores nomes da história da canoagem brasileira. No último sábado (29), o baiano conquistou a medalha de ouro no C1 500 m do Mundial de Canoagem Velocidade, em Poznań, na Polônia, depois de protagonizar uma disputa emocionante até os últimos metros.
O brasileiro completou a prova em 1min46s08 e venceu o tcheco Martin Fuksa por apenas 0s239. O chinês Bowen Ji ficou com a medalha de bronze. O resultado marcou o oitavo ouro de Isaquias em Campeonatos Mundiais e elevou sua coleção para 15 medalhas na competição: oito ouros, uma prata e seis bronzes.
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A vitória teve um sabor ainda mais especial porque aconteceu depois de um resultado frustrante. Na sexta-feira (28), Isaquias terminou em último lugar na final do C1 1000 m. Um dia depois, porém, voltou à água e respondeu com uma atuação de campeão.
Reta final eletrizante
Isaquias começou a prova entre os candidatos à vitória e manteve-se próximo dos líderes durante o percurso. Na parte decisiva, Fuksa aumentou a pressão e chegou a ameaçar a liderança do brasileiro.
Foi justamente nos metros finais que Isaquias encontrou forças para acelerar. O brasileiro conseguiu uma arrancada decisiva e cruzou a linha de chegada à frente do rival por uma diferença inferior a três décimos de segundo.
O título também confirmou o domínio de Isaquias na distância. Com a vitória em Poznań, ele chegou ao quinto campeonato mundial conquistado no C1 500 m, repetindo os títulos de 2013, 2014, 2018 e 2022.
Decepção no 1000 m virou combustível
O desempenho no C1 500 m ganhou ainda mais importância depois da prova de 1000 m. Isaquias chegou à final dessa distância após registrar o segundo melhor tempo nas semifinais, mas não conseguiu repetir o desempenho na decisão e terminou na última colocação.
O resultado não abalou o brasileiro. Pelo contrário: menos de 24 horas depois, ele voltou a competir e conquistou o principal objetivo que havia estabelecido para o Mundial.
Olho em Los Angeles
A medalha também serve como preparação para o próximo grande objetivo da carreira. Isaquias já declarou que pretende continuar competindo de olho nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Há, porém, uma diferença importante: o C1 500 m não faz parte do programa olímpico de Los Angeles. A prova individual olímpica da canoagem canadense será novamente o C1 1000 m, justamente a distância em que o brasileiro não conseguiu chegar ao pódio neste Mundial.
A conquista na Polônia, portanto, representa não apenas mais um título para o currículo de Isaquias, mas também uma demonstração de que o campeão olímpico continua competitivo e disposto a buscar novos resultados antes de decidir os próximos passos da carreira.
Aos 32 anos, o brasileiro deixa Poznań com mais um ouro mundial e uma certeza: ainda há muita história para ser escrita até Los Angeles.









