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Casos de malária caem no Amazonas, mas áreas indígenas ainda concentram 44% dos registros

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 22.897 casos da doença, contra 27.890 no mesmo período de 2025.

Débora Alcântara by Débora Alcântara
28 de julho de 2026
in Amazonas
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Casos de malária caem no Amazonas, mas áreas indígenas ainda concentram 44% dos registros
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O Amazonas registrou queda de 17,9% nos casos confirmados de malária no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da redução, as áreas indígenas concentraram 44,12% dos registros da doença no estado, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 22.897 casos da doença, contra 27.890 no mesmo período de 2025. Ainda assim, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas alerta que a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no estado.

Ao g1, a gerente de Malária e Outros Hemoparasitas da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Myrna Barata, destacou que a redução dos casos não diminui a necessidade de manter as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

O levantamento mostra que junho apresentou a maior redução do semestre. O número de casos caiu 29,12%, passando de 5.480, em junho de 2025, para 3.884 no mesmo mês deste ano.

Concentração em territórios indígenas e zonas rurais

 

As áreas indígenas continuam concentrando a maior parte dos casos de malária no estado, com 44,12% dos registros. As zonas rurais aparecem em seguida, com 38,09%. Juntas, essas regiões respondem por 82,21% dos casos confirmados no Amazonas.

As áreas urbanas representam 7,89% das notificações, enquanto assentamentos somam 5,77%, acampamentos 2,89% e áreas de garimpo 1,07%. Os casos sem identificação da área de ocorrência correspondem a 0,17%.

Casos de malária caem no Amazonas, mas áreas indígenas ainda concentram 44% dos registros

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 22.897 casos da doença, contra 27.890 no mesmo período de 2025.

Por Lucas Macedo, g1 AM — Manaus

28/07/2026 10h38  Atualizado há 2 horas

  • O Amazonas registrou queda de 17,9% nos casos confirmados de malária no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

  • Apesar da redução, as áreas indígenas concentraram 44,12% dos registros da doença no estado, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

  • Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 22.897 casos da doença, contra 27.890 no mesmo período de 2025.

A malária é considerada uma doença de transmissão predominantemente selvagem ou rural — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas

A malária é considerada uma doença de transmissão predominantemente selvagem ou rural — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas

O Amazonas registrou queda de 17,9% nos casos confirmados de malária no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da redução, as áreas indígenas concentraram 44,12% dos registros da doença no estado, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 22.897 casos da doença, contra 27.890 no mesmo período de 2025. Ainda assim, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas alerta que a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no estado.

Ao g1, a gerente de Malária e Outros Hemoparasitas da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Myrna Barata, destacou que a redução dos casos não diminui a necessidade de manter as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp

 

“A malária ainda permanece como um grande problema de saúde pública aqui no estado do Amazonas, e o setor saúde precisa do apoio da população para eliminar essa doença no território amazonense”, afirmou.

 

O papel da malária na história da humanidade

O papel da malária na história da humanidade

O levantamento mostra que junho apresentou a maior redução do semestre. O número de casos caiu 29,12%, passando de 5.480, em junho de 2025, para 3.884 no mesmo mês deste ano.

Concentração em territórios indígenas e zonas rurais

 

As áreas indígenas continuam concentrando a maior parte dos casos de malária no estado, com 44,12% dos registros. As zonas rurais aparecem em seguida, com 38,09%. Juntas, essas regiões respondem por 82,21% dos casos confirmados no Amazonas.

As áreas urbanas representam 7,89% das notificações, enquanto assentamentos somam 5,77%, acampamentos 2,89% e áreas de garimpo 1,07%. Os casos sem identificação da área de ocorrência correspondem a 0,17%.

Em relação ao tipo de parasita, o Plasmodium vivax foi responsável por 88,6% das infecções registradas no estado. Já o Plasmodium falciparum, associado às formas mais graves da doença, respondeu por 11,4% dos casos.

Os dados também mostram maior incidência da doença entre homens e adolescentes e jovens. A faixa etária de 10 a 19 anos concentrou 21,92% dos registros, seguida pelo grupo de 20 a 29 anos, com 17,39%.

Sintomas e tratamento

 

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas orienta que pessoas com sintomas como febre, dor de cabeça, tremores e calafrios procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima para realizar o exame e iniciar o tratamento, caso o diagnóstico seja confirmado.

Segundo Myrna Barata, concluir o tratamento é essencial para evitar complicações e interromper a transmissão da doença.

Fonte: G1 Amazonas

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