Saúde – Sentir o coração acelerar de repente, ter tonturas frequentes, sensação de desmaio ou falta de ar costuma ser motivo para uma explicação rápida. Muitas pessoas atribuem esses sintomas ao estresse, à ansiedade, ao cansaço da rotina ou até ao envelhecimento. Embora essas causas sejam comuns, especialistas alertam que nem sempre elas explicam o problema.
Em alguns casos, esses sinais podem indicar uma arritmia cardíaca, condição caracterizada por alterações no ritmo dos batimentos do coração e que, quando não diagnosticada, pode evoluir para complicações graves.
A dificuldade é que os sintomas das arritmias muitas vezes são semelhantes aos de crises de ansiedade, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.
Quando o coração envia sinais que passam despercebidos
As arritmias ocorrem quando o coração passa a bater mais rápido, mais devagar ou de maneira irregular. Dependendo do tipo e da intensidade da alteração, os sintomas podem surgir apenas ocasionalmente e desaparecer em poucos minutos.
Entre os sinais mais frequentes estão palpitações, tonturas, sensação de fraqueza, falta de ar, cansaço excessivo, desconforto no peito e episódios de quase desmaio ou desmaio.
Como essas manifestações também podem ocorrer em situações de estresse ou ansiedade, muitas pessoas deixam de procurar avaliação médica, acreditando que o problema desaparecerá sozinho.
Especialistas alertam que sintomas repetitivos, principalmente quando surgem sem motivo aparente, merecem investigação.
Ansiedade e arritmia podem causar sintomas parecidos
Durante uma crise de ansiedade, o organismo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos, aumentam a frequência respiratória e deixam o corpo em estado de alerta. Por isso, palpitações e sensação de falta de ar são comuns nesses episódios.
Entretanto, algumas características ajudam a diferenciar os quadros.
Enquanto a ansiedade costuma estar relacionada a momentos de preocupação, tensão emocional ou situações estressantes, determinadas arritmias podem surgir quando a pessoa está completamente tranquila, assistindo televisão, lendo um livro, descansando ou até durante o sono.
Outro sinal de atenção é a presença de tonturas frequentes, desmaios, episódios repetidos de quase perda da consciência ou histórico familiar de morte súbita e doenças cardíacas.
Vale destacar que ansiedade e arritmia também podem coexistir, tornando ainda mais importante uma avaliação médica completa.
Diagnóstico precoce faz diferença
Um dos principais desafios é que muitas arritmias são intermitentes. Quando o paciente procura atendimento, o coração pode já ter retornado ao ritmo normal, dificultando a identificação do problema durante a consulta.
Nesses casos, exames como eletrocardiograma, monitorização pelo Holter de 24 horas, gravadores de eventos e outros dispositivos de monitoramento cardíaco ajudam a registrar alterações que acontecem ao longo do dia.
Quando diagnosticadas precocemente, a maioria das arritmias pode ser tratada com medicamentos, procedimentos específicos ou acompanhamento especializado, reduzindo significativamente o risco de complicações.
Quando procurar atendimento
Especialistas recomendam que sintomas como palpitações recorrentes, tonturas frequentes, sensação de desmaio, falta de ar sem explicação, dor no peito ou perda de consciência nunca sejam ignorados, principalmente quando aparecem repetidamente ou sem um gatilho emocional evidente.
Na maioria das vezes, a investigação pode descartar doenças graves e trazer tranquilidade ao paciente. Porém, em algumas situações, ela permite identificar precocemente alterações cardíacas que necessitam de tratamento.
Mais do que atribuir automaticamente os sintomas à ansiedade ou ao estresse, ouvir os sinais do próprio corpo e buscar orientação médica pode fazer toda a diferença para preservar a saúde e prevenir complicações futuras.









