Categoria: Saúde

  • Amazonas fortalece resposta em saúde com início de mais uma turma do EpiSUS-Fundamental

    Coordenada pela FVS-RCP, iniciativa amplia a capacidade técnica de profissionais para investigar e responder com agilidade a surtos, epidemias e pandemias

    Saúde – Com foco em qualificar profissionais que atuam na linha de frente da vigilância — da coleta de dados à análise e resposta — a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou mais uma turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), nível fundamental, nesta segunda-feira (06/04).

    A formação acontece no auditório da FVS-RCP, até sexta-feira (10/04), reunindo 28 profissionais da vigilância em saúde do estado. Ao longo de três meses, o curso integra atividades teóricas e práticas, fortalecendo a qualificação dos participantes.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, salienta que investir na qualificação contínua fortalece a atuação da vigilância. “O EpiSUS contribui diretamente para aprimorar as ações no Amazonas. Ao preparar os profissionais, ampliamos a capacidade de resposta diante de emergências em saúde pública e damos mais agilidade à tomada de decisões”, avalia.

    O diretor de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas em Vigilância da FVS-RCP, Augusto Zany, ressalta que o treinamento segue diretrizes do Ministério da Saúde e está alinhado à Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. “A proposta é preparar profissionais para atuação em campo, com respostas rápidas e eficientes a eventos de saúde pública”, pontua.

    Treinamento em serviço

    A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs) da FVS-RCP, Roberta Danielli, informa que a abordagem prática impacta diretamente os resultados. “Os participantes são capacitados para detectar, investigar e responder oportunamente às emergências, contribuindo para uma atuação mais eficiente e decisões baseadas em evidências”, avalia.

    Entre os participantes, a técnica de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Tapauá, Natali Maia, reforça o impacto da formação no território. “Busquei o EpiSUS para adquirir conhecimento e compartilhar na minha região. Já atuo na vigilância epidemiológica há sete anos, e o treinamento contribui para aprimorar minhas práticas. Agradeço à FVS-RCP pela oportunidade”, destaca.

    Sobre o EpiSUS

    O EpiSUS é uma estratégia de capacitação em serviço voltada à epidemiologia de campo e à investigação de eventos de saúde pública. A iniciativa tem como finalidade ampliar o preparo técnico para resposta a surtos, epidemias e pandemias nas três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS), envolvendo profissionais de nível médio e superior que atuam na vigilância em saúde e atendem aos critérios de seleção.

    Fonte: Cândido Miranda/FVS-RCP

  • Em seis meses, Brasil importou insumos suficientes para produzir 25 milhões de doses de tirzepatida manipulada; Anvisa quer endurecer regras

    De acordo com a Anvisa, o país importou, entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida — volume suficiente para cerca de 20 milhões de doses de 5 mg.

    Saúde – O Brasil importou mais de 130 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida nos últimos seis meses. O volume é suficiente para a produção de cerca de 25 milhões de doses de canetas manipuladas no país.

    O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6), em coletiva de imprensa. A agência apresentou um diagnóstico sobre a circulação de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, usados no tratamento de diabetes e também para emagrecimento.

    No Brasil, além dos produtos industrializados com registro sanitário, a legislação também permite a chamada forma magistral — quando farmácias de manipulação produzem o medicamento sob demanda, a partir desses insumos

    Segundo a Anvisa, esse modelo ampliou a circulação dessas substâncias no país e levantou dúvidas sobre o cumprimento das normas sanitárias.

    Para se ter uma ideia de dimensão: entre entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida. Isso é o bastante para 20 milhões de doses.

    A agência informou que fez ações de fiscalizações em pelo menos 11 farmácias no país e encontrou irregularidades como:

    • Produtos sem registro sanitário / produto irregular
    • Falhas em esterilidade e risco de contaminação microbiológica
    • Falhas em cadeia fria no transporte, o que pode colocar em risco quem usa
    • Uso de insumos irregulares, sem controle de qualidade ou com origem desconhecida
    • Produtos falsificados
    • Importação e comercialização de produto sem registro e de origem desconhecida

    Com isso, a Anvisa quer endurecer as regras para a manipulação. Uma atualização da norma que permite a produção do medicamento em farmácias de manipulação vai ser revista. A previsão é de que seja divulgado no dia 15 de abril.

    De acordo com a direção da Agência, a medida tem relação com a alta no volume de importação, mas também com o aumento do número de casos de efeitos adversos.

    Em fevereiro, o g1 revelou que o país tinha seis casos de morte por pancreatite causados por caneta emagrecedora. Além de mais de 60 mortes relacionados ao uso desse tipo de medicamento.

    Sobre isso, a Agência informou que vai melhorar as regras de farmacovigilância, para conseguir acompanhar melhor os casos de efeito adversos. Agora, vai haver busca ativa por eventos adversos associados a medicamentos manipulados. O monitoramento deve se concentrar em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas.

    Fonte: G1

  • Infecções íntimas atingem maioria das mulheres: saiba reconhecer os sinais e como evitar

    Especialistas alertam que desequilíbrio do organismo está por trás dos casos mais comuns e reforçam a importância da prevenção.

    Saúde – Coceira, corrimento alterado e odor forte são sinais que muitas mulheres já enfrentaram ao longo da vida. As chamadas infecções íntimas são mais comuns do que se imagina: segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, cerca de três em cada quatro mulheres terão ao menos um episódio desse tipo.

    Apesar de causarem desconforto e preocupação, a maioria dessas infecções está relacionada ao desequilíbrio natural do organismo, especialmente da flora vaginal.

    Candidíase: a mais frequente

    A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que já existe naturalmente no corpo. O problema surge quando há proliferação excessiva.

    Entre os principais sintomas estão:

    •Coceira intensa

    •Vermelhidão

    •Corrimento branco e espesso

    •Ardor ao urinar ou durante relações

    Fatores como estresse, baixa imunidade, uso de antibióticos e alimentação rica em açúcar podem favorecer o surgimento.

    Vaginose bacteriana: odor é sinal de alerta

    A vaginose bacteriana ocorre quando há desequilíbrio das bactérias da vagina, com destaque para a Gardnerella vaginalis.

    Os sintomas incluem:

    •Corrimento acinzentado

    •Odor forte, especialmente após relações

    Diferente da candidíase, geralmente não causa coceira.

    ISTs também podem causar sintomas

    Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como:

    •Clamídia

    •Gonorreia

    •Tricomoníase

    também podem provocar alterações íntimas. Em alguns casos, porém, são silenciosas, o que aumenta o risco de complicações.

    O uso de preservativo é a principal forma de prevenção.

    Infecção urinária: comum e confundida

    Embora não seja vaginal, a infecção urinária é frequentemente confundida com infecções íntimas. Geralmente é causada pela bactéria Escherichia coli.

    Os sintomas incluem:

    •Ardor ao urinar

    •Vontade frequente de ir ao banheiro

    •Dor abdominal

    •Urina turva ou com odor forte

    •Como prevenir infecções íntimas

    Especialistas apontam medidas simples que fazem diferença no dia a dia:

    •Evitar roupas muito apertadas

    •Preferir peças íntimas de algodão

    •Não fazer duchas vaginais internas

    •Manter a região seca

    •Usar preservativo nas relações

    •Evitar automedicação

    •Manter consultas ginecológicas regulares

    Equilíbrio é a chave

    A região íntima possui uma microbiota natural que protege contra infecções. Quando esse equilíbrio é alterado — seja por hormônios, hábitos ou doenças —, os problemas podem surgir.

    Se não tratadas corretamente, algumas infecções podem evoluir para quadros mais graves, como inflamações e até infertilidade.

    Por isso, ao perceber qualquer sinal diferente, a recomendação é clara: procurar orientação médica o quanto antes.

    • Por jornalista Lília Marques

  • Nem todo ovo de Páscoa é chocolate: produtos com pouco cacau podem enganar consumidores

    Especialista alerta que ovos com menos de 25% de cacau têm baixa qualidade nutricional e podem concentrar mais açúcar e gordura.

    Saúde – Com a chegada da Páscoa, cresce o consumo de ovos de chocolate em todo o país. No entanto, nem todos os produtos vendidos como chocolate realmente atendem aos critérios de qualidade esperados. Ovos com menos de 25% de cacau, por exemplo, podem ter valor nutricional reduzido e maior presença de açúcares e gorduras.

    O tema ganhou destaque após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que estabelece regras mais claras para a composição e rotulagem de produtos derivados de cacau. A proposta define que o chamado “chocolate doce” deve conter pelo menos 25% de sólidos totais de cacau.

    Segundo especialistas, quanto menor o teor de cacau, maior tende a ser a adição de ingredientes como açúcar e gordura para melhorar o sabor e a textura. Isso torna o produto mais calórico e menos nutritivo.

    De acordo com a nutricionista Simone Spadaro, da Hospital Israelita Albert Einstein, chocolates com maior teor de cacau — acima de 50% ou 70% — costumam ser opções melhores.
    “Eles têm menos açúcar e proporcionam maior sensação de saciedade. Ainda assim, devem ser consumidos com moderação”, explica.

    Outro ponto de atenção é a rotulagem. Nem sempre as embalagens deixam claro o percentual real de cacau ou o tipo de gordura utilizada. Em alguns casos, a manteiga de cacau é substituída por gorduras vegetais mais baratas, enquanto diferentes tipos de açúcar aparecem com nomes menos conhecidos, como xarope de glicose ou maltodextrina.

    Para fazer escolhas mais saudáveis, a orientação é observar a lista de ingredientes. O ideal é que ela seja curta e que o cacau apareça como primeiro item. Também é importante evitar produtos que contenham “gordura vegetal” e ter cuidado com ovos recheados, que geralmente possuem maior quantidade de açúcar e aditivos.

    Termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso” também exigem cautela, já que não garantem qualidade nutricional.

    Diante disso, especialistas reforçam que a melhor escolha não depende apenas da embalagem ou do preço, mas principalmente da composição do produto. Quanto maior o teor de cacau, maiores são as chances de consumir um chocolate de melhor qualidade — e não apenas um doce com aparência de chocolate.

  • Longevidade feminina: o desafio de viver mais e melhor na maturidade

    Medicina preventiva e combate às desigualdades sociais são cruciais para garantir autonomia e qualidade de vida para as mulheres idosas

    Saúde – O Brasil está envelhecendo rapidamente. Projeções do IBGE indicam que, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Nesse panorama, as mulheres são a face mais visível da longevidade, com uma expectativa de vida, em média, sete anos superior à dos homens. Contudo, por trás dos números, esconde-se um paradoxo: ao mesmo tempo em que vivem mais, as mulheres idosas enfrentam uma série de vulnerabilidades biológicas e sociais que podem comprometer severamente sua qualidade de vida.
    Após a menopausa, o corpo feminino passa por alterações hormonais que aumentam o risco de doenças silenciosas como osteoporose, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Sem um acompanhamento próximo, essas condições podem evoluir e limitar a autonomia, transformando os anos extras de vida em um período de dependência e fragilidade.

    Uma vida de cuidado sem ser cuidada
    Para Josie Velani Scaranari, clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, as dificuldades da velhice feminina são, em grande parte, o reflexo de desigualdades acumuladas ao longo da vida.
    “Historicamente, as mulheres cuidam quando jovens, mas não são cuidadas quando envelhecem”, ressalta a especialista. A divisão desigual das tarefas domésticas e do cuidado com filhos e pais idosos resulta em interrupções na carreira e menor participação no mercado de trabalho formal. “Essa dinâmica leva a aposentadorias mais baixas e menor segurança financeira, justamente na fase em que o suporte é mais necessário”, explica Josie.
    Essa vulnerabilidade econômica e social tem um impacto direto na saúde. Mulheres idosas vivem mais frequentemente sozinhas e, com a saúde fragilizada, encontram mais barreiras para o autocuidado. “Para envelhecer bem, é preciso uma estrutura que viabilize autonomia. Quando essa base não existe, a prevenção fica em segundo plano, e a qualidade de vida é drasticamente reduzida”, completa.

    Medicina diagnóstica como ferramenta de conhecimento e autonomia
    Nesse cenário complexo, a medicina diagnóstica surge como uma aliada indispensável para quebrar o ciclo de vulnerabilidade. Acompanhamentos regulares e exames preventivos permitem que a mulher, junto ao seu médico, assuma o controle de sua saúde, identificando riscos antes que eles se tornem doenças graves.
    Um check-up personalizado e direcionado para a maturidade feminina deve ser definido pelo médico que atende a paciente ao longo da vida e pode incluir:
    • Saúde Óssea: A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico precoce da osteoporose, condição que afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos e é a principal causa de fraturas na terceira idade.
    • Risco Cardiovascular: Exames como perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e proteína C-reativa ultrassensível ajudam a monitorar a saúde do coração e avaliar o risco de infartos e AVCs, principais causas de morte no Brasil, inclusive de mulheres.
    • Metabolismo e Hormônios: A dosagem de glicemia de jejum, hemoglobina glicada e hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é fundamental para o controle do diabetes e de disfunções da tireoide, comuns nessa fase da vida.
    • Prevenção de Câncer: A realização periódica de mamografia e do exame molecular DNA-HPV, que hoje substitui o Papanicolau, continua sendo vital para a detecção precoce do câncer de mama e de colo do útero, aumentando exponencialmente as chances de cura.

    Facilitando a jornada de prevenção
    O Sabin oferece pacotes de exames pensados para as diferentes fases da vida da mulher, abrangendo desde a saúde ginecológica e hormonal até o monitoramento de riscos cardiovasculares e metabólicos na maturidade. De forma a simplificar a jornada de prevenção e facilitar a conversa com o médico.
    E por ter um portfólio completo e integrado, a mulher pode realizar desde exames de rotina (sangue, urina) até diagnósticos por imagem e testes genéticos avançados em uma mesma unidade do Sabin. Otimizando o tempo, centralizando o histórico de saúde e facilitando o acompanhamento médico a longo prazo.
    Para questões mais complexas, como risco de câncer hereditário ou investigação de doenças raras, o Sabin Diagnóstico e Saúde oferece painéis genéticos de ponta. Permitindo que a mulher entenda seus riscos genéticos e adote estratégias preventivas personalizadas e altamente eficazes.

    Foto: Freepik

    Por Agência de comunicação Repercussão

  • Após longas filas de espera, indígenas de recente contato passam a ter atendimento prioritário na saúde no interior do AM

    Segundo o MPF, indígenas com pouco contato com a sociedade são mais vulneráveis a infecções externas.

    Saúde – Indígenas de recente contato passaram a ter atendimento prioritário na rede municipal de saúde de Tabatinga, no interior do Amazonas, após intervenção do Ministério Público Federal (MPF). A medida foi adotada cerca de 30 dias depois de o órgão identificar longas filas de espera, que aumentavam o risco de adoecimento desses povos.

    Segundo o MPF, indígenas com pouco contato com a sociedade são mais vulneráveis a infecções externas. Durante visita à Casa de Apoio ao Indígena (Capai), ligada ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Vale do Javari, o órgão constatou que eles permaneciam mais tempo do que o necessário nas unidades de saúde.

    Para resolver o problema, foi firmado um acordo extrajudicial entre o Dsei e a Prefeitura de Tabatinga. A medida definiu que o atendimento ambulatorial desses indígenas será priorizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) Ibirapuera, escolhida por ter menor fluxo de pacientes.

    Além disso, a prefeitura reforçou às equipes de saúde que é ilegal negar atendimento por falta de comprovante de residência, destacando os princípios de universalidade e equidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Segundo o procurador da República Gustavo Galvão Borner, responsável pelo caso, a solução foi implementada rapidamente.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Gestão da maternidade onde jovem deu à luz na recepção é exonerada, diz Secretaria de Saúde do Amazonas

    De acordo com a Secretária de Saúde, exoneração ocorre após a apuração da denúncia de falha no atendimento na maternidade Dona Nauzira Daou, em Manaus.

    Saúde – A gestão da maternidade Dona Nazira Daou, em Manaus, onde uma jovem de 18 anos deu à luz na recepção enquanto aguardava atendimento, foi exonerada após o caso, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) na noite de quarta-feira (1º).

    Um vídeo feito por familiares de Ana Clara, de 18 anos, mostra o momento do nascimento do bebê, no dia 27 de março. Nas imagens ela aparenta estar sentindo fortes dores e se apoiando nas cadeiras da maternidade. Pouco depois, Ana Clara aparece parindo o filho em uma cadeira de rodas, diante de todos que aguardavam atendimento. 

    De acordo com a Secretária de Saúde, a exoneração ocorreu após a apuração da denúncia de falha no atendimento. A SES, no entanto, não informou quantas pessoas integram a gestão exonerada, nem os cargos afetados. O ato deve ser formalizado na próxima publicação do Diário Oficial do Estado (DOE).

    O órgão alegou que não tolera violência obstétrica e que trabalha contra esse tipo de conduta, além de prezar por um atendimento digno e humanizado dentro das maternidades estaduais

    Ao g1, a cunhada da paciente, Priscila Gomes, relatou que a unidade de saúde foi negligente no atendimento.

    Segundo a família, Ana Clara chegou ao hospital por volta das 21h30 da sexta-feira (27) sentindo fortes dores e já apresentando sinais de perda de líquido

    Pouco depois, a jovem avisou que a cabeça do bebê estava saindo. De acordo com Priscila, um funcionário trouxe uma cadeira de rodas e sentou a jovem, mas antes que ela fosse levada ao pré-parto, o bebê nasceu ali mesmo, na recepção, diante de todos que aguardavam atendimento.

    Após o parto, Ana Clara foi encaminhada para uma maca sem lençol, em um quarto sem ar-condicionado.

    Até terça-feira (31), a jovem e o bebê ainda não receberam alta. Segundo a família, o recém-nascido apresenta alergia e segue em observação.

    Por meio de nota, a Maternidade Dona Nazira Daou informou que a paciente deu entrada já em período expulsivo e foi acolhida de imediato. Segundo a unidade, Ana Clara foi encaminhada em cadeira de rodas para a ala pré-parto, onde a criança nasceu minutos depois, aos cuidados da equipe médica, antes mesmo de ser transferida para a maca que havia sido providenciada.

    O hospital destacou que o recém-nascido apresentou boas condições ao nascer, com choro imediato, sendo realizado contato pele a pele entre mãe e bebê e adotados os demais protocolos. A paciente, segundo a nota, recebeu toda a assistência pós-parto necessária, sem intercorrências, e foi posteriormente transferida para a enfermaria para continuidade dos cuidados, incluindo orientações sobre amamentação.

    Fonte: G1 Amazonas

  • FVS-RCP orienta sobre cuidados com alimentos mais consumidos na Semana Santa

    Cuidados com conservação, procedência e consumo moderado são essenciais para aproveitar o feriado com tranquilidade

    Saúde – Durante a Semana Santa, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça, nesta quinta-feira (02/04), a importância de cuidados no consumo de pescados, ovos de chocolate e bebidas alcoólicas, destacando a necessidade de observar a validade dos produtos, as condições de armazenamento e manter o consumo consciente.

    Diante disso, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca a importância da atenção da população no momento da compra e do consumo dos produtos. 

    “A população deve adquirir pescados em estabelecimentos licenciados, observando sempre o aspecto do produto, como olhos brilhantes e guelras avermelhadas, além de verificar se estão devidamente armazenados em gelo ou em condições adequadas. No caso de pescados congelados, é essencial conferir a data de validade e seguir corretamente as orientações de descongelamento”, ressalta Tatyana.

    O diretor de vigilância sanitária da FVS-RCP, Jackson Alagoas, reforça que práticas simples no preparo também são determinantes para evitar contaminações. “A segurança alimentar envolve desde o controle da temperatura adequada dos alimentos até a atenção rigorosa à higiene das mãos, utensílios e superfícies. Evitar a contaminação cruzada, especialmente entre alimentos crus e prontos para consumo, é uma medida fundamental para garantir a segurança alimentar dentro de casa”, destaca.

    Reforço importante

    O subgerente da Gerência de Produtos da Diretoria de Vigilância Sanitária, Helton Ruiz, chama atenção para outros cuidados relacionados aos itens mais consumidos no período. Segundo ele, além da escolha dos produtos, é necessário observar informações que impactam diretamente a saúde do consumidor. “Nos ovos de Páscoa, é importante verificar a presença de brinquedos, garantindo que não ofereçam riscos, especialmente para crianças. Também é fundamental que pessoas com restrições alimentares, como diabéticos, fiquem atentas às informações nos rótulos, além de evitar o consumo excessivo de açúcar e de bebidas alcoólicas, principalmente se forem dirigir”, orienta.

    Com informação e atenção no dia a dia, é possível aproveitar as tradições da Semana Santa com mais segurança e tranquilidade. Pequenos cuidados fazem grande diferença na proteção da saúde, e a FVS-RCP segue atuando para que a população celebre o período com bem-estar e responsabilidade. 

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

  • Sarampo reaparece no Rio e acende alerta: Brasil registra novo caso em 2026

    Paciente não vacinada foi diagnosticada na capital fluminense; autoridades reforçam bloqueio e dizem que país segue sem circulação endêmica da doença.

    Saúde – O Ministério da Saúde confirmou um novo caso de sarampo no Brasil, desta vez na cidade do Rio de Janeiro. A paciente é uma mulher de 22 anos, sem histórico de vacinação, que trabalha em um hotel da capital fluminense. Este é o segundo registro da doença no país em 2026.

    Apesar da confirmação, o governo federal reforça que o Brasil segue sem circulação endêmica do vírus — ou seja, os casos identificados até agora são considerados isolados, com origem externa ou pontual.

    Assim que o caso foi notificado, equipes de saúde iniciaram uma operação de contenção. Entre as medidas adotadas estão a vacinação de bloqueio — aplicada em pessoas que tiveram contato com a paciente —, além de uma varredura na região para identificar possíveis novos infectados. A ação envolveu tanto o local de trabalho quanto a residência da mulher e unidades de saúde próximas.

    O episódio ocorre poucas semanas após o primeiro caso do ano, registrado em São Paulo. Na ocasião, uma criança de seis meses foi diagnosticada após viagem internacional para a Bolívia, país que enfrenta surto ativo da doença.

    Segundo o Ministério da Saúde, a resposta rápida tem sido fundamental para evitar a disseminação do vírus. Em 2025, por exemplo, todos os 38 casos importados registrados no país tiveram a transmissão interrompida com estratégias de vigilância e vacinação, reconhecidas por organismos internacionais.

    Altamente contagioso, o sarampo continua sendo uma preocupação global, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal. A doença é transmitida pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas ao seu redor.

    Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções virais, incluindo febre, tosse, coriza e irritação nos olhos. Dias depois, surgem manchas vermelhas pelo corpo, característica marcante da doença.

    Autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. O esquema vacinal completo garante proteção eficaz e é essencial para evitar novos surtos e proteger grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas não imunizadas.

    Mesmo com o cenário controlado, especialistas alertam: a reintrodução do vírus é sempre um risco em um mundo com intensa circulação internacional — e manter altas taxas de vacinação é o único caminho para evitar que a doença volte a se espalhar no país.

  • Pesquisa em Saúde: FVS-RCP lança edital o Programa de Iniciação Científica 2026/2027

    O edital pode ser conferido no site da FVS-RCP:  https://www.fvs.am.gov.br/

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), lança nesta quarta-feira (1º/04), o edital para o Programa de Iniciação Científica (PAIC), edição 2026/2027. O documento está disponível no site https://www.fvs.am.gov.br/.

     Ao todo, serão 14 bolsas disponibilizadas para estudantes de graduação de instituições públicas e privadas, com interesse em desenvolver pesquisas voltadas à vigilância em saúde. As inscrições podem ser realizadas a partir do dia 7 de abril.

     Para a diretora presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o programa motiva a produção científica no estado e contribui para a formação de novos profissionais. “O programa é uma oportunidade para que estudantes conheçam, na prática, a atuação da Vigilância em Saúde, contribuindo com pesquisas que impactam diretamente a saúde da população”, afirma.

     Segundo a diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação da FVS-RCP, Luciana Fé, o PAIC é uma ferramenta estratégica para a formação de novos pesquisadores. “Os projetos devem estimular o desenvolvimento do pensamento científico, criativo e inovador, voltado para a aquisição de conhecimento aplicado ao cotidiano do serviço e o fortalecimento das práticas de integração ensino-serviço”, destaca.

     No edital, o pesquisador tem acesso a detalhes sobre todos os objetivos do programa, estrutura da proposta do projeto, cronograma do edital, requisitos e compromissos do orientador, co-orientador e candidato, além de detalhes da avaliação e da seleção e documentação necessária. 

     Iniciação científica

     O Paic desenvolvido na FVS-RCP é resultado de parceria interinstitucional com a Fapeam e visa apoiar, com bolsas institucionais, estudantes de graduação de instituições públicas e privadas do Amazonas, interessados no desenvolvimento de pesquisa científica em Vigilância em Saúde.

    Fonte:  Aline Reis/ FVS-RCP