Categoria: Saúde

  • Neoplasia cervical e câncer de pescoço: entenda os tipos e diferenças

    Saiba como a medicina diferencia os crescimentos anormais no pescoço e por que nem toda neoplasia maligna é classificada como câncer de cabeça e pescoço.

    Saúde – O anúncio de que o narrador Luis Roberto realizará tratamento de uma neoplasia localizada na região cervical despertou um importante debate sobre saúde preventiva.

    Embora o termo “neoplasia” leve a dúvidas, ele descreve o crescimento anormal de células que formam tumores, podendo estes ser benignos ou malignos (câncer). No caso da região cervical (pescoço), a classificação abrange uma série de órgãos vitais.

    Tipos de neoplasia cervical

    De acordo com especialistas, as neoplasias cervicais não são uma doença única, mas um grupo de tumores que variam conforme a localização anatômica:

    Tireoide: um dos tipos mais comuns na região do pescoço, afetando a glândula responsável pelo metabolismo.

    Laringe: localizada na região da “caixa de voz”, pode afetar a fala e a respiração.

    Orofaringe e hipofaringe: acometem a garganta e a base da língua, áreas fundamentais para a deglutição.

    Cavidade oral: inclui tumores na língua, gengiva, céu da boca e bochechas.

    Glândulas salivares: tumores que se desenvolvem nas glândulas responsáveis pela produção de saliva, localizadas nas laterais do rosto e abaixo da mandíbula.

    Câncer de cabeça e pescoço e cervical: entenda as diferenças

    Mesmo que os termos sejam frequentemente relacionados, existe uma distinção técnica importante quanto à abrangência.

    O câncer cervical, no contexto oncológico geral, refere-se especificamente aos tumores localizados na região do pescoço (coluna cervical e tecidos da região).

    Já o câncer de cabeça e pescoço é uma categoria mais ampla, um “guarda-chuva” que engloba o câncer cervical e estende a classificação para outras áreas cefálicas, como o couro cabeludo, os seios da face e as fossas nasais. Na prática, todo câncer cervical é considerado de cabeça e pescoço, mas nem todo tumor de cabeça e pescoço — como um câncer de pele na testa, por exemplo — é classificado como cervical.

    De acordo com a especialista Aline Lauda, co-líder nacional de oncologia de cabeça e pescoço da Oncoclínicas, a diferenciação entre os termos médicos é fundamental para compreender o quadro clínico. “O conceito de neoplasia refere-se a qualquer crescimento celular anormal, podendo ser classificado como benigno (tumores não cancerígenos) ou maligno (câncer). No caso da neoplasia cervical, o termo indica a presença de um tumor na região do pescoço, embora ainda não tenha sido detalhado publicamente o diagnóstico específico do paciente Luiz Roberto”, explica.

    Ainda que o câncer de cabeça e pescoço esteja inserido no grupo das neoplasias malignas cervicais, as duas nomenclaturas não são sinônimas em todos os casos. De forma técnica, todo câncer de cabeça e pescoço é uma neoplasia maligna cervical, mas o inverso nem sempre é verdadeiro.

    A principal distinção reside na origem das células, argumenta a especialista. “O linfoma, por exemplo, é uma neoplasia maligna que pode se manifestar no pescoço por meio dos linfonodos (as populares ínguas), sendo, portanto, uma neoplasia cervical”.

    A especialista lembra, no entanto, que, por ser um tumor primário do sistema linfático, ele não entra na classificação clínica de carcinoma de cabeça e pescoço, que possui protocolos de tratamento e características biológicas distintas. “O termo ‘neoplasia cervical’ funciona como uma categoria ampla que abriga diferentes tipos de câncer na região do pescoço”.

    Quando se preocupar?

    O diagnóstico assertivo depende de exames como tomografia, ressonância magnética e a nasofibrolaringoscopia (exame endoscópico das vias aéreas superiores). Em casos de malignidade, o corpo costuma emitir sinais que não devem ser ignorados:

    Nódulos persistentes no pescoço;

    Manchas brancas ou vermelhas na boca;

    Dor de garganta crônica ou dificuldade para engolir;

    Rouquidão persistente ou mudanças na voz;

    Feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias.

    Fatores de risco e prevenção

    O surgimento desses tumores está fortemente ligado ao estilo de vida. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool figuram como os principais vilões. Além disso, a infecção pelo vírus HPV, a má higiene bucal e o histórico familiar são fatores determinantes.

    O tratamento para Luís Roberto e outros pacientes com a mesma condição é definido de forma multidisciplinar.

    A estratégia depende do estágio da doença e da localização exata do tumor, podendo envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. A detecção precoce, como ocorreu com o narrador, continua sendo a ferramenta mais eficaz para o sucesso do tratamento.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Abril Azul: como é e para que serve o tratamento medicamentoso para crianças autistas

    Desmistificando o Tratamento Medicamentoso para Crianças com Autismo e Seu Papel Essencial na Qualidade de Vida”

    O mês de abril marca, no Brasil e no mundo, a campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O ‘Abril Azul’ reforça a necessidade de informação qualificada sobre o tema, sobretudo sobre um dos pontos que mais geram dúvidas entre famílias: quando e por que um médico pode indicar medicamentos para crianças autistas.
    Uma das dúvidas iniciais sobre o uso de medicamentos é se o autismo “tem cura”. A condição não é uma doença, mas um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação social e no comportamento. O tratamento, portanto, não visa “curar” o paciente, mas sim auxiliar no controle de sintomas associados que prejudicam o desenvolvimento, a aprendizagem e a qualidade de vida.
    O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 2,4 milhões de pessoas com o diagnóstico, o que corresponde a 1,2% da população brasileira. Entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o número chega a aproximadamente 636 mil.

    Quando medicar
    Farmacêutica da rede FarmaBem, Jéssica Cardeal diz que o tratamento é indicado quando sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, ansiedade, hiperatividade, distúrbios do sono e dificuldades de atenção comprometem de forma significativa a rotina da criança. Ela ressalta que a medicação entra como suporte, não como substituto das demais intervenções.
    “O medicamento nunca age sozinho. Ele é parte de um conjunto que envolve terapia, acompanhamento pedagógico e suporte familiar. O objetivo é reduzir barreiras que impedem a criança de aproveitar ao máximo as outras formas de tratamento”, afirma.
    Entre os fármacos mais utilizados estão os antipsicóticos atípicos, como risperidona e aripiprazol, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em crianças com TEA. Eles atuam sobre receptores de dopamina e serotonina, neurotransmissores, que são substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre células nervosas, e ajudam a reduzir comportamentos de automutilação e crises de agressividade.
    Para casos com hiperatividade e déficit de atenção associados, médicos podem indicar metilfenidato, substância amplamente utilizada no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e que auxilia no controle dos impulsos.

    Acompanhamento
    O uso de qualquer medicação em crianças exige monitoramento contínuo. Jéssica Cardeal ressalta que a adesão correta ao tratamento e a comunicação com o profissional de saúde são determinantes para o resultado.
    “Os pais precisam observar e relatar qualquer mudança no comportamento ou no sono da criança. Alguns efeitos adversos, como ganho de peso ou sonolência excessiva, precisam ser comunicados ao médico imediatamente para que a dose seja ajustada ou o medicamento seja substituído”, diz a farmacêutica.
    A automedicação é um risco grave nesse contexto. Substâncias como benzodiazepínicos, usados para ansiedade e insônia, e anticonvulsivantes, indicados para controle de crises epilépticas, frequentemente associadas ao TEA, têm janela terapêutica estreita, o que significa que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica é pequena. O uso sem prescrição pode agravar quadros comportamentais e causar dependência.
    O acompanhamento multidisciplinar, com médico, farmacêutico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, continua essencial. “A farmácia tem papel ativo nesse processo. Orientar sobre posologia, interações medicamentosas e armazenamento correto faz parte do suporte que oferecemos às famílias”, conclui Jéssica Cardeal.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Exército oferta vacinação, atendimentos de saúde e atividades gratuitas em Manaus; confira programação

    Ação faz parte da programação da Semana do Exército, em comemoração ao Dia do Exército.

    Saúde – O Comando Militar da Amazônia realiza, no próximo domingo (12), a edição 2026 da “Ação Cidadania Verde-Oliva” na Orla da Ponta Negra, em Manaus. O evento é gratuito, aberto ao público e acontece das 8h às 20h, com serviços de saúde, cidadania e atividades para toda a família.

    A ação faz parte da programação da Semana do Exército, em comemoração ao Dia do Exército.

    Durante o dia, a população terá acesso a atendimentos como aferição de pressão arterial, vacinação, serviços odontológicos e orientações nutricionais. Também serão oferecidos serviços de cidadania, como apoio para emissão da carteira de trabalho, orientações sobre o primeiro emprego e cadastro no programa Jovem Aprendiz. Tutores poderão levar animais de estimação para vacinação gratuita.

    A programação inclui ainda atividades recreativas e demonstrações militares. Entre os destaques estão a apresentação de cães de guerra do 7º Batalhão de Polícia do Exército, além de exibições com motociclistas.

    O público também poderá participar de uma pista de orientação organizada pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva e receber mudas de plantas distribuídas pelo 2º Grupamento de Engenharia. Haverá ainda exposição de viaturas blindadas, equipamentos militares e salto de paraquedistas.

    O encerramento será com apresentação da banda de música do CMA no anfiteatro da Ponta Negra, com repertório de canções regionais e a tradicional “Consagração do Guerreiro de Selva”.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Saneamento e saúde são temas de workshop com participação da FVS-RCP

    Atuação da Fundação fortalece o debate e contribui para a construção de soluções no setor

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participou, nesta quinta-feira (09/04), do workshop “Saneamento e Saúde”, realizado no Palácio Rio Negro, no centro de Manaus. O evento tem como objetivo promover debates sobre os desafios, dados e soluções voltadas ao avanço do saneamento na capital.

    Durante a abertura do encontro, o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, destacou a importância da atuação da vigilância em saúde no contato direto com a população. “É fundamental a proximidade com a população. A vigilância em saúde tem a confiança das pessoas e isso ajuda a levar informação de forma mais eficaz”, afirma.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a participação da Fundação reforça o papel da vigilância em saúde no enfrentamento de problemas relacionados ao saneamento. “O saneamento básico está diretamente ligado à prevenção de doenças. A FVS-RCP atua no monitoramento da qualidade da água e na orientação à população, contribuindo para a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida”, destaca.

    Entre os participantes, o gerente de Riscos Não Biológicos da FVS-RCP, Ronaldo Adriano Marques, também enfatizou a importância da iniciativa. “A FVS-RCP desenvolve um papel estratégico e primordial no monitoramento da qualidade da água e nas ações relacionadas ao saneamento. Este evento também contribui ao apresentar à população a plataforma ‘Saneamento Salva’, que reforça a importância de as pessoas estarem atentas às condições de saneamento em suas residências”, ressalta.

    A programação incluiu o lançamento da plataforma “Saneamento Salva”, iniciativa voltada à conscientização da população sobre a importância do saneamento básico. O evento contou também com uma roda de conversa que aprofundou o debate sobre a relação direta entre saneamento e saúde.

    Fonte e Foto: Aline Reis/ FVS-RCP

  • Chuvas acendem alerta: AM reforça vacinação contra vírus respiratórios

    O cenário das síndromes respiratórias chama atenção para cuidados, especialmente entre idosos e crianças menores de 4 anos.

    Amazonas – Com o período chuvoso em curso, aumenta a circulação de vírus respiratórios. Diante desse cenário, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), reforça a importância de manter os cuidados no dia a dia. Entre as principais medidas está a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório, Covid-19 e Influenza, disponível para os públicos prioritários nas unidades básicas de saúde.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, chama atenção para o perfil dos casos registrados nas últimas semanas. “Os atendimentos têm se concentrado principalmente nos extremos de idade, com maior procura entre idosos e crianças menores de 4 anos. Quando estiverem doentes, a orientação é permanecer em casa para favorecer a recuperação e evitar a transmissão. Os sintomas mais comuns são febre, tosse e desconforto respiratório e, nas crianças, também pode ocorrer diarreia. Para se proteger, é importante manter medidas de proteção individual, como a higiene das mãos, a vacinação em dia e a busca por atendimento de saúde na persistência dos sintomas”, destaca.

    O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, reforça as estratégias disponíveis para proteger a população. “A vacinação é uma das principais formas de prevenção. Atualmente, o SUS oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes e o nirsevimabe para prematuros, além da vacina contra a influenza, disponível nos postos de saúde”, explica.

    Atualização dos casos no Amazonas

    A atualização do Painel Epidemiológico dos Vírus Respiratórios está disponível no site da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br).

    No Amazonas, em 2026, foram registrados 1.609 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 554 tiveram confirmação para vírus respiratórios. No mesmo período, foram confirmados dois óbitos associados a esses vírus, ambos por Influenza A.

    Nas últimas três semanas (15/03/2026 a 04/04/2026), as faixas etárias mais atingidas foram menores de 1 ano e crianças de 1 a 4 anos, ambas com 36,3% dos casos. Em seguida, aparecem: 5 a 9 anos (11,8%); 60 anos ou mais (7,8%); 10 a 19 anos (4,9%); 20 a 39 anos (2,0%); e 40 a 59 anos (1,0%).

    Entre os vírus mais identificados em amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), destacam-se o rinovírus (30,6%), o Vírus Sincicial Respiratório (29,3%), o adenovírus (4,5%) e a Influenza A (4,5%).

    Fonte: D24am

  • Uso excessivo de analgésicos agrava enxaqueca e aumenta incapacidade

    Conhecida como cefaleia por uso excessivo de medicação, essa condição surge quando remédios indicados para o alívio imediato da dor passam a ser utilizados de forma recorrente.

    Saúde – O uso frequente de analgésicos para aliviar dores de cabeça pode transformar as dores esporádicas em uma condição crônica. Especialistas alertam que o consumo excessivo desses medicamentos está diretamente associado ao agravamento da enxaqueca, criando um ciclo difícil de interromper e que impacta na qualidade de vida dos pacientes.

    Conhecida como cefaleia por uso excessivo de medicação, essa condição surge quando remédios indicados para o alívio imediato da dor passam a ser utilizados de forma recorrente, muitas vezes por mais de três dias por semana. Com o passar do tempo, o cérebro se torna mais sensível aos estímulos de dor, reduzindo a eficácia dos próprios medicamentos e aumentando a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca.

    Essa conclusão está no Estudo Global da Carga de Doenças, Lesões e Fatores de Risco (GBD), publicado pelo The Lancet, que analisou dados de 1990 a 2023 sobre enxaqueca, cefaleia tensional e cefaleia associada ao uso excessivo de medicamentos.

    De acordo com o levantamento, 2,9 bilhões de pessoas em todo o mundo conviviam com algum tipo de dor de cabeça em 2023, o que corresponde a 34,6% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo, principalmente entre pessoas em idade produtiva.

    O que diz o estudo?

    O mecanismo por trás do agravamento da dor de cabeça esporádica para a enxaqueca envolve alterações nos sistemas de modulação da dor no cérebro. O uso repetido de substâncias analgésicas pode provocar mudanças neuroquímicas que facilitam a cronificação da enxaqueca, fazendo com que episódios antes esporádicos se tornem quase diários. Como resultado, muitos pacientes passam a depender cada vez mais da medicação, o que gera um ciclo de dor e consumo de medicamentos.

    Para especialistas, o fácil acesso a medicamentos sem prescrição contribui diretamente para esse cenário. “Se o paciente começa a usar o remédio de crise com frequência e começa a ter na bolsa medicamento, isso é um sinal de alarme e ele provavelmente já está no uso excessivo de medicamentos”, diz Tiago de Paula, neurologista especialista em Cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).

    Ainda segundo os especialistas ouvidos pela reportagem diz que existe uma frequência segura para o uso de analgésicos, mas esse uso não deve ultrapassar 15 dias ao mês.

    “De forma geral, recomenda-se que analgésicos simples não sejam utilizados por mais de 10 a 15 dias no mês. Já medicamentos específicos para enxaqueca, como triptanos ou combinações analgésicas, devem ser usados com ainda mais cautela, idealmente em menos de 10 dias mensais. Ultrapassar esses limites aumenta significativamente o risco de desenvolver cefaleia por uso excessivo de medicação”, acrescenta Ulysses Caús Batista, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do grupo Kora Saúde.

    Além da piora clínica, o uso excessivo de analgésicos também está associado a maior risco de efeitos colaterais, incluindo problemas gastrointestinais, renais e cardiovasculares, dependendo do tipo de medicamento utilizado e da duração do consumo.

    O que fazer?

    Pessoas com crises frequentes de dor de cabeça devem buscar avaliação médica para diagnóstico adequado e definição de estratégias de tratamento preventivo. O acompanhamento profissional é importante para evitar a automedicação e reduzir o risco de evolução para formas crônicas da doença, que tendem a ser mais difíceis de controlar e mais limitantes no dia a dia.

    “O tratamento é de acordo com o grau de doença do paciente e a retirada dos medicamentos é gradual. Geralmente usamos estratégia com equipe multiprofissional, fazemos o bloqueio de nevo ucraniano para aliviar essa dor. Quando a gente retira o uso desses medicamentos e importante que o paciente também receba apoio psicólogo, porque ele poderá ter sintomas de abstinência da retirada desses remédios e ter sintoma de dor, ansiedade, tremor e até mesmo febre. É igual os sintomas de retirada de qualquer outra substância”, acrescenta Tiago.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Resultado preliminar de edital da FVS-RCP seleciona projetos para fortalecer ações de prevenção e controle de ISTs no Amazonas

    O documento está disponível no site https https://www.fvs.am.gov.br/media/publicacao/01.02.017306.000169_2026_63_Portaria.pdf

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informa, nesta quarta-feira (08/04), que já está disponível o resultado preliminar do Edital de Chamamento Público nº 001/2026/FVS-RCP, voltado à seleção de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) do Amazonas interessadas na execução de projetos relacionados às ações de vigilância, prevenção e controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV/Aids, hepatites virais, tuberculose e coinfecções.

    A iniciativa busca selecionar propostas que promovam a saúde e incentivem a mobilização social, fortalecendo a atuação coletiva das organizações no enfrentamento desses agravos. A proposta também valoriza ações que ampliem o alcance das estratégias junto à população, especialmente entre grupos em situação de maior vulnerabilidade.

    O resultado preliminar pode ser acessado no site da FVS-RCP, por meio do link:

    https://www.fvs.am.gov.br/media/publicacao/01.02.017306.000169_2026_63_Portaria.pdf

  • Saúde reforça orientações a gestores municipais para o enfrentamento da cheia dos rios no Amazonas

    Nota técnica conjunta orienta gestores sobre prevenção, vigilância e resposta no período de inundação

    Saúde – A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgou, nesta terça-feira (07/04), a Nota Técnica Conjunta nº 12/2026, com orientações estratégicas voltadas a gestores municipais e autoridades de saúde diante do período de inundação dos rios no estado.

    De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o documento tem como objetivo fortalecer a atuação antecipada dos municípios, com foco no monitoramento dos principais agravos à saúde e na adoção de medidas preventivas para reduzir riscos à população.

    “A nota técnica orienta a elaboração e atualização dos planos de contingência para inundação, com integração entre setores e fortalecimento do gerenciamento de riscos de desastres. A medida é essencial para assegurar resposta coordenada e continuidade da assistência em saúde”, explicou a secretária.

    Entre as principais recomendações está a atualização do esquema vacinal, especialmente contra hepatite, tétano e raiva, doenças com maior risco de incidência durante enchentes.

    Também é indicada a ampliação da vacinação de animais domésticos, como cães e gatos, além do monitoramento e adequação dos estoques de imunizantes pelos municípios.

    A distribuição prioritária de hipoclorito de sódio a 2,5% é destacada como medida essencial para o tratamento da água em situações emergenciais, sobretudo em áreas rurais.

    Antecipação e organização

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça a importância da preparação. “Antecipação e organização da rede são decisivas para reduzir impactos das cheias e proteger a população,” avalia.

    Já o diretor técnico de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas (Dipale) da FVS-RCP, Augusto Zany, reforça o papel da gestão integrada. “Planejamento e monitoramento contínuo garantem respostas rápidas e mantêm a assistência mesmo em cenários de aumento da demanda.” 

    O detalhamento da nota técnica está disponível no site oficial da FVS-RCP e pode ser acessada no www.fvs.am.gov.br.

    Fonte: Cândido Miranda/ FVS-RCP

  • Dia Mundial da Saúde: FVS-RCP reforça vacinação e proteção no Amazonas

    FVS-RCP reforça importância da atualização da caderneta e alerta para retomada das coberturas vacinais

    Saúde –  No Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta terça-feira (07/04), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça junto à comunidade a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. A imunização é um dos pilares da saúde pública e integra as estratégias de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis, especialmente, em um cenário que exige vigilância constante e respostas oportunas, fortalecendo a proteção coletiva.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a vacinação segue como uma das ferramentas mais eficazes em saúde pública. “Doenças como sarampo e poliomielite continuam circulando em outras regiões e podem causar mortes e sequelas. A diferença é que hoje contamos com vacinas seguras e gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), capazes de evitar esses cenários”, afirma.

    Na oportunidade, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, acrescenta que o monitoramento das coberturas vacinais permite identificar áreas mais vulneráveis e direcionar ações com maior precisão. “As secretarias municipais de saúde adotam diferentes estratégias para ampliar o acesso e facilitar a vacinação, o que ajuda a melhorar os índices e reduzir o risco de reintrodução de doenças já controladas”, reforça.

    Calendário de vacinação de rotina

    Como orientação principal, a gerente de imunização da FVS-RCP, Angela Desirée Carepa, destaca que as vacinas estão disponíveis de forma contínua na rede pública. “É uma oportunidade de revisar a caderneta, atualizar doses e ampliar a proteção em todas as fases da vida, com segurança e eficácia”, explica.

    A FVS-RCP reforça que todo dia é dia de vacina e destaca a importância da atualização por grupo prioritário, respeitando as necessidades de cada fase da vida e ampliando a proteção coletiva.

    Crianças: incluem vacinas desde o nascimento, como BCG e Hepatite B, além de proteção para bebês prematuros com nirsevimabe. Ao longo dos primeiros anos, o calendário contempla Pentavalente, Poliomielite, Pneumocócica e Rotavírus, além da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Varicela e Hepatite A. Também fazem parte as vacinas contra Influenza e Covid-19 (anuais), Febre Amarela, Meningocócica C e ACWY, DTP e HPV, conforme a faixa etária.

    Adolescentes: o esquema inclui HPV, Meningocócica ACWY e reforço da dT (difteria e tétano), além da atualização da tríplice viral. Também são indicadas vacinas contra Dengue, Hepatite B e Febre Amarela, conforme avaliação do histórico vacinal.

    Gestantes: devem receber dT e dTpa (difteria, tétano e coqueluche), além de Hepatite B. As vacinas contra Influenza e Covid-19 são recomendadas anualmente, e a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é indicada entre a 28ª e a 36ª semana de gestação.

    Adultos: incluem o reforço da dT a cada 10 anos, além de Hepatite B, Febre Amarela (quando indicada) e tríplice viral em situações específicas, conforme histórico vacinal.

    Idosos: o calendário contempla vacinas anuais contra Influenza e Covid-19, além da Pneumocócica, reforço da dT e Hepatite B para quem ainda não foi vacinado.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • FVS-RCP reforça vacinação contra vírus respiratórios no período de chuvas intensas

    O cenário das síndromes respiratórias chama atenção para cuidados, especialmente entre idosos e crianças menores de 4 anos

    Saúde – Com o período chuvoso já em curso, aumenta a circulação de vírus respiratórios. Diante desse cenário, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), reforça, nesta segunda-feira (06/04), a importância de manter cuidados no dia a dia. Entre as principais medidas está a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório, Covid-19 e Influenza, disponível para os públicos prioritários nas unidades básicas de saúde.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, chama atenção para o perfil dos casos registrados nas últimas semanas. “Os atendimentos têm se concentrado principalmente nos extremos de idade, com maior procura entre idosos e crianças menores de 4 anos. Quando estiverem doentes, a orientação é permanecer em casa para favorecer a recuperação e evitar a transmissão. Os sintomas mais comuns são febre, tosse e desconforto respiratório e, nas crianças, também pode ocorrer diarreia. Para se proteger, é importante manter medidas de proteção individual, como a higiene das mãos, a vacinação em dia e a busca por atendimento de saúde na persistência dos sintomas”, destaca.

    O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, reforça as estratégias disponíveis para proteger a população. “A vacinação é uma das principais formas de prevenção. Atualmente, o SUS oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes e o nirsevimabe para prematuros, além da vacina contra a influenza, disponível nos postos de saúde”, explica.

    Atualização dos casos no Amazonas

    A atualização do Painel Epidemiológico dos Vírus Respiratórios está disponível no site da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br).

    No Amazonas, em 2026, foram registrados 1.609 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 554 tiveram confirmação para vírus respiratórios. No mesmo período, foram confirmados dois óbitos associados a esses vírus, ambos por Influenza A.

    Nas últimas três semanas (15/03/2026 a 04/04/2026), as faixas etárias mais atingidas foram menores de 1 ano e crianças de 1 a 4 anos, ambas com 36,3% dos casos. Em seguida, aparecem: 5 a 9 anos (11,8%); 60 anos ou mais (7,8%); 10 a 19 anos (4,9%); 20 a 39 anos (2,0%); e 40 a 59 anos (1,0%).

    Entre os vírus mais identificados em amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), destacam-se o rinovírus (30,6%), o Vírus Sincicial Respiratório (29,3%), o adenovírus (4,5%) e a Influenza A (4,5%).

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP