Categoria: Saúde

  • Perda auditiva e distúrbios de voz entram na pauta de encontro inédito em Manaus

    Profissionais de diferentes áreas se reúnem para fortalecer a vigilância e dar visibilidade a agravos relacionados ao trabalho

    Saúde – Com foco na ampliação das notificações de agravos relacionados ao trabalho, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou, nesta quarta-feira (15/04), o 1º Encontro de Saúde Auditiva e Vocal do Trabalhador do Amazonas. A programação ocorre no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), na zona oeste de Manaus, reunindo profissionais da saúde pública e privada, educação, vigilância em saúde, gestores, sindicatos e acadêmicos dos 62 municípios do estado.

    A iniciativa integra as ações do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest/AM), vinculado à Diretoria de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas (Diplae), em parceria com o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 9ª Região (CRFa 9). A proposta é ampliar o olhar sobre agravos ainda pouco registrados, mas com impacto direto na vida dos trabalhadores.

    Na ocasião, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a relevância do encontro. “Vamos abordar a importância da notificação da perda auditiva e dos distúrbios de voz relacionados ao trabalho. A proposta é reunir gestores e trabalhadores da saúde e da educação para tratar, sobretudo, da prevenção, do cuidado e do registro desses agravos”, afirmou.

    Com participação de especialistas de referência nacional, o encontro coloca em debate temas como vigilância em saúde do trabalhador (Visat), notificação compulsória, impactos na qualidade de vida e desafios éticos envolvidos nesse processo.

    Segundo a conselheira estadual de Saúde do Amazonas (CES), Adriana Miranda Azevedo, o evento contribui para fortalecer o olhar sobre a saúde do trabalhador, historicamente presente na construção do SUS. “O encontro reforça a importância das notificações, especialmente na saúde vocal, contribuindo para o fortalecimento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador”, avaliou.

    Para o secretário executivo do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Claudio Pontes Ferreira, a iniciativa marca um passo importante. “A expectativa é que a ação avance para as regionais de saúde e alcance também o interior do estado, onde há elevada incidência de problemas auditivos”, destacou.

    A programação segue até esta quinta-feira (16/04), data em que se celebra o Dia Mundial e Nacional da Voz. Ao longo do evento, também são abordados temas como avaliação da voz no contexto laboral e vigilância epidemiológica em Manaus, conectando o debate à realidade local. Com oficinas de notificação e discussão de casos, a iniciativa reforça o papel do registro adequado nos sistemas de informação em saúde para ampliar a visibilidade desses agravos e orientar ações de prevenção e cuidado.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • Anvisa amplia uso de vacina contra doenças respiratórias para adultos

    O imunizante é indicado para a prevenção de doenças do trato respiratório inferior causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana a ampliação do uso da vacina Arexvy, da farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), para adultos a partir dos 18 anos. A autorização anterior limitava a aplicação a pessoas com 60 anos ou mais.

    O imunizante é indicado para a prevenção de doenças do trato respiratório inferior causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O patógeno é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em menores de 2 anos, mas também pode levar a complicações em outras idades.

    Adultos com comorbidades, por exemplo, são suscetíveis a impactos clínicos relevantes. Segundo a Anvisa, o vírus também representa um risco aumentado de hospitalização e complicações em faixas etárias avançadas.

    “A ampliação da indicação para adultos a partir de 18 anos foi sustentada por estudos clínicos adicionais de imunogenicidade comparativa, que demonstraram não serem inferiores à resposta imune em adultos mais jovens, em comparação à população com mais de 60 anos”, destaca a agência, em nota.

    O imunizante usa uma tecnologia de proteína recombinante. Nesse caso, uma substância semelhante à presente na superfície do vírus é fabricada na indústria e utilizada na vacina para estimular a geração de anticorpos, responsáveis pela resposta imunológica.

    Recentemente, a Anvisa aprovou um outro imunizante contra o VSR: o Enflonsia (clesrovimabe), produzido pela farmacêutica MSD. O medicamento é indicado para recém-nascidos e bebês nos períodos de maior circulação do vírus.

    No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina disponível é a Abrysvo, da Pfizer. Ela é recomendada para mulheres grávidas, a partir da 28ª semana de gestação, e protege o bebê por meio da transferência dos anticorpos da mãe.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Arte que transforma: exposição celebra evolução de crianças autistas em unidades de atendimento no Amazonas

    Mostra do Abril Azul reúne obras produzidas em terapias e evidencia avanços no desenvolvimento de crianças atendidas nos Caics TEA.

    Manaus – Em alusão ao mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Abril Azul, os Centros de Atenção Integral à Criança (Caics TEA) promovem a exposição “Universo em Cada Cor”, que reúne trabalhos artísticos produzidos por crianças autistas durante atividades terapêuticas.

    A iniciativa acontece nas unidades Caic TEA José Contente e Gilson Moreira até sexta-feira (17) e integra a programação voltada à valorização do desenvolvimento infantil por meio de abordagens terapêuticas baseadas em estímulos sensoriais, comunicação e expressão artística.

    As unidades fazem parte da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e funcionam em parceria com a Rede Teia Agir, responsável pela execução dos atendimentos especializados.

    De acordo com a supervisora assistencial do Caic TEA José Contente, Amanda Ramalho, a exposição representa a evolução das crianças atendidas e evidencia o papel da arte como ferramenta terapêutica. Segundo ela, muitas delas iniciaram o acompanhamento com dificuldades motoras e de interação.

    “Nós trabalhamos o desenvolvimento da coordenação motora fina e o fortalecimento muscular das mãos. Em alguns casos, adaptamos as atividades com materiais simples, como algodão e texturas diferentes, para facilitar a participação e estimular o interesse”, explicou.



    As produções expostas vão desde pinturas até trabalhos com colagens e diferentes materiais, sempre adaptados às necessidades de cada criança. A proposta é transformar o processo artístico em parte do desenvolvimento terapêutico.

    Para os familiares, a exposição também representa um momento de emoção e reconhecimento da evolução dos filhos. Muitas mães relatam mudanças significativas na comunicação, na socialização e na autonomia das crianças desde o início do acompanhamento.

    A programação do Abril Azul também busca aproximar pais e responsáveis do processo terapêutico, permitindo que acompanhem de perto os avanços obtidos ao longo das sessões.

    Segundo a equipe técnica, as atividades são planejadas de forma individualizada, considerando interesses específicos de cada criança. Elementos como cores, personagens e temas preferidos são utilizados como estímulos para favorecer o engajamento nas terapias.



    Atualmente, as unidades realizam o acompanhamento de 750 crianças, com mais de 70 mil sessões terapêuticas já realizadas desde a implantação do serviço em julho de 2025. Os atendimentos são contínuos e voltados ao desenvolvimento da autonomia, comunicação e habilidades sociais.

    Mais do que uma exposição de arte, a iniciativa mostra como o cuidado especializado e a estimulação adequada podem transformar o desenvolvimento infantil, reforçando a importância da inclusão e do acompanhamento precoce no TEA.

  • FMT-HVD recebe licença para primeiro criadouro científico de escorpiões do Amazonas  

    Saúde – A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) recebeu, nesta quarta-feira (11/03), a Licença Ambiental Única (LAU nº 059/2026) concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, autorizando o funcionamento do primeiro criadouro científico de escorpiões licenciado no Amazonas. A autorização marca um avanço importante para o desenvolvimento de pesquisas científicas na área da saúde e para o estudo da fauna amazônica.

    Com a licença, a FMT-HVD passa a manter espécies de escorpiões em ambiente controlado, exclusivamente para fins científicos. No criadouro serão mantidas quatro espécies presentes na região amazônica: Tityus metuendus, Tityus silvestris, Tityus dinizi e Brotheas amazonicus. O objetivo é ampliar os estudos sobre a biologia desses animais, os efeitos de sua peçonha e suas implicações para a saúde humana.

    A iniciativa fortalece a atuação da Fundação como centro de referência em pesquisa em doenças tropicais e acidentes por animais peçonhentos, ampliando as possibilidades de produção de conhecimento científico e desenvolvimento de estudos voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento desses agravos.

    De acordo com a pesquisadora da FMT-HVD e professora da Universidade do Estado do Amazonas, Jacqueline Sachett, a autorização permitirá ampliar significativamente o número de escorpiões mantidos em cativeiro, o que é essencial para a obtenção de veneno utilizado em pesquisas.

    “Para obtermos uma quantidade significativa de veneno para estudos científicos, é necessário manter um número maior de escorpiões em cativeiro. Até agora, os exemplares disponíveis eram aqueles levados por pacientes ao hospital ou encontrados em áreas urbanas. Com a licença ambiental, será possível realizar coletas de forma regularizada e ampliar a criação desses animais para avançar nas pesquisas”, explicou.

    A licença também estabelece normas e condicionantes para o funcionamento do criadouro científico, incluindo a apresentação periódica de relatórios sobre o plantel mantido e o cumprimento das regulamentações federais que disciplinam a criação de fauna silvestre para fins científicos.

    Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a concessão da licença representa um avanço para o fortalecimento da pesquisa científica no Amazonas, ao permitir que instituições desenvolvam estudos com espécies da fauna amazônica de forma regularizada e sob acompanhamento do órgão ambiental.

    Com a implantação do criadouro científico, a FMT-HVD reforça seu compromisso com o avanço da ciência, a produção de conhecimento sobre a biodiversidade amazônica e o fortalecimento das pesquisas voltadas à saúde pública, contribuindo para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento relacionadas a acidentes por animais peçonhentos.

    Fonte e Foto: Paulo Nobre- IPAAM–

  • Estudo da FMT-HVD revoluciona com tratamento preventivo mais curto contra a tuberculose

    Pesquisa conduzida em Manaus demonstra que tratamento preventivo de apenas 1 mês pode ampliar a proteção contra a tuberculose.

    Saúde – A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) alcançou destaque internacional com a publicação do estudo Ultra Curto na revista científica PLOS Medicine, uma das mais prestigiadas da área médica. A pesquisa investigou novas estratégias de tratamento preventivo da tuberculose, apontando que esquemas terapêuticos mais curtos podem ampliar a proteção contra a doença e facilitar a adesão dos pacientes.

    O estudo comparou dois regimes de terapia preventiva para tuberculose em pessoas expostas à doença e sem HIV. Um dos grupos recebeu o tratamento com isoniazida e rifapentina por um mês, em doses diárias (1HP), enquanto o outro seguiu o esquema de três meses com doses semanais dos mesmos medicamentos (3HP). Os resultados contribuíram para preencher uma importante lacuna de evidências científicas sobre regimes preventivos mais curtos.

    Entre os principais achados da pesquisa, destaca-se que o esquema de apenas um mês apresentou alta taxa de conclusão do tratamento, alcançando 89,6% de adesão, além de demonstrar perfil de segurança adequado entre os participantes sem HIV. Em Manaus, onde parte do estudo foi conduzida, a adesão ao regime de um mês foi ainda maior, evidenciando a relevância da pesquisa desenvolvida na Amazônia.

    A coordenadora clínica do estudo no Brasil, Dra. Renata Spener, professora da Universidade Federal do Amazonas e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas em parceria com a FMT-HVD, destaca o impacto dos resultados para a prevenção da doença.

    “Esquemas de tratamento preventivo mais curtos e bem tolerados aumentam a adesão e permitem expandir a cobertura da terapia preventiva, protegendo um maior número de indivíduos contra o desenvolvimento da tuberculose ativa”, destacou a pesquisadora.

    A investigação foi conduzida em Manaus, pela Gerência de Micobacteriologia da FMT-HVD, e contou também com a participação de pesquisadores da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, ampliando a colaboração entre centros de pesquisa brasileiros.

    A publicação teve ampla repercussão internacional. Em menos de 48 horas após sua divulgação, os resultados foram repercutidos por importantes veículos de comunicação científica, como Johns Hopkins Medicine, CIDRAP, MedicalXpress, The Microbiologist e Scienmag.

    A pesquisa foi financiada pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases, com apoio do Ministério da Saúde do Brasil, e contou com colaboração científica da Johns Hopkins University.

    Os resultados do estudo têm potencial para fortalecer estratégias nacionais e globais de prevenção da tuberculose, ampliando a proteção de populações vulneráveis e contribuindo para o enfrentamento de uma das doenças infecciosas mais persistentes do mundo.

    Historicamente, os tratamentos preventivos contra a tuberculose podiam durar entre seis e nove meses, o que frequentemente dificultava a adesão dos pacientes e limitava a cobertura das estratégias de prevenção. Nos últimos anos, estudos internacionais têm demonstrado que regimes reduzidos podem oferecer a mesma proteção, com maior facilidade de conclusão do tratamento.

    Fonte: FMT

  • Em agenda nacional, FVS-RCP fortalece estratégias integradas de vigilância em saúde

    Reunião de dirigentes amplia articulação entre gestores e impulsiona respostas mais qualificadas no país

    Saúde – Com foco no aprimoramento da gestão e na qualificação das respostas em saúde pública, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, até esta terça-feira (14/04), da Reunião dos Dirigentes de Vigilância em Saúde, em Brasília.

    Integrando a programação da 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEpi), promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, o encontro reúne gestores de todo o país para discutir prioridades, alinhar estratégias e fortalecer as ações de vigilância em saúde.

    Durante o encontro, a secretária Mariângela Simão destacou o caráter estratégico da agenda, especialmente em um ano eleitoral, ao reforçar a necessidade de consolidar avanços e enfrentar desafios. “Este é um momento de alinhamento estratégico para discutir avanços e o que ainda precisa estar resolvido ou bem estruturado até o final do ano”, afirmou.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressaltou que o encontro fortalece a governança e amplia a capacidade de resposta nos territórios. Ela destacou o papel da troca de experiências entre gestores na qualificação das ações e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde. “Momentos como este são fundamentais para alinhar estratégias, fortalecer a vigilância em saúde e garantir respostas mais oportunas e eficientes às necessidades da população”, avaliou.

    A programação também evidenciou a necessidade de fortalecer capacidades essenciais da vigilância. Pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a coordenadora Maria Jesus Sanchez salientou que, diante de ameaças complexas e das mudanças climáticas, a vigilância deve avançar na integração e capacidade de resposta. “A agenda de clima e saúde passou a ser estruturante, qualificando os sistemas de saúde e reduzindo inequidades”, disse.

    No âmbito municipal, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Alessandro Chagas, defendeu o fortalecimento das equipes locais. “Que seja financiado, como na atenção básica, para garantir equipes mínimas estruturadas nos municípios”, comentou.

    O assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nereu Mansano, reforçou a importância do alinhamento entre as esferas de gestão. “O contato direto entre gestão federal, estados e municípios é essencial para a implementação eficaz das ações”, afirmou.

    Para o assessor-chefe da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), Raoni Rodrigues, a Agência reafirma seu compromisso em integrar suas ações à Política Nacional de Vigilância em Saúde, fortalecendo a articulação com atores estratégicos para efetivar as ações nos territórios. “Essa aproximação é essencial para que as políticas se concretizem de forma efetiva no território”, reforça.

    Agendas que fortalecem a vigilância

    Além da Reunião de Dirigentes, a programação da 18ª ExpoEpi também inclui outras agendas estratégicas com participação da FVS-RCP.

    Entre elas, a reunião da Rede de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), com a presença do diretor do Lacen-AM, Marco Aurélio Oliveira, que contribui com as discussões técnicas.

    A Fundação também está representada na Oficina de Agrotóxicos e Saúde Humana, com a participação do gerente de Riscos Não Biológicos, Ronaldo Adriano Marques.

    As agendas ampliam o diálogo entre áreas técnicas e fortalecem a vigilância em saúde como base da gestão pública, com foco na integração, na qualificação das decisões e na efetividade das ações de prevenção e controle de agravos.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • FVS-RCP reforça orientações sobre Doença de Chagas na Amazônia

    Dia Mundial destaca riscos, a importância da prevenção e que entender a transmissão é o primeiro passo para se proteger

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), nesta terça-feira (14/04), lembra o Dia Mundial da Doença de Chagas e reforça a importância da informação atualizada e da adoção de medidas de prevenção.

    No Amazonas, a realidade ambiental favorece a presença de diversos insetos que podem atuar como vetores de doenças. Entre essas doenças está a Doença de Chagas, cujos sintomas podem ser confundidos com outras doenças, mas se não tratadas podem trazer complicações sérias para a saúde ao longo do tempo.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o enfrentamento à doença exige ações integradas de vigilância e conscientização da população.

    “Nosso trabalho envolve tanto o monitoramento dos casos quanto a orientação da população, além de ações contínuas de vigilância em saúde em todo o estado. A informação é uma das principais ferramentas de prevenção, porque permite que as pessoas reconheçam os riscos e adotem cuidados no dia a dia”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP.

    O diretor de vigilância sanitária da FVS-RCP, Jackson Alagoas, destaca que a segurança alimentar é uma das frentes importantes nesse processo. “Estamos na fase final de uma portaria voltada para os batedores de açaí, que vai orientar as vigilâncias sanitárias dos municípios e melhorar o monitoramento desse processo”, afirma.

    De acordo com a fiscal sanitária da FVS-RCP, a nutricionista Thabata Padilha, o objetivo dessa portaria é reduzir riscos em alimentos amplamente consumidos na região. “A ideia é garantir mais segurança na produção, já que é um alimento muito consumido e que exige cuidados específicos”, frisa.

    O que é a Doença de Chagas

    A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. No início, pode apresentar sintomas muito característicos de outras doenças e, sem o tratamento correto, pode evoluir para a fase crônica e causar complicações graves, principalmente no coração e no sistema digestivo. Por esse motivo, é importante conhecer as formas de transmissão dessa doença.

    Transmissão por vetor: ocorre por meio dos insetos conhecidos como barbeiros, que vivem em áreas de mata e também próximos às residências. Ao picar, podem deixar resíduos contaminados na pele, e o parasita entra no organismo ao coçar ou tocar a região.

    Transmissão oral: acontece pela ingestão de alimentos contaminados durante o preparo. No Amazonas, itens como açaí e cana-de-açúcar estão entre os mais associados a esse tipo de transmissão.

     Como se prevenir

    Para evitar a transmissão pelo vetor, é importante impedir a presença do barbeiro nas residências, mantendo a casa limpa, vedando frestas em paredes, telhados e pisos, utilizando telas em janelas e evitando o acúmulo de entulhos. Também podem ser adotadas medidas como o uso de inseticidas, quando orientado pelos serviços de saúde.

    Para prevenir a contaminação oral, é essencial garantir a segurança dos alimentos, com atenção à higienização, ao processamento adequado e à procedência. É importante redobrar os cuidados com alimentos como açaí e cana-de-açúcar, verificando as condições de preparo para reduzir o risco de contaminação.

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

  • Síndrome rara faz corpo produzir álcool: pacientes ficam “bêbados” sem beber

    Condição pouco conhecida, chamada síndrome da autofermentação, pode causar confusão, diagnóstico errado e impactos sociais graves.

    Saúde – Uma condição rara e ainda pouco compreendida tem chamado a atenção da comunidade médica: pessoas que apresentam sinais claros de embriaguez sem consumir qualquer tipo de bebida alcoólica. O fenômeno é conhecido como Síndrome da Autofermentação e pode levar anos até ser corretamente diagnosticado.

    Também chamada de “síndrome da cervejaria automática”, a doença ocorre quando microrganismos presentes no intestino passam a produzir etanol durante o processo digestivo. Na prática, o próprio corpo passa a fabricar álcool, que entra na corrente sanguínea e provoca efeitos semelhantes aos de quem ingeriu bebida alcoólica.

    Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem confusão mental, fala arrastada, tontura, alterações de humor e dificuldade de coordenação motora. Em muitos casos, os pacientes são confundidos com pessoas alcoolizadas, o que pode gerar situações constrangedoras, problemas familiares e até consequências legais.



    A dificuldade no diagnóstico é um dos principais desafios. Como a condição é rara e pouco conhecida, muitos pacientes passam anos sendo tratados por outros problemas — como transtornos psicológicos — antes de descobrirem a causa real dos sintomas.

    Especialistas apontam que a síndrome está ligada a um desequilíbrio na microbiota intestinal. O crescimento excessivo de fungos ou bactérias capazes de fermentar carboidratos — como leveduras do gênero Candida — é um dos principais fatores associados. Em alguns casos, o uso prolongado de antibióticos pode contribuir para esse desequilíbrio, favorecendo o surgimento da condição.

    O tratamento costuma envolver mudanças na alimentação, com redução do consumo de açúcares e carboidratos, além do uso de medicamentos antifúngicos ou antibióticos específicos, dependendo da causa. Com o manejo adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Apesar de rara, a síndrome levanta um alerta importante: nem sempre sinais de embriaguez indicam consumo de álcool. Para os especialistas, ampliar o conhecimento sobre a condição é essencial para evitar diagnósticos equivocados e garantir o tratamento correto — especialmente em casos em que a saúde e a reputação do paciente estão em jogo.

  • O que a cor da urina diz sobre a sua saúde e quando buscar exames médicos

    “A Cor da Urina: Um Indicador Crítico da Sua Saúde e Sinais de Alerta para Exames Médicos”

    Saúde – Alterações na cor da urina costumam passar despercebidas na rotina, mas podem ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem no organismo. De um amarelo bem claro, associado à boa hidratação, até tons escuros, avermelhados ou esbranquiçados, essas mudanças podem revelar desde variações na alimentação até infecções, problemas renais ou doenças hepáticas. Por isso, observar essas variações e saber quando procurar orientação médica pode fazer toda diferença no diagnóstico precoce de várias condições.
    Segundo o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Marcelo Cordeiro, a cor da urina pode ser um alerta clínico inicial, mas não deve ser interpretada isoladamente. “A urina funciona como um bioindicador, mas nenhuma alteração de cor confirma um diagnóstico de forma isolada. Ela serve como um alerta que pode indicar patologias”, explica.

    Sinais
    Entre as mudanças que mais chamam atenção está a urina muito escura. Quando o líquido apresenta coloração semelhante à de chá preto, por exemplo, pode haver presença de pigmentos biliares na urina, condição chamada de colúria. Nesses casos, o quadro pode estar relacionado a alterações no fígado ou nas vias biliares, como hepatites infecciosas ou obstruções.
    Outra coloração que exige atenção é a que se caracteriza pelo tom escuro, com aspecto de vinho, o que pode indicar mioglobinúria. O quadro ocorre quando há lesão muscular grave e proteínas do músculo passam a circular no sangue até serem filtradas pelos rins. Situações como traumas, exercícios físicos extremos ou algumas infecções sistêmicas podem desencadear esse processo.
    Mudanças na aparência também podem indicar infecções. Urina turva ou com aspecto esbranquiçado pode sinalizar a presença de pus, sugerindo infecção bacteriana. Já a urina avermelhada pode indicar hematúria, ou seja, presença de sangue, que pode estar associada a infecção urinária, cálculos ou doenças renais.
    Essas alterações merecem atenção porque problemas urinários são bastante comuns. Alguns estudos afirmam que a infecção do trato urinário é responsável por 7 milhões de idas ao consultório anualmente e um milhão de atendimentos em serviços de urgência.
    Além disso, a condição é mais frequente no sexo feminino: cerca de 80% das mulheres apresentam ao menos um episódio ao longo da vida, em grande parte devido a fatores anatômicos.

    Exames
    Embora a mudança na cor da urina possa chamar atenção, o diagnóstico depende de exames laboratoriais. O primeiro passo geralmente é a análise da urina tipo 1, também conhecida como EAS (Elementos Anormais e Sedimento), que permite visualizar células, bactérias ou substâncias anormais presentes no líquido.
    “Nos casos em que houver suspeita clínica associada à cor da urina, o médico também pode solicitar o exame de urocultura”, diz Marcelo Cordeiro. O procedimento é considerado o principal meio para identificação do agente causador da infecção, auxiliando a indicação de um tratamento mais assertivo.
    Seja pelo exame de urina tipo 1 ou urocultura, a investigação é importante porque diversos fatores do cotidiano podem alterar temporariamente a cor da urina. A desidratação, por exemplo, deixa o líquido mais concentrado e escuro. Alimentos como beterraba ou o uso de vitaminas e alguns analgésicos também podem causar coloração rosada ou alaranjada.
    “Se a cor não normaliza após hidratação adequada ou após a suspensão de alimentos e medicamentos que possam interferir, é sinal de que o problema pode estar relacionado a uma condição de saúde e deve ser investigado”, orienta o especialista.
    A mudança na cor da urina exige atenção redobrada quando aparece acompanhada de sintomas como febre, calafrios, dor lombar ou ardência ao urinar. Nesses casos, pode indicar que a infecção atingiu os rins ou que o quadro está evoluindo para uma infecção mais grave, o que exige avaliação médica imediata.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Mobilização amplia ação de prevenção em saúde da FVS durante na Semana do Exército

    FVS-RCP reforça estratégia de educação em saúde como eixo central para redução de riscos e promoção do cuidado

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) intensifica, neste domingo (12/04), ações de educação em saúde com foco na prevenção de doenças durante a Ação Cidadania Verde-Oliva – edição 2026, promovida pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), na orla da Ponta Negra, zona oeste de Manaus. A atividade integra a programação da Semana do Exército, celebrada em 19 de abril.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a relevância da educação em saúde como estratégia essencial de prevenção. “Ampliar o acesso à informação qualificada contribui para reduzir riscos e fortalecer práticas de proteção coletiva, especialmente no contexto amazônico”, afirmou.

    A gerente do Núcleo de Educação em Saúde (NES) da FVS-RCP, Amanda Andion, explica que estratégias lúdicas favorecem a compreensão dos conteúdos e ampliam o alcance das ações, principalmente entre crianças. “Trabalhar temas como dengue, zoonoses e cuidados com animais peçonhentos de forma lúdica facilita a compreensão”, esclareceu.

    Atividades educativas e prevenção

    Durante a programação, que segue até às 20h deste domingo, incluem atividades educativas e expositivas voltadas ao público infantil e à população em geral, com abordagens sobre dengue, zoonoses e entomologia, e acidentes de trânsitos e outras violências, reforçando a importância das medidas preventivas.

    As ações contemplam a demonstração de equipamentos utilizados em campo e a apresentação do ciclo biológico do mosquito Aedes aegypti, ampliando o entendimento sobre sua proliferação e formas de controle. 

    A doméstica Deybe Furtado, que já garantiu a visita no estande da FVS-RCP, relatou a experiência positiva com as atividades e destacou a relevância da iniciativa para a população. “Essas ações facilitam muito o acesso aos serviços, principalmente na área da saúde. Os panfletos são bem informativos, abordam temas como trânsito e cuidados com as crianças. Já estou levando o material para os netos, sobrinhos e toda a família. Iniciativas assim deveriam acontecer mais vezes”, afirmou.

    Com a ação, a FVS-RCP reforça a educação em saúde e mobilização social comunitária como eixo estratégico para promoção do cuidado e redução de riscos, contribuindo para uma população mais informada e protegida.

    Fonte: Cândido Miranda/ FVS-RCP