Categoria: Saúde

  • Bactéria em detergentes da Ypê pode ser fatal

    Microrganismo identificado em produtos pode provocar infecções graves, sepse e até falência de órgãos em pessoas vulneráveis.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, comercialização e uso de diversos produtos da marca Ypê após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela empresa.

    A decisão acendeu um alerta entre consumidores em todo o país, principalmente porque o microrganismo é considerado altamente perigoso para pessoas com imunidade baixa ou condições de saúde delicadas. Segundo especialistas, a bactéria pode causar infecções respiratórias, urinárias e cutâneas, além de quadros severos de sepse e falência de órgãos em casos mais graves.

    De acordo com a Anvisa, a suspensão ocorreu após uma inspeção na fábrica da Química Amparo, responsável pela marca Ypê. Durante a fiscalização, foram encontradas falhas consideradas graves no controle de qualidade e em etapas do processo de fabricação, comprometendo a segurança microbiológica dos produtos.



    Os itens afetados incluem produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes identificados por lotes com final 1.

    A preocupação é ainda maior para grupos considerados de risco, como pacientes em tratamento contra câncer, pessoas transplantadas, diabéticos, pacientes com HIV e indivíduos que fazem uso contínuo de medicamentos imunossupressores. Os sintomas de possível contaminação incluem febre, calafrios, tosse persistente e lesões na pele com secreção.

    Em nota oficial, a Ypê informou que possui laudos independentes apontando a segurança dos produtos e afirmou estar colaborando com a Anvisa para esclarecer o caso e atender às exigências regulatórias. A empresa também declarou que segue realizando análises complementares e adotando medidas de conformidade.

    Apesar do posicionamento da fabricante, a orientação da Anvisa é para que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos afetados e entrem em contato com o serviço de atendimento da empresa para informações sobre recolhimento e substituição.

    O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou preocupações sobre segurança sanitária em produtos de limpeza utilizados diariamente por milhões de brasileiros.

  • ‘Vírus do rato’ acende alerta global, mas especialistas descartam risco de nova pandemia

    Casos ligados a cruzeiro internacional chamaram atenção da OMS, mas médicos afirmam que hantavírus ainda possui baixa capacidade de transmissão entre humanos.

    Saúde – Os recentes casos de hantavírus associados ao cruzeiro internacional MV Hondius colocaram autoridades sanitárias em estado de atenção e reacenderam o debate sobre doenças emergentes transmitidas por animais. Apesar da preocupação, especialistas afirmam que o chamado “vírus do rato” está longe de representar um cenário semelhante ao da Covid-19.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao menos seis casos da doença foram identificados após uma viagem pela América do Sul. Parte dos passageiros havia passado por regiões da Argentina, Chile e Uruguai antes do embarque — áreas onde circula o chamado vírus dos Andes, uma variante do hantavírus encontrada no continente sul-americano.



    A situação levou equipes de saúde a monitorarem os passageiros do navio assim que a embarcação chegar à Espanha. Até o momento, porém, não há registros de transmissão em massa nem de novos surtos relacionados ao caso.

    O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres. A infecção ocorre, na maioria das vezes, quando partículas de urina, fezes ou saliva desses animais secam no ambiente e acabam sendo inaladas pelas pessoas.

    A doença pode provocar a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, considerada uma condição grave e potencialmente fatal. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cansaço intenso e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para insuficiência pulmonar.

    Especialistas explicam que o maior risco está em ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, casas abandonadas, depósitos e áreas rurais infestadas por roedores.


    Para evitar a contaminação, a recomendação é impedir o acúmulo de lixo e restos de alimentos, ventilar locais fechados antes da limpeza e nunca varrer poeira seca diretamente. O ideal é umedecer o ambiente com soluções à base de água sanitária para evitar que partículas contaminadas se espalhem pelo ar.

    Apesar da repercussão internacional, médicos reforçam que o hantavírus possui características muito diferentes das registradas na pandemia de Covid-19. Atualmente, a transmissão sustentada entre humanos é considerada extremamente limitada.


    A própria Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco global permanece baixo. Segundo especialistas, para que o hantavírus se tornasse uma ameaça pandêmica, seriam necessárias mutações importantes capazes de facilitar a transmissão respiratória entre pessoas — algo que não ocorre de forma eficiente atualmente.

    Embora o cenário não indique risco iminente de pandemia, autoridades reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da prevenção, principalmente em regiões onde há circulação do vírus entre roedores silvestres.

  • Pobreza aumenta risco de morte por câncer, diz pesquisa da Unicamp

    Levantamento revela desigualdades persistentes em diagnósticos, tratamentos e acesso à saúde.

    Saúde – Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Estadual de Campinas mostrou que pessoas mais pobres têm maior risco de morrer por câncer, mesmo apresentando menos diagnósticos da doença.

    O estudo analisou dados de Campinas, no interior de São Paulo, entre 2010 e 2019, e identificou desigualdades importantes entre moradores de regiões mais ricas e mais vulneráveis socialmente.

    Os pesquisadores avaliaram informações do Registro de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade da cidade. Foram estudados os principais tipos de câncer em homens e mulheres, como próstata, mama, pulmão, estômago, colo do útero e colorretal.

    Segundo o estudo, moradores de áreas mais pobres frequentemente apresentavam menos casos diagnosticados de câncer, mas tinham taxas de mortalidade maiores. Para os cientistas, isso pode indicar dificuldades no acesso ao diagnóstico precoce, exames preventivos e tratamento adequado.

    Os pesquisadores explicam que pessoas socialmente vulneráveis muitas vezes descobrem a doença em estágios mais avançados, o que reduz as chances de cura. Além disso, fatores como demora no atendimento, dificuldade de acesso a especialistas e desigualdades na qualidade do tratamento podem aumentar o risco de morte.

    Entre os homens, a mortalidade foi maior entre os mais pobres em casos de câncer de próstata, estômago e cavidade oral. No câncer de próstata, por exemplo, a desigualdade aumentou ao longo do tempo, indicando que homens vulneráveis continuam enfrentando mais dificuldades para receber diagnóstico e tratamento rapidamente.

    Já entre as mulheres, os resultados mostraram maior incidência e mortalidade por câncer de colo do útero nas regiões mais vulneráveis. Os cientistas destacaram que esse tipo de câncer está fortemente ligado às desigualdades sociais e à falta de acesso regular a exames preventivos, como o Papanicolau.

    O estudo também observou aumento nos casos de câncer de mama entre mulheres de classes sociais menos vulneráveis. Segundo os autores, isso pode estar relacionado ao maior acesso a exames e diagnósticos precoces entre pessoas com melhores condições financeiras.

    Outro ponto importante foi o crescimento da mortalidade por câncer colorretal, principalmente entre grupos mais pobres ao longo dos anos. Os pesquisadores afirmam que isso pode indicar uma mudança no perfil da doença e maior impacto entre populações vulneráveis.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Amazonas reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce da tuberculose

    Doença infecciosa ainda preocupa autoridades de saúde e exige atenção aos sintomas, formas de transmissão e início rápido do tratamento

    Saúde – Com o aumento das doenças respiratórias neste período de maior circulação de vírus e mudanças climáticas, autoridades de saúde reforçam o alerta para os cuidados contra a tuberculose, doença infecciosa que ainda registra casos em todo o Amazonas.


    A tuberculose é causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, mas também pode afetar outras partes do corpo. A transmissão acontece pelo ar, por meio da tosse, espirro ou fala de pessoas contaminadas e sem tratamento.


    Os principais sintomas são tosse persistente por mais de três semanas, febre no fim da tarde, suor noturno, cansaço excessivo, perda de peso e falta de apetite. Em alguns casos, pode haver presença de sangue no catarro.


    Segundo especialistas, ao apresentar sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade básica de saúde para avaliação médica e realização de exames gratuitos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


    Em Manaus, os exames podem ser feitos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), policlínicas e unidades de referência da rede pública. O diagnóstico é realizado por meio de exames de escarro, testes rápidos e avaliação clínica.


    O tratamento da tuberculose também é gratuito e disponibilizado pelo SUS. Ele é feito com uso contínuo de medicamentos por, no mínimo, seis meses. A interrupção do tratamento antes do prazo pode agravar a doença e aumentar o risco de transmissão.


    A prevenção inclui manter ambientes

    ventilados, evitar aglomerações em locais fechados, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios e buscar atendimento médico logo nos primeiros sinais da doença.


    As autoridades de saúde também reforçam a importância de combater o preconceito relacionado à tuberculose, destacando que a doença tem cura quando diagnosticada e tratada corretamente.


    A população pode procurar a UBS mais próxima para informações, testes e acompanhamento médico.

    Por jornalista Débora Alcântara

  • Brasil bate recorde de transplantes em 2025

    Foram realizados mais de 31 mil procedimentos, 21% a mais que em 2022.

    Saúde – O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

    A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

    Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

    Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.

    Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

    Capacitação

    O Ministério da Saúde tem investido na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

    Mais de mil profissionais de saúde já se formaram nos estados de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

    Recorde

    O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos. Em seguida, aparecem os de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427. Em todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes toda a assistência necessária de forma gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

    O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, assegurando acesso gratuito e universal. Para garantir atendimento qualificado, o Ministério da Saúde também destinou mais recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em 2025. Enquanto em 2022 o investimento foi de R$ 1,1 bilhão, no ano passado os recursos federais alcançaram R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 37%.

    Transplantes

    O acesso ao transplante de órgãos, tecidos ou medula óssea no Brasil ocorre por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser encaminhado a um estabelecimento de saúde habilitado, onde passa por avaliação de equipe médica especializada e realiza os exames necessários. Confirmada a indicação para o transplante, a equipe responsável faz a inscrição do paciente no sistema, registrando também as características do doador compatível com o seu perfil clínico.

    A lista de espera por transplantes é dinâmica e varia de acordo com a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de doadores compatíveis. O SNT passou por modernização nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso aos serviços especializados. Entre essas iniciativas, destaca-se a Prova Cruzada Virtual, que permite avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo o risco de rejeição e conferindo mais agilidade ao processo.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Período chuvoso acende alerta para aumento de casos de dengue no Amazonas

    Acúmulo de água parada favorece proliferação do mosquito; população deve redobrar os cuidados

    Saúde – Com a intensificação das chuvas em Manaus e no interior do Amazonas, autoridades de saúde alertam para o aumento no número de casos de dengue. O período chuvoso cria condições ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, principalmente devido ao acúmulo de água parada em recipientes expostos.


    De acordo com especialistas, pequenos volumes de água já são suficientes para que o mosquito se prolifere. Por isso, a recomendação é que a população redobre a atenção dentro de casa e também em áreas externas.


    Entre os principais cuidados estão evitar o acúmulo de água em pneus, garrafas, calhas, caixas d’água destampadas, pratos de plantas e qualquer outro recipiente que possa servir de criadouro. Também é importante manter quintais limpos e descartar corretamente o lixo.


    A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção ainda é a forma mais eficaz de combate à dengue. “Cada cidadão tem um papel fundamental nesse processo.

    Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença para evitar a proliferação do mosquito”, destaca o órgão.


    Sintomas e quando procurar ajuda


    Os sintomas mais comuns da dengue incluem febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, além de fraqueza e manchas vermelhas na pele.Em alguns casos, podem ocorrer sinais mais graves, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.


    Ao apresentar qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação, especialmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, que podem aumentar o risco de complicações.


    A hidratação também é essencial durante o período de recuperação, sendo recomendada a ingestão de bastante água, soro caseiro e outros líquidos.


    Combate coletivo


    O enfrentamento à dengue depende de um esforço conjunto entre poder público e população. A eliminação dos focos do mosquito é a principal estratégia para reduzir os casos da doença, especialmente durante a época de maior incidência de chuvas.


    Denúncias de possíveis focos podem ser feitas aos órgãos municipais de saúde, contribuindo para ações mais rápidas de controle e prevenção.

    Canais para denúncia em Manaus


    Disque Denúncia – Vigilância Sanitária (Visa Manaus)

    0800 092 0123 (gratuito)


    Prefeitura Municipal de Manaus
    Telefone/WhatsApp da Ouvidoria da Semsa
    (92) 98842-6835


    Prefeitura Municipal de Manaus
    Telefone da Vigilância Sanitária
    (92) 98842-8481


    Prefeitura Municipal de Manaus
    E-mail para denúncias: visamanaus.ouvidoria@gmail.com


    Prefeitura Municipal de Manaus
    Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS)
    (92) 3182-8509

    Por Jornalista Débora Alcântara

  • Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Amazonas crescem 14,6% nos primeiros quatro meses de 2026

    Dados constam no painel epidemiológico de vírus respiratórios da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP)

    Saúde – O Amazonas registrou um crescimento de 14,6% nos casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no comparativo entre os quatro primeiros meses de 2026 e o mesmo período do ano passado. Os dados constam no painel epidemiológico de vírus respiratórios da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

    Segundo o levantamento, de 1º de janeiro até 30 de abril deste ano, foram confirmados 731 casos de SRAG em todo o estado. Já no mesmo período de 2025, o total de casos confirmados foi de 638.

    No comparativo mês a mês, apenas em abril houve redução (38,2%). A maior variação ocorreu em fevereiro, quando foram confirmados 206 casos neste ano, contra 124 em fevereiro do ano passado — um aumento de 66,1%.

    Entre as causas, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera, sendo responsável por 325 casos. Em seguida estão o Rinovírus, com 261 casos e a Influenza A, com 90 registros.

    A faixa etária mais afetada nos quatro primeiros meses deste ano foi a de crianças com menos de 1 ano de idade, que registrou 369 casos de SRAG, seguido por crianças de 1 a 4 anos (216) e pessoas com 60 anos ou mais (95).

    Entre os municípios amazonenses com registros da síndrome, a capital Manaus lidera com folga: são 548 casos confirmados. Na sequência estão Eirunepé e Guajará, com 19 casos cada.

    Veja o ranking abaixo:

    1. Manaus – 548 casos
    2. Eirunepé – 19 casos
    3. Guajará – 19 casos
    4. Tefé – 17 casos
    5. Presidente Figueiredo – 13 casos
    6. Manacapuru – 12 casos
    7. São Gabriel da Cachoeira – 8 casos
    8. Alvarães – 6 casos
    9. Humaitá – 6 casos
    10. Iranduba – 6 casos

    De acordo com a FVS, para prevenir a doença, a recomendação é a adoção de medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras de proteção respiratória, manter as mãos higienizadas, etiqueta respiratória e a vacinação contra covid-19 e influenza.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Hantavírus em cruzeiro: OMS diz que risco para a saúde pública mundial ‘continua baixo’

    Organização diz acompanhar de perto estado de saúde de passageiros e tripulação do MV Hondius e afirma atuar com países para garantir atendimento e evacuação, se necessário.

    Saúde – O risco para a saúde pública mundial decorrente do foco de hantavírus identificado a bordo do cruzeiro MV Hondius “continua baixo”, afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    “Neste momento, o risco global para a saúde pública continua baixo”, escreveu Tedros na rede social X.

    O chefe da OMS acrescentou que “a OMS continua colaborando com os operadores do navio para monitorar de perto o estado de saúde dos passageiros e da tripulação, e trabalha com os países para garantir acompanhamento médico adequado e evacuação, se necessário”.

    Os três pacientes com suspeita de hantavírus que estavam a bordo do cruzeiro foram retirados da embarcação em Cabo Verde e serão transferidos para a Holanda para receber atendimento médico, também comunicou nesta quarta-feira o diretor-geral da OMS.

    “Três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus acabam de ser retirados do navio e estão a caminho para receber atendimento médico nos Países Baixos, em coordenação com a OMS, o operador do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, do Reino Unido, da Espanha e dos Países Baixos”, anunciou Tedros na rede social X.

    Internação na Suíça

    Um homem foi hospitalizado na Suíça com hantavírus após retornar de uma viagem à América do Sul a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. Segundo as autoridades do país, ele foi imediatamente colocado em isolamento e, até o momento, não há risco à população.

    De acordo com o relato oficial, o paciente voltou para casa no fim de abril. Após o retorno, começou a apresentar sintomas e procurou atendimento no Hospital Universitário de Zurique, onde permanece internado.

    As autoridades suíças agora investigam se ele teve contato com outras pessoas enquanto estava doente, em uma tentativa de rastrear eventuais exposições ao vírus e entender o alcance potencial do caso.

    A esposa do homem, que o acompanhava na viagem, não apresentou sintomas até o momento, mas também foi colocada em isolamento como medida preventiva.

    Possível transmissão entre pessoas

    Nesta manhã, o ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, declarou que a cepa de hantavírus detectada em um dos passageiros do cruzeiro evacuado para a África do Sul é a dos Andes, variante conhecida por poder ser transmitida entre humanos.

    — Os testes preliminares mostram que, de fato, trata-se da cepa dos Andes — declarou Motsoaledi: — E acontece que é a única cepa, entre as 38 conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

    Dois passageiros do cruzeiro, onde foi identificado um foco de hantavírus, foram transferidos para Joanesburgo. Um deles morreu, enquanto o outro permanece hospitalizado.

    O que se sabe?

    Há 147 pessoas de 23 nacionalidades a bordo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira. A operadora holandesa do navio, Oceanwide Expeditions, havia indicado na segunda-feira que havia 149 pessoas a bordo, incluindo um passageiro alemão que morreu.

    Afirmou que havia 88 passageiros de 15 países, incluindo 19 do Reino Unido, 17 dos Estados Unidos, 13 da Espanha e oito da Holanda. Um dos passageiros é argentino. A tripulação é composta por 61 pessoas de 12 países, incluindo 38 das Filipinas, cinco da Ucrânia, cinco da Holanda e quatro do Reino Unido, acrescentou ele. Um membro da tripulação é da Guatemala.

    Entre as vítimas fatais está um casal holandês que havia viajado pela América do Sul antes de embarcar em Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O marido adoeceu em 6 de abril e morreu em 11 de abril. Seu corpo foi retirado do navio de cruzeiro em 24 de abril na ilha britânica de Santa Helena.

    Sua mulher, que não se sentia bem, desembarcou. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril — que tem conexão semanal com Santa Helena —, e ela faleceu no hospital em 26 de abril. A infecção por hantavírus foi confirmada em 4 de maio. O porta-voz do Ministério da Saúde da África do Sul, Foster Mohale, disse que o marido tinha 70 anos e a mulher, 69.

    Uma passageira alemã apresentou febre em 28 de abril, posteriormente contraiu pneumonia e faleceu em 2 de maio. Seu corpo permanece no navio.

    Outras quatro pessoas adoeceram

    Um passageiro britânico adoeceu em 24 de abril com sintomas de febre e pneumonia, e seu estado de saúde piorou em 26 de abril. Ele foi evacuado por via aérea da Ilha de Ascensão para a África do Sul. Ele está na UTI, com infecção por hantavírus confirmada em 2 de maio. Mais exames estão sendo realizados. Mohale disse que o passageiro tinha 69 anos. A OMS informou que, segundo informações, o paciente está “melhorando”.

    “Esta pessoa está atualmente sendo tratada na unidade de terapia intensiva em Joanesburgo e encontra-se em estado crítico, porém estável”, informou a Oceanwide Expeditions.

    Dois tripulantes, um britânico e um holandês, apresentam sintomas respiratórios agudos: um leve e um grave, segundo a operadora. A OMS informou que ambos estão em condição estável e que amostras foram enviadas ao Instituto Pasteur em Dakar. A prioridade é a evacuação médica de ambos — provavelmente para a Holanda — antes da movimentação do navio.

    Outra pessoa relatou febre leve, mas já está bem e assintomática, informou a OMS, acrescentando que não há outros indivíduos sintomáticos a bordo. O governo espanhol afirmou em comunicado na noite desta terça-feira que aceitou um pedido da Holanda “para receber o médico do MV Hondius, que se encontra em estado grave e será transportado para as Ilhas Canárias de avião”.

    Hantavírus

    Os hantavírus circulam entre roedores e podem ser fatais quando transmitidos a humanos. A transmissão limitada de pessoa para pessoa foi documentada apenas entre contatos próximos para uma única espécie: o vírus dos Andes, que circula na América do Sul. A hipótese da OMS, enquanto aguarda os resultados dos testes laboratoriais, é que se trate dessa cepa.

    O período de incubação típico do vírus varia de uma a seis semanas, explicou a chefe de prevenção de epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, nesta terça-feira, sugerindo que o casal holandês contraiu o vírus antes do embarque. Não existem vacinas ou tratamentos específicos para o hantavírus.

    No ano passado, a mulher do ator vencedor do Oscar, Gene Hackman, morreu de hantavírus. Hackman, de 95 anos, que sofria de Alzheimer, morreu aproximadamente uma semana depois, de causas naturais.

    O MV Hondius

    O navio de bandeira holandesa foi construído em 2019 para cruzeiros de expedição polar. É operado pela empresa holandesa de cruzeiros Oceanwide Expeditions. Foi projetado para acomodar 170 passageiros em 80 cabines, além de 57 tripulantes, 13 guias e um médico. O navio tem 107,6 metros de comprimento e 17,6 metros de largura, e atinge uma velocidade máxima de 15 nós.

    A viagem

    Após retornar a Ushuaia, na Argentina, em 31 de março, depois de uma viagem à Península Antártica, a expedição rumo ao norte, através do Oceano Atlântico, começou em 1º de abril, segundo o site de rastreamento MarineTraffic.

    Depois de visitar ilhas como Geórgia do Sul (5 a 7 de abril) e Tristão da Cunha e ilhas vizinhas (13 a 16 de abril), o navio fez uma parada em Santa Helena (22 a 24 de abril). Partiu da ilha britânica de Ascensão em 27 de abril. O navio está agora ancorado em Praia, capital de Cabo Verde.

    Após a evacuação de três pessoas com suspeita de infecção pelo vírus, o MV Hondius deve seguir para as Ilhas Canárias, onde chegará em “3 a 4 dias”, anunciou o Ministério da Saúde espanhol na terça-feira, sem especificar o porto.


    Fonte e Foto: O Globo

  • Higiene das mãos ganha destaque em campanha nacional de prevenção

    A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça a importância de um hábito simples que ajuda a reduzir infecções tanto na comunidade quanto nos serviços de saúde

    Saúde – No Dia Mundial de Higiene das Mãos, celebrado nesta terça-feira (05/05), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforçou a importância de manter as mãos sempre limpas e de seguir os cinco momentos indicados durante o atendimento em saúde.

    A prática é considerada essencial para evitar infecções e garantir a segurança de pacientes e profissionais.


    A data, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como objetivo conscientizar tanto os profissionais quanto a população sobre um cuidado simples, mas extremamente eficaz para a saúde pública.


    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que esse hábito precisa fazer parte da rotina. Segundo ela, higienizar as mãos com frequência ajuda a reduzir a circulação de microrganismos e contribui diretamente para a proteção coletiva.


    Já a diretora de Vigilância Hospitalar e Qualidade, Evelyn Campelo, reforça que, no ambiente de saúde, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso.

    Ela lembra que os profissionais precisam seguir corretamente as recomendações, utilizando água e sabão ou álcool 70% antes e depois de qualquer contato com o paciente.


    A coordenadora da Comissão Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (Ceciss), Gabriela Ramos, chama atenção para o fato de que muita gente ainda não faz a higienização da forma adequada, o que pode comprometer a eficácia do procedimento.


    De acordo com orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a limpeza das mãos deve ser feita, de preferência, com álcool 70%.

    Já quando estiverem visivelmente sujas, o ideal é usar água e sabão, esfregando bem todas as partes das mãos como palmas, dorso, entre os dedos, polegares, unhas e punhos , além de enxaguar e secar corretamente com toalha limpa.

    Por jornalista Débora Alcântara

    Foto: Girlene Medeiros / FVS-RCP

  • Cristão pode fazer terapia? Por que relação entre fé evangélica e a psicologia é tão polêmica

    A ideia de que cristãos não deveriam se consultar com psicólogos ou, se o fizerem, que seja com um psicólogo cristão, tem ganhado adeptos em alguns grupos religiosos. Essa relação sempre teve suas arestas e, para especialistas, nasce da concorrência pela psiquê ou alma humanas.

    Saúde – Em um vídeo com milhares de visualizações no YouTube, o pastor Rodrigo Mocellin diz que a psicologia está “contra o cristianismo”, e não ao lado.

    “Estão no mesmo campo de batalha, mas batalhando um contra o outro”, argumenta o líder da Igreja Resgatar, que tem quase 640 mil seguidores na plataforma de vídeos.

    Em outro vídeo, César Augusto, pastor da Igreja Apostólica Fonte da Vida, diz que as pessoas “podem frequentar psicólogo ou seja lá o que for”.

    Mas recomenda aos quase 200 mil seguidores ali: “Já experimentou ter o momento de uma consulta com o maior psicólogo do mundo, que é Jesus?”

    Em post publicado em seu canal, o bispo Walter McAlister, da Igreja Cristã Nova Vida, até reconhece que “a psicologia tem ajudado muito o ser humano”. Mas faz uma ressalva.

    “Recomendaria que [o cristão] consultasse um psicólogo que também fosse cristão. Porque esses conflitos não resolvidos não podem ser fundamentados apenas em comportamento, traumas de infância ou desejos enrustidos. Alguns são de ordem espiritual.”

    Pastor evangélico, o senador Magno Malta (PL-ES) é autor de uma proposta, atualmente em consulta pública, para instituir no Senado uma Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos.

    Um dos pontos de seu projeto é que seja instaurada uma mobilização para que sejam combatidas o que ele chama de “medidas normativas que imponham restrições desproporcionais ao exercício profissional em razão de convicções religiosas”.

    O Conselho Federal de Psicologia diz que acompanha os debates sobre fé e a prática profissional e afirma ter um compromisso com o respeito à diversidade de crenças e convicções.

    Mas ressalta que nenhum profissional da área deve se apresentar como “psicólogo cristão” para não “levar à crença equivocada de que a prática é exclusivista ou baseada em dogmas, o que contraria a universalidade e a laicidade da ciência psicológica”.

    A relação entre cristianismo e psicologia sempre teve suas arestas. Para especialistas, a dificuldade desse diálogo nasce justamente da concorrência do objeto tratado por ambas as searas: a psiquê ou a alma humana.

    O título do vídeo do pastor Mocellin é emblemático: “Psicologia e fé cristã: irreconciliáveis”. Ele é taxativo. Diz que a psicologia é “o homem dizendo que não precisamos da Bíblia” e que essa ciência não passa de “doutrina de demônios”.

    Só a Bíblia pode desnudar a alma humana. [O pai da psicanálise, Sigmund] Freud se considerava aquele sujeito que veio para desvendar a alma humana.”

    Autor do recém-lançado livro Cristianismo Leve e pastor na Igreja Batista Filadélfia, o teólogo Pedro Pamplona entende que terapias psicológica ou psicanalítica podem ser complementares ao trabalho espiritual no cuidado com a mente humana.

    Mas, para ele, essa interface tem limites. Ele vê “incompatibilidades” entre a atuação do terapeuta e o aconselhamento religioso. “A Bíblia tem uma antropologia própria, que chamamos de antropologia cristã.”

    Maneira própria

    Pamplona defende que sua religião tem uma forma de entender o ser humano e suas questões que foi dada por uma revelação de Deus.

    As diferentes psicoterapias abordam o ser humano a partir de uma perspectiva conflitante com o que determina sua fé, diz ele.

    “Essas antropologias podem ser bem distintas da antropologia cristã e, por isso, a abordagem clínica pode ser tornar incompatível com a fé cristã”, pondera.

    “Visões diferentes nas antropologias geram fundamentos éticos e valores de vida diferentes. O psicólogo não deve fazer proselitismo religioso em seu ambiente de trabalho, mas, mesmo sem essa prática, ele pode ir contra o padrão de vida que a Bíblia orienta para seus seguidores.”

    É uma questão permeada por valores. O pastor lembra que muitas vezes aquilo que é “normal ou natural” para a psicologia, é “pecado” para os religiosos.

    Então, ele argumenta que o profissional da psicologia pode acabar “incentivando” o paciente “a fazer coisas que a Bíblia proíbe”.

    Para a psicóloga e psicanalista Beatriz Breves, autora do livro Eu Fractal – Conheça-te a Ti Mesmo, não deveria haver motivos para essa dificuldade de conciliação.

    “A verdadeira incompatibilidade surge quando a pessoa não dispõe de abertura para se implicar no próprio processo, o que não tem relação com religião, mas com a disponibilidade interna necessária para que a terapia aconteça.”

    Embora o processo terapêutico leve a pessoa a confrontar seus valores, isso não cria incompatibilidade, defende a psicóloga.

    “A fé não impede o questionamento, pelo contrário. Quando alguém pode interrogar a própria fé e, ainda assim, reconhecer que ela permanece, a fé se fortalece”, diz Breves.

    “O questionamento não a enfraquece, a torna mais consciente. E é justamente nesse movimento que o equilíbrio se torna possível.”

    Cristão pode fazer terapia?

    Para o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a dificuldade de conciliação entre psicologia e religião está em uma suposta concorrência entre ambos.

    “Os líderes religiosos que querem combater a psicanálise e a Psicologia estão lutando por uma reserva de mercado. Eles querem ter o direito de ser os conselheiros espirituais dessas pessoas. Para isso, demonizam a psicologia.”

    Moraes pontua que essa leitura é comum a segmentos teológicos fundamentalistas, quando o pastor tende a orientar que a solução para qualquer problema “está na Bíblia”

    Há esferas de atuação. Padres e pastores podem continuar orientando seus fiéis, mas isso é em aliança, sem nenhuma incompatibilidade com outras formas de tratamento. Deve se desejar a melhora do fiel.”

    O pastor Pamplona não concorda com religiosos que dizem que “cristão não deve fazer terapia”, embora reconheça que seja uma visão que esteja “ganhando adeptos” ultimamente.

    Para ele, esse tipo de pregação revela “ignorância geral sobre o tema da saúde mental”.

    O religioso explica que a confusão se dá por conta de uma doutrina cristã chamada de “suficiência das Escrituras”.

    Tal entendimento advoga que a Bíblia seria suficiente para lidar com tudo o que tange ao ser humano.

    Pamplona acredita que a interpretação correta é que o livro sagrado resolve tudo o que é “suficiente para a salvação” do ser humano, mas não os problemas desses em sua totalidade.

    Portanto, fazer uso da psicologia ou da medicina não significa ser contra a suficiência das escrituras, pois a Bíblia nunca se propôs a ser um manual médico ou de psicologia. Novamente, essas coisas podem se complementar.”

    Há um efeito colateral desse entendimento restritivo, afirma o pastor. Muitos cristãos que precisam recorrer a tratamentos psicoterapêuticos acabam se sentindo culpados por fazerem isto. De certa forma, isso deixa seu fardo ainda maior.

    A escritora Magali Leoto, integrante da associação Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, diz que a crença de quem professa essa fé não pode fazer terapia é compartilhada por alguns grupos religiosos.

    Terapeutas cristãos

    Na psicologia, há um vasto campo daqueles que são assumidamente cristãos.

    Professor na Faculdade São Basílio Magno, o psicólogo Pierre Patrick Pires é fundador da empresa Atos 20, uma consultoria de psicologia especializada em tratar saúde mental em contextos religiosos, especialmente no meio católico.

    Para ele, psicologia e fé precisam ser compreendidas “como campos distintos, mas não opostos”. A primeira seria uma ciência voltada a um compromisso ético e ao cuidado da saúde mental. Já a outra está interessada no sentido da vida e na espiritualidade.

    Na visão dele, a psicoterapia precisa “acolher” a religiosidade do paciente “como parte de sua história e identidade”. Sem induzi-la. Aí reside um “diálogo ético no processo clínico”.

    “As incompatibilidades surgem quando há confusão das funções. A psicologia deixa de ser ética quando ela tenta substituir a religião e impor valores morais e doutrinários”, diz Pires.

    Fonte: G1