Categoria: Saúde

  • Tratamento de Alzheimer deve focar no sistema imune, sugere estudo da USP

    Sistema imune desregulado pode provocar ataques sistêmicos às conexões neurais.

    Saúde – Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) descobriram que doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla podem ser ainda mais complexas do que já se sabe. A análise de dados de quase 600 amostras de sangue de pacientes com e sem essas doenças mostrou que os processos de neurodegeneração não se restringem ao sistema nervoso central, mas envolvem uma desregulação sistêmica em diferentes alvos.

    “Fizemos uma análise sistêmica a partir dos autoanticorpos, proteínas de defesa [imunoglobulinas] que, por engano, atacam células, tecidos ou órgãos saudáveis do próprio corpo em vez de patógenos externos. Nesse estudo, vimos que, diferentemente do que se pensava, nessas doenças um anticorpo não ataca apenas uma região específica da conexão entre os neurônios [sinapse], como um ladrão invadindo uma porta. Trata-se de um ataque sistêmico, como metralhar uma casa inteira”, explica Júlia Nakanishi Usuda, bolsista da Fapesp e primeira autora do estudo.

    O trabalho, publicado no periódico iScience, mapeou mais de 9 mil autoanticorpos a partir de bancos de dados públicos. Com os resultados, os pesquisadores sugerem que, em vez de focar em alvos moleculares isolados, as estratégias de tratamento dessas doenças deveriam priorizar o bloqueio da resposta autoimune de forma sistêmica. O estudo de ciência de dados ainda precisa ser confirmado em testes in vitro e in vivo, mas reforça um novo paradigma para o tratamento das doenças neurodegenerativas.

    “Usamos como analogia uma casa cheia de portas e janelas em que se gastam todos os esforços para proteger e deixar trancada apenas uma delas [um alvo molecular como a beta-amiloide na doença de Alzheimer]. Mas acontece que o ladrão [o sistema imune desregulado] está armado com uma metralhadora disparando contra todas as outras portas. O ataque é sistêmico, dispara para vários alvos, atingindo as redes sinápticas de forma coordenada”, explica Otávio Cabral-Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da investigação, apoiada pela Fapesp.

    Sistemas imune e nervoso

    Doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla costumam ser entendidas como patologias estritamente relacionadas a acúmulos proteicos ou falhas neuronais locais.

    O Alzheimer, principal causa de demência, afeta principalmente pessoas acima dos 65 anos e está ligado ao acúmulo de placas da proteína beta-amiloide no cérebro e emaranhados da proteína tau, levando à perda progressiva da memória e do raciocínio.

    O Parkinson, segunda doença neurodegenerativa mais frequente, também é mais comum em pessoas idosas, mas se manifesta por sintomas como tremores, rigidez, lentidão de movimentos, distúrbios do sono e depressão associados à agregação de outra proteína (alfa-sinucleína) e à degeneração de neurônios ligados à regulação de comportamento, emoção, cognição e funções motoras (dopaminérgicos).

    Já a esclerose múltipla, mais frequente em mulheres jovens, resulta de inflamação autoimune que provoca a perda da bainha de mielina dos neurônios e neurodegeneração. Entre os sintomas estão quadros de fadiga, alterações cognitivas e neurite óptica, geralmente iniciando em surtos que aparecem e desaparecem (forma remitente-recorrente), podendo evoluir para uma doença progressiva.

    “Apesar de terem causas e sintomas diferentes, as três doenças compartilham como eixo a desregulação neuroimune. Em todas elas, a neuroinflamação e a resposta imune são centrais para a progressão da doença. Por isso, estudar os autoanticorpos, as moléculas que atacam o próprio organismo, é essencial para entender como a imunidade influencia o sistema nervoso e contribui para o declínio neurológico”, afirma Usuda.

    Marcadores da doença

    Os pesquisadores identificaram “assinaturas dos autoanticorpos” nessas doenças que podem ser correlacionadas tanto ao estado imunológico quanto a danos neurológicos e sintomas específicos de cada uma das três enfermidades.

    “A análise dos autoanticorpos nos permitiu mapear como atacam redes sinápticas e correlacionar sua presença com a falha em vias essenciais de sinalização dessas doenças. No caso do Alzheimer, por exemplo, geralmente associado à toxicidade das placas beta-amiloide, identificamos o papel sistêmico dos autoanticorpos. Isso reforça estratégias, apresentadas em estudos recentes com camundongos, que apontam melhora das conexões neurais quando há redução dos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos”, conta Cabral-Marques.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Operadora de cruzeiro com surto de hantavírus considera desembarque nas Ilhas Canárias

    Navio com 149 pessoas a bordo enfrenta situação médica grave no Atlântico, com casos suspeitos de hantavírus, restrições para desembarque e monitoramento de passageiros e tripulantes.

    Saúde – A Oceanwide Expeditions, empresa operadora do navio de cruzeiro MV Hondius com suspeita de surto de hantavírus, considera o arquipélago espanhol das Ilhas Canárias para o desembarque das 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo do navio, próximo a Cabo Verde.

    Os hantavírus, transmitidos principalmente aos humanos por roedores infectados, podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.

    O navio, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, encontra-se atualmente ao largo da costa de Praia, capital deste arquipélago da África ocidental, confirmou um fotógrafo da AFP.

    Há 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo do MV Hondius, que enfrenta uma “situação médica grave”, segundo a operadora turística Oceanwide Expeditions.

    A companhia de cruzeiros estuda a possibilidade de levar os passageiros para as ilhas de Las Palmas e Tenerife, no arquipélago das Canárias, após Cabo Verde ter negado autorização para desembarcá-los em seu território.

    A empresa confirmou três mortes, duas a bordo do navio de cruzeiro e uma após um desembarque.

    A primeira morte ocorreu em 11 de abril, a bordo da embarcação. O corpo do homem foi levado para a ilha de Santa Helena em 24 de abril, juntamente com o de sua esposa, que também faleceu posteriormente. Ambos eram cidadãos holandeses.

    Em 27 de abril, um passageiro britânico adoeceu e foi levado para a África do Sul, onde testou positivo para hantavírus, segundo a operadora.

    Um alemão morreu a bordo do navio em 2 de maio, mas a causa da morte é desconhecida, informou a Oceanwide Expeditions.

    “Dois tripulantes apresentam sintomas respiratórios agudos” e “precisam de atendimento médico urgente”, segundo o comunicado da empresa.

    O Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos confirmou à AFP que “considera” a possibilidade de repatriar as duas pessoas com sintomas a bordo do cruzeiro.

    Vários médicos embarcaram para avaliar o estado de saúde dos tripulantes, mas a autorização para levá-los à terra firme ainda não foi concedida.

    “O navio não recebeu autorização para atracar no porto da Praia” a fim de “proteger a população cabo-verdiana”, declarou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, à Rádio Cabo Verde na noite de domingo.

    No entanto, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, transmitiu uma mensagem tranquilizadora.

    O risco para a população em geral permanece baixo. Não há motivo para pânico ou para impor restrições de viagem”, observou ele.

    O diretor enfatizou que as infecções por hantavírus são raras e “não são facilmente transmitidas entre pessoas”.

    Os hantavírus são transmitidos aos humanos por meio de roedores selvagens infectados, como ratos ou camundongos, que eliminam o vírus pela saliva, urina e fezes. Uma mordida, o contato com esses animais ou seus excrementos, assim como a inalação de poeira contaminada, podem causar a infecção.

    A OMS colabora com os países afetados no atendimento médico, evacuação e investigações, informou Kluge.

    Sem vacinas ou medicamentos específicos disponíveis contra o hantavírus, os tratamentos atuais se limitam ao alívio dos sintomas.

    A letalidade varia segundo os tipos de hantavírus e pode chegar a 15% dos casos, estima a agência federal de saúde pública da Suíça.

    Fonte: G1

  • TCU cobra Ministério da Saúde por demora em contrato da CoronaVac e aponta perda de R$ 260 milhões

    Auditoria indica que atraso de cerca de sete meses pode ter contribuído para descarte de doses; gestores terão de explicar contrato firmado em 2023.

    Saúde – O Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou explicações do Ministério da Saúde pelo atraso de cerca de sete meses na contratação da vacina CoronaVac, em 2023. Em análise sobre o caso, o tribunal apontou prejuízo estimado em R$ 260 milhões com doses descartadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4).

    Segundo o tribunal, o Contrato 221/2023 —celebrado com o Instituto Butantan— levou meses para ser concluído em um cenário que ainda exigia respostas rápidas da administração pública.

    Para o TCU, o intervalo pode indicar descumprimento do princípio da eficiência, que orienta o poder público a atuar com agilidade, especialmente em situações de maior urgência.

    Auditoria aponta impacto no uso das vacinas

    A análise técnica do TCU indica que o tempo de contratação pode ter comprometido o uso das doses adquiridas. Segundo a auditoria, parte relevante das vacinas não chegou a ser aplicada e acabou descartada após o vencimento, em um cenário de queda na demanda. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 260 milhões.

    O tribunal trata esse ponto como possível comprometimento do “aproveitamento útil” do contrato —conceito usado para avaliar se a compra pública atendeu à finalidade para a qual foi planejada.

    O acórdão determina a abertura de audiência para dois gestores ligados ao Ministério da Saúde, que terão 15 dias para apresentar justificativas. A análise ainda está em andamento, e não há, neste momento, conclusão definitiva sobre irregularidades ou responsabilização.

    Ministério diz que seguiu regras e cita mudança de cenário

    Em resposta ao g1, o Ministério da Saúde afirmou que iniciou a compra da vacina ainda nos primeiros momentos da gestão, em 2023, e que o processo seguiu os trâmites exigidos pela administração pública.

    A Pasta também destacou que a aquisição seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde vigentes à época.

    Segundo o ministério, o cenário mudou ao longo do processo. A Pasta afirma que recomendações internacionais foram atualizadas após o início da compra, o que, combinado à redução da procura pela vacina, alterou a demanda prevista para a CoronaVac.

    A nota também menciona a reorganização da gestão de estoques no Sistema Único de Saúde (SUS), com monitoramento contínuo e uso de modelos preditivos. Segundo a Pasta, a meta é reduzir a taxa de incineração de insumos para 1% até 2026.

    Apesar de o contrato ter sido firmado em 2023, a cobrança ocorre agora porque a fiscalização do TCU acontece em etapas posteriores.

    Órgãos de controle analisam contratos públicos após a execução ou quando há elementos suficientes para auditoria detalhada. No caso da CoronaVac, essa avaliação amadureceu ao longo dos anos seguintes e chega agora à fase de cobrança formal de explicações.

    O g1 acionou o Instituto Butantan, que não quis se manifestar.

    Decisão em meio a mudança rápida de cenário

    A compra ocorreu em um momento de transição da pandemia. Em 2023, o Brasil já não vivia o pico da Covid-19, mas ainda ajustava sua estratégia de vacinação diante de novas variantes e mudanças nas recomendações internacionais.

    Nesse contexto, decisões de compra precisam equilibrar rapidez e precisão: garantir oferta de doses sem perder o timing diante de uma demanda que pode cair rapidamente.

    É esse descompasso entre o tempo da burocracia e o ritmo da pandemia que está no centro da análise do TCU.

    Com a abertura da audiência, os gestores citados terão prazo para apresentar suas justificativas. A partir dessas respostas, o tribunal pode arquivar o caso, fazer recomendações ou avançar para eventual responsabilização administrativa.

    Fonte: G1

  • Hantavírus: o que é o vírus suspeito de matar ao menos três pessoas em cruzeiro

    O vírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal.

    Saúde – A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo (3) sobre três mortes relacionadas a um possível surto de infecção por hantavírus, em um navio de cruzeiro no Atlântico.

    “Até o momento, foi confirmado um caso de infecção por hantavírus em laboratório, e há outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em terapia intensiva na África do Sul”, informou a organização.

    O vírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal. O surto ocorreu no MV Hondius, que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde.

    “Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”, indicou a OMS.

    As autoridades de saúde informaram que o caso segue sob investigação detalhada. De acordo com a OMS, estão sendo conduzidas análises laboratoriais adicionais, além de estudos epidemiológicos para entender melhor a possível transmissão do vírus.

    “Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada”, acrescentou a organização.

    O que é o hantavírus?

    De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.

    O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

    A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

    Sintomas

    Os sintomas da hantavirose podem variar de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco.

    Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.

    Tratamento

    Ainda segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar.

    Por se tratar de uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas.

    A pasta também destaca a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde.

    O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Como é a dor de cabeça causada pela disfunção da articulação temporomandibular e como diferenciá-la de

    A dor de cabeça da ATM costuma piorar com a mastigação e movimentos da mandíbula, como falar ou bocejar.

    Saúde – A dor de cabeça causada pela disfunção da articulação temporomandibular costuma aparecer junto com dor na mandíbula, tensão no rosto e piora ao mastigar, falar muito ou apertar os dentes. Já a enxaqueca crônica tende a vir com crises recorrentes, náuseas, sensibilidade à luz e ao som, podendo durar muitas horas e impactar a rotina de forma intensa.

    Como é a dor de cabeça da ATM

    A articulação temporomandibular, ou ATM, liga a mandíbula ao crânio e participa da mastigação, fala e abertura da boca. Quando há sobrecarga nessa região, a dor pode irradiar para as têmporas, testa, ouvido, pescoço e atrás dos olhos.

    De acordo com a Mayo Clinic, os distúrbios da ATM podem causar dor na mandíbula, dificuldade para mastigar, dor ao redor do ouvido, estalos, travamento da mandíbula, dor facial, dor no pescoço e dor de cabeça.

    Sinais que apontam para disfunção temporomandibular

    Algumas pistas ajudam a suspeitar que a dor de cabeça vem da ATM, principalmente quando o desconforto acompanha movimentos da mandíbula ou hábitos como ranger e apertar os dentes.

    • Dor nas têmporas que piora ao mastigar ou bocejar;
    • Estalos na mandíbula com dor ou limitação de movimento;
    • Sensação de ouvido tampado sem infecção aparente;
    • Dor facial ao acordar, especialmente após bruxismo;
    • Desconforto no pescoço, ombros e dentes.

    Esses sinais não confirmam o diagnóstico sozinhos, mas ajudam o dentista, otorrinolaringologista ou neurologista a diferenciar a dor da ATM de outras causas de cefaleia.

    Como diferenciar de enxaqueca crônica

    A enxaqueca crônica geralmente é definida por dor de cabeça em muitos dias do mês, com características de enxaqueca em parte desses episódios. Ela pode causar dor pulsátil, piora com esforço físico, enjoo, vômitos e sensibilidade à luz, sons ou cheiros.

    Na dor por disfunção da ATM, o padrão costuma ser mais mecânico. A dor aparece ou piora com mastigação, fala prolongada, bocejo, tensão mandibular ou ao tocar músculos da face. Na enxaqueca, os gatilhos podem incluir sono irregular, jejum, hormônios, estresse, álcool e alguns alimentos.

    O que observar antes da consulta

    Registrar os sintomas ajuda a identificar o padrão da dor e evita tratamentos incompletos. Anote quando a dor surge, onde começa, quanto dura e o que melhora ou piora.

    • Se a dor piora ao mastigar, falar ou abrir muito a boca;
    • Se há bruxismo, estalos, travamento ou dor mandibular;
    • Se há náuseas, aura, sensibilidade à luz ou ao som;
    • Quantos dias por mês a dor aparece;
    • Quais remédios foram usados e com que frequência.

    Também vale conhecer as principais causas e cuidados para dor na mandíbula, já que alterações nessa região podem confundir o diagnóstico da dor de cabeça.

    Quando procurar avaliação médica

    Procure atendimento se a dor de cabeça for nova, intensa, progressiva, surgir após trauma, vier com febre, fraqueza, confusão mental, alteração visual, perda auditiva, tontura forte ou dificuldade para abrir a boca.

    Quando a dor é frequente, o ideal é avaliar tanto a ATM quanto causas neurológicas. O tratamento pode envolver placa para bruxismo, fisioterapia, ajustes de hábitos, controle do estresse, medicamentos e acompanhamento específico para enxaqueca, conforme a causa identificada.

  • Dormir mal pode estar destruindo seu coração sem você perceber

    Privação de sono afeta pressão arterial, ritmo cardíaco e aumenta o risco de doenças graves, alertam especialistas.

    Saúde – Dormir pouco ou mal não é apenas um incômodo diário — pode ser um fator silencioso de risco para doenças cardiovasculares e redução da expectativa de vida. Cada vez mais, a ciência reconhece o sono como um dos pilares fundamentais da saúde, ao lado da alimentação equilibrada e da prática de exercícios físicos.

    De acordo com especialistas, noites mal dormidas afetam diretamente o funcionamento do organismo, especialmente o sistema cardiovascular. Problemas como insônia, ronco e Apneia do sono estão associados ao aumento da pressão arterial, alterações no ritmo cardíaco e maior risco de infarto e outras complicações.

    Ao contrário do que muitos pensam, dormir não é um processo passivo. Durante o sono, o corpo passa por fases essenciais para a recuperação física e mental, incluindo o sono profundo — responsável pela restauração do organismo — e a fase REM, ligada à memória e ao processamento emocional.

    Quando esse ciclo é interrompido ou insuficiente, o corpo não consegue se recuperar adequadamente. O resultado é um estado de alerta constante, com liberação de hormônios do estresse e sobrecarga do coração.

    Especialistas também alertam para um problema crescente: a chamada “epidemia da privação de sono”. Com rotinas cada vez mais intensas e o uso excessivo de telas, muitas pessoas estão dormindo menos do que o necessário — e pagando o preço disso na saúde.

    Além da duração, outros fatores são essenciais para um sono saudável: qualidade e regularidade. Ter horários consistentes para dormir e acordar ajuda a manter o equilíbrio do relógio biológico, favorecendo o bom funcionamento do organismo.

    Ignorar o sono, portanto, não é apenas uma escolha de estilo de vida — é um risco real. Cuidar da qualidade do descanso pode ser uma das formas mais simples e eficazes de proteger o coração e viver mais.

  • Exercício deitado? Estudo mostra que apenas 10 minutos por dia na posição fazem a diferença

    Entre os principais benefícios estão a melhora no equilíbrio, na flexibilidade e na agilidade. Exercícios observados ajudam principalmente no controle motor.

    Saúde – Apenas 10 minutos de exercícios diários, ainda que feitos na posição deitada, ajudam a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica “PLOS One”.

    Os pesquisadores analisaram os efeitos de um programa curto de exercícios em posição supina (quando a pessoa fica deitada com as costas encostadas no chão) feito todos os dias, ao longo de duas semanas

    Ela detalha que os benefícios na flexibilidade e no equilíbrio mostram que o programa de exercícios observado no estudo influenciou, principalmente, no controle motor.

    A pesquisadora explica que, em comparação com treinos tradicionais em pé ou baseados em resistência, essa abordagem deitada envolve menor carga e é potencialmente mais segura

    A posição supina foi escolhida pelo grupo porque ficar deitado reduz as “demandas posturais dos músculos antigravitacionais”, comenta a pesquisadora.

    Ou seja, isso permite que a pessoa foque mais especificamente na integração entre a estabilidade do tronco e a coordenação dos membros inferiores.

    Considerando as vantagens observadas, o grupo acredita que esse tipo de exercício pode trazer benefícios tanto para a melhora do desempenho esportivo como para a prevenção de quedas e a reabilitação.

    Nesse contexto, os pesquisadores destacam dois principais tipos de ganho, para diferentes grupo:

    • Em atletas – pode ajudar a refinar o controle do tronco e a eficiência do movimento, favorecendo a agilidade.
    • Em idosos ou pessoas em reabilitação – por serem exercícios de baixa carga e seguros, são úteis para o treino de equilíbrio e redução do risco de quedas.

    Yoriko pondera que a análise foi realizada em adultos jovens saudáveis e, portanto, os resultados não podem ser generalizados.

    Além da limitação em termos de faixa etária, considerando que o estudo foi feito somente em adultos jovens, há também a questão da duração do período de treino analisado. Isto é, a pesquisa demonstrou melhorias após duas semanas, mas não avaliou a manutenção a longo prazo.

    Ao mesmo tempo, novos estudos devem procurar entender também quem mais pode se beneficiar da prática de exercício em posição supina.

    Fonte: Bem Estar

  • FVS-RCP intensifica ações no interior e impulsiona cobertura vacinal em Jutaí e Presidente Figueiredo

    Capacitação e apoio técnico reforçam estratégias de imunização e aproximam gestão das equipes locais

    Saúde – Com foco em ampliar o acesso às vacinas no interior do Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, até esta quinta-feira (30/04), da 1ª Jornada Imuniza + Jutaí: Transformando desafios em cobertura vacinal. O encontro acontece no município de Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus) e reúne coordenadores municipais de imunização e profissionais de saúde.

    O encontro aposta na qualificação das equipes e na troca de experiências como caminho para fortalecer as estratégias locais e avançar nos índices de cobertura vacinal. A programação inclui palestras, capacitações técnicas e espaços de diálogo entre os participantes, promovendo alinhamento de ações e integração da rede de imunização.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a mobilização nos territórios amplia a capacidade de resposta dos serviços de saúde. “Quando investimos na qualificação das equipes e no apoio direto aos municípios, conseguimos avançar de forma mais consistente na cobertura vacinal e na proteção da população”, afirma.

    A subgerente de Imunização da FVS-RCP, Cléia Soares, reforça que a presença institucional no interior fortalece o trabalho desenvolvido no dia a dia. “Nosso objetivo é caminhar junto com os municípios, apoiando as estratégias locais e contribuindo para ampliar o acesso às vacinas”, pontua.

    No território

    Em paralelo à agenda em Jutaí, a equipe técnica da FVS-RCP realiza, ao longo da semana, visita técnica ao município de Presidente Figueiredo, com atuação direta nas unidades de saúde.

    A agenda inclui acompanhamento das rotinas de imunização, análise de indicadores e orientação técnica às equipes locais. A proposta é ajustar estratégias a partir da realidade encontrada no território, conectando planejamento e execução.

    A iniciativa também fortalece a articulação entre gestão estadual e municipal, favorecendo respostas mais ágeis diante de possíveis riscos à saúde pública e ampliando o alcance das ações de vacinação no interior do estado.

     Fonte: Aline Reis/FVS-RCP

  • Ouvir música por 30 minutos pode reduzir ansiedade e melhorar o humor, aponta estudo

    Pesquisa mostra que quanto maior o tempo de escuta, maiores são os benefícios emocionais, especialmente com estímulos sonoros específicos.

    Saúde – Ouvir música por pelo menos 30 minutos pode ser uma estratégia simples e eficaz para aliviar a ansiedade. É o que indica um estudo recente publicado na revista PLOS Mental Health, que analisou os efeitos da música combinada com estimulação auditiva por batidas no bem-estar emocional.

    A pesquisa foi realizada com 144 participantes que apresentavam níveis moderados de ansiedade e já faziam uso de medicação. Os voluntários foram divididos em grupos que ouviram diferentes durações de música associada à chamada estimulação auditiva por batidas — técnica que utiliza frequências sonoras específicas para influenciar a atividade cerebral.

    Os resultados mostraram que todos os grupos que ouviram música tiveram redução significativa da ansiedade e de sentimentos negativos quando comparados ao grupo que foi exposto apenas ao ruído rosa, um tipo de som constante usado como controle.

    O destaque ficou para o grupo que ouviu música por 36 minutos, que apresentou a maior melhora nos indicadores emocionais. Os pesquisadores identificaram um possível efeito de “dose-resposta”, ou seja, quanto maior o tempo de exposição à música, maior o benefício observado.

    Para medir os resultados, foram utilizadas escalas reconhecidas na área da saúde mental, como a STICSA (voltada à avaliação da ansiedade) e a PANAS (que mede estados afetivos positivos e negativos).

    A ansiedade é uma das condições mais comuns no mundo e, apesar da existência de tratamentos eficazes, como medicamentos e terapias psicológicas, o acesso ainda é limitado para muitas pessoas. Nesse cenário, alternativas complementares, como intervenções baseadas em música, ganham espaço por serem acessíveis, de baixo custo e com poucos efeitos colaterais.

    Os autores do estudo destacam, no entanto, que os resultados ainda precisam ser aprofundados em novas pesquisas para confirmar os efeitos a longo prazo e em diferentes perfis de pacientes. Ainda assim, os achados reforçam o potencial terapêutico da música como aliada no cuidado com a saúde mental.

  • Amazonas integra projeto piloto de sistema nacional para vigilância do feminicídio

    Iniciativa fortalece a produção de dados e a articulação entre diferentes políticas públicas

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) recebe, até 30/04 (quarta-feira), a equipe de coordenação do Ministério da Saúde para apresentação e alinhamento do projeto piloto de um sistema de vigilância do feminicídio. O projeto é realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, e o Amazonas foi selecionado como um dos territórios estratégicos para a implementação.

    O projeto propõe estruturar um sistema nacional capaz de qualificar a produção de informações sobre feminicídio, fortalecendo a atuação das vigilâncias em saúde e ampliando a integração com outras políticas públicas. 

    No Amazonas, a FVS-RCP atua como ponto focal do desenvolvimento, articulando o trabalho técnico em diálogo com diferentes instituições.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o projeto representa um avanço na forma de compreender e enfrentar a violência letal contra mulheres. “Estamos estruturando um olhar mais sensível e integrado sobre o feminicídio. A construção coletiva amplia a capacidade de análise e fortalece respostas mais qualificadas no enfrentamento da violência”, destaca.

    De acordo com a consultora do Ministério da Saúde, Cheila de Lima, o Brasil propôs à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

    “Paralelamente, o país está desenvolvendo um projeto piloto para monitorar e registrar esses casos, com o objetivo de compreender melhor a subnotificação e integrar informações entre saúde, justiça e segurança pública. Estados como Rio Grande do Norte, Goiás, Espírito Santo e Amazonas participam da iniciativa, que busca dar mais visibilidade ao problema e ampliar a proteção às mulheres, contribuindo para a redução do feminicídio”, explicou Cheila.

    Segundo a coordenadora do projeto Vigilância do Feminicídio, Fátima Marinho, médica epidemiologista, a matriz reúne indicadores internacionais adaptados à realidade brasileira.

    “A proposta parte de experiências já consolidadas na investigação de mortes de mulheres por violência. Esses indicadores agora serão testados em um estudo piloto, que envolve cinco estados e três capitais. A expectativa é validar o conjunto, avaliar sua aplicabilidade e aprimorá-lo para que, no próximo ano, seja possível implementar a vigilância do feminicídio em todo o território nacional”, explicou.

    Agenda integrada

    A programação inclui encontros técnicos e institucionais ao longo da semana, como reunião ampliada promovida pela FVS-RCP com representantes de diferentes órgãos para apresentação da proposta.

    Fazendo parte da comitiva do Ministério, a cientista política Jaqueline Muniz, especialista em segurança pública, destacou a importância da integração entre saúde, segurança pública e justiça.

    “A partir da articulação dos dados de óbitos, ocorrências, inquéritos, processos e medidas protetivas, será possível traçar trajetórias de risco e compreender as dinâmicas da violência de gênero. Isso permite desenvolver políticas mais eficazes, alinhadas à realidade de cada estado e município”, ponderou.

    Durante a reunião ampliada, a procuradora do Ministério do Trabalho da 11ª Região, Fabiola Salmito, destacou que observar situações de feminicídio no âmbito da saúde é fundamental, especialmente como estratégia de prevenção.

    “Foram apresentados diversos marcadores e elementos que contribuem para uma compreensão mais ampla do problema. Não se trata apenas do fato em si, mas de todas as circunstâncias sociais que envolvem o homicídio de mulheres e caracterizam o feminicídio”, considerou.

    Representando a coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, Rivaldo Norões destacou que a iniciativa amplia não apenas a leitura dos dados estatísticos, mas também fortalece ações de prevenção ao feminicídio.

    “Com base nessas informações, será possível avançar em estratégias mais efetivas de prevenção. É uma iniciativa bastante válida. Estou empolgado com esse projeto piloto e espero, sinceramente, que tenha êxito. Tomara que tenhamos boas notícias nos próximos meses”, ressaltou.

    Fonte: Maíra Pessoa/FVS-RCP

    Foto: Candido Miranda/ FVS-RCP