Categoria: Saúde

  • Spray nasal reduz envelhecimento cerebral e pode frear Alzheimer

    Aplicado via nasal, o tratamento reduziu inflamação no hipocampo e recuperou memória em camundongos idosos.

    Saúde – Em um cenário mundial no qual a população envelhece a uma velocidade jamais vista, um dos impactos mais devastadores na saúde é o declínio cerebral. Com o passar dos anos, uma neuroinflamação associada à idade (ou neuroinflammaging) corrói funções cognitivas e abre caminho para doenças como o Alzheimer.

    Esse processo não ocorre do nada — ele segue uma sequência de eventos moleculares identificáveis que, infelizmente, ocorrem bem antes de qualquer sintoma cognitivo aparecer. Ou seja, mecanismos que reparam danos, combatem a inflamação e preservam neurônios vão se deteriorando de forma silenciosa.

    Região essencial para a memória, o hipocampo é especialmente vulnerável nessa dinâmica. Isso ocorre porque as células de defesa do cérebro — como a micróglia — tornam-se hiperreativas ou disfuncionais, inundando os neurônios com substâncias inflamatórias (citocinas).

    Em um estudo recente, publicado na revista Journal of Extracellular Vesicles, cientistas da Texas A&M University, nos EUA, buscaram solucionar essa questão:  seria possível reverter esse quadro com uma intervenção ainda em sua fase precoce?

    O alvo escolhido foi a meia-idade tardia, momento em que os processos inflamatórios já estão instalados, mas o dano cognitivo ainda pode ser regulado. E o tratamento não foi uma droga comum, mas um spray nasal com micropartículas extraídas de células-tronco neurais humanas, carregando instruções moleculares para conter a inflamação no cérebro.

    A redução da inflamação e a proteção do cérebro


    Na abordagem experimental in vivo, camundongos com 18 meses de idade — equivalentes, segundo os autores, a humanos de aproximadamente 60 anos — receberam duas doses intranasais dessas vesículas extracelulares derivadas de células-tronco neurais humanas induzidas por pluripotência, com intervalo de duas semanas.

    Originalmente células da pele humana, essas estruturas nanométricas secretadas pelas células-tronco transportam microRNAs que regulam a expressão dos genes com instruções anti-inflamatórias e neuroprotetoras. A via nasal entrega essas propriedades diretamente ao cérebro, onde são absorvidas por micróglias e astrócitos.

    Seis horas depois da administração, as vesículas já eram detectadas em múltiplas regiões cerebrais dos camundongos — inclusive no hipocampo. Em um comunicado, a pesquisadora sênior Madhu Leelavathi Narayana explica: “Estamos devolvendo a vitalidade aos neurônios, reduzindo o estresse oxidativo e reativando as mitocôndrias [usinas de força] do cérebro”.

    Um mês após o tratamento, a equipe realizou testes cognitivos nos animais. Aqueles que haviam sido tratados demonstraram melhor desempenho em testes de reconhecimento e localização de objetos — funções dependentes do hipocampo — em comparação aos animais do grupo controle.

    Principais resultados e perspectiva para aplicação clínica

    A análise molecular mostrou que o tratamento reduziu os principais sinais de inflamação no hipocampo. As proteínas responsáveis por disparar e sustentar esse processo inflamatório apareceram em concentrações significativamente menores nos animais que receberam o tratamento nasal.

    Testes em laboratório identificaram dois microRNAs como principais responsáveis pelo efeito anti-inflamatório. Para confirmar isso, os pesquisadores removeram essas moléculas das vesículas — e o efeito desaparecia. Era a prova de que elas eram essenciais.

    Para o líder da pesquisa, professor Ashok Shetty, “o que estamos mostrando é que o envelhecimento cerebral pode ser revertido, para ajudar as pessoas a se manterem mentalmente inteligentes, socialmente engajadas e livres do declínio relacionado à idade”.

    Como os resultados ainda são preliminares e obtidos exclusivamente em modelos animais, os autores ressaltam que, antes de qualquer aplicação clínica em humanos, algumas etapas essenciais precisam ser desenvolvidas, como protocolos de fabricação em larga escala e testes em organismos maiores.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • A adolescente que criou dispositivo para barrar golpe ‘boa noite, Cinderela’

    Uma invenção caseira na adolescência permitiu a Shirah Benarde criar uma empresa milionária, que vende seus produtos no mercado global

    Saúde – Um elástico para o cabelo e meias velhas da sua mãe.

    Foi o suficiente para que Shirah Benarde, então com 16 anos, criasse o que hoje é uma marca global de segurança.

    Trata-se do Nightcap, um produto idealizado para proteger mulheres vítimas de manipulação das suas bebidas.

    Conhecido em inglês como drink spiking e, em português, como “boa noite, Cinderela”, o golpe afeta principalmente mulheres jovens.

    Muitas vezes, o objetivo é drogá-las para cometer abuso sexual. E as agressões também atingem os homens.

    “Tenho muito orgulho de mim mesma com 16 anos, por ter imaginado que este sonho salvaria vidas, pois certamente foi o que aconteceu”, destaca a jovem americana ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC.

    Tudo começou quando uma das suas amigas foi drogada em um bar universitário.

    “Quando aconteceu com a minha amiga, pensei: ‘Oh, meu Deus, já ouvi falar sobre isso antes, mas nunca havia acontecido com alguém que eu conhecesse’… Eu me senti impotente e disposta a fazer algo a respeito.”

    Shirah Benarde explica que “o problema do ‘boa noite, Cinderela’ é que, na maioria das vezes, ele não é denunciado” e que “muitas das vítimas não vão ao hospital”.

    “Minha amiga não foi ao hospital, mas perdeu a consciência. Ela nunca soube o que haviam dado a ela, pois as substâncias desaparecem do corpo em menos de 72 horas.”

    “Ela estava bem, entre aspas, pois isso fica com você não só naquela noite, mas pelo resto da vida. Você precisa viver sem saber o que aconteceu”, ela conta.

    A jovem afirma que o caso da sua amiga mudou totalmente a forma em que ela se sentia ao sair à noite.

    “Aquilo me fez perceber que eu deveria ficar mais alerta ao meu redor”, relembra ela.

    Shirah Benarde explica que “o problema do ‘boa noite, Cinderela’ é que, na maioria das vezes, ele não é denunciado” e que “muitas das vítimas não vão ao hospital”.

    “Minha amiga não foi ao hospital, mas perdeu a consciência. Ela nunca soube o que haviam dado a ela, pois as substâncias desaparecem do corpo em menos de 72 horas.”

    “Ela estava bem, entre aspas, pois isso fica com você não só naquela noite, mas pelo resto da vida. Você precisa viver sem saber o que aconteceu”, ela conta

    A jovem afirma que o caso da sua amiga mudou totalmente a forma em que ela se sentia ao sair à noite.

    “Aquilo me fez perceber que eu deveria ficar mais alerta ao meu redor”, relembra ela.

    Quando você sai, só quer ter um bom momento”, prossegue Benarde.

    “E, quando dizem que sua amiga passou por algo assim, é uma sensação muito impactante e desesperadora. Às vezes, você nem está ali para ajudar e isso é muito difícil: não estar presente, não saber o que aconteceu.”

    “Embora fosse muito jovem, sempre quis ajudar as pessoas, fazer a diferença. E a verdade é que tudo isso [o Nightcap] simplesmente me veio naquele momento”, ela conta.

    Algumas semanas depois do que ocorreu com a minha amiga, fui dormir uma noite e a ideia me apareceu em um sonho”, recorda ela.

    Inventei um elástico para o cabelo que também funciona como protetor de bebidas”, explica ela. “É literalmente um laço que você pode levar no pulso ou no cabelo. Eu levo no cabelo o tempo todo

    A jovem explica que o dispositivo é colocado diretamente sobre a bebida e que tem até um furo para o canudo.

    Com a ajuda do seu pai (que teve a ideia do nome Nightcap), Benarde deu início ao incipiente empreendimento.

    “No princípio, foi muito divertido, dar pequenos passos e nos divertirmos criando o nome”, relembra ela.

    “Meu pai era uma pessoa muito sociável e, por isso, ele entrou em contato com uma costureira local e um designer gráfico.”

    Começamos aos poucos: a logo, a patente… Na verdade, não sabíamos o que estávamos fazendo naquele momento. Só pensávamos que aquilo poderia salvar vidas, de forma que era preciso tentar. Além disso, eu estava a ponto de ir para a universidade.”

    Cerca de US$ 12 mil (R$ 60 mil, pela cotação atual), coletados por Benarde com a ajuda de universidades e comunidades locais, mais US$ 18 mil (cerca de R$ 90 mil), obtidos pelo seu irmão junto a familiares e amigos, foram suficientes para iniciar a produção.

    A partir daí, o Nightcap começou a receber pedidos de várias partes dos Estados Unidos e ficar conhecido entre os jovens, principalmente através da plataforma TikTok.

    No ano seguinte, Benarde e seu irmão, outro fundador da empresa, começaram a buscar mais financiamento para aumentar o seu negócio.

    Foi assim que eles chegaram ao conhecido programa de TV americano Shark Tank (“Tanque de tubarões”, em tradução livre). Nele, empreendedores apresentam seus projetos a investidores milionários.

    Em um ambiente de alta pressão, os participantes propõem suas ideias de negócios a quatro pessoas abastadas, com a esperança de conseguir financiamento.

    “Olá, Tubarões! Sou Shirah. Tenho 17 anos e este é meu irmão, Michael. Somos da bela West Palm Beach, na Flórida. E estamos aqui buscando US$ 60 mil [cerca de R$ 300 mil] por 20% da nossa empresa”, declarou a jovem aos investidores.

    Fonte: G1

  • Anvisa suspende venda de xaropes que contenham clobutinol por risco ao coração

    Componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

    A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco.

    Na decisão, publicada na segunda-feira (27) no Diário Oficial da União (DOU), a Anvisa explica que a decisão veio após considerar as “múltiplas notificações de eventos adversos graves associadas ao uso de medicamentos manipulados à base de polidocanol fabricados pela Victalab Farmácia de Manipulação Ltda.”

    Segundo o órgão, houve ” recorrência, gravidade das lesões relatadas e indícios de desvio de qualidade em produtos de uso injetável, bem como a necessidade de aprofundamento da apuração dos fatos pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.”



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Dia Mundial da Malária: FVS-RCP intensifica ações permanentes de prevenção e controle no Amazonas

    Ações são atualizadas ao longo de todo o ano para ampliar a proteção da população

    Saúde – Para marcar o Dia Mundial da Malária nas Américas, neste sábado (25/04), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça as principais estratégias adotadas no enfrentamento à doença que ocorrem de forma contínua ao longo do ano e fortalecem a presença da vigilância em saúde em todo o estado.

    Entre as frentes de atuação estão a busca ativa de casos, ampliação do diagnóstico, tratamento oportuno, capacitação de profissionais e distribuição de insumos, com atenção especial às áreas mais vulneráveis do interior.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca a importância de manter uma estratégia permanente de cuidados, especialmente na região amazônica.

    “Nosso trabalho acompanha as particularidades do território. Atuamos com prevenção, diagnóstico e tratamento, além de fortalecer as equipes de saúde para que as ações alcancem quem mais precisa, principalmente em áreas de difícil acesso”, afirma.

    A gerente de Malária e Hemoparasitos da Diretoria de Vigilância Ambiental, Myrna Barata, explica que as estratégias também avançam com novas medidas e integração das ações.

    “Estamos ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, com a implementação de novas medicações, capacitação dos profissionais, criação de salas de situação para monitoramento epidemiológico e atuação prioritária no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Amazonas, em articulação com os municípios prioritários”, ressalta.

    Entre as iniciativas em curso, estão a introdução de novos medicamentos, a capacitação de profissionais para testagem da atividade de G6PD (etapa fundamental para a administração segura da tafenoquina) e a intensificação da distribuição de insumos estratégicos, como mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração e outros antimaláricos. As medidas reforçam a resposta à doença em todo o Amazonas.

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

    Foto: Divulgação / FVS-RCP

  • Oficina fortalece implementação da vigilância em saúde na região Norte

    Encontro em Manaus alinha estratégias da PNVS e reforça a integração tripartite entre Ministério da Saúde, estados e municípios no SUS

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, nesta segunda-feira (27/04), da Oficina Regional para Implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), realizada em Manaus, no Centro Universitário do Norte, nos dias 27 e 28 de abril de 2026.

    Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, por meio do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente (DAEVS), a oficina tem como objetivo fortalecer a implementação da PNVS nos diferentes níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a integração tripartite ,  Ministério da Saúde, estados e municípios , considerando as especificidades dos territórios e incentivando a articulação das ações de vigilância com a Atenção Primária.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o encontro amplia o alinhamento entre os entes federativos e fortalece a resposta à população. “A troca de experiências entre os gestores permite reconhecer o que já tem dado certo e enfrentar desafios comuns, promovendo uma vigilância em saúde mais integrada à Atenção Primária e conectada às realidades locais”, afirma.

    A diretora do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, Vivian Gonçalves, destaca que a oficina é um espaço estratégico para compreender as necessidades dos territórios. Nossa presença busca fortalecer a integração entre a vigilância em saúde, a Atenção Primária e a rede de atenção”, ressalta.

    O assessor-chefe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Raoni Rodrigues, reforça que a PNVS se consolida na prática a partir dos estados e municípios. “É no território que a política ganha forma. Por isso, momentos como este são fundamentais para ouvir as realidades locais e construir soluções mais integradas, em diálogo com o controle social”, pontua.

    Já o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fernando Avendanho, reforça que a vigilância em saúde é essencial para orientar e qualificar as ações de assistência. “As oficinas percorrem diferentes estados, como Acre e Amapá, com o objetivo de compreender desafios e perspectivas regionais, mantendo o foco na população como prioridade da saúde pública”, disse.

    A coordenadora de Vigilância em Saúde de Roraima, Valdirene Oliveira, ressalta que a iniciativa amplia a visão dos gestores sobre o cenário regional. “A integração entre Amazonas e Roraima é essencial, especialmente pela dinâmica de fronteira, com circulação de pessoas, agravos e o compartilhamento de serviços entre populações indígenas e ribeirinhas”, observa.

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

     Foto: AnneAlves / FVS-RCP

  • Novo boletim sobre câncer do colo do útero da FVS-RCP destaca alta cobertura vacinal contra HPV

    Avanço na vacinação reforça prevenção, enquanto dados apontam desafios no diagnóstico e no acesso ao tratamento

    Saúde – A prevenção ao câncer do colo do útero no Amazonas tem ganhado força com o avanço da vacinação contra o HPV. De acordo com novo Boletim da Situação Epidemiológica da Neoplasia Maligna do Colo Uterino, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), a cobertura vacinal entre meninas de 9 a 14 anos atingiu 94,66% em 2024, indicando recuperação e fortalecimento das estratégias após o período da pandemia.

    A vacinação é considerada a principal medida de prevenção primária da doença e tende a reduzir, nas próximas décadas, a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero no estado.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta a importância desse resultado para a saúde pública. 

    “A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o impacto do câncer do colo do útero no futuro. Esse avanço mostra o esforço das equipes de saúde em ampliar o acesso e proteger as novas gerações, mas seguimos trabalhando para que essa proteção alcance todas as regiões do estado”, afirmou a diretora.

    Mesmo com avanços na prevenção, o cenário ainda pede atenção. Entre 2020 e 2024, foram registrados 2.027 diagnósticos em mulheres de 25 a 64 anos, com maior concentração entre 35 e 54 anos. O número de exames também cresceu, ultrapassando 222 mil em 2023. Ainda assim, 64,3% das mulheres iniciaram o tratamento após 60 dias do diagnóstico, o que indica dificuldades no acesso ao cuidado especializado.

    O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, destaca a importância de integrar prevenção e cuidado.

    “Os dados mostram que avançamos na vacinação, mas ainda precisamos aprimorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento no tempo adequado. A vigilância epidemiológica tem papel fundamental para orientar essas ações e reduzir desigualdades no atendimento à população”, explicou o diretor Alexsandro.

    O boletim aponta que o enfrentamento do câncer do colo do útero no Amazonas passa pela combinação de estratégias que inclui vacinação, rastreamento regular e acesso oportuno ao tratamento, considerando as particularidades geográficas e sociais do estado.

    O documento está disponível no site www.fvs.ama.gov.br .

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

    Foto: Takeo Sakai/ FVS-RCP

  • Sal com potássio pode reduzir em até 15% o risco cardiovascular

    Substituição parcial do sódio por cloreto de potássio ajuda a diminuir pressão em pessoas hipertensas.

    Saúde – Uma pesquisa publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia mostrou que trocar o sal comum por uma versão com potássio pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Esse tipo de produto substitui parte do cloreto de sódio por cloreto de potássio, o que traz efeitos positivos principalmente para quem já tem hipertensão.

    Os dados vêm de uma metanálise com quatro ensaios clínicos e mais de 1.400 participantes. Os resultados indicaram queda média de 5,75 mmHg na pressão sistólica (quando o coração se contrai) e de 1,62 mmHg na diastólica (quando o coração relaxa). Mesmo reduções consideradas pequenas já estão associadas a um impacto importante: entre 10% e 15% menos risco de eventos graves, como AVC e infarto.

    O benefício acontece porque o sódio, em excesso, favorece a retenção de líquidos e o estreitamento dos vasos sanguíneos, elevando a pressão. Já o potássio atua no sentido oposto, ajudando o organismo a eliminar o excesso de sódio e água, o que contribui para a redução da pressão arterial.

    “O ideal é usar um produto que tenha parte de cloreto de sódio e parte de cloreto de potássio”, afirmou a cardiologista Fernanda Consolim. Ela destaca que essa substituição pode ser uma aliada no tratamento, mas não deve ser feita sem orientação médica.

    Isso porque o consumo excessivo de potássio também pode trazer riscos, especialmente para pessoas com problemas renais. Nesses casos, o organismo pode ter dificuldade em eliminar o mineral, o que pode causar complicações.

    Além do uso do sal modificado, a alimentação também pode ajudar no controle da pressão. Alimentos como banana, abacate, laranja, feijão, lentilha, peixes, frango, espinafre e tomate são naturalmente ricos em potássio e podem contribuir para uma ingestão equilibrada do nutriente.

    “Antes de incluir o sal enriquecido com potássio na rotina, é preciso conversar com a equipe médica responsável pelo tratamento e entender se a troca pode ou não ser benéfica”, esclareceu Fernanda.

    Segundo ela, o estudo analisado não traz conclusões sobre os efeitos desse tipo de sal em pessoas com pressão normal, o que indica a necessidade de mais pesquisas para entender melhor o impacto em larga escala.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Nova vacina contra gripe para idosos entra em testes no Brasil e busca proteção mais potente

    Instituto Butantan abre inscrições para voluntários em estudo com imunizante que promete resposta mais eficaz do sistema imunológico.

    Saúde – O Instituto Butantan iniciou o recrutamento de voluntários para testar uma nova vacina contra a gripe voltada à população idosa. A proposta é aumentar a proteção desse grupo, considerado mais vulnerável às complicações causadas pelo vírus influenza.

    O estudo clínico é direcionado a pessoas com 60 anos ou mais e será realizado em cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital e municípios como São Caetano do Sul. A pesquisa conta com a parceria do centro de estudos da Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

    O diferencial do novo imunizante está na presença de um adjuvante — substância capaz de intensificar a resposta do organismo à vacina, estimulando uma produção maior de anticorpos. Essa estratégia busca compensar a chamada imunossenescência, que é a redução natural da capacidade de defesa do sistema imunológico com o avanço da idade.

    Podem participar do estudo idosos saudáveis ou com doenças crônicas controladas, como diabetes e hipertensão. No entanto, pessoas com imunodeficiência ou condições clínicas instáveis não serão incluídas.

    Ao todo, a pesquisa deve envolver cerca de 6 mil voluntários em diferentes cidades paulistas. Os participantes serão divididos em dois grupos: metade receberá a nova vacina desenvolvida pelo Butantan, enquanto a outra metade receberá uma vacina de alta dose já disponível na rede privada. O objetivo é comparar a eficácia entre as duas formulações ao longo de seis meses de acompanhamento.

    A iniciativa ocorre em um cenário preocupante. Dados recentes do boletim InfoGripe apontam centenas de milhares de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil, com milhares de mortes registradas — muitas delas entre idosos. Nessa faixa etária, a gripe pode evoluir rapidamente para quadros graves, especialmente quando associada a outras doenças.

    Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para reduzir hospitalizações e óbitos, além de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, como vacinas com adjuvantes, a expectativa é ampliar ainda mais a proteção justamente entre os grupos mais vulneráveis.

    Os interessados em participar do estudo podem se inscrever por meio dos canais oficiais disponibilizados pelos pesquisadores.

  • Abril Verde: Hemoam promove campanha de vacinação contra o Vírus Influenza para os servidores

    O mês se destaca pelo incentivo à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, visando prevenir acidentes e doenças ocupacionais

    Saúde – A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas – Hemoam , por meio do Núcleo de Atenção ao Servidor (NAS) realizou nos dias 15 e 16/04 campanha de vacinação contra a influenza entre os colaboradores.

    No total, 107 doses do imunizante foram aplicadas.

    A ação ocorreu em alusão ao Abril Verde para celebrar a conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, visando prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

    A iniciativa fortalece o compromisso da Fundação Hemoam em promover assistência à saúde dos servidores de maneira acessível e preventiva.

    Fonte: Hemoam

  • Lula é diagnosticado com câncer de pele após exames em hospital de SP

    Equipe médica identifica carcinoma basocelular durante procedimento; quadro do presidente é considerado estável.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tipo de câncer de pele após dar entrada no Hospital Sírio-Libanês, onde passou por procedimentos médicos considerados simples.

    Durante avaliação para retirada de uma lesão na cabeça, os médicos identificaram um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele.

    Procedimentos sem complicações

    De acordo com a equipe médica, liderada por Roberto Kalil, Ana Helena Germoglio e Cristina Abdalla, Lula passou por cauterização da lesão e também por uma infiltração no polegar da mão direita para tratar uma tendinite.

    Os procedimentos foram realizados sem intercorrências, e o quadro do presidente é estável.

    Recuperação e agenda

    O presidente chegou a São Paulo na noite anterior e suspendeu compromissos oficiais para realizar os procedimentos.

    A orientação médica é de repouso ao longo do fim de semana, sem necessidade de restrições mais severas até o momento.

    Histórico recente de saúde

    Este é mais um episódio na série de intervenções médicas enfrentadas por Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do atual mandato.

    Nos últimos anos, ele passou por cirurgias no quadril, nos olhos e também por um procedimento de emergência após uma queda no Palácio da Alvorada.

    Entenda o tipo de câncer

    O carcinoma basocelular representa cerca de 75% dos casos de câncer de pele não melanoma e está, geralmente, associado à exposição prolongada ao sol.

    Apesar do diagnóstico, esse tipo de câncer costuma ter evolução lenta e altas chances de cura quando identificado precocemente, como no caso do presidente.