Categoria: Geral

  • Lula recebe presidenta do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, para ampliar cooperação em comércio, defesa e políticas sociais

    Países devem assinar atos em áreas como defesa, energia, saúde, segurança e conectividade, durante visita oficial

    Geral – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, nesta quinta-feira, 28 de maio, no Palácio do Planalto, a presidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons. A agenda prevê a assinatura de atos bilaterais e marca um novo momento de aproximação entre os dois países, que celebram 50 anos de relações diplomáticas e vêm intensificando o diálogo político e a cooperação bilateral.

    Durante briefing à imprensa, no Palácio do Itamaraty, a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, destacou que a prioridade do Governo do Brasil é ampliar os resultados concretos da parceria bilateral.

    A visita ocorre após uma série de encontros de alto nível entre Brasil e Suriname nos últimos anos. Desde o início do atual governo, foram realizadas 15 reuniões presidenciais e ministeriais entre os dois países.

    “Neste contexto de relações comerciais com boas perspectivas, nós vamos assinar, durante a visita, os termos de referência para lançar negociações e ampliar o acordo comercial que a gente tem com o Suriname”, disse a embaixadora.

    COOPERAÇÃO — De acordo com Padovan, um dos principais focos da visita é a ampliação da cooperação econômica e energética. O Suriname vive um momento de previsão do crescimento econômico após a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás. Estimativas apontam reservas entre 4 bilhões e 6 bilhões de barris de petróleo e de importantes reservas de gás natural, explicou a embaixadora.

    “O Suriname é um país pequeno, tem apenas 600 mil habitantes. Mas é um país que recentemente descobriu importantes reservas de petróleo. Ele tem reservas energéticas muito importantes e, segundo o chanceler do Suriname [Melvin Bouva, ministro das Relações Exteriores], começarão a ser exploradas mais ou menos dentro de dois anos”, disse Gisela.

    ACORDO COMERCIAL — A representante do Itamaraty destacou que o comércio bilateral ainda é considerado modesto, mas vem apresentando crescimento. Durante a visita, os países devem assinar termos de referência para ampliar o acordo comercial vigente e estimular novas oportunidades de negócios.

    A programação da delegação do Suriname em Brasília inclui ainda uma reunião empresarial com representantes de entidades brasileiras, empresas e representantes do setor produtivo surinamês das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

    “Nós temos o maior programa de cooperação bilateral da América do Sul com o Suriname. Daí irão derivar, inclusive, alguns dos acordos que a gente vai assinar. São projetos de cooperação em áreas relevantes, como combate ao fogo, segurança de barragens, etc”, afirmou Gisela.

    ACORDOS PREVISTOS — Entre os acordos previstos estão iniciativas de cooperação técnica em políticas sociais, universalização do acesso à saúde pública, manejo integrado do fogo, segurança de barragens hidrelétricas e enfrentamento ao tráfico de pessoas. Os dois países também devem ampliar a cooperação em defesa, segurança pública e proteção da Amazônia.

    Entre os atos previstos estão acordos sobre segurança cibernética, cooperação policial, combate ao tráfico de pessoas e operações militares coordenadas na faixa de fronteira amazônica.

    “O Suriname é membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Nós temos uma colaboração intensa, porque o Suriname é um país com um recorde mundial de cobertura vegetal. 93% do território do Suriname é floresta, não tem nenhum outro país do mundo com essa porcentagem. Temos grande interesse em trabalhar no âmbito da OTCA e no âmbito da cooperação policial em Manaus também. É toda uma moldura de ações para o combate ao desmatamento e ao crime organizado na Amazônia”, destacou Padovan.

    CONEXÃO MARÍTIMA E AÉREA — Os governos também discutem medidas para ampliar as conexões marítimas e aéreas entre os países e avançar no chamado “Anel das Guianas”, projeto de integração que conecta o Norte do Brasil à Guiana, ao Suriname e à Guiana Francesa, facilitando o acesso ao mercado caribenho e fortalecendo a infraestrutura regional.

    O diretor do Departamento de América do Sul, embaixador João Marcelo Queiroz, acrescentou que é necessário melhorar os vínculos com o lado surinamês. “Isso se traduz em todas as áreas. Temos o desafio de ampliar as linhas aéreas entre os dois países, tanto no que se refere a transporte de passageiros quanto de cargas. Mas, sobretudo, também dar concretude à Rota 1 da integração sul-americana, que é o Anel das Guianas”, disse

    Fonte: Gov.br

  • Dermatite atópica: como lidar com excesso de coceira de seu pet

    Dermatites atópicas podem causar coceira em excesso

    Geral – Coceira é normal. Incômodo intenso, não. Os pets não conseguem falar quando algo está fazendo mal para eles, mas há sinais. E, se o quadro for de dermatite atópica, será quase impossível os responsáveis não perceberem.

    “O sinal clínico mais comum é a coceira, porque essa condição é uma alergia. E coçar não é só a pata esfregando o corpo. O animal pode lamber incessantemente as patas, se esfregar ou se arrastar no chão, ter secreções com cheiro ruim na orelha… Pode ter até otite recorrente, já que o ouvido costuma ser muito afetado”, explica o veterinário e gerente técnico da MSD Saúde Animal, Marcio Barboza.

    Desde uma mudança na alimentação até uma picada de pulga: tudo pode causar uma reação na pele do animal. “Se o cão tiver predisposição genética, o ambiente em que ele vive pode ser um gatilho para a alergia”, explica Barboza.

    Não à toa, o ambiente doméstico tem um papel crucial no desenvolvimento e controle dessas doenças. “Alguns pets têm reações exageradas a componentes comuns, como ácaros e poeira, que entram em contato com a pele. Fungos e pólen também podem desencadear dermatite”, explica Analice Munhoz, médica-veterinária especializada em dermatologia da WeVets.

    Sinais de atenção
    Segundo Munhoz, existem sintomas que mostram aos responsáveis que o animal sofre com uma crise alérgica na pele. Entre eles, estão:

    Coceira no rosto e nas orelhas;

    Lambidas excessivas nas patas;

    Pele avermelhada no corpo, nos olhos e no focinho;

    Sacudidas frequentes de cabeça, o que pode ser sinal de otite;

    Descamação da pele;

    Falta de pelos em algumas regiões.

    O que piora o quadro


    “Ambientes com pouca ventilação, excesso de poeira e alta umidade, o que favorece a proliferação de ácaros e fungos, podem agravar casos alérgicos”, diz Barboza. Por isso, é importante que os responsáveis fiquem atentos a alguns pontos:

    Presença de carpetes, cortinas pesadas e tapetes;

    Caminhas com enchimento difícil de lavar;

    Falta de controle de pulgas e carrapatos.

    “O carpete e a caminha que não pode ser lavada são grandes focos de proliferação de ácaros e poeira. Já os parasitas, uma única picada de pulga pode causar uma crise dermatológica generalizada”, diz Munhoz.

    Vale também prestar atenção aos produtos de limpeza. “O importante é removê-los por completo do ambiente em que o animal ficará”, diz Barboza.

    Tratamento e controle da doença
    Infelizmente, não há cura para a dermatite atópica. O que os responsáveis podem fazer é controlar a doença. “Como é uma condição crônica, o animal terá que lidar com isso a vida toda”, diz Barboza. O veterinário explica que o tratamento é multifatorial.

    “Não existe algo milagroso. É necessário combinar diferentes abordagens, desde remédios até xampus e hidratantes ideais para a reação de cada animal.”

    Para Munhoz, o sucesso do tratamento exige parceria entre os responsáveis pelo pet e o veterinário. “Além dos medicamentos, há necessidade de banhos frequentes para retirar pó e poeira da pele, controle rigoroso de parasitas, hidratação diária para melhorar a barreira cutânea e limpeza constante do ambiente doméstico”, explica.

    Fonte: UOL

  • O que se sabe sobre resgate de jovem de 26 anos após três dias desaparecida no mar em São Paulo

    Família de pescadores ajudaram a retirar Bruna Damaris Sant’anna da Silva da água; buscas por piloto de moto aquática continuam

    Geral – Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, foi resgatada após ficar à deriva em alto-mar na região de Ilhabela. Ela estava desaparecida depois de sair para um passeio de moto aquática com Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos. Ele segue desaparecido, conforme informaram os bombeiros ao Terra nesta quarta-feira, 27

    Os pescadores que resgataram a jovem de 26 anos que ficou desaparecida por três dias no mar no litoral de São Paulo disseram que a encontraram bastante confusa e pedindo por água.

    Pai e filho, Alex Quintino e Allan de Oliveira Quintino dos Santos haviam saído para pescar e seguiam pelo Canal de São Sebastião, quando estranharam ao ver uma pessoa nadando tão longe da costa.

    Como Bruna foi encontrada?


    Na hora, se lembraram de terem visto notícias do acidente com a moto aquática em que estavam Bruna e Dheorge. Ao rumarem até o ponto onde uma mulher acenava, ajudaram a retirá-la da água e identificaram Bruna.

    Olha a distância que está ali, a pessoa nadando”, começou Alex. “Na hora que puxamos, ela já implorou por água, uma fruta, e ajudamos ela”, seguiu Allan. 

    Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Bruna apresentava hipotermia grave, mas estava consciente no momento do resgate. A jovem foi encontrada a cerca de 16 quilômetros da costa, em direção noroeste.

    Qual o estado de saúde da jovem?

    Após o resgate, Bruna foi transportada pela equipe do Corpo de Bombeiros até o flutuante da balsa de Ilhabela. Na sequência, foi encaminhada por viatura ao Hospital Municipal de Ilhabela para atendimento médico.

    De acordo com a Prefeitura de Ilhabela, Bruna deu entrada na unidade estável e respirando bem, sem sinais clínicos de risco iminente de morte. Ela permanece em avaliação médica, monitorização e observação, aguardando a conclusão dos exames iniciais e recebendo os cuidados necessários pela equipe assistencial.

    A moto aquática usada pelo casal já foi encontrada?

    Na tarde de segunda-feira, 25, com o apoio da Marinha do Brasil, foi localizada a moto aquática utilizada pelas vítimas. A partir desse ponto, as equipes conseguiram delimitar uma área de busca mais precisa, fator determinante para a localização de Bruna nesta data.

    O que diz a polícia?


    A Polícia Civil determinou a oitivia das pessoas que estavam na embarcação e de pessoas que compunha o mesmo grupo de amigos, já que eles estavam em uma festa.

    Fonte: Terra

  • Caso Henry Borel: advogado deixa defesa de Jairinho por solidariedade a colega

    Sérgio Figueiredo afirma que discorda da continuidade do julgamento após problema de saúde de Fabiano Lopes, apontado como principal responsável pela defesa do ex-vereador

    Geral – Um dos advogados que integravam a equipe de defesa de Jairo Souza Santos Júnior anunciou nesta terça-feira sua saída do caso Henry Borel. Em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, o advogado Sérgio Figueiredo afirmou que protocolou a renúncia em solidariedade ao colega Fabiano Tadeu Lopes, que sofreu um infarto no último sábado enquanto participava da preparação para o julgamento. A saída de Figueiredo, no entanto, não deve prejudicar a continuidade do julgamento.

    Segundo Figueiredo, a equipe foi surpreendida pela manutenção do júri mesmo após a internação de Fabiano, apontado por ele como o principal advogado do caso.

    Tivemos a surpresa ontem, ao invés de remarcar esse júri em razão do principal advogado se encontrar em estado debilitado, com 48% do coração funcionando e 30% do rim, tivemos a continuidade desse julgamento  afirmou.

    O advogado criticou a decisão de manter a sessão e disse que, em sua avaliação, o adiamento não causaria prejuízo ao processo.

    Não ia fazer diferença nenhuma aguardar mais um mês, dois meses ou três meses. O réu continuaria preso e seria julgado. A sociedade teria resposta, seja por uma condenação ou por uma absolvição  declarou.

    Apesar da renúncia, Figueiredo ressaltou que a defesa de Jairinho permanece estruturada e que sua saída não compromete a continuidade dos trabalhos no plenário.

    Os demais advogados têm todo direito de continuar e estão continuando fazendo a defesa do Jairinho, mas eu, Sérgio Figueiredo, optei por não continuar na bancada de defesa disse.

    Questionado sobre os impactos da decisão, o advogado afirmou que Fabiano Lopes possui conhecimento específico de processos paralelos relacionados ao caso e que sua ausência representa uma perda importante para a estratégia defensiva.

    Fabiano é o advogado que atuou em outros processos. Como você retira um advogado por conta de uma debilidade, de uma intercorrência que fugiu do controle de qualquer um?  afirmou.

    Segundo ele, a equipe estava reunida em um hotel estudando o processo quando o colega passou mal.

    Nós estávamos em um hotel no sábado. Ele infartou, corremos com ele. Você imagina o que aconteceu na cabeça da equipe? Você perdeu um colega ali naquele momento  declarou.

    Figueiredo disse ainda que sua decisão foi motivada tanto pela solidariedade ao colega quanto pela defesa das prerrogativas profissionais dos advogados.

    Estou saindo não só em solidariedade, mas também pela observância do contraditório e da ampla defesa, que é o mais importante dessa história  afirmou.

    O julgamento de Jairinho e de Monique Medeiros Costa e Silva prossegue nesta terça-feira no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, com a oitiva das testemunhas de acusação. Apesar da renúncia de Figueiredo, a equipe defensiva segue representada pelos demais advogados constituídos no processo.

    O júri popular foi retomado após uma sessão marcada por impasses na segunda-feira, quando a defesa de Jairinho apresentou uma série de pedidos de nulidade rejeitados pela magistrada. Nenhuma testemunha chegou a ser ouvida no primeiro dia de julgamento.

    Fonte: Extra

  • STF decide acabar com aposentadoria como punição máxima a magistrados

    Ministros consideraram incompatível com a reforma da Previdência a aposentadoria compulsória como punição a magistrados

    Geral – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (26) pelo fim da aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima aplicada a juízes. Os ministros negaram o recurso apresentado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a decisão individual do ministro Flávio Dino.

    Com o resultado, ficou mantido o entendimento de Dino de que a Reforma da Previdência de 2019 retirou da Constituição o fundamento jurídico da aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados.

    No voto, Dino afirmou que a EC (Emenda Constitucional) 103 passou a tratar a aposentadoria apenas como benefício previdenciário, sem prever a modalidade punitiva aplicada a magistrados.

    Em março deste ano, Dino determinou que a perda do cargo, e não mais a aposentadoria compulsória remunerada, deve ser a punição máxima aplicada a magistrados em casos de infrações graves.

    Na prática, o entendimento retira a aposentadoria compulsória do rol de sanções disciplinares aplicáveis a juízes após a reforma da Previdência de 2019. A medida era alvo de críticas por afastar magistrados das funções, mas manter o pagamento de remuneração proporcional ao tempo de serviço.

    Durante o julgamento desta terça, Dino afirmou que a aposentadoria compulsória “é uma punição que não pune” e disse que a sanção transfere ao contribuinte o custo da penalidade aplicada ao magistrado.

    “A punição é para quem, afinal? Para o contribuinte”, declarou.

    O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o entendimento e afirmou que a aposentadoria compulsória “não é sanção”, mesmo quando aplicada de forma proporcional.

    PGR era contra

    Em agravo enviado ao STF, a PGR contestava a tese fixada por Dino sobre o fim da aposentadoria compulsória.

    Segundo a Procuradoria, a decisão criou uma “interpretação inédita” ao concluir que a EC (Emenda Constitucional) 103 extinguiu automaticamente a penalidade.

    O órgão alegava que a reforma apenas retirou o tema do texto constitucional, sem revogar a previsão da LOMAN (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), que continua autorizando a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar.

    O Ministério Público Federal pedia que fosse mantida a aposentadoria compulsória proporcional como pena administrativa máxima da magistratura.

    Fonte: CNN Brasil

  • Atlas da Violência: Amazonas reduz taxa de homicídios, mas índice segue acima da média nacional

    De acordo com o levantamento, o Amazonas teve 1.326 homicídios em 2024, contra 1.555 registrados em 2023, segundo levantamento do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Geral – O Amazonas registrou queda nos homicídios em 2024 e ficou entre os estados com maior redução de mortes violentas do país, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Apesar da melhora, a taxa de assassinatos no estado ainda permanece acima da média nacional.

    De acordo com o levantamento, o Amazonas teve 1.326 homicídios em 2024, contra 1.555 registrados em 2023. A redução foi de 14,7%, o equivalente a 229 mortes a menos no período.

    A taxa de homicídios por 100 mil habitantes também caiu. O índice passou de 38,1 para 32,2, redução de 15,5% em um ano.

    Com o resultado, o Amazonas ficou empatado com o estado de Goiás na quarta posição entre os estados que mais reduziram homicídios em números absolutos.

    O recuo acompanha a tendência nacional apontada pelo estudo.

    Taxa segue acima da média do país

    Apesar da queda, a taxa de homicídios do Amazonas continua acima da média nacional. Enquanto o estado registrou 32,2 mortes por 100 mil habitantes em 2024, o índice nacional ficou em 20,1.

    O estudo também aponta que a violência letal segue mais concentrada em estados das regiões Norte e Nordeste.

    Segundo os pesquisadores, “a geografia da violência letal segue profundamente desigual, com parte importante das UFs do Norte e do Nordeste ainda concentrando níveis elevados”.

    Recorte de 10 anos mostra aumento

    O Atlas da Violência mostra ainda que, no comparativo de longo prazo, o Amazonas teve aumento no número de homicídios.

    Entre 2014 e 2024, os assassinatos passaram de 1.240 para 1.326 casos, alta de 6,9%.

    Já no recorte dos últimos cinco anos, o estado acumulou queda de 16,7%.

    Brasil registra menor taxa de homicídios em 11 anos

    O Brasil registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios dos últimos 11 anos, segundo o Atlas da Violência. Foram 42.590 homicídios no país no ano passado, o equivalente a 20,1 mortes por 100 mil habitantes.

    Na comparação com 2023, a taxa caiu 7,4%. Em números absolutos, a redução foi de 6,9%.

    Segundo os pesquisadores, a queda pode estar relacionada a mudanças nas políticas de segurança pública, alterações nas dinâmicas do crime organizado e ao envelhecimento da população.

    O Atlas, porém, alerta que os números devem ser analisados com cautela devido ao aumento de mortes violentas por causa indeterminada, categoria que pode esconder homicídios não classificados oficialmente.

    Pela estimativa dos pesquisadores, o país pode ter registrado até 49.673 homicídios em 2024. Nesse cenário, a redução em relação ao ano anterior seria de apenas 0,4%.

    Fonte: G1

  • MPF processa garimpeiros por destruição de área equivalente a 61 campos de futebol no AM

    Na ação, o MPF pede que os envolvidos paguem mais de R$ 3,1 milhões pelos danos ambientais e prejuízos ao patrimônio público.

    Geral – O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra quatro pessoas acusadas de explorar ilegalmente cassiterita dentro do Parque Nacional Mapinguari, em Lábrea, no sul do Amazonas. Segundo o órgão, o garimpo destruiu cerca de 44 hectares de floresta amazônica, área equivalente a 61 campos de futebol.

    Na ação, o MPF pede que os envolvidos paguem mais de R$ 3,1 milhões pelos danos ambientais e prejuízos ao patrimônio público. O valor inclui R$ 2,1 milhões por danos materiais e R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

    De acordo com a investigação, o garimpo funcionava com maquinário de grande porte para extração de cassiterita, minério usado na produção de estanho, empregado em ligas metálicas e componentes eletrônicos.

    Laudos da Polícia Federal e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apontam que a atividade ilegal ocorre na região desde 2007.

    Segundo os relatórios, os garimpeiros utilizavam desmonte hidráulico, técnica que usa jatos de água para retirar minério do solo. A prática provocou a destruição de 39,3 hectares de vegetação nativa.

    As investigações também apontam impactos em cerca de 4,8 quilômetros de cursos d’água em áreas de preservação permanente, com obstrução de rios e danos ao ecossistema da região.

    O Parque Nacional Mapinguari é uma unidade de conservação federal de proteção integral, onde a exploração econômica de recursos naturais é proibida.

    Além da indenização, o MPF pediu que a Justiça determine a recuperação das áreas degradadas, incluindo a restauração da floresta e dos cursos d’água afetados pelo garimpo ilegal.

    Fonte: G1

  • Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir desta segunda

    Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa.

    Geral – A partir desta segunda-feira (25), trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTSpara utilizá-lo no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal.

    Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias.

    Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso.

    O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados.

    Como vai funcionar?

    • O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.
    • Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.

    Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

    Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.

    Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa.

    Novo Desenrola

    O programa, anunciado no início de maio, foi dividido em quatro categorias voltadas para:

    • famílias
    • Fies
    • empresas
    • agricultores rurais

    Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

    O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

    Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões

    Quem pode participar?

    Para usar o FGTS no Desenrola, é preciso:

    • Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia;
    • Ter renda mensal de até cinco salários mínimos;
    • Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos.

    Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, tenham dívidas bancárias, e queiram usar o FGTS para pagar dívidas, poderão fazer duas retiradas.

    Limitações para apostadores

    Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.

    Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100.

    No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

    Fonte: G1

  • Defesa de Deolane cita filho de 9 anos e pede prisão domiciliar em caso que investiga lavagem de dinheiro do PCC

    Durante audiência de custódia, defesa da influenciadora alegou que ela é mãe de uma criança de 9 anos e citou entendimento do STF que permite prisão domiciliar para mulheres com filhos pequenos em casos sem violência.

    Geral – A defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra pediu prisão domiciliar durante audiência de custódia realizada após a prisão dela na quinta-feira (21). Os advogados alegaram que ela é mãe de uma criança de 9 anos e que os fatos investigados ocorreram em 2020.

    “A prisão hoje é ilegal em razão de que ela é mãe de uma criança de 9 anos”, afirmou uma das advogadas durante a audiência

    Segundo a defesa, a investigação não envolve crimes com violência ou grave ameaça e, por isso, a prisão preventiva seria “exacerbada”.

    Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

    O pedido da defesa de Deolane tem como base um entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, no julgamento de um habeas corpus coletivo que determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar para mulheres grávidas ou mães de crianças de até 12 anos em casos sem violência ou grave ameaça.

    A advogada e influenciadora foi transferida nesta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade está superlotada e abriga 873 presas.

    A investigação, chamada de Operação Vérnix, começou há sete anos e também mira Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção, além de parentes dele e operadores financeiros do grupo.

    Segundo os investigadores, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa do crime organizado”, recebendo valores em contas pessoais e empresariais, misturando os recursos com dinheiro de atividades legais e devolvendo quantias ao PCC para dificultar o rastreamento da origem ilícita do dinheiro.

    A defesa de Deolane afirmou inicialmente que estava “se inteirando dos fatos”. Posteriormente, em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que “os fatos serão devidamente esclarecidos por esta”.

    Os investigadores afirmam que o esquema envolvia uma rede complexa de movimentações entre contas de pessoas físicas e jurídicas, numa etapa conhecida como “dissimulação”, usada para afastar o dinheiro de sua origem criminosa.

    Segundo o delegado Edmar Caparroz, responsável pela investigação, o PCC utilizaria a projeção pública e o patrimônio de Deolane para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.

    Fonte: G1

  • China suspende três frigoríficos brasileiros temporariamente

    Unidades pertencem a JBS, PrimaFoods e Frialto. Embargo acontece por irregularidades sanitárias identificadas por órgão chinês.

    Geral – A China suspendeu temporariamente três frigoríficos brasileiros, após identificar irregularidades sanitárias, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    O embargo afeta as seguintes empresas:

    • JBS, na unidade Pontes e Lacerda (MT, SIF 51);
    • PrimaFoods, na planta de Araguari (MG, SIF 177);
    • e Frialto, no frigorífico de Matupá (MT SIF 4490).

    O g1 procurou as empresas, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem. O Ministério da Agricultura e a Embaixada da China também não responderam o pedido de posicionamento.

    Segundo a Abiec, a medida tem caráter temporário e preventivo, para a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências necessárias pelas empresas envolvidas.

    A associação defende que o Brasil possui “um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF)”.

    As cargas apontadas pelas autoridades chinesas estão sendo tratadas “conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, informa a nota.

    A suspensão aconteceu na mesma semana em que a China anunciou retomar os embarques de outras três plantas, que ficaram embargadas por 1 ano.

    Uma delas também pertence a JBS, localizada em Mozarlândia. As outras duas eram uma unidade da Frisa, em Nanuque (MG), e outra da Bon-Marte, em Presidente Prudente (SP).

    O Brasil tem mais de 100 frigoríficos habilitados para a comercialização de carne para a China, informou o Ministério da Agricultura em 2025.

    Fonte: G1