Lula recebe presidenta do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, para ampliar cooperação em comércio, defesa e políticas sociais

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Países devem assinar atos em áreas como defesa, energia, saúde, segurança e conectividade, durante visita oficial

Geral – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, nesta quinta-feira, 28 de maio, no Palácio do Planalto, a presidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons. A agenda prevê a assinatura de atos bilaterais e marca um novo momento de aproximação entre os dois países, que celebram 50 anos de relações diplomáticas e vêm intensificando o diálogo político e a cooperação bilateral.

Durante briefing à imprensa, no Palácio do Itamaraty, a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, destacou que a prioridade do Governo do Brasil é ampliar os resultados concretos da parceria bilateral.

A visita ocorre após uma série de encontros de alto nível entre Brasil e Suriname nos últimos anos. Desde o início do atual governo, foram realizadas 15 reuniões presidenciais e ministeriais entre os dois países.

“Neste contexto de relações comerciais com boas perspectivas, nós vamos assinar, durante a visita, os termos de referência para lançar negociações e ampliar o acordo comercial que a gente tem com o Suriname”, disse a embaixadora.

COOPERAÇÃO — De acordo com Padovan, um dos principais focos da visita é a ampliação da cooperação econômica e energética. O Suriname vive um momento de previsão do crescimento econômico após a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás. Estimativas apontam reservas entre 4 bilhões e 6 bilhões de barris de petróleo e de importantes reservas de gás natural, explicou a embaixadora.

“O Suriname é um país pequeno, tem apenas 600 mil habitantes. Mas é um país que recentemente descobriu importantes reservas de petróleo. Ele tem reservas energéticas muito importantes e, segundo o chanceler do Suriname [Melvin Bouva, ministro das Relações Exteriores], começarão a ser exploradas mais ou menos dentro de dois anos”, disse Gisela.

ACORDO COMERCIAL — A representante do Itamaraty destacou que o comércio bilateral ainda é considerado modesto, mas vem apresentando crescimento. Durante a visita, os países devem assinar termos de referência para ampliar o acordo comercial vigente e estimular novas oportunidades de negócios.

A programação da delegação do Suriname em Brasília inclui ainda uma reunião empresarial com representantes de entidades brasileiras, empresas e representantes do setor produtivo surinamês das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

“Nós temos o maior programa de cooperação bilateral da América do Sul com o Suriname. Daí irão derivar, inclusive, alguns dos acordos que a gente vai assinar. São projetos de cooperação em áreas relevantes, como combate ao fogo, segurança de barragens, etc”, afirmou Gisela.

ACORDOS PREVISTOS — Entre os acordos previstos estão iniciativas de cooperação técnica em políticas sociais, universalização do acesso à saúde pública, manejo integrado do fogo, segurança de barragens hidrelétricas e enfrentamento ao tráfico de pessoas. Os dois países também devem ampliar a cooperação em defesa, segurança pública e proteção da Amazônia.

Entre os atos previstos estão acordos sobre segurança cibernética, cooperação policial, combate ao tráfico de pessoas e operações militares coordenadas na faixa de fronteira amazônica.

“O Suriname é membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Nós temos uma colaboração intensa, porque o Suriname é um país com um recorde mundial de cobertura vegetal. 93% do território do Suriname é floresta, não tem nenhum outro país do mundo com essa porcentagem. Temos grande interesse em trabalhar no âmbito da OTCA e no âmbito da cooperação policial em Manaus também. É toda uma moldura de ações para o combate ao desmatamento e ao crime organizado na Amazônia”, destacou Padovan.

CONEXÃO MARÍTIMA E AÉREA — Os governos também discutem medidas para ampliar as conexões marítimas e aéreas entre os países e avançar no chamado “Anel das Guianas”, projeto de integração que conecta o Norte do Brasil à Guiana, ao Suriname e à Guiana Francesa, facilitando o acesso ao mercado caribenho e fortalecendo a infraestrutura regional.

O diretor do Departamento de América do Sul, embaixador João Marcelo Queiroz, acrescentou que é necessário melhorar os vínculos com o lado surinamês. “Isso se traduz em todas as áreas. Temos o desafio de ampliar as linhas aéreas entre os dois países, tanto no que se refere a transporte de passageiros quanto de cargas. Mas, sobretudo, também dar concretude à Rota 1 da integração sul-americana, que é o Anel das Guianas”, disse

Fonte: Gov.br

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