Sérgio Figueiredo afirma que discorda da continuidade do julgamento após problema de saúde de Fabiano Lopes, apontado como principal responsável pela defesa do ex-vereador
Geral – Um dos advogados que integravam a equipe de defesa de Jairo Souza Santos Júnior anunciou nesta terça-feira sua saída do caso Henry Borel. Em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, o advogado Sérgio Figueiredo afirmou que protocolou a renúncia em solidariedade ao colega Fabiano Tadeu Lopes, que sofreu um infarto no último sábado enquanto participava da preparação para o julgamento. A saída de Figueiredo, no entanto, não deve prejudicar a continuidade do julgamento.
Segundo Figueiredo, a equipe foi surpreendida pela manutenção do júri mesmo após a internação de Fabiano, apontado por ele como o principal advogado do caso.
Tivemos a surpresa ontem, ao invés de remarcar esse júri em razão do principal advogado se encontrar em estado debilitado, com 48% do coração funcionando e 30% do rim, tivemos a continuidade desse julgamento afirmou.
O advogado criticou a decisão de manter a sessão e disse que, em sua avaliação, o adiamento não causaria prejuízo ao processo.
Não ia fazer diferença nenhuma aguardar mais um mês, dois meses ou três meses. O réu continuaria preso e seria julgado. A sociedade teria resposta, seja por uma condenação ou por uma absolvição declarou.
Apesar da renúncia, Figueiredo ressaltou que a defesa de Jairinho permanece estruturada e que sua saída não compromete a continuidade dos trabalhos no plenário.
Os demais advogados têm todo direito de continuar e estão continuando fazendo a defesa do Jairinho, mas eu, Sérgio Figueiredo, optei por não continuar na bancada de defesa disse.
Questionado sobre os impactos da decisão, o advogado afirmou que Fabiano Lopes possui conhecimento específico de processos paralelos relacionados ao caso e que sua ausência representa uma perda importante para a estratégia defensiva.
Fabiano é o advogado que atuou em outros processos. Como você retira um advogado por conta de uma debilidade, de uma intercorrência que fugiu do controle de qualquer um? afirmou.
Segundo ele, a equipe estava reunida em um hotel estudando o processo quando o colega passou mal.
Nós estávamos em um hotel no sábado. Ele infartou, corremos com ele. Você imagina o que aconteceu na cabeça da equipe? Você perdeu um colega ali naquele momento declarou.
Figueiredo disse ainda que sua decisão foi motivada tanto pela solidariedade ao colega quanto pela defesa das prerrogativas profissionais dos advogados.
Estou saindo não só em solidariedade, mas também pela observância do contraditório e da ampla defesa, que é o mais importante dessa história afirmou.
O julgamento de Jairinho e de Monique Medeiros Costa e Silva prossegue nesta terça-feira no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, com a oitiva das testemunhas de acusação. Apesar da renúncia de Figueiredo, a equipe defensiva segue representada pelos demais advogados constituídos no processo.
O júri popular foi retomado após uma sessão marcada por impasses na segunda-feira, quando a defesa de Jairinho apresentou uma série de pedidos de nulidade rejeitados pela magistrada. Nenhuma testemunha chegou a ser ouvida no primeiro dia de julgamento.
Fonte: Extra
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