Categoria: Amazonas

  • Mulheres retomam produção de cerâmica indígena ‘esquecida’ e resgatam tradição ancestral no AM

    Iniciativa foi pensada após as descobertas de peças arqueológicas identificadas como japuna, um tipo de cerâmica usada por antepassados para assar farinha na Amazônia.

    Amazonas – As japuna, tipo de cerâmica usada no passado por indígenas e ribeirinhos na Amazônia para assar farinha, voltaram a ganhar forma pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade da Missão, em Tefé, no interior do Amazonas, através de um projeto desenvolvido pelo Instituto Mamirauá que busca fazer um resgate histórico e regional da prática artesanal.

    A iniciativa, intitulada “Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões”, foi pensada após as descobertas de peças arqueológicas em 2017, quando arqueólogos identificaram as japuna em escavações na zona urbana de Tefé.

    A partir desse achado e de registros históricos sobre essas cerâmicas indígenas, o grupo de pesquisa em arqueologia do Instituto Mamirauá passou a buscar mulheres da região que ainda produzissem peças em cerâmica. O objetivo era identificar se ainda existiam detentoras das técnicas tradicionais de produção de japuna.

    Durante essa busca, em 2024, os arqueólogos chegaram às mulheres da comunidade da Missão. Em conversas sobre as peças, elas revelaram memórias marcantes da produção das japuna, na época, produzidas por suas mães e avós.

    Dona Lucila Frazão, de 69 anos, descendente do povo Miranha do Médio Solimões, herdou o conhecimento e a habilidade de ceramista de sua avó indígena.

    Em 2025, as atividades da cadeia operatória da japuna foram desenvolvidas com as mulheres da comunidade. Na prática, o projeto as reuniu para atuar em todas as etapas do processo, que vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas mães e avós. 

    Ao mesmo tempo em que articula conhecimentos arqueológicos e experiências atuais das ceramistas, a retomada da produção dessas peças amplia as possibilidades de geração de renda para o grupo. Além da japuna, as mulheres iniciaram a confecção de outras peças que não eram produzidas há anos, como vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

    Próximas etapas 

    O projeto conta com três eixos de pesquisa:

    • o primeiro com base em escavações na região;
    • o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres;
    • e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade.

    A pesquisa permitiu reunir dados e chegar à conclusão de que as japuna produzidas pelas artesãs atualmente ainda apresentam forte semelhança com as do passado.

    Nesta etapa inicial, o trabalho se baseia em relatos registrados por naturalistas do século XIX, que descreveram, à época, a produção de cerâmicas, incluindo as japuna, na comunidade de Nogueira.

    Em abril deste ano, os pesquisadores devem chegar à comunidade de Nogueira, na região de Tefé, com o objetivo de também identificar mulheres que ainda detêm práticas ancestrais. 

    Segundo a pesquisadora Inês Vitória, participar de uma pesquisa em seu próprio território vai além de uma experiência acadêmica.

    Fonte: G1

  • Amazonas entra em alerta para chuvas intensas com risco de temporais e altos volumes

    Além do Amazonas, o cenário de instabilidade climática se estende por outros estados do Norte.

    Amazonas – O Amazonas está entre os estados com previsão de chuvas intensas nos próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A tendência indica volumes elevados, principalmente na região oeste do estado, com possibilidade de temporais, descargas elétricas e rajadas de vento.

    O alerta abrange também outros estados da Região Norte, como Acre, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá, formando uma extensa faixa de instabilidade que deve predominar ao longo da semana. A previsão indica risco de acumulados significativos em curto período, o que pode provocar transtornos em áreas urbanas e rurais.

    Oeste amazonense deve concentrar maiores volumes

    De acordo com o Inmet, os maiores índices de chuva no Amazonas devem se concentrar na porção oeste do estado. Nessas áreas, os acumulados podem ser mais expressivos, elevando o risco de alagamentos, transbordamento de igarapés e dificuldades de mobilidade.


    Em Roraima, a previsão segue o mesmo padrão, com chuvas frequentes e potencial para volumes elevados. A combinação de calor e alta umidade na atmosfera contribui para a formação de nuvens carregadas, típicas desta época do ano na região amazônica.

    Instabilidade se espalha por toda a Região Norte

    Além do Amazonas, o cenário de instabilidade climática se estende por outros estados do Norte. Rondônia, Acre e Pará também devem registrar pancadas de chuva ao longo da semana, com احتمال de episódios mais intensos em pontos isolados.

    No Amapá, a previsão segue com chuvas regulares, enquanto áreas do Tocantins podem registrar volumes menores, mas ainda dentro de um padrão de instabilidade. O fenômeno é associado à atuação de sistemas atmosféricos típicos do período chuvoso na região.

    Nordeste e Centro-Oeste também entram no radar


    A influência das chuvas se estende ainda para parte do Nordeste, especialmente nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, onde podem ocorrer precipitações de até 100 mm em áreas isoladas.

    Já no Centro-Oeste, o cenário é mais estável, embora o norte de Mato Grosso ainda possa registrar volumes de até 40 mm. Nas demais áreas da região, como Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, a previsão indica baixa probabilidade de chuvas significativas.

    Condições exigem atenção da população


    Diante da previsão, órgãos meteorológicos recomendam atenção redobrada para possíveis impactos, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos. A orientação é acompanhar atualizações dos institutos oficiais e adotar medidas preventivas em caso de chuva forte.

    O período reforça o padrão climático típico da Amazônia nesta época do ano, marcado por alta frequência de precipitações e episódios de chuva intensa.

    Fonte: AM POST

  • Ministério Público investiga atuação irregular de alunos da PM e Bombeiros em operações no Amazonas

    Medida foi tomada após indícios de que agentes já formados continuam atuando como “alunos”, sem nomeação oficial, o que não tem respaldo legal.

    Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar o uso de alunos soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros em operações nas ruas de Manaus e do interior. A medida foi tomada após indícios de que agentes já formados continuam atuando como “alunos”, sem nomeação oficial, o que não tem respaldo legal e pode invalidar ações policiais.

    Segundo o MPAM, a investigação começou após a divulgação de informações e vídeos que mostram os alunos em atividades típicas de policiamento ostensivo. O órgão aponta que, pela legislação estadual, o militar em formação não pode atuar na atividade-fim sem ser oficialmente promovido ao cargo de soldado.

    De acordo com o documento, manter os agentes como “alunos”, mesmo após o fim do curso, pode configurar exercício irregular de função pública. Isso pode afetar a validade de abordagens, prisões e outras ações policiais.

    O MPAM também alertou que a prática pode trazer prejuízos aos próprios agentes. Sem a investidura formal no cargo, eles podem perder direitos trabalhistas e previdenciários, além de ficarem mais expostos a riscos jurídicos e até responder individualmente por eventuais abusos.

    Outro ponto destacado é o impacto na estrutura das corporações. Segundo o órgão, a situação pode comprometer a hierarquia e a disciplina militar, além de aumentar o risco de irregularidades, como abuso de autoridade e usurpação de função pública.

    Como medidas imediatas, o Ministério Público recomendou que os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros suspendam o uso desses alunos em operações e impeçam a atuação operacional antes da nomeação oficial. Também orientou que as corporações comuniquem formalmente a irregularidade e publiquem esclarecimentos.

    O órgão ainda pediu informações detalhadas sobre os cursos de formação e a situação dos alunos. Delegacias da Polícia Civil também devem ser alertadas sobre possíveis casos de atuação irregular.

    A investigação segue em andamento. O MPAM não descarta adotar medidas judiciais caso sejam confirmadas irregularidades.

    O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública para saber se já tem conhecimento da investigação, mas até a última publicação desta reportagem, não obteve resposta.

    Fonte: G1

  • Dia dos Povos Indígenas: rituais da Tucandeira e da Moça Nova preservam tradições ancestrais no AM

    Ritual da Tucandeira, do povo Sateré-Mawé, e o Ritual da Moça Nova, do povo Tikuna, simbolizam momentos de passagem para a vida adulta e seguem vivos mesmo diante dos desafios da vida contemporânea.

    Amazonas – Celebrado neste domingo (19), o Dia dos Povos Indígenas reforça a resistência de povos que mantêm vivos saberes ancestrais no Amazonas, mesmo diante das transformações da vida contemporânea. Rituais como o da Tucandeira e o da Moça Nova simbolizam a passagem para a vida adulta e mostram como tradição, identidade e cultura seguem presentes no cotidiano de diferentes etnias.

    Os ritos refletem a diversidade cultural dos povos indígenas do Amazonas e mostram como práticas ancestrais seguem sendo transmitidas entre gerações. Mais do que cerimônias de passagem, esses rituais representam identidade, espiritualidade e conhecimento tradicional, reforçando a importância da preservação das culturas indígenas no Brasil.

    Conheça as tradições abaixo e veja como os povos originários mantém seus costumes vivos na capital mais indígena do país e no Amazonas.

    Ritual da Tucandeira: dor e resistência marcam passagem masculina

    Na aldeia Vila Batista, em Parintins, cerca de 280 indígenas do povo Sateré-Mawé mantêm o chamado Ritual da Tucandeira, que marca a transição de meninos para a vida adulta.

    Durante a cerimônia, os jovens vestem uma luva artesanal feita de palha de tucumã, conhecida como “tipiti”, onde são inseridas dezenas de formigas tucandeiras (Paraponera clavata). Os insetos, conhecidos pela ferroada extremamente dolorosa, ficam com os ferrões voltados para dentro da luva.

    Para preparar o ritual, as formigas são coletadas na mata e colocadas em uma mistura com água e folhas de cajueiro, que as deixa temporariamente anestesiadas. Depois, são inseridas nas luvas ornamentadas com penas de aves como araras e gaviões.

    No momento da prova, os jovens precisam dançar por cerca de 30 minutos com as mãos dentro das luvas, suportando múltiplas ferroadas. Até serem reconhecidos como guerreiros, eles devem repetir o ritual cerca de 20 vezes ao longo da juventude.

    Além da demonstração de coragem, o ritual também carrega um significado medicinal. Segundo lideranças Sateré-Mawé, o veneno da formiga é visto como uma forma de fortalecer o corpo e prevenir doenças, conhecimento transmitido entre gerações.

    Ritual da Moça Nova: tradição Tikuna celebra passagem feminina

    Entre o povo Tikuna, o Ritual da Moça Nova marca a passagem das meninas para a vida adulta após a primeira menstruação. A tradição, que foi realizado pela primeira vez em comunidades indígenas em Manaus no ano de 2016, simboliza um momento de transformação e aprendizado.

    Antes da cerimônia, a jovem passa por um período de reclusão que pode durar até três meses, quando aprende atividades e responsabilidades da vida adulta dentro da comunidade.

    No dia do ritual, as participantes aparecem com os olhos vendados, o corpo pintado e adornado com penas. A celebração é marcada por danças, cantos na língua Tikuna e o som de tambores, que convocam a comunidade para a festa.

    Um dos momentos mais simbólicos ocorre quando parte dos cabelos das jovens é arrancada, representando o fim da infância e o início de uma nova fase, com deveres e responsabilidades.

    Para os Tikuna, esse período também é considerado delicado espiritualmente, sendo necessário proteger as jovens de influências negativas, enquanto elas recebem orientações sobre a vida adulta.

    Mesmo em contexto urbano, lideranças indígenas destacam o esforço para manter viva a tradição. Em Manaus, onde vivem milhares de indígenas de diferentes etnias, o ritual também se tornou uma forma de reafirmação cultural e resistência diante do preconceito.

    Indígenas em contexto urbano mantêm cultura e reforçam resistência

    O Dia dos Povos Indígenas evidencia a força de comunidades que carregam saberes ancestrais no corpo, na memória e nas práticas do dia a dia. Em áreas urbanas como Manaus, esses povos transformam a própria existência em um ato contínuo de resistência cultural.

    Traços nos olhos, adereços e o artesanato não são apenas elementos estéticos: são formas de comunicar identidade, história e pertencimento. Mesmo longe das aldeias, indígenas mantêm vivas as conexões com suas origens e reforçam tradições que atravessam gerações.

    É o caso da cacique Vanusa Kambeba, que utiliza a arte como ferramenta de preservação cultural e ensino. Segundo ela, iniciativas como oficinas de língua materna ajudam a fortalecer a identidade dos povos indígenas no ambiente urbano.

    Capital com mais indígenas do país

    Em Manaus, considerada a capital brasileira com o maior número de indígenas, preservar costumes originários em meio ao crescimento urbano é um desafio diário. Nas comunidades, a resistência acontece por meio da valorização da língua, da arte e das tradições, ensinadas de geração em geração.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que, em 2022, o Brasil registrou 1.693.535 indígenas, um aumento de 88,82% em relação ao Censo de 2010, que contabilizou 896.917 pessoas. Desse total, 51,25% vivem na Amazônia Legal, enquanto a região Norte concentra cerca de 44,88% da população indígena do país.

    Os conhecimentos indígenas também ultrapassam os territórios tradicionais e ganham espaço nas universidades, nas cidades e nas manifestações culturais. Para lideranças, atuar em diferentes profissões ou viver em centros urbanos não significa abrir mão da própria identidade.

    O cacique Ildinei Kambeba destaca que a presença indígena na cidade também é uma forma de afirmação.

    Já a cacique Sira Curaci reforça que a luta vai além da preservação cultural e busca garantir o futuro das próximas gerações. “Estamos lutando para mostrar que resistimos, sim”, afirma.

    Fonte: G1

  • Morte de Oscar Schmidt: relembre última passagem do ídolo pelo Amazonas com palestra e homenagem

    Na ocasião, Oscar foi o principal destaque do encerramento do ano judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, em 2023. Público acompanhou de perto a palestra “Paixão”, em que o ídolo compartilhou histórias da carreira e lições de vida.

    Amazonas – O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira (17), esteve pela última vez no Amazonas em 2023, quando participou de um evento marcado por emoção e inspiração em Manaus. A visita, relembrada após a morte do ídolo do esporte, reuniu centenas de pessoas no auditório do Fórum Trabalhista da capital.

    Na ocasião, Oscar foi o principal destaque do encerramento do ano judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, em dezembro daquele ano. Com casa cheia, o público acompanhou de perto a palestra “Paixão”, em que o ídolo compartilhou histórias da carreira e lições de vida.

    Em tom descontraído, o ex-atleta falou sobre disciplina, trabalho em equipe e persistência. Entre risos e aplausos, destacou os pilares que considerava essenciais para o sucesso: sonho, treino, obstinação, time e paixão.

    Um dos momentos mais marcantes foi quando relembrou a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, usando o episódio para reforçar a importância de valorizar também as pequenas conquistas do dia a dia.

    Oscar também abordou momentos pessoais, como encontros com líderes internacionais e a luta contra o câncer, tema que emocionou o público presente. Ao falar sobre recomeços, reforçou a importância de se reinventar e seguir sonhando.

    Ao fim do evento, o ex-jogador foi homenageado com a “Moeda de Reconhecimento da Presidência do TRT-11” e ainda interagiu com os participantes, distribuindo autógrafos.

    A passagem por Manaus ficou marcada como um encontro próximo entre ídolo e público. Com a morte de Oscar Schmidt, a lembrança daquele dia ganha ainda mais significado para quem acompanhou de perto a visita do maior nome do basquete brasileiro.

    Fonte: G1

  • Ministro Flávio Dino cobra ação imediata contra facções que dominam crimes ambientais na Amazônia

    A decisão, publicada em 13 de abril de 2026, reforça que o crime organizado transformou os delitos ambientais em fonte estratégica de poder, exigindo resposta imediata do Estado

    Amazonas – O ministro Flávio Dino, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743 no Supremo Tribunal Federal, determinou que União e estados da Amazônia Legal adotem medidas urgentes para enfrentar o avanço das facções criminosas na região.

    A decisão, publicada em 13 de abril de 2026, reforça que o crime organizado transformou os delitos ambientais em fonte estratégica de poder, exigindo resposta imediata do Estado.

    Segundo Dino, grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiram suas atividades para além do narcotráfico, passando a controlar o garimpo ilegal, a extração clandestina de madeira e a grilagem de terras.

    De acordo com o estudo Cartografias da Violência na Amazônia 2025, os municípios de Lábrea, Humaitá e Manicoré, no interior do Amazonas, já apresentam ações de facções oriundas do sudeste do país relacionadas a crimes ambientais.

    O ministro destacou que essas práticas não apenas devastam o meio ambiente, mas também pressionam comunidades indígenas e ribeirinhas, colocando em risco a soberania nacional. No despacho os ministros lista as seguintes ações a serem tomadas:

    Principais pontos da decisão

    • Operações conjuntas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, IBAMA e polícias estaduais para reprimir crimes ambientais.
    • Ampliação da presença das Forças Armadas, sobretudo em áreas de fronteira, com possibilidade de decretação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
    • Ações imediatas dos Ministérios da Justiça, Defesa, Meio Ambiente e Povos Indígenas, com apresentação de planos concretos em até 15 dias.
    • Foco repressivo contra facções criminosas, sem prejuízo de políticas estratégicas de longo prazo como o PPCDAM

    Na decisão, Dino citou uma reportagem do g1 Amazonas, que mostra como o crime organizado passou a usar os delitos ambientais como fonte de financiamento e expansão territorial.

    O ministro ressaltou que a presença das facções já alcança quase metade das cidades da Amazônia Legal, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse cenário, para Dino, exige medidas repressivas imediatas, sob pena de comprometer tanto a preservação ambiental quanto a segurança das populações locais.

    Estado ausente x floresta ocupada

    A presença insuficiente do Estado em áreas remotas da Amazônia, segundo o estudo Cartografias da Violência na Amazônia 2025, expõe comunidades inteiras às pressões ambientais. Agentes em operações de fiscalização, na linha de frente, vivem sob tensão.

    Sobre isso, a pesquisadora do Fórum Brasileiro destaca que o medo imposto pelas facções é uma nova forma de vulnerabilizar as populações locais.

    Fonte: G1

  • Fábrica de gelo movida a energia solar começa a funcionar e beneficia até 400 pescadores no Amazonas

    Projeto, que levou cerca de um ano e meio para ficar pronto, ajuda a reduzir custos e perdas na conservação do pescado.

    Amazonas

    Uma fábrica de gelo movida a energia solar começou a funcionar há poucos dias na comunidade Santa Helena do Inglês, em Iranduba, no Amazonas. O projeto, que levou cerca de um ano e meio para ficar pronto, atende até 400 pescadores da região e ajuda a reduzir custos e perdas na conservação do pescado.

    Localizada às margens do Rio Negro, a cerca de 1h30 de lancha de Manaus, a fábrica era um desejo antigo dos moradores. Agora, com estrutura própria, a produção chega a uma tonelada de gelo por dia.

    A unidade é autossuficiente e funciona com energia solar. O gelo é produzido com água potável de poço artesiano. Além de conservar o peixe, a estrutura também pode ser usada em outras atividades, como o turismo na região.

    Antes da fábrica, pescadores precisavam ir até Manaus para comprar gelo, o que encarecia a atividade. Segundo eles, o gasto com transporte e as perdas durante o trajeto eram altos.

    Na comunidade, o gelo é vendido também em pequenas quantidades. Um saco de 20 quilos custa R$ 20.

    O investimento total foi de R$ 1,5 milhão, com recursos de uma empresa do Polo Industrial de Manaus, por meio da Lei de Informática. O valor inclui maquinário, miniusina solar e baterias, que garantem o funcionamento até em dias de chuva.

    A iniciativa também busca fortalecer a bioeconomia na Amazônia, incentivando negócios sustentáveis.

    Fonte: G1

  • Alunos indígenas enfrentam salas sem cadeiras e merenda no interior do Amazonas, diz MPF

    O MPF destaca que na aldeia Madiha Kulina, quase 30 alunos dividem apenas 10 cadeiras, e o fogão usado para a alimentação escolar tem apenas duas bocas.

    Amazonas – O Ministério Público Federal (MPF) identificou problemas na educação indígena em Ipixuna, no interior do Amazonas. O órgão recomenda medidas para melhorar as condições de ensino, já que a principal reclamação das comunidades é a falta de infraestrutura nas escolas.

    Mesmo com o “Selo Ouro de Alfabetização”, concedido ao município, a realidade nas aldeias é considerada crítica. As escolas enfrentam falta de móveis, prédios sem manutenção e equipamentos precários para preparar a merenda.

    Na aldeia Madiha Kulina, quase 30 alunos precisam dividir apenas dez cadeiras,. O fogão usado para a merenda tem só duas bocas, segundo o MPF.

    Entre as medidas sugeridas estão:

    • Adequação da escola da aldeia Madiha Kulina, com fornecimento de mobiliário e materiais básicos.
    • Construção de novas unidades nas aldeias Medonho, Salina e Tiquara.
    • Reformas na aldeia Poeira.
    • Regularização dos contratos de professores indígenas até julho de 2026, com garantia de direitos trabalhistas.
    • Lançamento de edital para compra de alimentos da agricultura familiar indígena e ribeirinha.

    A prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação têm 30 dias para apresentar um cronograma de execução. Se não cumprirem, o MPF pode adotar medidas judiciais contra os gestores.

    Fonte: G1

  • Delegado é preso suspeito de extorquir R$ 30 mil de empresário em Manaus; investigador também é detido

    De acordo com a Polícia, Fabiano e o investigador, ainda não identificado, teriam ido à uma embarcação atracada na Balsa Amarela, no Porto de Manaus, onde estava o dinheiro

    Amazonas – O delegado da Polícia Civil do Amazonas, Fabiano Rosas, foi preso nesta quinta-feira (16) em Manaus, suspeito de extorquir R$ 30 mil de um empresário. No momento da ação, ele estava acompanhado de um investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), também detido. Ele foi detido por ter apreendido a arma de um policial militar que havia sido chamado pelo empresário para fazer a escolta do dinheiro.

    O g1 solicitou posicionamento da Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) sobre a ocorrência e aguarda retorno. O g1 tenta localizar a defesa do delegado.

    De acordo com a Polícia, Fabiano e o investigador, ainda não identificado, teriam ido à uma embarcação atracada na Balsa Amarela, no Porto de Manaus, onde estava o dinheiro. No local, estavam um empresário e um policial militar trabalhando como segurança. Nenhum dos dois foi identificado.

    Segundo a investigação, o delegado e o investigador teriam pressionado o empresário, que revelou ter R$ 30 mil na embarcação. O empresário e o policial militar foram levados em uma viatura descaracterizada do 9º Distrito Integrado de Polícia, que circulou pela Zona Sul da cidade.

    O delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia, disse que empresários relataram ter sido vítimas da abordagem e que o dinheiro foi “apreendido”, mas a ocorrência não foi formalizada oficialmente. Para ele, a ação caracterizou extorsão.

    Depois de serem deixados em uma avenida, o policial militar acionou a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). A equipe localizou o carro, sem saber que os ocupantes eram policiais civis.

    Dentro do veículo estava apenas o delegado, que se recusou a sair. Ele foi retirado à força e algemado pelos militares. Um vídeo feito por uma testemunha mostra Fabiano deitado no asfalto durante a prisão

    Depois de ser colocado na viatura, outro delegado chegou e pediu a um tenente para retirar Fabiano do carro. O pedido foi aceito, e ele foi levado ao 24º Distrito Integrado de Polícia.

    O investigador que estava com Fabiano também foi preso e levado ao 24º DIP. A polícia não informou detalhes sobre a detenção.

    Segundo Martins, os dois policiais passaram a noite detidos no 24º DIP e devem participar da audiência de custódia nesta sexta-feira (17). Durante o interrogatório, ficaram em silêncio.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Boto-cor-de-rosa morre após resgate; suspeita é de ferimentos por pesca ilegal

    O animal foi localizado boiando às margens de um rio e transportado de lancha até a Praia do Pôr do Sol para receber atendimento emergencial.

    Amazonas – Um boto-cor-de-rosa não resistiu aos ferimentos e morreu pouco após ser resgatado por policiais da Base Arpão, em Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus). O animal foi localizado boiando às margens de um rio e transportado de lancha até a Praia do Pôr do Sol para receber atendimento emergencial do Núcleo de Zoonoses da cidade.

    Apesar dos esforços da equipe de veterinários, o animal, que apresentava diversas marcas de ferimentos pelo corpo, acabou falecendo. Embora houvesse uma suspeita inicial de que se tratava de uma fêmea grávida, a perícia constatou que era um macho adulto.

    A principal hipótese é que o boto tenha sido vítima de redes de pesca ou atividade pesqueira ilegal na zona rural do município.

    O caso está sob investigação.

    Fonte: D24am