Categoria: Amazonas

  • Quase 70% dos desaparecimentos no AM em 2025 foram solucionados, mas casos sem respostas ainda assombram famílias

    Apesar do percentual elevado de casos resolvidos, familiares ainda convivem com a falta de respostas sobre desaparecimentos antigos

    Amazonas – O Brasil registrou, em 2025, mais de 84 mil pessoas desaparecidas, o maior número desde o início do levantamento, em 2015. No Amazonas, foram 982 casos no mesmo período. Apesar de cerca de 70% dos registros terem sido solucionados no estado, famílias ainda convivem com a falta de respostas sobre desaparecimentos antigos.

    Um desses casos é o de Lucas Souza da Silva, desaparecido desde 8 de agosto de 2019. Já são quase sete anos sem notícias. A ausência prolongada afeta a mãe, Laurenize Souza, e reflete a realidade de milhares de famílias em todo o país.

    Eu falei pra quando ele terminar o serviço, ir para a irmã e ele disse que ia pra lá. A noite eu liguei pra ela e perguntei ‘o Lucas está ai’? e ela falou que não. Foi quando a gente começou a procurar”, relembra.

    No Amazonas, os desaparecimentos de menores de 17 anos são investigados pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Segundo a delegada Mayara Magna, o perfil mais comum é de adolescentes que saem de casa após conflitos familiares.

    “Geralmente o adolescente briga com a família, se revolta, há um conflito familiar naquele lar. Geralmente eles vão pra casa de amigos ou parentes e, depois que aquele conflito é resolvido, eles acabam retornando pra casa. Hoje, no estado do Amazonas, em 2024 e 2025, eu posso dizer que nós não temos nenhuma criança ou adolescente desaparecido que não foi encontrado. O que nós temos na Depca são casos mais antigos”, explicou.

    Já os casos envolvendo adultos são investigados pela Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops). A polícia reforça que qualquer desaparecimento ou mudança repentina de rotina deve ser comunicado imediatamente, sem a necessidade de esperar 24 horas.

    De acordo com a delegada Alynne Lima, há dois tipos principais de desaparecimento: voluntário e involuntário.

    Nos casos dos desaparecidos voluntários, eles saíram de casa por diversos motivos e acabam retornando ou dando um sinal. Os involuntários são onde, às vezes, acontece a parte criminal mesmo, que são vítimas de latrocínio, de homicídio. A maior parte dos desaparecidos são homens entre 18 e 35 anos de idade”, afirmou.

    Em nível nacional, especialistas apontam que o aumento no número de desaparecimentos pode estar ligado ao crime organizado. Segundo o professor e pesquisador de sociologia José Cláudio, há casos em que vítimas são mortas e os corpos não são encontrados.

    Apesar do índice de resolução considerado alto no Amazonas, ainda há casos sem desfecho. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), 70% dos desaparecimentos de pessoas com mais de 18 anos registrados em 2025 foram solucionados. Os demais, somados aos de anos anteriores, seguem em investigação.

    Enquanto isso, famílias seguem à espera de respostas. Na casa de Laurenize, a saudade do filho cresce com o passar do tempo, mas a esperança permanece.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Garimpeiro flagrado com ouro e mercúrio vira réu por exploração ilegal no interior do AM

    Segundo laudo da Polícia Federal, o material apreendido tinha valor estimado em R$ 10,4 mil e apresentava características típicas de garimpo clandestino.

    Amazonas – Um garimpeiro que atuava no Rio Puruê, em Japurá, interior do Amazonas, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) e agora responde como réu por crimes ligados à mineração ilegal. Ele foi flagrado em agosto de 2024, durante uma fiscalização do Ibama, com cerca de 50 gramas de ouro e uma quantidade de mercúrio, além de operar uma draga sem autorização.

    Segundo laudo da Polícia Federal, o material apreendido tinha valor estimado em R$ 10,4 mil e apresentava características típicas de garimpo clandestino. O MPF afirma que o homem responderá por exploração de recurso mineral pertencente à União sem autorização, extração ilegal e uso de substância tóxica em desacordo com a lei.

    Além da responsabilização criminal, o órgão pediu a condenação do garimpeiro ao pagamento de R$ 67,9 mil por danos ambientais e R$ 5 mil por danos morais coletivos, além da perda dos bens utilizados na prática criminosa

    O caso é acompanhado pela unidade especializada do MPF no combate à mineração ilegal na Amazônia Ocidental, que alerta para os riscos do mercúrio à saúde humana e ao meio ambiente.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Amazonas atualiza dados sobre acidentes com animais peçonhentos

    Serpentes lideram as ocorrências no estado

    Amazonas – As chuvas intensas no Amazonas aumentam o deslocamento de animais peçonhentos e elevam o risco de acidentes, sobretudo no primeiro semestre. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Dra. Rosemary Costa Pinto(FVS-RCP) reforça o alerta, nesta quarta-feira (08/04), que com menos áreas secas, cobras, escorpiões e aranhas passam a buscar abrigo mais próximo das residências, ampliando o contato com a população.

    Dados das secretarias municipais de saúde, consolidados pela gerência de Zoonoses da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, indicam que, de janeiro a março de 2025, foram registrados 999 acidentes. Em 2026, no mesmo período, o número subiu para 1.042, um aumento de 4,3%.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, orienta que, em casos de acidentes com animais peçonhentos, a busca por atendimento deve ser imediata. “Se você for picado por serpente ou escorpião, é fundamental procurar um serviço de saúde. Não se automedique e não demore a buscar atendimento, pois o quadro pode se agravar com o tempo. Existe tratamento adequado e, quando o atendimento é rápido e correto, as chances de recuperação são maiores”, ressalta.

    Segundo o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, os acidentes estão associados às condições do ambiente. “Os animais peçonhentos costumam aparecer quando encontram locais adequados para abrigo. Muitas vezes, são atraídos por entulhos, que funcionam tanto como esconderijo quanto como fonte de alimento, como insetos e pequenos vertebrados. Por isso, é fundamental evitar o acúmulo de materiais como restos de tijolos e telhas”, destaca.

    Acidentes com animais peçonhentos por município

    Na lista dos cinco municípios com maior número de registros de acidentes por animais peçonhentos, nos três primeiros meses de 2026, estão: Manaus (153), Tefé (56), Itacoatiara (55), Coari (47) e Presidente Figueiredo (44). Entre os principais tipos de acidentes registrados em 2026, no Amazonas, destacam-se aqueles causados por: serpentes (573), escorpiões (148) e aranhas (113). Outros animais envolvidos nesse tipo de ocorrência incluem abelhas e lagartas.

    Como prevenir

    A FVS-RCP enfatiza a importância de medidas preventivas para evitar acidentes por animais peçonhentos no Amazonas. Entre as principais recomendações, estão:

    – Manutenção de ambientes limpos e organizados: Evitar o acúmulo de entulhos, materiais de construção e lixo, que podem servir como abrigo para animais peçonhentos;

    – Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Em áreas de risco, como florestas, sítios e áreas rurais, é essencial o uso de botas, luvas e perneiras para evitar picadas e mordidas;

    – Atenção ao vestuário: Ao vestir roupas e sapatos que estiveram guardados por longos períodos, é importante verificar se não há presença de animais peçonhentos;

    – Inspeção periódica em residências e áreas de convívio: Realizar vistorias frequentes em quintais, jardins e ambientes domésticos para identificar e remover possíveis abrigos de animais peçonhentos.

    Foto: Aline Reis/ FVS-RCP

  • Floresta destruída no AM leva à proibição de uso de fazenda e bloqueio milionário

    No local, foram identificados 301 hectares desmatados dentro de uma área total de 3,2 mil hectares de floresta nativa derrubada para atividade agropecuária.

    Amazonas – A Justiça Federal manteve a proibição de uso de uma área desmatada ilegalmente em Lábrea, no sul do Amazonas. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e reforça o embargo contra a Fazenda Minas Gerais. No local, foram identificados 301 hectares desmatados dentro de uma área total de 3,2 mil hectares de floresta nativa derrubada para atividade agropecuária.

    O caso ganhou destaque porque, mesmo após autuação e embargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o proprietário continuou a produção agropecuária. Ele também não adotou medidas de recuperação ambiental.

    A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou provas técnicas, como imagens de satélite e relatórios fotográficos, que mostram a continuidade do dano ambiental.

    Além de proibir o uso da área, a decisão suspende benefícios fiscais e o acesso a crédito público. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos, estimados em R$ 51,5 milhões. O objetivo é garantir a recuperação da área e o pagamento de indenização por danos coletivos.

    Segundo a AGU, o desmatamento em Lábrea é de grande magnitude e já motivou uma ação civil pública movida pela União e pelo Ibama. A manutenção do embargo reforça a prioridade na proteção da Amazônia e na responsabilização de proprietários que se beneficiam de áreas degradadas.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Protesto cobra responsabilização por mortes de crianças em hospitais públicos e particulares no AM

    Uma audiência pública está marcada para esta terça-feira (7), às 13h, na Câmara Municipal de Manaus, no bairro Santo Agostinho, para discutir as denúncias de negligência e cobrar providências das autoridades.

    Amazonas – Mães que perderam filhos em hospitais públicos e privados de Manaus protestaram nesta segunda-feira (6) em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), na Zona Centro-Sul de Manaus. O grupo pede rapidez nas investigações e responsabilização de profissionais de saúde apontados pelas famílias por suposta negligência.

    O grupo foi recebido pelo secretário executivo da SES-AM, em reunião fechada à imprensa. As mães afirmam que também vão levar os casos ao Tribunal de Justiça do Amazonas.

    Uma audiência pública está marcada para esta terça-feira (7), às 13h, na Câmara Municipal de Manaus, bairro Santo Agostinho. O encontro vai discutir as denúncias e cobrar providências das autoridades.

    De acordo com os organizadores, seis famílias participaram do protesto. Entre elas está Joyce Xavier, mãe de Benício Xavier, de 3 anos, que morreu em novembro de 2025 durante um procedimento no Hospital Santa Júlia. O inquérito ainda não foi concluído porque aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML).

    Outro caso citado foi o de Antônio, de dois meses, que morreu em dezembro de 2024 após ser atendido três vezes no Hospital Infantil Joãozinho, na Zona Leste.

    A mãe, Markele, relatou que o bebê não recebeu atendimento adequado e acabou falecendo na emergência. “Eu gritava pedindo ajuda, mas não quiseram salvar a vida do meu filho”, afirmou.

    Lisandra Vitória, mãe de Alice, também participou do protesto. A menina morreu em novembro de 2025 no Hospital da Criança da Compensa, Zona Oeste. Segundo a mãe, houve falhas graves no atendimento.

    “Minha filha estava em estado grave e a médica disse que não viria porque estava cansada. Eu pedi de todas as formas, mas não fui atendida”, contou. Lisandra também lembrou o caso de Isadora, que morreu em 2023 no mesmo hospital.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Amazonas terá novo governador sem voto popular após renúncia dupla; entenda o processo

    Saída simultânea de Wilson Lima e Tadeu de Souza obriga escolha indireta pela Assembleia Legislativa.

    Política – A renúncia do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza colocou o Amazonas em uma situação política incomum: a escolha do novo chefe do Executivo não será feita pela população.

    As saídas foram oficializadas dentro do prazo legal de desincompatibilização para quem pretende disputar eleições em 2026, abrindo espaço para um novo modelo de sucessão previsto na Constituição estadual.

    Por que a eleição será indireta?

    A regra é clara: quando os cargos de governador e vice ficam vagos nos dois últimos anos do mandato, não há nova eleição direta.

    Nesse cenário, cabe à Assembleia Legislativa do Amazonas conduzir uma eleição indireta para definir quem assume o comando do estado.

    A medida busca garantir continuidade administrativa sem a necessidade de mobilizar todo o eleitorado.

    Como funciona a escolha

    Diferente das eleições tradicionais, o processo não envolve voto popular. Apenas os 24 deputados estaduais participam da decisão.

    A eleição ocorre por meio de chapas — com candidatos a governador e vice — que precisam cumprir requisitos legais, como filiação partidária, idade mínima e nacionalidade brasileira.

    Segundo especialistas, o processo deve seguir regras claras e sem favorecimento, com edital público definindo prazos e formato da votação.

    Quando acontece a votação

    A Constituição determina que a eleição indireta seja realizada em até 30 dias após a vacância dos cargos.

    A Assembleia Legislativa do Amazonas será responsável por organizar todo o processo, incluindo a definição se o voto será aberto ou secreto, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.

    Quem comanda o estado agora

    Até que o novo governador seja escolhido, o comando do estado está nas mãos do presidente da Aleam, Roberto Cidade.

    Ele assumiu interinamente o governo seguindo a linha sucessória prevista na Constituição.

    Mandato será temporário

    O eleito não ficará no cargo por um mandato completo. A função será de “mandato-tampão”, ou seja, governar apenas até o fim do ciclo atual.

    O novo governador ficará no cargo até 1º de janeiro de 2027, quando o próximo chefe do Executivo eleito pelo voto direto tomará posse.

    Renúncia é irreversível

    Quem deixou o cargo não pode voltar. A renúncia é definitiva, mesmo que haja mudança de planos políticos ou eventual derrota em eleições futuras.

    O que acontece agora

    Nos próximos dias, a Assembleia Legislativa do Amazonas deve publicar o edital que dará início ao processo eleitoral indireto.

    A partir daí, os deputados estaduais terão a responsabilidade de escolher quem comandará o Amazonas até o fim do mandato — em uma decisão que, desta vez, ficará longe das urnas e nas mãos do Legislativo.


    * Por jornalista Lília Marques

  • Omar Aziz diz que pavimentação da BR-319 tem base legal e apenas 1% de risco de não sair

    Declaração ocorreu após o Dnit autorizar obras e abrir licitação para trechos da rodovia, o que reacendeu o debate político e econômico sobre a estrada que liga Manaus a Porto Velho.

    Amazonas

    O senador Omar Aziz (PSD) disse, nesta quinta-feira (2), que a pavimentação da BR-319 deve avançar. Segundo ele, o projeto tem “base legal sólida” e, apesar da possibilidade de questionamentos na Justiça, hoje, há “apenas 1% de chance” de a obra não acontecer.

    A declaração ocorreu, em entrevista à CBN Amazônia, em Manaus, após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes autorizou obras e abrir licitação para trechos da rodovia. A medida reacendeu o debate político e econômico sobre a estrada que liga Manaus a Porto Velho.

    Na terça-feira (31), em Brasília, foram assinados os documentos que autorizam a pavimentação de 339 km da BR-319, entre o Igarapé Atií e o Igarapé Realidade, no Amazonas. O investimento é de R$ 678 milhões, com prazo de execução de três anos. O edital deve ser publicado em 10 de abril e as propostas serão abertas no dia 30.

    Na entrevista, Aziz disse que o avanço da obra é resultado de mudanças na legislação ambiental aprovadas pelo Congresso Nacional, que derrubou, em novembro de 2025, vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, a medida garante segurança jurídica para o projeto.

    O senador explicou que a lei foi ajustada para permitir intervenções em rodovias já existentes, como a BR-319, construída no passado e que hoje precisa de recuperação e manutenção.

    Aziz disse ainda que, após a derrubada dos vetos, houve articulação com o governo federal para viabilizar o andamento da obra, incluindo o Ministério dos Transportes, a Casa Civil, comandada por Rui Costa, e a Advocacia-Geral da União (AGU), chefiada por Jorge Messias. Segundo ele, a AGU emitiu parecer favorável, reforçando a segurança jurídica do projeto.

    O senador reconheceu que pode haver tentativas de barrar a obra na Justiça, mas afirmou que o projeto está respaldado pela legislação aprovada.

    Mesmo assim, Aziz disse estar confiante no avanço da obra, mas lembrou que a população ainda espera o início dos trabalhos. “A obra não começou ainda, só vamos crer quando começar de fato”, declarou.

    De acordo com Aziz, o edital para as obras deve ser publicado até o dia 10 de abril. Após essa etapa, será aberto o processo de licitação, com apresentação de propostas pelas empresas interessadas.

    O senador explicou que, depois da publicação, haverá um prazo de cerca de oito dias para a realização do leilão. Em seguida, ocorre a fase de habilitação e credenciamento das empresas vencedoras, que deve levar cerca de 20 dias.

    A obra será dividida em três trechos, que devem ser executados por empresas diferentes. “Serão três trechos com obras com três empresas diferentes, porque é uma obra muito grande”, explicou.

    A previsão é que os serviços comecem ainda no verão amazônico deste ano e avancem também no próximo, período considerado mais adequado para obras por causa da redução das chuvas.

    Além disso, entre as intervenções previstas pelo Dnit está a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, no km 260,7 da rodovia, com investimento de R$ 44,1 milhões e prazo de execução de 23 meses.

    O anúncio do DNIT voltou a colocar a BR-319 no centro das discussões. Representantes do setor produtivo consideram o avanço histórico. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirmou que a pavimentação é essencial para restabelecer a ligação do estado com o restante do país.

    Já o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, disse que a rodovia pode reduzir o isolamento logístico do Amazonas e fortalecer a integração regional.

    Antes do anúncio de autorização para obras, em visita à Manaus, a então ministra Marina Silva destacou que a recuperação da BR-319 exigia planejamento e cumprimento de regras ambientais.

    Fonte: G1

  • Refinaria da Amazônia volta a aumentar preço da gasolina para distribuidoras e valor chega a R$ 4,17

    Reajuste representa um aumento de R$ 0,21 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria. Mudança vale a partir de sexta-feira (3).

    Amazonas – Após a redução anunciada no fim de março, a Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras no Amazonas. O novo valor passa a valer nesta sexta-feira (3) e chega a R$ 4,17 por litro, um aumento de R$ 0,21 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria.

    De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (2), o litro da gasolina na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora) subiu de R$ 3,96 para R$ 4,17. Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o valor passou de R$ 3,97 para R$ 4,17.

    As duas formas de comercialização diferem pela responsabilidade no transporte do combustível. No modelo EXA, a distribuidora é responsável pela retirada do produto, assumindo custos e riscos. Já no modelo LPA, a entrega é feita pela refinaria, com o frete incluído no preço.

    O aumento ocorre menos de dez dias após a queda de R$ 0,35 no valor do combustível, anunciada em 25 de março, quando os preços recuaram de R$ 4,32 para R$ 3,96 (EXA) e R$ 3,97 (LPA).

    g1 questionou a Ream sobre as motivações para o novo reajuste, mas até a publicação mais recente desta reportagem não obteve resposta.

    Com a nova alta, o preço da gasolina vendida à distribuidoras volta ao patamar acima dos R$ 4,00, após oscilações registradas ao longo de março. Este é o sexto reajuste seguido praticado pela Ream em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curto intervalo de tempo

    A variação nos preços nas refinarias costuma impactar diretamente o valor final ao consumidor, podendo resultar em aumento nas bombas dos postos de combustíveis nos próximos dias.

    Além da gasolina, a tabela mais recente da Ream também aponta aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras em Manaus.

    Os dados indicam que o valor do combustível teve alta ao longo de março, saindo de R$ 5,09 no dia 6 para R$ 5,69 em 13 de março, o maior valor cobrado no ano, até então.

    A atualização mais recente, de 3 de abril, mantém o diesel em patamar elevado, consolidando a tendência de alta no período, com o valor de venda a R$ 6,60

    Para tentar reduzir o impacto ao consumidor, o Amazonas e outros 20 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal que prevê uma subvenção (subsídio) a importadores de diesel para conter a alta do preço do combustível no país, segundo levantamento do g1.

    Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte.

    O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação.

    Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel.

    Pela segunda vez em menos de um mês, o preço do litro do combustível aumentou e passou de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos da capital amazonense. A mudança começou a ser percebida desde 22 de março.

    Além da gasolina comum, a versão aditivada do combustível também teve aumento, saindo de R$ 7,49 para R$ 7,79.

    A mudança surpreendeu motoristas pela falta de aviso prévio e pelo curto intervalo entre os aumentos. Até 6 de março, o litro da gasolina comum em Manaus era vendida para o consumidor final a R$ 6,99. No dia 7 de março, houve o primeiro aumento, também de R$ 0,30. O valor mantido por apenas 15 dias, até o aumento mais recente.

    Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026. Na primeira semana de janeiro, o preço médio do litro chegou a R$ 6,98, segundo levantamento da ANP.

    No ranking nacional daquele período, Rio Branco, no Acre, liderava com gasolina a R$ 7,24, seguida por Porto Velho, em Rondônia, com R$ 7,09. Manaus aparecia em terceiro lugar, com média de R$ 6,98 por litro.

    A capital amazonense também registrava um dos etanóis mais caros do país, com média de R$ 5,49, empatada com Porto Velho.

    Especialistas apontam que fatores como custos logísticos na região, preços nas refinarias e impostos estaduais, como o ICMS, ajudam a explicar os valores mais altos na região Norte.

    Fonte: G1

  • Desmatamento ilegal leva a R$ 5,4 milhões em multas a produtores no Amazonas

    De acordo com o Ipaam, uma das áreas fiscalizadas, com mais de 540 hectares, era usada como pastagem com criação de gado, o que impedia a regeneração da floresta.

    Amazonas – Produtores rurais foram multados em R$ 5,4 milhões por desmatamento ilegal, descumprimento de embargos e uso irregular de áreas para pecuária em Apuí, no sul do Amazonas. As infrações foram identificadas durante a segunda etapa da Operação Tamoiotatá 6, realizada nesta semana. Os autos de infração e os embargos foram emitidos na quarta-feira (1º).

    De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), uma das áreas fiscalizadas, com mais de 540 hectares, era usada como pastagem com criação de gado, o que impedia a regeneração da floresta. Nesse caso, a multa aplicada foi de R$ 2,7 milhões.

    Em outra área, de 203 hectares, os fiscais encontraram desmatamento com derrubada e queima de vegetação nativa, além da ampliação de pasto. A infração resultou em multa de R$ 2 milhões.

    Também foram registradas irregularidades por descumprimento de embargo ambiental e uso de áreas já interditadas. Ao todo, 846 hectares foram embargados e seguem interditados até a regularização.

    Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a operação é baseada em dados técnicos e monitoramento contínuo, com foco em áreas sob maior pressão de desmatamento.

    • R$ 2,7 milhões: manutenção de pastagem em 540 hectares, com criação de gado que impedia a regeneração natural da floresta.
    • R$ 220 mil: descumprimento de embargo em 183 hectares, onde continuava a criação de animais de grande porte.
    • R$ 2,04 milhões: desmatamento com derrubada e queima de vegetação nativa em 203 hectares, além da expansão de pastagem e criação de gado.
    • R$ 480 mil: uso contínuo para pecuária em 95 hectares, impedindo a regeneração natural da vegetação

    Além das multas, foram emitidos termos de embargo e interdição que somam 846 hectares. Parte das áreas estava ocupada por pessoas diferentes das registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o que indica possível transferência irregular de terras já embargadas.

    Fonte: G1 Amazonas

  • BR-319 deve impulsionar chegada de novas fábricas ao Polo Industrial de Manaus, diz superintendente da Suframa

    Segundo Leopoldo Montenegro, a rodovia será mais uma alternativa logística para fortalecer a competitividade do modelo.

    Amazonas – A BR-319 deve ampliar a capacidade de transporte de insumos e produtos do Polo Industrial de Manaus e impulsionar a chegada de novas fábricas à capital. A avaliação é do superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro, em entrevista ao Bom Dia Amazonas nesta quarta-feira (1º). Segundo ele, a rodovia será mais uma alternativa logística para fortalecer a competitividade do modelo.

    A declaração ocorre após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) autorizar novas obras e abrir licitação para pavimentação de trechos da BR-319, entre o Igarapé Atií e o Igarapé Realidade, no Amazonas. A liberação foi assinada na terça-feira (31), em Brasília

    De acordo com Montenegro, a BR-319 pode facilitar tanto a entrada de matérias-primas quanto a saída da produção industrial. Ele destacou que o polo foi criado com foco no abastecimento do mercado interno e que a diversificação de modais é estratégica.

    Leopoldo Augusto Melo Montenegro Junior assumiu o comando da Suframa no dia 20 de março no dia 20 de março. A solenidade marcou a despedida de João Bosco Gomes Saraiva e reuniu servidores e colaboradores no auditório do órgão.

    Segundo o superintendente, o avanço é impulsionado pela reforma tributária, que manteve as vantagens da Zona Franca de Manaus e aumentou a segurança para novos investimentos.

    Para ampliar a capacidade, de acordo com Leopoldo Montenegro, a Suframa iniciou conversas com a Prefeitura de Manaus para revisar o plano diretor e permitir a instalação de indústrias em outras áreas da cidade.

    O crescimento também aumenta a necessidade de profissionais qualificados, segundo o superintendente da Suframa. Um estudo aponta que o polo vai precisar de mais de 3 mil engenheiros e 3,5 mil técnicos de nível médio nos próximos três anos.

    O Polo Industrial de Manaus registrou faturamento recorde de R$ 227,7 bilhões em 2025, com 132.950 empregos diretos. Para 2026, a expectativa é manter o crescimento.

    A projeção indica que o faturamento pode ultrapassar R$ 240 bilhões neste ano, dependendo do cenário econômico.

    Monitoramento de eventos climáticos

    A autarquia também acompanha os impactos de eventos como seca e cheia dos rios, que afetam o transporte. Mesmo com previsão de menor impacto, empresas já antecipam a compra de insumos para evitar prejuízos.

    O monitoramento é feito em conjunto com órgãos de controle e com apoio de estudos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

    Metas da gestão

    Entre as prioridades da Suframa estão a modernização dos sistemas, a regularização fundiária e a ampliação da atração de investimentos.

    A autarquia também se prepara para as mudanças da reforma tributária. A expectativa é que, a partir de 2033, a Zona Franca de Manaus se consolide como principal política de incentivo fiscal do país.

    Fonte: G1