Categoria: Amazonas

  • Desmatamento na Amazônia cai 17% no 1º trimestre, mas volta a subir em março

    Levantamento do Imazon aponta que 348 km² de floresta foram derrubados entre janeiro e março deste ano. No acumulado do calendário de monitoramento, queda é de 36%, a menor área para o período desde 2017.

    Amazonas – A Amazônia fechou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento, mostram dados de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

    Entre janeiro e março, 348 km² de floresta foram derrubados, ante 419 km² no mesmo período do ano passado.

    O desmatamento ocorre quando há remoção total da vegetação, geralmente para abertura de áreas destinadas a atividades como pecuária, agricultura ou ocupação irregular. Já a degradação é o dano parcial à floresta, causado, por exemplo, por queimadas ou exploração de madeira.

    No chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a queda foi ainda maior.

    Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada passou de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%.

    Apesar da queda no trimestre e no acumulado do calendário, o dado de março acendeu um alerta.

    No mês passado, o desmatamento chegou a 196 km², alta de 17% em relação aos 167 km² registrados em março de 2025.

    Para pesquisadores do instituto, o aumento pontual reforça a necessidade de manter ações de fiscalização, punição a responsáveis pela derrubada ilegal e políticas de geração de renda associadas à floresta em pé.

    Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares

    No acumulado entre agosto de 2025 e março de 2026, Mato Grosso, Roraima e Pará lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia do instituto.

    O Pará registrou 425 km² de floresta derrubada no período, queda de 52% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso teve 270 km², redução de 38%.

    Já Roraima foi o único estado com alta: a área desmatada passou de 184 km² para 222 km², aumento de 21%.

    Entre os municípios, Caracaraí (RR) aparece no topo da lista, com 84,09 km² desmatados. Em seguida vêm Feijó (AC), Rorainópolis (RR), Colniza (MT), São Félix do Xingu (PA), Tarauacá (AC), Nova Ubiratã (MT), Rio Branco (AC), Portel (PA) e Canutama (AM).

    Entre as unidades de conservação, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, teve a maior área desmatada no período: 35,52 km².

    A unidade fica em São Félix do Xingu, município que aparece entre os cinco mais desmatados da Amazônia no acumulado do calendário.

    Segundo o Imazon, a APA concentrou mais de 95% da área derrubada dentro do município entre agosto de 2025 e março de 2026.

    Na avaliação de pesquisadores, a concentração da destruição em áreas específicas mostra a necessidade de ações mais direcionadas de fiscalização nesses territórios.

    A degradação florestal também caiu em março. Segundo o Imazon, foram 11 km² de floresta degradada no mês, redução de 95% em relação a março de 2025.

    O resultado é o menor para o mês desde 2014.

    Mesmo com a queda, Roraima concentrou 82% de toda a área degradada registrada em março. O instituto aponta que isso pode estar relacionado ao regime climático do estado, onde o início do ano costuma ser mais seco do que em outras áreas da Amazônia.

    No acumulado do calendário do desmatamento, a degradação também recuou: a queda foi de 93% em relação ao ciclo anterior.

    Apesar do resultado positivo, pesquisadores do Imazon avaliam que o dado precisa ser acompanhado com cautela, já que a redução ocorre depois de um período crítico.

    Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia registrou o maior nível de degradação da série histórica do instituto.

    levam em conta áreas maiores que 3 hectares.

    O SAD utiliza atualmente os satélites Landsat 7 e 8, da NASA, e Sentinel 1A, 1B, 2A e 2B, da Agência Espacial Européia (ESA). Ambos são de domínio público, ou seja: seus dados podem ser usados por qualquer pessoa ou instituição.

    Combinando esses satélites, o sistema é capaz de enxergar a mesma área a cada 5 a 8 dias. Por isso, o sistema prioriza a análise de imagens adquiridas na última semana de cada mês.

    Desse modo, caso uma área tenha sido degradada no início do mês e, depois, desmatada no final do mês, ela pode ser identificada como desmatamento no dado final.

    Assim como o Deter, do Inpe, o calendário de monitoramento do SAD começa em agosto de um ano e termina em julho do ano seguinte por causa da menor frequência de nuvens na Amazônia. Os sistemas também são semelhantes porque servem como um alerta, mas não representam um dado oficial de desmatamento.

    Fonte: G1

  • Liberação de ponte na BR-319 reduz tempo de viagem no AM: ‘Antes perdia horas aguardando’

    Estrutura foi aberta, no sábado (25), após testes de carga e eliminou a necessidade de travessia por balsa. A nova ponte tem 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura.

    Amazonas – A liberação da ponte sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319, no Amazonas, após quatro anos, já mudou a rotina de motoristas que trafegam pelo trecho. Na manhã desta segunda-feira (28), condutores relataram alívio ao passar pelo local sem precisar esperar pela balsa. Segundo eles, a mudança diminuiu atrasos e trouxe mais previsibilidade ao trajeto.

    A estrutura foi aberta no sábado (25), após testes de carga, e eliminou a necessidade de travessia por balsa, o que reduziu o tempo de viagem e deu mais agilidade ao transporte, principalmente de pacientes. A nova ponte tem 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura.

    O motorista de ambulância Felipe de Souza atravessou a ponte com uma técnica de enfermagem, saindo do município de Careiro em direção a Manaus, com um paciente. Ele afirmou que o novo acesso agiliza o atendimento. “Era mais complicado ter que esperar para atravessar na balsa. Atrasava muito. Agora já seguimos direto para Manaus”, disse.

    Outro motorista, José Raimundo, que saiu da comunidade do Araçá com destino à capital, também transportava um paciente e ainda não sabia da liberação. Após ser informado pela equipe de reportagem do g1 e da Rede Amazônica, ele seguiu pela ponte e avaliou a mudança como positiva.

    Quem faz o trajeto com frequência também percebeu a diferença. O motorista de ônibus de turismo Ricardo Farias, que viajava de Roraima para Manaus, disse que antes enfrentava longas esperas para atravessar.

    Estrutura e segurança

    O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas, Orlando Fanaia Machado, informou que a ponte foi entregue dentro das normas de segurança exigidas.

    Segundo ele, a obra passou por mudanças em relação ao projeto original, com ampliação da estrutura e reforço das fundações.

    O superintendente explicou que o prazo de cerca de três anos incluiu desde a retirada dos escombros até a construção de uma nova base, com tecnologia mais avançada. Em alguns pontos, as fundações chegam a cerca de 50 metros de profundidade.

    A estrutura também segue a norma técnica brasileira que define o limite de carga para pontes rodoviárias. Segundo o DNIT, a ponte foi projetada para suportar veículos de até 45 toneladas, conforme a regulamentação vigente.

    Desabamento da ponte

    A ponte desabou em 8 de outubro de 2022, poucas horas após ser interditada na rodovia federal por riscos a pedestres e motoristas. Não houve mortos, nem feridos.

    O Dnit abriu edital apara a reconstrução em 2023. Na época, motoristas passaram a usar uma travessia improvisada no trecho. A mesma estrutura ainda teve a travessia paralisada em 2025, após o rompimento do cabo de uma balsa.

    Em dezembro de 2025, o Dnit anunciou que a entrega da nova ponte estava prevista para o primeiro trimestre de 2026. O projeto foi ampliado, com reforço na fundação e aumento da extensão da estrutura, para garantir mais segurança e estabilidade do solo.

    Fonte: G1

  • Capitão-tenente da Marinha é encontrado morto em hotel no AM

    Comandante da Capitania dos Portos em Parintins estava em missão oficial em Barreirinha.

    Polícia – O capitão-tenente Cassiano Meireles Alecrim, comandante da Agência da Capitania dos Portos em Parintins, foi encontrado morto no último domingo (26), em Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus).

    Segundo informações preliminares, o oficial da Marinha do Brasil estava em missão no município e foi localizado sem sinais vitais em um quarto de hotel, após não comparecer a um compromisso de trabalho. Equipes de saúde foram acionadas e confirmaram o óbito.

    O corpo foi encaminhado ao hospital da cidade e, posteriormente, transferido para Parintins. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.

    Cassiano Alecrim havia assumido o comando da unidade da Marinha em Parintins em janeiro deste ano e acumulava cerca de 30 anos de serviço na corporação.

    Em nota de pesar, a Prefeitura de Parintins lamentou a morte do oficial e destacou a atuação dele em ações voltadas à segurança da população ribeirinha e ao ordenamento do tráfego aquaviário.

    A gestão municipal também prestou solidariedade aos familiares, amigos e à Marinha do Brasil.

    A Polícia Civil do Amazonas deve apurar as circunstâncias da morte.

    Fonte: D24am

  • Observatório do Clima pede à Justiça anulação de editais do Dnit para obras em trechos da BR-319 no Amazonas

    Entidade alega que o governo classificou a obra como “reforma” para dispensar o licenciamento ambiental.

    Amazonas – O Observatório do Clima ingressou com uma ação na Justiça Federal do Amazonas, nesta sexta-feira (24), pedindo a anulação de editais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para obras de pavimentação da rodovia BR-319. A entidade alega que o governo classificou a obra como “reforma” para dispensar o licenciamento ambiental.

    A Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, contesta quatro editais publicados no último dia 13, que preveem a pavimentação de 339,4 quilômetros entre os quilômetros 250,7 e 590,1, no chamado “trecho do meio” da rodovia, área considerada uma das mais preservadas da Amazônia.

    Segundo a ação, além da anulação dos editais, a Justiça deve suspender qualquer iniciativa do Dnit para execução das obras até a conclusão do licenciamento ambiental completo, incluindo as etapas de Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).

    Por meio de nota, o Dnit informou que os editais observam integralmente o marco legal vigente aplicável ao licenciamento ambiental no Brasil e que as intervenções foram estruturadas em conformidade com a Lei nº 15.190, de 8 de agosto de 2025, Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que estabelece normas gerais para o licenciamento ambiental no país

    O Observatório do Clima argumenta que o Dnit utilizou dispositivos considerados inconstitucionais para viabilizar os editais. A autarquia, com base em parecer da Advocacia-Geral da União, enquadrou a pavimentação como serviço de manutenção ou melhoramento de infraestrutura já existente, o que dispensaria o licenciamento ambiental.

    A justificativa se baseia em um trecho da nova Lei Geral do Licenciamento (Lei nº 15.190/2025). Esse dispositivo, no entanto, havia sido vetado anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob o argumento de que poderia permitir a regularização de obras feitas de forma irregular, sem avaliação de impactos ambientais.

    Para a entidade, a medida “desrespeita princípios do Direito Ambiental” e pode permitir intervenções com impactos irreversíveis sem análise adequada.

    Impactos ambientais

    De acordo com o Observatório do Clima, o histórico de análise da BR-319 no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis indica alta sensibilidade ambiental na região e risco de aumento significativo do desmatamento com a pavimentação

    O órgão ambiental classifica o empreendimento como de significativo impacto, exigindo a realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

    A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, afirma que a exigência desses estudos está prevista na Constituição Federal.

    “Não importa o que está previsto na lei infraconstitucional ou a vontade política. A Constituição determina que empreendimentos com impacto significativo precisam de licenciamento ambiental”, disse.

    Próximos passos

    Os pregões do Dnit estão marcados para os dias 29 e 30 de abril. Segundo a ação, a proximidade das datas e a previsão de início das obras durante o período de estiagem indicam pressa do órgão em executar o projeto, mesmo com o licenciamento ainda em andamento.

    Caso a liminar seja concedida, os processos licitatórios devem ser suspensos até o julgamento final da ação.

    Editais publicados

    No dia 31 de março, em Brasília, foram assinados os documentos que autorizam a pavimentação de 339 km da BR-319, entre o Igarapé Atií e o Igarapé Realidade, no Amazonas. O investimento é de R$ 678 milhões, com prazo de execução de três anos.

    Além disso, entre as intervenções previstas pelo Dnit está a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, no km 260,7 da rodovia, com investimento de R$ 44,1 milhões e prazo de execução de 23 meses.

    Quatro avisos de licitação para obras na BR-319, no Amazonas, foram publicados no dia 13 de abril, no Diário Oficial da União pelo Ministério dos Transportes, por meio do Dnit e da Superintendência Regional no estado.

    Os editais preveem a contratação de empresas para melhorar o pavimento em diferentes trechos da rodovia, após o Dnit autorizar novas obras, como parte de um pacote de intervenções para melhorar as condições da estrada.

    Considerada uma via emblemática, a BR-319 é a única ligação terrestre do estado com o restante do país.

    Fonte: G1

  • Inscrições para projeto ‘Conta Um Conto’ começam nesta sexta (24) e vão até 10 de maio em Manaus

    Os participantes deverão escrever contos autorais com o tema ‘Meu conto inspirado em uma Lenda Amazônica’. A proposta busca resgatar e reinterpretar narrativas tradicionais da região.

    Amazonas – As inscrições para o projeto Conta Um Conto começam nesta sexta-feira (24) e vão até 10 de maio de 2026, exclusivamente pela internet. O concurso é promovido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com o Colégio Lato Sensu, e busca incentivar a leitura, a criatividade e a produção de textos entre jovens da Região Norte.

    Os participantes deverão escrever contos autorais com o tema “Meu conto inspirado em uma Lenda Amazônica”. A proposta busca resgatar e reinterpretar narrativas tradicionais da região.

    O concurso é destinado a estudantes de 13 a 17 anos, do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. O objetivo é estimular escrita, interpretação e narrativa, conectando educação, cultura e identidade amazônica.

    As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pelo site.

    O processo deverá ser feito por um responsável legal, que será responsável pelo preenchimento do formulário e envio dos documentos necessários, incluindo:

    • conto manuscrito digitalizado (em PDF);
    • termo de autorização de participação e uso de imagem, devidamente assinado;
    • Os textos não deverão conter qualquer identificação do participante.

    O concurso será organizado em duas categorias:

    • Categoria Amazonas;
    • Categoria Amazônia, que contemplará os estados do Acre, Amapá, Roraima, Rondônia e Pará

    Em cada categoria, serão premiados dois estudantes:

    • 1 vencedor do Ensino Fundamental II
    • 1 vencedor do Ensino Médio

    A divulgação dos resultados e a cerimônia de premiação estão previstas para o mês de julho de 2026.

    O projeto Conta Um Conto é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com o Colégio Lato Sensu.

    Fonte:

  • Ponte sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319, é testada e pode ser liberada ainda em abril

    Estrutura passou pelo teste de carga, última e obrigatório etapa que serve para garantir que a estrutura está segura para receber veículos.

    Amazonas – A nova ponte sobre o rio Autaz Mirim, no quilômetro 24 da BR-319, no Amazonas, passou por teste de carga nesta quinta-feira (23), etapa final antes da liberação para o tráfego. O procedimento é obrigatório e serve para garantir que a estrutura está segura para receber veículos.

    Durante o teste, técnicos simularam o peso de veículos pesados sobre a ponte. Caminhões carregados foram posicionados em pontos estratégicos para forçar a estrutura e reproduzir condições reais de uso.

    Ao mesmo tempo, equipamentos monitoraram o comportamento da ponte em tempo real, identificando possíveis variações ou movimentos.

    A avaliação é necessária para comprovar que a obra está pronta para uso. Só após essa etapa é que a liberação para o tráfego pode ser autorizada.

    Com a conclusão do teste, a expectativa é que o tráfego seja liberado a partir do dia 27 de abril, na BR-319.

    A nova ponte tem 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura. Desde o desabamento, a travessia vinha sendo feita de forma provisória, o que exigia mais atenção dos motoristas.

    A ponte sobre o rio Autaz Mirim desabou em 8 de outubro de 2022, horas após ser interditada na rodovia federal por apresentar riscos a pedestres e motoristas. Não houve mortos, nem feridos.

    Um edital apara a reconstrução da estrutura foi aberto em 2023 pelo Dnit. Na época, os motoristas passaram a usar uma travessia improvisada no trecho. A mesma estrutura ainda teve a travessia paralisada em 2025, após o rompimento do cabo de uma balsa.

    Em dezembro de 2025, o Dnit informou que a entrega da nova ponte estava prevista para o primeiro trimestre de 2026. Segundo o órgão, o projeto foi ampliado, com reforço na fundação e aumento da extensão da estrutura, para garantir mais segurança e estabilidade do solo.

    Fonte: G1

  • Polêmica nos bastidores: proposta de novo modelo de jurados para 2026 divide Bumbás em Parintins

    Sugestão de sistema inspirado na LIESA gera reação do Garantido e resposta do Caprichoso, ampliando tensão antes do Festival Folclórico de Parintins.

    Cultura – O clima nos bastidores do Festival Folclórico de Parintins para 2026 já começou a se intensificar após uma proposta apresentada na última quarta-feira (22) pelo coordenador de jurados, Wanderley Pantoja, que provocou forte reação da diretoria do Boi Garantido e gerou resposta imediata do presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo.

    A proposta em debate sugere a adoção de um modelo de julgamento inspirado na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), responsável por organizar o sistema de avaliação das escolas de samba no Carnaval carioca. A ideia, no entanto, dividiu opiniões e acendeu um novo embate entre os bumbás.

    A diretoria do Garantido manifestou preocupação com o modelo sugerido, levantando questionamentos sobre a lisura do sistema da LIESA em anos recentes e apontando possíveis conflitos de interesse envolvendo nomes ligados ao processo. O bumbá também destacou relações pessoais e profissionais entre envolvidos na proposta, o que, segundo sua avaliação, poderia comprometer a imparcialidade do julgamento.

    O presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo, rebateu as críticas nesta quinta-feira (23) e classificou as declarações como “pirotecnia”. Em entrevista ao site ‘ParintinsAmazonas’, ele defendeu a modernização dos critérios de avaliação e afirmou que o debate tem sido distorcido.

    “O Garantido tenta criar uma cortina de fumaça, colocando pessoas como alvo, quando essa não é a discussão técnica sobre jurados e julgamento”, declarou.

    Rossy reforçou ainda que o foco deveria estar na evolução do espetáculo e na atualização dos métodos de pontuação, destacando que relações pessoais existem em ambos os lados e não deveriam ser usadas para desviar o debate principal.

    Enquanto o Garantido cobra maior transparência e cautela com influências externas ao modelo carioca, o Caprichoso defende a modernização do sistema como caminho para aprimorar a avaliação técnica do festival, aprofundando uma discussão que promete seguir intensa até 2026.

  • Operação Torre 7 investiga uso de criptomoedas no Amazonas

    Ao todo, são cumpridos três mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além do sequestro de bens. As ações ocorrem em São Paulo.

    Amazonas – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Torre 7. Nesta etapa, os investigadores identificaram o uso de criptomoedas para pagar atividades ilegais e lavar recursos. Foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões nesses ativos.

    A Operação Torre 7 tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua no estado. A operação é um desdobramento de fases anteriores, quando líderes do grupo já haviam sido presos e investigados por lavagem de dinheiro.

    Também foi descoberta uma casa de câmbio ligada aos suspeitos. O local funcionava sem autorização do Banco Central e movimentava milhões de reais para o grupo criminoso.

    Ao todo, são cumpridos três mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além do sequestro de bens. As ações ocorrem em São Paulo.

    A FICCO/AM reúne a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social

    Fonte: G1

  • Justiça cassa mandatos de vereadores por fraude em Maraã no Amazonas

    Parlamentares permanecem nos cargos após efeito suspensivo enquanto caso segue para o TRE-AM.

    Justiça – A Justiça Eleitoral da 049ª Zona Eleitoral determinou a cassação dos mandatos de vereadores eleitos e suplentes no município de Maraã, após julgar procedente uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME).

    Decisão aponta fraude na cota de gênero

    A sentença identificou a prática de candidaturas fictícias, utilizadas para cumprir de forma irregular a exigência legal de mínimo de 30% de candidaturas femininas nas chapas proporcionais. A irregularidade foi constatada nos Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) dos partidos União Brasil e Avante.

    Votos são anulados e diplomas cassados

    Com a decisão, os votos obtidos pelas duas siglas foram anulados, resultando na cassação dos diplomas de todos os candidatos vinculados às chapas. Entre os parlamentares atingidos estão:

    Dicota (Luzenilson de Oliveira Roberto)
    Sabá das Máquinas (Sebastião Pereira Amancio Filho)
    Valcinei Tavares
    Lane da Pesca (Sherlane Vieira da Silva)
    Outros nomes também constam na decisão judicial.

    Parlamentares seguem nos cargos temporariamente

    Apesar da cassação, a juíza Joseilda Pereira Bilio concedeu efeito suspensivo à decisão. Com base no Código Eleitoral, os vereadores permanecem no exercício dos mandatos até o julgamento final dos recursos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

    Caso segue para instâncias superiores

    O processo agora segue em fase recursal. O Ministério Público Eleitoral já se manifestou contra os recursos apresentados pelas defesas. Caso a decisão seja mantida, os mandatos serão definitivamente encerrados e haverá novo cálculo do quociente eleitoral para redistribuição das vagas na Câmara Municipal.

    Fonte: AM POST

  • Mais de 14 mil servidores da Segurança do Amazonas terão reajuste salarial a partir de novembro

    Medida vale para profissionais ativos e inativos da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Segundo o governo, a correção segue a data-base das categorias.

    Amazonas – Mais de 14 mil servidores das forças de segurança pública do Amazonas terão reajuste salarial de 4,14%, referente à data-base de 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22), pelo Governo do Estado. A medida vale para profissionais ativos e inativos da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e deve gerar impacto de cerca de R$ 171 milhões por ano na folha do Estado.

    O reajuste será pago a partir de novembro deste ano. Segundo o governo, a correção segue a data-base das categorias e foi definida após reunião com representantes das forças de segurança.

    Além do aumento salarial, o pacote também prevê a promoção de 713 alunos soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Com isso, eles passam a atuar oficialmente como policiais e bombeiros militares no estado.

    De acordo com o governo, a medida reforça o efetivo das corporações e amplia a presença dos profissionais em diferentes regiões do Amazonas. As promoções fazem parte de um processo iniciado em 2019 e que ganhou reforço com o concurso público realizado em 2022, após quase 11 anos sem seleção.

    O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (AOPBMAM), major Frederico Nascimento, avaliou positivamente o reajuste e destacou a importância do diálogo com o governo.

    Fonte: G1