Um pedido feito antes do desaparecimento passou a integrar a sequência de acontecimentos que antecedeu a morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos. Segundo familiares, ela pediu que as pessoas que estavam com ela a procurassem caso demorasse a voltar. Doze dias depois, seu corpo foi localizado enterrado em uma área de mata em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A descoberta ocorreu na quarta-feira (21), quando a Polícia Civil também prendeu o ex-companheiro da vítima e a atual namorada dele, suspeitos de envolvimento no caso. As responsabilidades de cada um e as circunstâncias da morte continuam sob investigação.
LIGAÇÕES ANTES DO DESAPARECIMENTO DE BEATRIZ VITÓRIA
Beatriz era procurada desde 9 de outubro. Naquela noite, foi a um bar com um amigo, que teria saído para comprar carne e a deixado na companhia de outras pessoas.
De acordo com o relato da família ao UOL, a jovem recebeu sucessivas ligações e foi orientada a seguir até uma estrada de terra nas proximidades. Antes de sair, teria feito o pedido para que fossem atrás dela se não retornasse.
O conteúdo das conversas e a identidade de quem telefonou são elementos importantes para esclarecer como Beatriz deixou o estabelecimento e o que ocorreu depois.
SUSPEITA NEGA PARTICIPAÇÃO
A investigação também terá de confrontar versões sobre uma possível confissão. Inicialmente, investigadores relataram que a mulher presa teria admitido informalmente participação no crime.
Posteriormente, segundo reportagem de O TEMPO, a suspeita negou envolvimento. Sua advogada informou que ela optou pelo direito de permanecer em silêncio durante o depoimento formal.
A mudança exige que o relato inicial seja confrontado com os demais elementos da apuração. A prisão dos suspeitos não encerra a investigação nem estabelece uma condenação.
FAMÍLIA COBRA JUSTIÇA
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal em Belo Horizonte para os procedimentos de identificação e necropsia. A perícia também trabalhou no local onde ele foi encontrado.
A irmã de Beatriz manifestou o sofrimento da família e pediu justiça. “Hoje, nosso coração chora por uma vida interrompida”, escreveu nas redes sociais.
A localização do corpo encerrou a busca pelo paradeiro da jovem, mas deixou questões centrais para a Polícia Civil: como ela foi levada até a área de mata, quem participou da morte e qual foi a motivação.
Fonte e Foto: UOL









