A situação no Oriente Médio voltou a se agravar nesta quinta-feira (10). No Iêmen, os rebeldes houthis avançaram sobre a região costeira e anunciaram o controle da cidade portuária de Mocha, aumentando a preocupação internacional com a segurança do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica para o transporte marítimo entre o Mar Vermelho e o oceano Índico.
O avanço acontece em meio à intensificação dos confrontos envolvendo os houthis, a Arábia Saudita e outros atores da região. Ataques recentes atribuídos ao grupo deixaram dezenas de pessoas feridas na Arábia Saudita, aumentando a pressão diplomática sobre o Irã, que é acusado de apoiar os rebeldes. Teerã, entretanto, nega controlar diretamente o grupo.
Petróleo dispara
A escalada militar já provoca efeitos na economia mundial. O preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 107 por barril nesta quinta-feira, impulsionado pelos riscos para o transporte de petróleo e pela instabilidade no Oriente Médio.
O estreito de Bab el-Mandeb é considerado uma rota fundamental para o comércio internacional. Qualquer interrupção significativa na passagem de navios pode aumentar os custos de transporte e pressionar os preços de combustíveis e outros produtos em diferentes países.
Comunidade internacional acompanha com preocupação
O cenário ocorre paralelamente à guerra envolvendo Estados Unidos e Irã, aumentando a possibilidade de uma expansão do conflito para outras áreas da região. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a guerra pode continuar até depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Além da preocupação humanitária, governos e mercados financeiros acompanham os acontecimentos devido ao possível impacto sobre o petróleo, a inflação e o comércio internacional.
A situação permanece em rápida evolução, e novos ataques ou bloqueios nas principais rotas marítimas podem provocar novas consequências econômicas em escala global.
Fonte: Reuters, UOL, The Guardian









