Aldenor Ernesto de Lima, o fundador do Canto da Peixada, morreu nesta segunda-feira (31), em Manaus. Seu restaurante ganhou reconhecimento internacional por ter servido o Papa João Paulo II durante sua vinda à capital.
O anúncio foi publicado nas redes sociais da peixaria na manhã desta segunda-feira. O empresário tinha 88 anos e a causa da morte não foi divulgada, mas era de conhecimento público que a saúde dele estava debilitada há alguns meses. Aldenor chegou a ser visto em cadeira de rodas no restaurante.
“Homem íntegro, amado pai, esposo, avô e amigo, sentiremos falta do grande Aldenor. Neste momento delicado, pedimos respeito à família e pedimos a Deus que conforte o coração de todos. Descanse em paz!”, diz parte do comunicado nas redes sociais.
O velório está marcado para acontecer a partir das 10h desta segunda-feira. O local escolhido foi a funerária Canaã, na rua Major Gabriel, centro de Manaus. Um cortejo deve sair de lá por volta das 15h30 e seguir em direção ao cemitério São João Batista, que fica nas proximidades.
O empresário é pai do vereador Aldenor Lima (União Brasil) e, por isso, a Câmara Municipal de Manaus também emitiu uma nota de pesar, assinada pelo presidente da casa legislativa, David Reis (Avante). A mensagem diz que toda a Câmara se solidariza com os familiares e amigos, especialmente com o vereador, deseja força diante desta perda e que Deus conforte o coração de todos.
“Fundador do Restaurante Canto da Peixada, Aldenor Ernesto de Lima era conhecido pela defesa e valorização da culinária amazonense, deixando um legado ligado à preservação das iguarias e tradições gastronômicas da região Norte”, diz a nota.
Nascido no Careiro da Várzea, em 27 de agosto de 1938, Aldenor Ernesto de Lima trabalhou como garimpeiro, estivador e prático antes de fundar o Canto da Peixada. O restaurante foi aberto no dia 1º de maio de 1974 e funciona até hoje na esquina das ruas Emílio Moreira e Ayrão, no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul da capital.
Ele surgiu com apenas um fogão, um freezer emprestado e 200 cruzeiros doados. Seis anos depois, em 1980, o Papa João Paulo II visitou Manaus e se alimentou na cozinha do restaurante. As louças usadas pelo pontífice foram preservadas e ficam expostas até hoje. Em 2016, o estabelecimento virou Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Amazonas.
Fonte: Acrítica.com









