O preço médio do etanol hidratado apresentou movimentos diferentes pelo país na última semana. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os valores caíram em 14 Estados, subiram em quatro e no Distrito Federal e permaneceram estáveis em outras sete unidades da Federação.
Na média nacional, porém, o preço não sofreu alteração e continuou em R$ 3,91 por litro. Em São Paulo, principal produtor e consumidor do combustível e também estado com maior número de postos pesquisados, o valor médio permaneceu em R$ 3,61.
O levantamento considera os preços praticados entre 16 e 22 de agosto.
Goiás registra maior queda
Entre os Estados pesquisados, a maior redução foi registrada em Goiás, onde o preço médio do etanol caiu 2,58%, chegando a R$ 4,16 por litro.
Na direção oposta, Minas Gerais apresentou a maior alta da semana, de 3,45%, levando o preço médio para R$ 3,90.
No Amapá, não houve comparação com a semana anterior. O preço médio registrado foi de R$ 5,83 por litro, o maior valor entre as médias estaduais.
As diferenças também aparecem nos preços encontrados individualmente nos postos. O menor valor registrado pela pesquisa foi de R$ 2,85 por litro, em São Paulo. Já o maior chegou a R$ 6,59, em Pernambuco.
São Paulo tem menor preço médio
São Paulo também apresentou o menor preço médio estadual, de R$ 3,61 por litro.
Além de concentrar uma parcela significativa da produção nacional de etanol, o estado possui um dos maiores mercados consumidores do país, o que contribui para uma oferta mais ampla do combustível.
Na outra ponta, o Amapá registrou o maior preço médio entre os Estados, com R$ 5,83 por litro.
A diferença entre os valores reforça a importância de pesquisar os preços antes de abastecer, principalmente em regiões onde os custos de distribuição podem influenciar de forma mais significativa o preço final.
Etanol é vantajoso em 11 unidades
Além da variação dos preços, os dados da ANP mostram que o etanol permanece competitivo em relação à gasolina em 10 Estados e no Distrito Federal.
Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 59,97% do valor da gasolina, percentual considerado favorável ao biocombustível.
Pela metodologia tradicionalmente utilizada para avaliar essa relação, o etanol é considerado vantajoso quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina.
A relação ficou abaixo desse limite em:
Acre: 68,78%;
Amazonas: 66,99%;
Bahia: 66,57%;
Distrito Federal: 64,95%;
Goiás: 62,93%;
Mato Grosso: 54,99%;
Mato Grosso do Sul: 60,22%;
Minas Gerais: 63,11%;
Paraná: 61,75%;
Santa Catarina: 67,08%;
São Paulo: 56,94%.
Preço não é o único fator
Embora a regra dos 70% seja utilizada como referência para avaliar a competitividade do etanol, especialistas do setor observam que o combustível pode continuar sendo uma opção interessante mesmo quando essa relação ultrapassa o percentual, dependendo das características e da eficiência de cada veículo.
Por isso, além de comparar os preços nos postos, o consumidor deve considerar o rendimento do próprio carro com gasolina e etanol.
Os dados da ANP mostram, de qualquer forma, que o biocombustível mantém uma posição competitiva em diversas regiões do país. Com preços em queda em grande parte dos Estados, o etanol pode representar uma alternativa de economia para motoristas que encontram valores favoráveis na região onde abastecem.









