A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil do Tocantins após novas evidências levantarem dúvidas sobre as circunstâncias do caso. Dias antes de ser encontrado sem vida, o menino apareceu em um vídeo chorando e afirmando à mãe que não queria ir para a casa do pai, relatando que teria sido agredido.
Veja ao vídeo
https://www.instagram.com/reel/DbqQ5LWheil/?igsh=MTY1NHBiOGJ1bWFyYw==
O caso veio à tona na última segunda-feira (3), em Palmas, depois que o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, procurou a Polícia Civil para comunicar o falecimento do filho. Em depoimento, ele afirmou que o menino teria se afogado na piscina da residência, relatando que realizou manobras de primeiros socorros e, acreditando que a situação estava controlada, colocou a criança para dormir. Segundo sua versão, apenas na manhã seguinte percebeu que o filho não apresentava sinais vitais.
No entanto, o exame preliminar realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou indícios que contradizem essa narrativa. De acordo com a perícia, o corpo não apresentava sinais característicos de afogamento. Em vez disso, foram identificadas lesões no rosto e uma grave laceração intestinal, além de hemorragia interna e externa, apontada como a causa da morte.
As investigações também consideram o contexto familiar. Os pais da criança estavam separados e mantinham uma disputa judicial relacionada à pensão alimentícia. Conforme informado pela defesa da mãe, as visitas ao pai eram mantidas para evitar questionamentos envolvendo alienação parental.
O delegado responsável pelo caso informou que existem inconsistências entre a versão apresentada pelo pai e os primeiros resultados da perícia. Após prestar depoimento, Igor Gustavo foi liberado, mas continua sendo investigado enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais e a realização de novas diligências.
O vídeo em que Gustavo relata as supostas agressões passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores. O material deverá ser considerado durante o andamento do inquérito, que busca esclarecer as circunstâncias da morte da criança.
O corpo do menino foi sepultado em Palmas, enquanto familiares aguardam o desfecho das investigações.









