A empresa Innova foi novamente multada, nesta sexta-feira (17), pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Amazonas, por causa do vazamento de gás monômero estireno. As novas autuações foram feitas pela poluição atmosférica e após drones equipados com câmeras térmicas, identificarem fissuras em parte do tanque e constatar a continuidade do vazamento. Com isso, o valor total das multas ultrapassa R$ 20 milhões.
O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas.
As autuações ocorreram após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec).
Em uma das multas, a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e constatou a continuidade do vazamento.
Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente.
Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor.
De acordo com o diretor de Fiscalização da Semmas, Cezar Lopes, as equipes seguem acompanhando a ocorrência.
O g1entrou em contato com a Innova, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Bombeiros seguem trabalhando no local
Mais de 48 horas após o início do vazamento, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) seguem atuando no resfriamento dos tanques nesta sexta-feira.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 211 pacientes foram atendidos na rede estadual até às 15h30 desta sexta. Os principais sintomas relatados foram falta de ar, náusea, cefaleia, tontura e desmaio.
Do total de pacientes atendidos, apenas um segue internado, na UTI, mas em recuperação e com risco baixo de morte, segundo a SES-AM.
O órgão também registrou a morte de um homem de 67 anos que procurou atendimento após relatar mal-estar provocado pelos efeitos do vazamento. No entanto, a pasta informou que o paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e que não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência.
O incidente
O incidente ocorreu em um dos três tanques de monômero de estireno da empresa Innova. Segundo a companhia, o produto sofreu uma elevação anormal de temperatura, o que provocou a liberação de vapores por meio dos dispositivos de segurança do equipamento.
Nesta sexta, ainda há liberação de vapores do produto químico, mas em intensidade menor do que a registrada no início da ocorrência. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 80% do material que ainda sai do tanque é formado por partículas de água, enquanto a concentração de estireno é significativamente menor em comparação ao momento do vazamento.
Vazamento de gás em Manaus: multas à empresa ultrapassam R$ 20 milhões
As novas autuações foram feitas pela poluição atmosférica e após drones equipados com câmeras térmicas, identificarem fissuras em parte do tanque e constatar a continuidade do vazamento.
Por Juan Gabriel, g1 AM — Manaus
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A prefeitura e o governo estadual multaram a Innova nesta sexta-feira (17) em mais de R$ 20 milhões após identificarem novas fissuras em tanque de gás.
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O vazamento de monômero de estireno ocorreu na quarta-feira (15) na fábrica de Manaus, após o reservatório apresentar elevação de temperatura.
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A rede estadual de saúde atendeu 211 pacientes com sintomas de exposição ao gás, sendo que apenas uma pessoa permanece internada na UTI.
Bombeiros seguem no combate a vazamento de gás tóxico em Manaus
A empresa Innova foi novamente multada, nesta sexta-feira (17), pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Amazonas, por causa do vazamento de gás monômero estireno. As novas autuações foram feitas pela poluição atmosférica e após drones equipados com câmeras térmicas, identificarem fissuras em parte do tanque e constatar a continuidade do vazamento. Com isso, o valor total das multas ultrapassa R$ 20 milhões.
O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas.
As autuações ocorreram após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec).
Em uma das multas, a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e constatou a continuidade do vazamento.
Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente.
Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor.
De acordo com o diretor de Fiscalização da Semmas, Cezar Lopes, as equipes seguem acompanhando a ocorrência.
“Estamos realizando o monitoramento pela equipe de Fiscalização da Semmas, com uso de dois drones de alta precisão, além de corpo técnico composto por químicos e demais profissionais necessários nesta ocorrência”, destacou.
O g1 entrou em contato com a Innova, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Drone térmico identificou fissura em tanque usado para armazenar gás tóxico em fábrica no Amazonas. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus
Bombeiros seguem trabalhando no local
Mais de 48 horas após o início do vazamento, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) seguem atuando no resfriamento dos tanques nesta sexta-feira.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 211 pacientes foram atendidos na rede estadual até às 15h30 desta sexta. Os principais sintomas relatados foram falta de ar, náusea, cefaleia, tontura e desmaio.
Do total de pacientes atendidos, apenas um segue internado, na UTI, mas em recuperação e com risco baixo de morte, segundo a SES-AM.
O órgão também registrou a morte de um homem de 67 anos que procurou atendimento após relatar mal-estar provocado pelos efeitos do vazamento. No entanto, a pasta informou que o paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e que não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência.
O incidente
O incidente ocorreu em um dos três tanques de monômero de estireno da empresa Innova. Segundo a companhia, o produto sofreu uma elevação anormal de temperatura, o que provocou a liberação de vapores por meio dos dispositivos de segurança do equipamento.
Nesta sexta, ainda há liberação de vapores do produto químico, mas em intensidade menor do que a registrada no início da ocorrência. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 80% do material que ainda sai do tanque é formado por partículas de água, enquanto a concentração de estireno é significativamente menor em comparação ao momento do vazamento.
Vídeos gravados por trabalhadores logo após o início do vazamento e que circulam nas redes sociais mostraram a gravidade da situação. Nas imagens, é possível ver uma densa nuvem de fumaça branca saindo da área dos tanques e se espalhando rapidamente pelo pátio da empresa. A intensidade do vapor assustou os funcionários que estavam no local e em fábricas vizinhas. Veja abaixo:
Vídeos mostram momento de vazamento de monômero de estireno em Manaus
Área isolada e investigação
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Muniz, informou que a área isolada após a ocorrência compreende um raio de 300 metros ao redor do tanque onde ocorreu o vazamento.
Segundo ele, a empresa localizada ao lado da Innova foi evacuada e o isolamento permanece mantido. Apenas equipes envolvidas na resposta à ocorrência, como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Defesa Civil e órgãos de saúde, seguem com acesso ao local.
O comandante também informou que será realizada uma perícia para apurar as causas do incidente.
Sobre o que provocou o superaquecimento do produto, Muniz afirmou que a principal hipótese é uma reação espontânea no interior do tanque.
Em nota, a Innova informou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos de emergência da companhia e que todo o resíduo gerado foi armazenado para tratamento adequado. Segundo a empresa, cerca de 80% do material liberado nesta sexta-feira é vapor d’água, gerado pelo processo de resfriamento, enquanto o restante corresponde a gases residuais, que continuam sendo monitorados pelas equipes técnicas e pelos órgãos competentes.
A companhia afirmou ainda que mais de 85% do material no tanque já está polimerizado (solidificado) e que o processo deve ser concluído até o fim da noite, embora possam ocorrer pequenos resquícios de polimerização nos próximos dias. A empresa afirmou ainda que não há risco relacionado aos demais tanques da unidade, pediu desculpas pelos transtornos e disse que investiga as causas do superaquecimento.
Em nota, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que acompanha a ocorrência e solicitou informações detalhadas sobre as medidas de contenção adotadas pela empresa.
O órgão ressaltou que a operação segura das instalações é responsabilidade da companhia e que a apuração das causas e dos impactos ambientais, sanitários e à saúde dos trabalhadores será realizada pelos órgãos competentes. A autarquia também manifestou solidariedade às pessoas afetadas pelo incidente.
Fonte: G1









