Categoria: Saúde

  • Vírus Nipah reacende alerta global: viajar para a Índia é seguro?

    Mesmo com casos confirmados, OMS afirma que risco de disseminação é baixo e não recomenda restrições de viagens ou comércio.

    Saúde – A confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia voltou a acender o sinal de alerta internacional e levantou dúvidas entre turistas e viajantes. Apesar da preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades sanitárias reforçam que não há recomendação para restringir viagens ou comércio com o país e avaliam que o risco de propagação global é baixo.

    Na última sexta-feira (30), a OMS informou oficialmente que acompanha a situação, mas considera o cenário controlado, mesmo após a confirmação de dois casos da doença em território indiano. Segundo o órgão, não há indícios de transmissão sustentada que justifiquem medidas mais duras.

    Monitoramento e quarentena

    Como parte do protocolo de contenção, cerca de 110 pessoas estão em quarentena na Índia. O grupo inclui contatos próximos dos pacientes infectados e profissionais de saúde que atuaram diretamente no atendimento.

    A OMS destaca que ações como identificação precoce, isolamento dos casos e rastreamento rigoroso de contatos são fundamentais para evitar a disseminação do vírus — estratégias que já vêm sendo aplicadas pelas autoridades locais.

    Como ocorre a transmissão

    O vírus Nipah é transmitido, principalmente, de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são considerados os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.

    Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. O consumo desses produtos crus ou sem higienização adequada aumenta o risco de infecção. Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, doença transmitida de animais para pessoas.

    Contágio entre humanos é raro

    Embora possível, a transmissão de pessoa para pessoa é considerada incomum e geralmente ocorre em situações de contato próximo, como no ambiente familiar ou em unidades de saúde.

    O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias, liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Como essas partículas têm curto alcance, o risco aumenta apenas em situações de proximidade prolongada.

    Doença grave e sem vacina

    A OMS classifica o vírus Nipah como prioritário devido à gravidade dos quadros clínicos e à ausência de vacina ou tratamento específico. O atendimento médico é voltado apenas para o controle dos sintomas.

    Em casos mais severos, a infecção pode evoluir para problemas respiratórios graves e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode ser fatal.

    Então, é seguro viajar?

    De acordo com a OMS, sim. Não há, até o momento, qualquer orientação para evitar viagens à Índia. A recomendação é seguir cuidados básicos de saúde, como higienização adequada dos alimentos, evitar consumo de frutas cruas em áreas afetadas e manter atenção às orientações das autoridades locais.

    As entidades de saúde reforçam que o cenário atual não indica risco de pandemia, e que a vigilância permanece ativa para conter possíveis novos surtos.

  • SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

    Prematuros e crianças com condições de saúde específicas, como cardiopatias e síndrome de down, recebem agora o imunizante nirsevimabe.

    Saúde – A partir deste mês, bebês prematuros e com comorbidades poderão receber vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento oferecido é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença.

    O ministério da Saúde explica que o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata. Não há necessidade, nesse caso, de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos.

    São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades que atingem bebês de até 2 anos de idade são: doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para todo o país.

    O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

    Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Tristeza não é depressão: entenda a diferença

    Saúde – No vídeo, o psiquiatra Prof. Dr. Wagner Gattaz explica como reconhecer os sinais da depressão – uma doença real, que afeta o funcionamento do cérebro e vai muito além da tristeza passageira. Ele destaca sintomas como perda de energia, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e a incapacidade de sentir prazer, mesmo sem motivo aparente. Ao contrário da tristeza, a depressão não melhora com o tempo se não for tratada. Assista e saiba quando procurar ajuda profissional.

    https://youtu.be/bVPIVDG5SXo

  • Uso das ‘canetas emagrecedoras’ pode ter relação com pancreatite; entenda

    Vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica diz que este efeito colateral é considerado extremamente raro.

    Saúde – A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido (semelhante à Anvisa no Brasil) alertou sobre um risco raro de pancreatite aguda grave em pacientes que usam análogos de GLP-1 e/ou GIP, categoria em que estão a tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) e semaglutida (presente no Ozempic e no Wegovy).

    A pancreatite aguda já é um efeito colateral conhecido, porém infrequente, do uso dessas medicações. Em alguns casos extremamente raros, as complicações da pancreatite aguda podem ser particularmente graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal, segundo a agência reguladora. O principal sintoma é uma dor abdominal intensa e persistente que pode irradiar para as costas e ser acompanhada de náuseas e vômitos.

    “A pancreatite pode ser difícil de reconhecer nos seus estágios iniciais, uma vez que os primeiros sintomas, como dor abdominal, náuseas ou vômitos, podem ser atribuídos a outras causas, tais como efeitos colaterais gastrointestinais comuns do tratamento com GLP-1 e GLP-1/GIP ou infecção”, explica a agência.

    Embora as canetas sejam consideradas seguras e eficazes para os usos autorizados, não estão isentas de riscos, como ocorre com qualquer tipo de medicamento. As indicações da semaglutida e tirzepatida são para o tratamento da diabetes tipo 2, de obesidade e de sobrepeso com comorbidades associadas.

    “Quem toma análogos de GLP-1 deve estar atento aos sintomas de pancreatite grave e procurar atendimento médico urgente caso os apresente”, alerta a MHRA. Se houver suspeita de pancreatite, deve-se suspender o uso do medicamento imediatamente.

    No Reino Unido, entre 2007 e outubro de 2025, a MHRA recebeu 1.296 notificações de pancreatite associada a esses medicamentos, dos quais 19 casos foram fatais e 24 foram relatados como pancreatite necrosante. Uma pesquisa publicada recentemente pela University College London (UCL) estima que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram semaglutida e tirzepatida entre o início de 2024 e o início de 2025 para perder peso.

    O endocrinologista Bruno Halpern, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e diretor do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), afirma que esse efeito colateral é conhecido há bastante tempo e é considerado como extremamente raro.

    “Desde o lançamento da primeira molécula dessa classe, há 20 anos, já se discute sobre pancreatite como o efeito colateral mais grave dessas medicações. Ao longo desses 20 anos já saíram dezenas de estudos e não fica claro se esse risco é realmente maior por causa da medicação. Pessoas com diabetes e obesidade têm maior risco de pancreatite. Então, ainda existe discussão se é uma relação causal tão óbvia“, conta.

    Mas o que já se sabe é que uma grande perda de peso (que é facilitada e mais frequente com o uso desses remédios) pode levar a cálculos de vesícula biliar, os quais podem migrar e levar a um quadro de pancreatite, explica o médico.

    “Esses medicamentos estão se popularizando, e tem muita gente que não tem indicação e utiliza para perda de peso por estética. Então, são medicamentos bons, mas, ainda assim, têm o seu perfil de risco-benefício, e existem efeitos colaterais raros, que podem ser graves e nem todos eles são absolutamente conhecidos”, comenta Halpern. “Portanto, devem ser usados sob prescrição médica e com indicação clínica”, reforça.

    Já com relação a pacientes que têm histórico de pancreatite, o uso desses medicamentos depende principalmente de qual foi a causa da doença. “Se a causa da pancreatite foi um cálculo de vesícula, e a vesícula foi retirada, o risco (das canetas causarem outra pancreatite) é menor. Se a causa da pancreatite foi triglicérides alto, esses remédios vão inclusive baixar (triglicérides), então pode utilizar. Agora, se for uma pancreatite de causa desconhecida, aí o cuidado vai ser um pouco maior (pode não ser indicado usar semaglutida ou tirzepatida)”, explica o endocrinologista.

    “Pessoas com histórico de pancreatite foram excluídas dos estudos clínicos, então temos pouca evidência se o remédio seria seguro ou um fator de maior risco para uma nova pancreatite”, acrescenta.


    Fonte e Foto: Estadão

  • Fevereiro Laranja: entenda por que doar medula óssea salva vidas

    Campanha alerta para sinais do câncer no sangue, defende o diagnóstico rápido e incentiva o cadastro de doadores de medula, gesto simples que pode salvar muitas vidas.

    SaudO Fevereiro Laranja é dedicado à conscientização sobre a leucemia e à doação de medula óssea. Informar a população é essencial para reconhecer sinais precoces da doença, buscar atendimento médico rapidamente e ampliar o número de doadores, um passo decisivo para salvar vidas.

    O que é a leucemia?

    A leucemia é um câncer que afeta o sangue e a medula óssea, local onde são produzidas as células sanguíneas. Ela ocorre quando células doentes passam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as células normais e prejudicando funções vitais do organismo.

    As leucemias são classificadas conforme a rapidez de evolução (agudas ou crônicas) e o tipo de célula afetada (linfoide ou mieloide).

    Principais tipos de leucemia, exames e tratamento

    Leucemias agudas (evolução rápida):

    Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA). É mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos.

    Exames confirmatórios: hemograma alterado, exame da medula óssea (mielograma), imunofenotipagem e testes genéticos.

    Prognóstico: atualmente, muitos pacientes podem ser curados, especialmente com diagnóstico precoce.

    Tratamento: quimioterapia intensiva, terapias-alvo em alguns subtipos e, em situações específicas de alto risco ou recaída, transplante de medula óssea.

    Leucemia Mieloide Aguda (LMA). É mais frequente em adultos e costuma evoluir de forma agressiva.

    Exames confirmatórios: hemograma, mielograma, imunofenotipagem e testes genéticos, que ajudam a definir o risco da doença.

    Prognóstico: variável, dependendo das alterações genéticas e da resposta ao tratamento inicial.

    Tratamento: quimioterapia, terapias-alvo quando indicadas e, em muitos casos de maior risco, transplante de medula óssea após a remissão da doença.

    Leucemias crônicas (evolução lenta)

    Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). Geralmente afeta pessoas mais idosas e pode permanecer estável por muitos anos.

    Exames confirmatórios: hemograma, imunofenotipagem do sangue e exames genéticos em situações específicas.

    Prognóstico: na maioria dos casos, muito favorável, com controle prolongado da doença.

    Tratamento: muitas vezes, não é necessário tratar imediatamente. Quando indicado, utilizam-se medicamentos modernos, como terapias-alvo e imunoterapia.

    Transplante de medula óssea: hoje é uma exceção absoluta, reservado apenas a casos raríssimos e muito selecionados.

    Leucemia Mieloide Crônica (LMC). Caracteriza-se por uma alteração genética específica.

    Exames confirmatórios: hemograma e testes moleculares que identificam a alteração genética característica da doença.

    Prognóstico: excelente na grande maioria dos pacientes.

    Tratamento: medicamentos orais altamente eficazes, que controlam a doença por muitos anos.

    Transplante de medula óssea: atualmente é extremamente raro, indicado apenas em situações excepcionais de falha às terapias disponíveis.

    Quando o transplante de medula óssea é necessário?

    O transplante de medula óssea é indicado principalmente em algumas leucemias agudas, especialmente quando:

    A doença é de alto risco

    Não há boa resposta à quimioterapia

    Ocorrem recaídas

    Antes do transplante, o paciente geralmente passa por quimioterapia, terapias-alvo ou imunoterapia para controlar a doença e reduzir a quantidade de células doentes.

    Doação de medula óssea: um gesto que salva vidas

    A medula óssea não é a medula da coluna. Ela é responsável pela produção das células do sangue. A doação, na maioria das vezes, é feita pela coleta de células no sangue, de forma segura e semelhante à doação de sangue comum.

    O maior desafio é a compatibilidade genética, que é rara. Por isso, cada novo doador cadastrado aumenta as chances de um paciente encontrar um doador compatível.

    Fevereiro Laranja: informação e solidariedade

    O Fevereiro Laranja reforça a importância da informação correta, combate mitos sobre a doação e incentiva atitudes solidárias. O diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado transformaram a leucemia em uma doença cada vez mais tratável e, em muitos casos, curável.

    Informar-se, compartilhar conhecimento e considerar o cadastro como doador são atitudes simples que podem salvar vidas.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Estalar o pescoço pode causar AVC? Caso real reacende alerta sobre riscos ocultos do hábito

    Especialistas explicam quando o movimento pode ser perigoso, quais são os principais fatores de risco e como prevenir o Acidente Vascular Cerebral.

    Saúde – Um gesto comum para aliviar tensões do dia a dia pode esconder riscos sérios à saúde. O hábito de estalar o pescoço, bastante popular entre adultos jovens, voltou ao centro do debate após o relato da atriz americana KayLynne Felthager, de 32 anos, que afirmou ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) depois de realizar o movimento.

    Segundo o relato, KayLynne costumava estalar o pescoço com frequência para aliviar dores musculares. O que parecia inofensivo acabou se transformando em um pesadelo, levantando dúvidas sobre até que ponto esse hábito pode ser perigoso.

    O que aconteceu

    A atriz dirigia para casa após sair de um supermercado, nos Estados Unidos, quando sentiu uma leve dor de cabeça. Para aliviar o desconforto, inclinou a cabeça para o lado até ouvir o estalo característico — algo que fazia rotineiramente. O alívio foi imediato, mas durou pouco.

    Minutos depois, a dor se intensificou e, nos dias seguintes, surgiram sintomas mais graves, como perda temporária da visão e dificuldade para falar. Ao procurar atendimento médico, exames identificaram uma dissecção arterial, uma ruptura na parede de uma artéria do pescoço. A lesão favoreceu a formação de um coágulo, que se deslocou até o cérebro e provocou o AVC.

    Hipertensão ainda é a principal causa

    A neurologista Dra. Fernanda Maia, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), explica que, apesar do impacto do caso, a principal causa de AVC continua sendo a hipertensão arterial.

    “O AVC pode ser isquêmico, que representa cerca de 80% dos casos, ou hemorrágico, com aproximadamente 20%. Em ambos, a hipertensão é o fator de risco mais importante”, afirma.

    Ela ressalta que diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e colesterol elevado também aumentam significativamente o risco, além de doenças cardíacas, arritmias, alterações na coagulação e histórico de infarto.

    Estalar o pescoço realmente pode causar AVC?

    O neurologista Dr. Diego Bandeira, do Centro Neurovascular, explica que o risco existe, mas é raro. Segundo ele, movimentos bruscos ou repetitivos na região cervical podem, em situações específicas, provocar a dissecção de artérias do pescoço.

    “Essa lesão pode levar à formação de coágulos e, consequentemente, a um AVC. Não significa que toda pessoa que estala o pescoço terá um AVC, mas o risco aumenta quando o movimento é forçado, frequente ou feito sem orientação profissional”, esclarece.

    O especialista alerta ainda para exercícios mal executados e manobras agressivas, inclusive em academias ou terapias sem acompanhamento adequado. Por isso, o hábito não é recomendado, principalmente para pessoas com fatores de risco.

    Como prevenir o AVC

    A prevenção continua sendo a principal arma contra o AVC. Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose e colesterol, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e não fumar são medidas essenciais.

    O acompanhamento médico regular, especialmente a partir dos 40 anos, também faz diferença. Segundo os especialistas, a prevenção precoce reduz de forma significativa o risco de sequelas graves.

    Fique atento aos sinais de alerta

    Os sintomas de AVC surgem de forma súbita. Os mais comuns são:

    fraqueza ou dormência em um lado do corpo;

    dificuldade para falar ou compreender a fala;

    desvio da boca;

    perda repentina da visão;

    tontura intensa e desequilíbrio;

    dor de cabeça forte e incomum.


    Uma forma simples de identificação é a regra do FAST (ou SAMU): rosto torto, dificuldade nos braços, fala alterada e urgência em buscar socorro.

    AVC também afeta jovens

    Embora seja mais frequente após os 60 anos, médicos alertam para o aumento de casos de AVC em adultos jovens, muitas vezes relacionados ao estresse, sedentarismo, obesidade, tabagismo e falta de controle dos fatores de risco.

    O caso da atriz reforça um alerta importante: nem todo hábito comum é inofensivo, e cuidar da saúde exige atenção até aos gestos mais rotineiros.

  • Janeiro Branco: FCecon promove ações sobre o cuidado com saúde mental

    Serviço de Psicologia da Fundação realizou rodas de conversas, entrega de materiais e criou mural “Cartas que Acolhem”.

    Saúde – A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou, neste mês, diversas ações para a campanha Janeiro Branco. As atividades, organizadas pelo serviço de Psicologia, foram dedicadas a pacientes, acompanhantes e servidores.

    Durante o mês de janeiro, o setor de Psicologia realizou rodas de conversas, entregou materiais impressos e realizou dinâmicas nos setores de internação, quimioterapia e radioterapia.

    Conforme a gerente do serviço de Psicologia, Wladja Conde, o objetivo é levar acolhimento e orientações sobre o cuidado com a saúde mental. “Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que o Brasil é um dos países com um dos maiores índices de ansiedade no mundo, reforçando a necessidade da campanha Janeiro Branco”, disse.

    “Cartas que Acolhem”

    Uma das ações realizadas é o painel “Cartas que Acolhem”, localizado em frente ao setor de Psicologia, no Ambulatório da FCecon. O projeto foi criado para que o público, sejam servidores, pacientes ou seus familiares, possam escrever ou ler mensagens acolhedoras.

    “O painel tem o objetivo de, tanto os pacientes, acompanhantes e servidores, tenham uma troca de palavras motivacionais, favorecendo a saúde mental e trazendo um acolhimento”, explicou Wladja Conde.

    Campanha

    O Janeiro Branco é uma campanha brasileira sobre a conscientização da saúde mental, reconhecida por lei federal no ano 2023, e faz parte do calendário nacional de saúde. O objetivo é melhorar o bem-estar emocional da população, buscando autocuidado e a prevenção de transtornos como, ansiedade e depressão.

    FOTOS: Laís Pompeu/FCecon
    Com informações da acessória

  • OMS alerta: presunto entra no grupo de agentes cancerígenos

    Classificação não equipara o risco ao cigarro, mas confirma a relação entre carnes processadas e câncer colorretal.

    Saúde – A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o presunto e outras carnes processadas no Grupo 1 de carcinógenos, a mesma categoria do cigarro. A decisão, conduzida pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), baseia-se em evidências científicas robustas que comprovam a relação causal entre o consumo desses alimentos e o desenvolvimento de câncer em humanos, especialmente o câncer colorretal.

    Apesar do impacto da notícia, é fundamental esclarecer: estar no mesmo grupo não significa que presunto e cigarro ofereçam o mesmo nível de risco. A classificação considera a força da evidência, e não a intensidade do dano. Assim, enquanto o tabagismo provoca riscos muito mais elevados e abrangentes, o consumo frequente de carnes processadas também representa um alerta real à saúde.

    A evidência aponta que o processamento da carne — como cura, defumação e adição de conservantes — desempenha papel central nesse risco. Durante a digestão, compostos presentes nesses alimentos podem formar substâncias capazes de danificar o DNA das células intestinais, o que aumenta a chance de mutações e, consequentemente, de câncer.

    Além disso, o consumo regular de presunto, salsicha, bacon e embutidos está associado a mecanismos biológicos relevantes. Entre eles, destacam-se a presença de nitritos e nitratos, que podem gerar compostos potencialmente carcinogênicos, a produção de substâncias reativas no intestino, que causam estresse oxidativo, e o deslocamento de alimentos protetores da dieta, como fibras, frutas e vegetais. Soma-se a isso o fato de dietas ricas em ultraprocessados estarem ligadas ao ganho de peso e à inflamação crônica, fatores que também elevam o risco de câncer.

    Portanto, embora presunto não seja cigarro, a OMS reforça que ele não é inofensivo. O risco depende da quantidade e da frequência de consumo. Por isso, especialistas recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, aumentar a ingestão de fibras, reservar carnes processadas para ocasiões esporádicas e manter hábitos saudáveis, como atividade física regular e controle do peso.

    A mensagem central não é causar pânico, mas promover informação baseada em ciência, permitindo escolhas alimentares mais conscientes e alinhadas à prevenção de doenças.

    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Candidíase recorrente? O que pode ser e como evitar problema

    As altas temperaturas favorecem o crescimento do fungo devido ao aumento da temperatura corporal e da umidade na região genital.

    Saúde – Durante os dias mais quentes, o calor e a umidade se tornam fatores propícios para o aumento dos casos de candidíase. Muitas mulheres relatam infecções frequentes, o que pode indicar um quadro recorrente. Mas quais são as causas desse problema e como preveni-lo?

    A candidíase é causada por um fungo que já faz parte da flora vaginal, mas que, em determinadas condições, pode se proliferar em excesso e causar sintomas como coceira, irritação e corrimento. Mulheres com imunidade comprometida, como gestantes e pacientes com doenças crônicas ou em tratamentos que afetam o sistema imune, estão mais suscetíveis a infecções frequentes. Além disso, hábitos diários podem influenciar diretamente no surgimento da condição. Confira alguns:

    Roupas apertadas e calor

    As altas temperaturas favorecem o crescimento do fungo devido ao aumento da temperatura corporal e da umidade na região genital. Segundo a ginecologista Thais Santarossa, especialista em mastologia pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) evitar roupas íntimas molhadas é uma forma eficaz de prevenção. “Fungo gosta de umidade e calor, e assim acaba proliferando. Evitar biquínis molhados e roupas íntimas úmidas pode ajudar a reduzir os episódios de candidíase”, explica.

    O uso de roupas leves também é recomendado. Iana Carruego, ginecologista da clínica Elsimar Coutinho (SP), orienta optar por calcinhas de algodão, de preferência em tons claros, que absorvem menos calor. Roupas muito justas, como jeans, também devem ser evitadas, pois aumentam o abafamento da região e favorecem a proliferação do fungo.

    Alimentação e flora intestinal

    A dieta influencia diretamente no equilíbrio da flora vaginal. Alimentos ricos em açúcar e industrializados podem estimular o crescimento do fungo Candida. Carruego sugere a redução do consumo de produtos com corantes, adoçantes artificiais e alimentos ultraprocessados.

    Os probióticos, tanto via oral quanto vaginal, podem auxiliar na recomposição da flora e na prevenção da infecção. No entanto, a especialista alerta que o uso excessivo pode causar um desequilíbrio, conhecido como SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino). O ideal é utilizar os probióticos com orientação médica e investir em uma alimentação rica em fibras e prebióticos naturais.

    Higiene e prevenção

    Alguns hábitos de higiene podem favorecer a candidíase, como lavar a região íntima com sabonete em excesso e deixar roupas íntimas secando no banheiro. “O uso frequente de sabonetes pode alterar o pH vaginal e facilitar a proliferação do fungo”, diz Carruego.

    Dormir sem calcinha, evitar tecidos sintéticos e garantir que roupas íntimas e toalhas sequem em locais arejados são medidas simples que ajudam na prevenção. Para mulheres que enfrentam candidíase recorrente, tratamentos preventivos com imunomoduladores podem ser indicados. “Antigamente, usávamos o fluconazol para prevenção, mas hoje os imunostimulantes têm mostrado melhores resultados”, afirma a ginecologista.

    Ao identificar sintomas frequentes de candidíase, a recomendação é buscar orientação médica para um tratamento adequado. Ajustes nos hábitos diários e alimentares podem fazer diferença na prevenção da infecção, reduzindo os episódios de recorrência.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • O Melhor Exercício para o Coração: Descobertas da Universidade St George

    Estudo revela que atividades de força e resistência oferecem os melhores resultados na prevenção de doenças cardiovasculares, destacando a importância de um estilo de vida ativo.

    Saúde – A definição sobre qual o melhor exercício para o coração foi apresentada pelos pesquisadores da Universidade St George. Após analisarem dados de 4.086 pessoas, eles concluíram que as atividades físicas que demandam mais força e resistência trazem resultados mais expressivos.

    Para chegar a esse resultado, o estudo considerou o sexo dos participantes, a idade, a etnia e o tipo de atividade física escolhida por cada um. Além disso, o consumo ou não de cigarros, bem como outros fatores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como excesso de peso, hipertensão, diabetes e colesterol elevado também tiveram peso.

    Assim, a pesquisa revelou que entre os participantes de 21 a 44 anos, 36% optaram pelos treinos de resistência, como musculação ou funcional, e 28% pelos aeróbicos. Entre os participantes acima de 45 anos, 25% ficaram com treinamentos de força e 21% com atividades mais dinâmicas.

    A primeira constatação foi de que qualquer tipo de atividade física já ajuda a reduzir as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Ou seja, desde as mais leves, como caminhadas e pedaladas, passando pelas moderadas, até chegar às que necessitam de um maior emprego de força. 

    No entanto, os resultados mais evidentes ficaram para o grupo mais jovem que deu preferência aos exercícios de resistência. Ou seja, aqueles que visam aumentar a capacidade de manter o fôlego, tais como corrida, natação, lutas e outros.

    Considerando esse resultado, se você está em busca do melhor exercício para o coração, veja a lista de alguns exercícios dessa categoria que podem ser realizados na academia.

    1. Musculação

    Todos os exercícios feitos com o auxílio de aparelhos, especialmente com pesos a serem levantados.

    2. Agachamento com salto

    Consiste em flexionar os joelhos, com as pernas ligeiramente afastadas, para esticá-los completamente durante um salto, repetidas vezes.

    3. Afundos

    É a flexão das pernas para a frente, formando um ângulo de 90º, alternando entre uma e outra a cada troca.

    4. Prancha

    De barriga para baixo, sustente o peso do tronco nos antebraços e mantenha o apoio do restante do corpo na ponta dos pés, mantendo-o reto.

    5. Burpee surf

    É a combinação de movimentos rápidos que intercalam diversas posições, na seguinte sequência: em pé, agacha, posição de prancha, flexão e salto.

    6. Montanhista

    Esse exercício inicia-se na posição de flexão de braço e movimenta-se o joelho como se fosse atingir o peito. O ritmo pode ser acelerado durante a prática.

    Claro que tem mais exercícios. A lista é grande e motivos não faltam para vencer o sedentarismo e seguir em busca de um coração saudável, mas é sempre bom consultar um especialista antes de começar a praticar qualquer modalidade de exercício. Um profissional habilitado terá condições de avaliar seu estado de saúde e recomendar a melhor atividade para suas necessidades, bem como intensidade e frequência.

    Por Blog Educação Físicaa