Categoria: Saúde

  • Terceira idade: vacinação é aliada da saúde e da longevidade

    Vacinação na Terceira Idade: Proteção Essencial para um Envelhecimento Saudável

    Saúde – O Brasil vive um acelerado processo de transição etária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o país já soma mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e a tendência é que esse número cresça de forma significativa nas próximas décadas. Diante desse cenário, a vacinação se consolida como uma importante aliada para a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida na terceira idade, contribuindo para um envelhecimento mais ativo e saudável.
    A médica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que, com o envelhecimento, o sistema imunológico tende a apresentar respostas menos eficazes, o que torna ainda mais relevante a adoção de estratégias preventivas ao longo da vida. “As vacinas nesse contexto representam um reforço essencial, reduzindo o risco de infecções e também a chance de internações por complicações e até mesmo óbitos”, afirma.
    Dados do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2025, mostram que influenza A e COVID em 2025 estiveram entre os principais causadores de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos no Brasil.
    “A vacinação na terceira idade vai muito além da prevenção direta de doenças infecciosas. Ela reduz internações, colabora para a redução da sobrecarga do sistema de saúde e permite que o idoso envelheça com mais autonomia e segurança”, afirma a especialista. Segundo ela, manter as vacinas em dia é uma medida simples, mas extremamente importante para proteger uma população que vivencia transformações fisiológicas próprias do avanço da idade.
    Entre os imunizantes recomendados para pessoas com 60 anos ou mais, a médica destaca as vacinas contra a gripe (influenza), que deve ser aplicada anualmente, e a vacina pneumocócica, indicada para a prevenção de pneumonias e outras infecções graves, ressaltando também a vacinação contra a covid-19, especialmente para reduzir o risco de desfechos graves.
    Outro imunizante importante para esse público é a vacina contra o herpes-zóster, disponível atualmente na rede privada. A doença é causada pela reativação do mesmo vírus da catapora, que pode permanecer latente no organismo por décadas e se manifestar com o envelhecimento ou a queda da imunidade. Além disso, um estudo publicado em 2025 na revista BMC Public Health revelou que pessoas vacinadas contra o herpes-zóster apresentaram menor risco de diagnóstico de demência ao longo do acompanhamento, indicando um possível benefício adicional dessa imunização além da prevenção da própria doença.
    Além da proteção direta contra doenças, a vacinação contribui para o controle de surtos e para a proteção coletiva, especialmente em ambientes com elevada densidade de pessoas, como instituições de longa permanência e centros de convivência.
    “Ao se vacinar, o idoso protege não apenas a si mesmo, mas também familiares, cuidadores e a comunidade ao seu redor. Da mesma forma, quando essas pessoas mantêm suas vacinas em dia, também ajudam a reduzir a circulação de vírus e bactérias e protegem os idosos. É um cuidado que tem impacto individual e coletivo”, reforça Sylvia.
    Manter a caderneta de vacinação atualizada deve fazer parte da rotina de cuidados na terceira idade, assim como consultas médicas regulares e exames de monitoramento. “A orientação é que o idoso ou seus familiares busquem avaliação profissional para verificar quais vacinas são indicadas em cada caso, considerando histórico de saúde, comorbidades e possíveis contraindicações”, completa a especialista.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Adolescente perde perna e braço após infecção generalizada. Entenda

    Aos 15 anos, a estudante brasiliense Catarina Gurgel desmaiou 10 vezes em dois dias e quase morreu após quadro de infecção generalizada.

    Saúde – Aos 15 anos, a estudante brasiliense Catarina Gurgel era uma adolescente saudável até que, durante as férias escolares de agosto de 2021, ela sentiu uma dor intensa na barriga, seguida por febre, vômitos e diarreia. Em poucos dias, o quadro se agravou.

    Sem doenças prévias, sem uso regular de medicamentos e sem histórico recente de infecções importantes, Catarina não sabia o que um diagnóstico de infecção grave poderia significar.

    A jovem passou a ter episódios frequentes de desmaio e não conseguia se manter em pé. “Era uma dor insuportável. Eu achei que fosse apendicite ou pedra no rim”, relembra.
    A situação piorou rapidamente. Dois dias depois, ela estava com a pressão muito baixa e precisou ser internada. “Eu desmaiei dez vezes em dois dias”, relata.

    O que parecia uma infecção comum evoluiu para um quadro grave de sepse, conhecido popularmente como infecção generalizada. Rapidamente seus membros inferiores e superiores começaram a necrosar e, após avaliação médica, foi necessária a amputação da perna esquerda e do braço direito.

    O que é infecção generalizada?

    De acordo com o Ministério da Saúde, a sepse é uma reação exagerada do organismo diante de uma infecção. Em vez de combater apenas o agente invasor, o corpo passa a inflamar de forma descontrolada, o que pode comprometer órgãos como rins, pulmões e coração.

    Quando há queda persistente da pressão arterial, mesmo após reposição de líquidos, o quadro evolui para choque séptico — estágio mais grave e com alto risco de morte.

    O diagnóstico precoce é determinante. Segundo o ministério, cada hora de atraso no início do tratamento adequado aumenta o risco de complicações. O clínico geral Paulo Camiz, do Hospital Sírio-Libanês, explica que os sinais iniciais podem parecer comuns, mas alguns indicam gravidade.

    “O principal critério de gravidade é quando a pessoa começa a ter uma baixa de pressão ou alteração da consciência. Ela fica confusa ou muito sonolenta. É um sinal de que está faltando perfusão de sangue para a cabeça”, afirma.

    Segundo o médico, a diminuição da urina (oligúria), extremidades frias e aumento do ácido lático no sangue também indicam que os órgãos não estão recebendo oxigênio adequadamente.

    Em situações assim, é necessário ativar o protocolo de sepse, com exames laboratoriais amplos, coleta de culturas e início imediato de antibiótico na veia. “Cada hora de atraso aumenta muito a mortalidade de uma pessoa com infecção grave”, reforça o médico. Diante dos sintomas citados abaixo, a orientação é procurar atendimento imediato.

    Sintomas de alerta para sepse

    Febre alta ou temperatura muito baixa.

    Coração acelerado.

    Respiração rápida.

    Pressão baixa.

    Confusão mental ou sonolência excessiva.

    Diminuição da urina.

    Extremidades frias.

    Desmaios

    No caso de Catarina, a infecção evoluiu para choque séptico. Para manter a pressão arterial e garantir circulação nos órgãos vitais, foi necessário uso de medicamentos como a noradrenalina, além de suporte intensivo.

    Camiz explica que, em quadros extremos, tanto a gravidade da infecção quanto os medicamentos utilizados para manter a vida podem comprometer a circulação nas extremidades.

    A combinação de fatores pode levar à necrose. Foi o que aconteceu com a jovem, que perdeu um braço e uma perna em consequência das complicações. Ela nunca descobriu a causa da infecção generalizada.

    Hoje, aos 20 anos, Catarina usa próteses nos membros, é modelo, atriz e influenciadora digital. Nas redes sociais, se apresenta como “Cyborg Lolita”, apelido que carrega com muito carinho.

    Ela se define como otimista e diz que a experiência mudou sua visão sobre saúde e urgência médica. A nova rotina inclui acompanhamento médico contínuo, reabilitação e adaptação às próteses.

    A história dela reforça que sintomas como dor intensa, desmaios, diarreia com sangue e pressão baixa não devem ser ignorados. Em casos de sepse, agir rápido pode ser a diferença entre a recuperação e consequências permanentes.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Carnaval: metanol em bebidas liga sinal de alerta nos estados

    Folião deve consumir apenas bebidas de procedência conhecida.

    Saúde –  Alguns estados que tiveram mortes e casos por bebidas contaminadas por metanol estarão em alerta neste carnaval para as bebidas adulteradas. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025, o Brasil confirmou 76 casos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas.

    Outras 29 ocorrências ainda estão em investigação. No mesmo período, houve 25 óbitos confirmados, além de oito em investigação. Este ano, até 3 de fevereiro, foram confirmados sete casos e 13 estão sendo investigados.

    São Paulo foi o estado mais atingido. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) atualizou, nessa quarta-feira (11), o balanço de ocorrências relacionadas à intoxicação por metanol. No total, foram confirmados 52 casos, sendo 12 mortes (quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos, de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; um homem de 26 anos, de Sorocaba; e um homem de 26 anos, de Mauá).

    Atualmente, quatro mortes permanecem sob investigação: uma em Guariba, de um paciente de 39 anos, uma de São José dos Campos (31 anos) e dois de Cajamar (29 e 38 anos).

    A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas e reforça a importância de adotar cuidados durante o carnaval. A recomendação é adquirir produtos apenas de estabelecimentos regularizados, verificar a procedência das bebidas e evitar o consumo de itens de origem desconhecida.

    O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado de São Paulo está coordenando ações junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes que oferecem alimentos e bebidas alcoólicas, incluindo a verificação da origem e procedência dos produtos.

    Recomendação

    O CVS recomenda que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.

    Pernambuco

    A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que foram confirmados oito casos de intoxicação por metanol no estado, incluindo cinco óbitos em outubro e novembro de 2025. Ela alerta ainda que as bebidas destiladas de procedência duvidosa podem conter metanol ou outras substâncias impróprias para consumo.

    O metanol é um tipo de álcool extremamente tóxico para o ser humano e pode causar cegueira irreversível, falência renal e até a morte. “Desconfie de bebidas com preço muito abaixo do mercado. Não ingira misturas prontas vendidas em garrafas pet ou recipientes inadequados. Compre de estabelecimentos licenciados pela vigilância sanitária ou vendedores credenciados pela prefeitura. Latas lacradas são mais seguras”, diz a secretaria.

    A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) espera ultrapassar o número de quinhentas inspeções sanitárias. Entre as ações estão a fiscalização em bares, camarotes, restaurantes e locais onde há grande concentração de pessoas, além de inspeções em comércio ambulante garantindo o armazenamento e venda correta de alimentos e bebidas.

    Bahia

    Foram confirmados nove casos de intoxicação por metanol na Bahia. Três evoluíram para óbito, um residente em Ribeira do Pombal, um em Cansanção e outro em Juazeiro.

    A Secretaria da Saúde (Sesab), em parceria com o Ministério da Saúde, informou que reforçou os estoques do antídoto para tratamento da intoxicação por metanol caso haja necessidade. Acrescentou que tem incentivado os municípios a reforçar a fiscalização da venda e distribuição de bebidas destiladas.

    Paraná

    O Paraná informou que encerrou a Sala de Situação sobre intoxicação por metanol em 24 de novembro de 2025. O estado teve a confirmação de seis casos, sendo que três resultaram em mortes.

    Mato Grosso

    A Secretaria de Estado de Saúde o Mato Grosso (SES-MT) disse que intensificou as ações de vigilância e fiscalização, mesmo sem registro de novos casos confirmados há mais de 30 dias. O estado registrou seis ocorrências confirmadas. Houve quatro óbitos entre novembro e dezembro de 2025.

    A secretaria recomenda cautela aos foliões, que devem consumir bebidas apenas de estabelecimentos regulares e evitar produtos de procedência duvidosa ou sem rótulo adequado. Em caso de sintomas como visão turva, dor abdominal intensa, tontura ou confusão mental após o consumo de bebidas alcoólicas, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

    Laboratório móvel no Rio

    O estado do Rio de Janeiro não registrou casos nem mortes por metanol nas bebidas. Mesmo assim, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o Procon estão nas ruas com o Laboratório Itinerante do Consumidor, que circula pelos blocos e no Sambódromo.

    Com um laboratório portátil de alta tecnologia, o equipamento é capaz de testar, em tempo real, bebidas com indícios de falsificação. O aparelho reúne as fórmulas originais dos principais destilados do mercado e faz a comparação com amostras coletadas durante as fiscalizações.

    No último fim de semana, em ações no sábado (7) e no domingo (8), em blocos da zona sul e do centro da cidade, cerca de 26 litros de bebidas falsificadas foram apreendidos e testados, mostrando o risco que esse tipo de produto representa para a saúde do consumidor.

    “A venda de bebidas falsificadas é uma prática criminosa que coloca vidas em risco. Nossa atuação é firme para retirar esses produtos de circulação e alertar a população sobre os perigos desse consumo”, disse o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.

    Sinais e sintomas de alerta

    – Iniciais (até 6h após ingestão): dor abdominal intensa, sonolência, falta de coordenação, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e pressão arterial baixa;

    – Entre 6h e 24h: visão turva, fotofobia, visão embaçada, pupilas dilatadas, perda da visão das cores, convulsões, coma e acidose metabólica grave.

    – Em casos mais graves, o paciente pode evoluir para cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal, necrose de gânglios da base com tremor, rigidez e lentidão dos movimentos.

    Perigo

    O patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina e Diagnóstico, explica que, diferente do álcool comum (etanol), o metanol é um álcool que, ao ser metabolizado pelo organismo, gera substâncias altamente tóxicas que interferem, sobretudo, na produção de energia das células e atingem especialmente o sistema nervoso.

    Segundo o médico, o resultado pode ser uma acidose metabólica grave (aumento da acidez no sangue) que leva a complicações como alterações visuais (visão turva ou embaçada), lesão do nervo óptico, confusão e desorientação mental, convulsões, queda do nível de consciência (coma), arritmias e insuficiência respiratória podendo evoluir para morte.

    O perigo aumenta porque, conforme o patologista, a intoxicação por metanol nem sempre dá sinais imediatos claros e pode ser confundida com uma ressaca mais forte.

    “Os sintomas costumam surgir de forma progressiva, geralmente entre seis e 24 horas após a ingestão da bebida, podendo, em alguns casos, aparecer até 48 horas depois”, explica.

    Um dos principais diferenciais em relação à intoxicação alcoólica comum, de acordo com o médico, abrange a intensidade e a evolução do quadro, muitas vezes incompatíveis com a quantidade de bebida ingerida.

    “As alterações visuais são as mais características e não devem ser ignoradas, mesmo quando discretas. Ao chegar ao serviço de emergência é importante relatar a suspeita de ingestão de bebida de origem duvidosa e, se possível, levar a embalagem ou uma amostra do que foi consumido”, alerta Magarinos.

    Ainda de acordo com o patologista, há exames que confirmam a intoxicação como a dosagem de metanol no sangue ou na urina, mas nem sempre o teste está disponível de imediato.

    Por isso, o Ministério da Saúde orienta que as pessoas não esperem a confirmação para dar início ao tratamento.

    “Como medida de prevenção, a recomendação aos foliões é consumir apenas bebidas de procedência conhecida, evitar produtos sem rótulo ou vendidos em condições suspeitas e buscar atendimento médico diante de qualquer sinal incomum após o consumo de álcool”, finaliza Magarinos.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Diabetes pode roubar sua visão em silêncio: sinais urgentes que você não deve ignorar

    Principal causa de perda visual evitável no país, a retinopatia diabética pode avançar sem sintomas por anos.

    Saúde – A retinopatia diabética é uma das complicações mais comuns do diabetes e, ao mesmo tempo, uma das menos percebidas pelos pacientes. Trata-se de uma doença que afeta os vasos sanguíneos da retina, região do fundo do olho responsável pela formação das imagens. Hoje, ela é considerada a principal causa de cegueira evitável no Brasil, principalmente entre adultos em idade produtiva.

    O grande desafio é que a retinopatia pode evoluir de forma silenciosa por anos, sem dor ou queda evidente da visão, o que faz com que muitas pessoas só descubram o problema em estágios avançados.

    O excesso de glicose no sangue danifica progressivamente os vasos da retina, tornando-os frágeis, permeáveis e propensos a vazamentos. Com o tempo, isso compromete a oxigenação do tecido e desencadeia uma série de alterações, como hemorragias, edema macular e formação de vasos anormais que podem sangrar e levar à perda visual. Esse processo é mais rápido e agressivo quando o diabetes está mal controlado, há pressão alta associada ou o paciente convive com a doença há muitos anos. Por isso, o acompanhamento regular com oftalmologista é tão importante quanto o controle glicêmico.

    Sinais de alerta

    A retinopatia diabética é perigosa principalmente por ser silenciosa. Nas fases iniciais, o paciente enxerga normalmente, mesmo que a retina já esteja comprometida. Isso cria a falsa sensação de segurança e adia a busca por avaliação médica.

    Porém, existem sintomas que servem como alerta: visão embaçada, manchas escuras que flutuam no campo de visão, dificuldade para ler, distorções na imagem e perda súbita da visão. Quando esses sinais aparecem, o dano já costuma ser significativo e a consulta se torna urgente.

    O exame fundamental para o diagnóstico é o mapeamento de retina, simples, rápido e totalmente indolor. A tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluoresceína podem complementar a investigação nos casos mais avançados. O objetivo é identificar alterações antes que elas causem perda visual permanente, pois o tratamento é mais eficaz quando iniciado precocemente.  Para pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2, a recomendação é realizar avaliação oftalmológica anual – ou com maior frequência caso haja alterações já detectadas.

    Tratamentos modernos

    O tratamento da retinopatia diabética evoluiu significativamente nos últimos anos. Nas formas mais graves da doença, especialmente quando há edema macular ou proliferação de vasos anormais, o uso de medicamentos anti-VEGF aplicados diretamente no olho é hoje a terapia mais eficaz. Esses medicamentos reduzem o inchaço, controlam a formação de novos vasos e ajudam a estabilizar o quadro. Em alguns casos, podem ser necessários laser ou cirurgia vítreo-retiniana para controlar hemorragias e complicações mais avançadas.

    Apesar dos tratamentos disponíveis, o controle do diabetes continua sendo o fator mais decisivo para preservar a visão. Manter a glicemia estável, controlar a pressão arterial e cuidar da alimentação reduzem o risco de progressão da doença e melhoram a resposta às terapias. Atividade física regular, acompanhamento multidisciplinar e abandono do tabagismo também fazem parte da prevenção.

    A retinopatia diabética é evitável na maior parte dos casos, desde que diagnosticada cedo. Informação, consulta regular e atenção aos primeiros sinais são as principais ferramentas para impedir que o diabetes comprometa a visão. Mesmo quem enxerga perfeitamente deve realizar o exame anual, pois a visão saudável hoje não garante que a retina esteja protegida amanhã.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Dia de Combate ao Alcoolismo: terapias com fármacos reduzem vontade de beber

    Medicamentos disponíveis no país atuam no sistema nervoso central para controlar o consumo e manter a abstinência do álcool

    Saúde – Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia de Combate ao Alcoolismo reforça o alerta sobre os riscos do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, que tende a se intensificar em períodos festivos como o Carnaval. No Brasil, segundo o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), um em cada três adultos pratica ‘episódios pesados’ (6 ou mais doses em uma única ocasião), e um em cada nove já apresenta critérios para transtorno por uso de álcool.
    Para quem já enfrenta a dependência, tratamentos medicamentosos disponíveis no país, ainda pouco conhecidos, podem auxiliar no controle do vício e na recuperação da qualidade de vida. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o consumo nocivo de álcool provoca cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo e está associado a mais de 200 doenças e lesões, incluindo problemas no fígado, no coração, transtornos mentais e episódios de violência.
    Segundo a farmacêutica da rede Santo Remédio, Jéssica Cardeal, as terapias medicamentosas não atuam sozinhas, mas são ferramentas importantes no processo de recuperação. “Eles não fazem milagre sozinhos, mas são grandes aliados no tratamento contra o transtorno”, afirma.

    Efeito
    Entre os medicamentos mais utilizados está a naltrexona, que age no cérebro ao reduzir a sensação de prazer associada ao álcool. “Ela diminui a vontade de beber e reduz o risco de exageros ou recaídas, sendo indicado tanto para quem quer reduzir o consumo quanto para quem busca se manter sem beber”, explica Jéssica.
    Outra opção é o dissulfiram, indicado principalmente para pessoas que visam a abstinência total. O medicamento provoca reações intensas caso haja ingestão de álcool durante o tratamento, como náuseas e rubor facial. “Ele não tira exatamente a vontade de beber, mas funciona como um freio, ajudando quem quer parar completamente”, diz a farmacêutica.
    Há ainda medicamentos voltados para a manutenção da abstinência, como o acamprosato, que ajuda a reequilibrar o funcionamento do cérebro após a interrupção do consumo. De acordo com Jéssica, a escolha depende do perfil do paciente, do estágio da dependência e da avaliação de um profissional de saúde.

    Cuidados
    Todos os medicamentos utilizados no tratamento do alcoolismo exigem prescrição médica e acompanhamento contínuo, alerta a farmacêutica. “Isso é fundamental, porque o alcoolismo pode estar associado a outros problemas de saúde, e os medicamentos têm efeitos colaterais e contraindicações. Daí a necessidade de acompanhamento por um profissional médico”, afirma.
    Ela destaca que a automedicação representa risco, especialmente devido a interações medicamentosas. A naltrexona, por exemplo, não pode ser usada junto com analgésicos opioides, enquanto o dissulfiram exige atenção rigorosa a qualquer produto que contenha álcool, inclusive itens de uso cotidiano.
    Nesse processo, o farmacêutico ocupa uma posição estratégica. “Muitas vezes, ele é o profissional de saúde mais acessível, capaz de acolher sem julgamento, orientar sobre o uso correto dos medicamentos e encaminhar o paciente para atendimento médico ou serviços especializados”, afirma Jéssica.

    Foto: Freepik

    Por – Agência De Comunicação Repercussão

  • Nova regra para receitas controladas começa nesta sexta. Entenda

    Nova norma da Anvisa cria padrão nacional para medicamentos controlados; notificações azul e amarela seguem em papel até junho.

    Saúde – A partir desta sexta-feira (13/2), entra em vigor a nova regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece padrão nacional para a emissão de receitas digitais de medicamentos controlados.

    A norma, aprovada em dezembro de 2025, muda a forma como médicos e dentistas prescrevem esses medicamentos e como as farmácias validam as receitas. O objetivo é aumentar a segurança, reduzir fraudes e melhorar o controle sanitário no país.

    O que muda na prática

    Até agora, receitas digitais podiam ser emitidas com assinatura eletrônica, mas não existia um sistema nacional integrado de controle. Já no caso dos medicamentos de tarja preta, era obrigatório o uso da Notificação de Receita em papel — os conhecidos talões azul e amarelo.

    Com a nova norma, a prescrição digital de medicamento controlado precisa ser emitida dentro de plataforma autorizada pela Anvisa e integrada ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).

    Cada receita passa a receber numeração única, vinculada ao profissional de saúde. Quando o cliente apresentar o documento na farmácia, o farmacêutico poderá validar essa numeração para confirmar a autenticidade da prescrição e evitar reutilização indevida.

    “Quando você cria um padrão nacional integrado, todo mundo passa a falar a mesma linguagem: o profissional de saúde prescreve no sistema correto, o documento nasce com as garantias necessárias, e a farmácia consegue validar com mais segurança. É um avanço importante para reduzir fraudes, aumentar a rastreabilidade e, ao mesmo tempo, diminuir atritos para quem precisa manter o tratamento”, afirma Michele Alves, gerente executiva da Saúde Digital Brasil (SDB).

    Quais receitas entram na regra

    Notificações de receita (talões azul e amarelo).

    Prescrições de retinoides e talidomida.

    Receitas de Controle Especial.

    Receitas Sujeitas à Retenção, como antibióticos e medicamentos com GLP-1.

    Até 1º de junho de 2026, notificações azuis e amarelas ainda poderão ser usadas em papel, durante o período de transição. A integração completa das plataformas com o sistema da Anvisa deve ocorrer gradualmente nos próximos meses.

    Com a norma, algumas exigências passam a valer imediatamente, como a obrigatoriedade de CPF ou passaporte em todas as receitas de medicamentos controlados, a data da receita passa a ser a data da assinatura digital, impedindo emissão retroativa ou pré-datada, e o endereço individual do médico deixa de ser obrigatório quando houver o da instituição de saúde.

    O que muda para o paciente

    No caso da nova regra da Anvisa, o acesso ao medicamento não muda de forma imediata. O que se altera é o modelo de emissão e validação da receita. Até junho, receitas em papel e digitais convivem. A tendência é que, após a consolidação da integração tecnológica, o formato eletrônico se torne o padrão nacional para medicamentos sujeitos a controle especial.



    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Demência em jovens é mascarada por sintomas como estresse e depressão

    Diagnóstico precoce antes dos 60 anos exige atenção a mudanças de comportamento e perda de autonomia.

    Saúde – A demência de início precoce, que se manifesta antes dos 65 anos, atinge cerca de 3,9 milhões de pessoas no mundo e impõe um desafio diagnóstico tanto para médicos quanto para famílias.

    Diferente do padrão observado em idosos, a perda de memória imediata raramente é o primeiro sinal de alerta. Na população mais jovem, o comprometimento cognitivo é frequentemente confundido com estresse, depressão ou burnout, o que retarda o início do acompanhamento adequado.

    O diagnóstico de demência não define uma doença específica, mas sim um estado de comprometimento de múltiplas funções cerebrais.

    Em pacientes abaixo dos 60 anos, as causas degenerativas são menos comuns, representando cerca de 5% dos casos totais.

    Por essa razão, a investigação de causas secundárias e reversíveis é priorizada. Deficiências de vitamina B12, alterações na tireoide, apneia do sono e o uso abusivo de álcool são fatores que podem “mimetizar” um quadro demencial e devem ser descartados.

    A mudança de personalidade é apontada por especialistas como um dos marcos mais fortes para a suspeita clínica em adultos. A desinibição social, a irritabilidade fora do padrão e a perda de empatia são comportamentos que devem acender o alerta.

    O neurologista Eli Faria Evaristo, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a investigação deve ser imediata quando há prejuízo funcional. “O que pesa é se há mudança em relação ao ‘jeito de sempre’ da pessoa, se há piora progressiva e se há impacto real no trabalho, nas finanças, nos estudos e nas rotinas.”

    A apatia também surge como um sintoma frequente, mas sua diferenciação em relação a quadros psiquiátricos é complexa. Enquanto na depressão existe um sofrimento emocional manifesto, na demência a pessoa muitas vezes demonstra indiferença.

    O neurologista Alex Machado Baeta, da BP ( Beneficência Portuguesa) de São Paulo, reforça que a persistence é a chave do diagnóstico. “O sinal de alerta é quando essas dificuldades se tornam frequentes, progressivas e passam a comprometer a autonomia da pessoa.”

    Sinais no dia a dia

    Dificuldades no planejamento de tarefas simples, como organizar uma mala ou seguir uma receita, são manifestações comuns de falhas nas funções executivas.

    Erros frequentes na administração de finanças ou a incapacidade de manter o foco em atividades antes automáticas são “quebras” que merecem investigação.

    Problemas de linguagem, caracterizados pela dificuldade persistente em encontrar palavras ou pausas longas na fala, também são sinalizações úteis, especialmente na demência frontotemporal, subtipo comum entre os 45 e 65 anos.

    A velocidade com que os sintomas evoluem é um dado crucial, de acordo com os especialistas. Progressões muito rápidas, ocorrendo em poucas semanas, são menos típicas de doenças neurodegenerativas clássicas e podem indicar condições urgentes e tratáveis.

    Já o declínio lento, ao longo de meses, favorece hipóteses crônicas. A recomendação médica é que, diante da tríade de piora progressiva, sinais fora do padrão e prejuízo funcional, a investigação neurológica seja iniciada sem demora.

    O que observar:

    Mudanças bruscas de humor, agressividade ou perda de empatia sem histórico prévio;

    Dificuldade nova para dirigir ou se localizar em trajetos conhecidos;

    Esquecimento frequente de prazos e compromissos, mesmo com uso de agendas;

    Dificuldade para encontrar palavras comuns ou perda do fio da meada em conversas.

    Onde buscar ajuda:

    UBSs (Unidades Básicas de Saúde) para triagem;

    Ambulatórios de neurologia cognitiva e geriatria;

    Caps (Centros de Atenção Psicossocial) para alterações comportamentais.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Anvisa manda recolher fórmula infantil da Nestlé após excesso de iodo e selênio

    Dez lotes do Alfamino 400g foram suspensos por apresentarem níveis de micronutrientes acima do permitido para bebês com necessidades alimentares especiais.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da venda e o recolhimento de dez lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil, após identificar concentrações de selênio e iodo acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária.

    A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e inclui a proibição de comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos afetados. A medida tem caráter preventivo e atinge fórmulas destinadas a lactentes e crianças na primeira infância com necessidades dietoterápicas específicas — um público considerado mais vulnerável do ponto de vista nutricional.

    Nutrientes acima do permitido

    De acordo com a Anvisa, análises laboratoriais apontaram níveis de 31,1 microgramas de selênio por 100 kcal e 175,7 microgramas de iodo por 100 kcal na fórmula. Os valores ultrapassam os parâmetros definidos para esse tipo de produto, que deve seguir critérios rigorosos de composição devido ao seu uso em bebês em fase de desenvolvimento.

    O Alfamino é indicado principalmente para crianças com alergia grave à proteína do leite de vaca ou que necessitam de alimentação à base de aminoácidos livres. Por se tratar de uma fórmula especial, qualquer variação nos teores de micronutrientes pode representar risco à saúde.

    Segundo a agência, o descumprimento envolve normas sanitárias que regulam a produção e a comercialização de alimentos infantis no Brasil.

    Lotes atingidos

    O recall abrange os seguintes lotes da fórmula Alfamino 400g:

    50310017Y2

    51060017Y1

    50720017Y1

    50710017Y4

    50290017Y1

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    A Anvisa esclarece que apenas os lotes listados estão incluídos na determinação.

    Orientação aos pais e responsáveis

    A recomendação é que consumidores verifiquem o número do lote impresso na embalagem e interrompam imediatamente o uso caso o produto esteja entre os afetados. Pais e responsáveis devem entrar em contato com a Nestlé para obter orientações sobre devolução ou substituição.

    Especialistas alertam que o consumo excessivo de micronutrientes como selênio e iodo pode trazer impactos à saúde, especialmente em lactentes, cujo organismo ainda está em desenvolvimento e apresenta maior sensibilidade a desequilíbrios nutricionais.

    A Anvisa reforça que a medida busca garantir que fórmulas infantis comercializadas no país atendam integralmente aos padrões de segurança e qualidade exigidos para esse tipo de alimento.

  • Médico brasileiro cria técnica cirúrgica menos invasiva para aneurisma

    Método preserva artérias para tratar aneurisma e pode ampliar acesso ao tratamento minimamente invasivo.

    Saúde – Médicos brasileiros desenvolveram uma técnica inédita para tratar aneurismas complexos. O método, chamado Bifurcated In-Stent In Situ Technique (BIS2T), permite preservar artérias importantes durante cirurgias feitas por dentro dos vasos sanguíneos.

    Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Endovascular Therapy (JEVT) em maio de 2025 e apresentados em novembro na plenária principal do 52º VEITH Symposium, congresso internacional de cirurgia vascular e endovascular, realizado em Nova York.

    A cirurgia endovascular desenvolvida no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e aprimorada em parceria com médicos do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, é menos invasiva do que a cirurgia aberta porque é feita por dentro dos vasos, usando stents.

    Em casos mais complexos, a anatomia do paciente pode dificultar o procedimento tradicional. Até 19% das pessoas com aneurisma abdominal apresentam alterações nas artérias renais, como vasos extras ou bifurcações precoces, segundo estudos citados no artigo.

    No total, até 20% dos pacientes têm variações anatômicas que limitam o tratamento tradicional. Nessas situações, muitas vezes era necessário fechar intencionalmente uma artéria para conseguir tratar o aneurisma. Isso pode causar complicações importantes.

    A técnica BIS2T foi criada justamente para evitar esse “sacrifício” de vasos. “A proposta da técnica é oferecer uma solução viável, com dispositivos já disponíveis, para pacientes que antes tinham opções muito restritas de tratamento endovascular”, explica Gustavo Paludetto, chefe do Centro de NeuroCardioVascular do Hospital Santa Lúcia e um dos autores do estudo.

    O que é um aneurisma?

    O aneurisma é uma dilatação que se forma na parede da artéria, semelhante a um balão.

    Os aneurismas podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, sendo mais comuns na aorta, artéria principal que transporta sangue do coração para o restante do organismo.

    O maior risco está na possibilidade de rompimento.

    Com o aumento da pressão sanguínea, ele pode se romper, causando um AVC hemorrágico grave, chamado de hemorragia subaracnoide.

    Como funciona a nova técnica

    A BIS2T permite preservar dois vasos importantes a partir de uma única prótese principal. De forma simplificada, o médico implanta um primeiro stent. Depois, cria uma pequena abertura nele para acessar um segundo vaso e implantar outro stent.

    Por fim, é colocado um terceiro stent para reforçar a estrutura, formando um desenho bifurcado em formato de “D”. Isso possibilita manter o fluxo de sangue em artérias essenciais, como as renais ou as ilíacas internas.

    Quando as artérias ilíacas internas são fechadas durante cirurgias de aneurisma tradicionais, o paciente pode desenvolver dor pélvica crônica, dor ao caminhar, prejuízo da circulação pélvica e até disfunção erétil. Ao manter essas artérias abertas, a BIS2T pode reduzir o risco dessas sequelas.

    Resultados iniciais

    A técnica foi aplicada em dois casos clínicos descritos no estudo. No total, seis vasos foram preservados, incluindo artérias renais acessórias e ramos das artérias ilíacas internas.

    Segundo os autores, os dois procedimentos foram bem-sucedidos, sem complicações, sem vazamentos e sem obstrução dos vasos no acompanhamento por angiotomografia.

    Os próprios pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos com mais pacientes e acompanhamento por mais tempo. Mesmo assim, os resultados iniciais são considerados promissores.

    Outro ponto importante é que a técnica usa próteses já disponíveis no mercado. Isso significa que não depende de dispositivos personalizados, que costumam levar semanas para serem fabricados e podem atrasar o tratamento. Na prática, isso pode reduzir tempo de espera, custos e ampliar o acesso à cirurgia minimamente invasiva tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada.

    “Trata-se de um avanço técnico que pode mudar a conduta em pacientes que antes eram considerados inadequados para o tratamento minimamente invasivo”, conclui Gustavo Paludetto.

    Ao preservar artérias que antes precisavam ser fechadas, a BIS2T pode abrir novas possibilidades de tratamento para pacientes com anatomia complexa — reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida após a cirurgia.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Otite de verão: o perigo escondido em piscina e mar que pode doer – e muito

    Calor e água nos ouvidos viram a porta de entrada para infecções no verão, explica otorrinolaringologista.

    Saúde – Com a chegada do verão, aumentam as idas à praia, às piscinas e os momentos de lazer em ambientes aquáticos. O que muita gente não percebe é que esse cenário também favorece o surgimento de um problema comum nesta época do ano: a otite externa, popularmente conhecida como “ouvido de nadador”.

    Trata-se de uma inflamação do canal auditivo externo, frequentemente associada à combinação de calor,
    umidade e água acumulada nos ouvidos.

    Como a infecção se desenvolve

    Após o banho de mar ou de piscina, é comum que pequenas quantidades de água fiquem retidas no ouvido. Embora pareça algo inofensivo, essa umidade cria um ambiente ideal para a proliferação de bactérias e fungos, favorecendo o desenvolvimento da infecção.

    O risco aumenta ainda mais quando há microlesões no canal auditivo, muitas vezes causadas pelo uso inadequado de cotonetes, que removem a proteção natural da pele e facilitam a entrada de microrganismos. Crianças tendem a ser mais propensas a esse tipo de infecção, mas adultos também podem apresentar o problema.

    Sintomas que merecem atenção

    Os sinais da otite externa costumam surgir de forma progressiva e não devem ser ignorados. Dor no ouvido, coceira intensa, sensação de ouvido tampado, secreção e, em alguns casos, febre e sensação de pressão são sintomas de alerta.

    Além do desconforto, a inflamação pode afetar temporariamente a audição e, se não tratada corretamente, evoluir para quadros mais graves. Ao primeiro sinal de dor persistente ou piora dos sintomas, é fundamental procurar um otorrinolaringologista para avaliação adequada.

    Prevenção é simples e eficaz

    A boa notícia é que a otite externa pode ser amplamente prevenida com cuidados simples no dia a dia. Manter os ouvidos secos e limpos é uma das principais medidas. Após o banho ou atividades aquáticas, o ideal é secar delicadamente a parte externa do ouvido com uma toalha, sem introduzir objetos no canal auditivo. O uso de cotonetes deve ser evitado, assim como receitas caseiras ou substâncias sem orientação médica. Em pessoas que nadam com frequência, protetores auriculares específicos podem ajudar a reduzir a entrada de água.

    É importante reforçar que a automedicação pode aliviar sintomas de forma temporária, mas também pode
    mascarar a infecção e atrasar o tratamento correto. O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são essenciais para evitar complicações e garantir uma recuperação rápida e segura. Cuidar dos ouvidos faz parte do cuidado com a saúde como um todo – especialmente no verão, quando pequenos hábitos fazem toda a diferença.


    Fonte e Foto: JP Notícias