Categoria: Saúde

  • “Resultado não é passível de questionamento”, afirma cientista sobre avanço da polilaminina

    Em entrevista ao Roda Viva, pesquisadora da UFRJ defende estudo de 30 anos e destaca recuperação motora em pacientes com lesão medular completa.

    Saúde – A bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, afirmou que os resultados obtidos com a polilaminina — proteína desenvolvida em laboratório a partir da laminina — são tecnicamente sólidos e respaldados por décadas de pesquisa científica. A declaração foi dada durante participação no Roda Viva, exibido na última segunda-feira (23/2).

    Responsável pelo desenvolvimento da molécula, a pesquisadora explicou que o estudo é fruto de 30 anos de investigação sobre a polilaminina, versão recriada em laboratório da laminina, proteína produzida naturalmente pelo organismo e fundamental para a conexão entre neurônios.

    Segundo os dados apresentados, entre oito pacientes com lesão medular completa que participaram do estudo, 75% apresentaram algum grau de recuperação da função motora após o tratamento. Os resultados reacenderam o debate científico sobre terapias regenerativas para casos de paraplegia e tetraplegia.

    “O resultado técnico não é passível de questionamento. Eu sei a literatura que estou me baseando. Eu não tenho dúvida de que nós fizemos uma avaliação correta”, declarou Tatiana durante o programa.

    Entre os pacientes tratados está Bruno Freitas, apontado como o primeiro do mundo a receber a aplicação da proteína. Diagnosticado com tetraplegia após um grave acidente de carro, ele relatou que levou cerca de dois anos para recuperar autonomia e retomar a rotina.

    A entrevista também marcou a estreia do jornalista Ernesto Paglia como apresentador do tradicional programa da TV Cultura.

    A pesquisa segue sendo acompanhada pela comunidade científica, enquanto os resultados apresentados reforçam o potencial da polilaminina como uma das apostas mais promissoras no campo da regeneração neural.

  • Mpox: como está situação atual do surto no Brasil e estados com mais casos

    País registra mais de 60 confirmações, sem óbitos e com concentração maior no Sudeste.

    Saúde – O Brasil já ultrapassou a marca de 60 casos confirmados de mpox, segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais. Até o momento, não há registros de quadros graves ou mortes relacionadas à doença no país.

    Ao todo, são 62 confirmações distribuídas por diferentes unidades da federação. O estado com maior número de ocorrências é São Paulo, com 44 casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 9 registros, e Rondônia, com 4.

    Também foram contabilizados casos na Bahia (2), no Rio Grande do Sul (1), em Santa Catarina (1) e no Distrito Federal (1).

    Além dos casos confirmados, o país já registrou mais de 180 notificações suspeitas. Desse total, 57 foram descartadas após investigação. Somente em São Paulo, mais de 70 casos seguem em análise, aguardando resultado definitivo.

    O Ministério da Saúde informou que monitora a situação de forma contínua e destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas e identificar precocemente novos episódios, a fim de conter a transmissão.

    Sobre mpox

    A mpox é causada por um vírus transmitido principalmente por contato íntimo ou muito próximo com uma pessoa infectada. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça e lesões na pele que se manifestam como bolhas ou erupções características.

    Embora atualmente não haja registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em determinados casos. Estimativas apontam que, em cenários mais críticos, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado. No entanto, o avanço nas estratégias de vigilância, diagnóstico e isolamento tem contribuído para reduzir riscos.

    A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, mas também pode acontecer por meio do contato com secreções ou do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.

    Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo.

    Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.

    Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Secretaria Municipal de Saúde informa localização das unidades móveis de Saúde da Mulher

    Saúde- A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), informa a atual localização das unidades móveis de Saúde da Mulher. O serviço itinerante conta com cinco estruturas, que ofertam atendimento exclusivo para a população feminina, nos cinco Distritos de Saúde (Disas) da capital, Norte, Leste, Oeste, Sul e rural.

    Na zona Norte, o serviço móvel recebe as usuárias na rua Professor Manoel Belém, próximo à escola estadual Homero de Miranda Leão e ao campo de futebol do conjunto Renato Souza Pinto, no bairro Cidade Nova, até o próximo dia 4/3.

    As usuárias da zona Leste podem buscar atendimento na rua Alfazema, na comunidade João Paulo 2, no bairro Jorge Teixeira, até o dia 6/3.

    A estrutura móvel que atende o Distrito Oeste está situada na rua Professora Rosalina Feitosa, s/nº, próximo ao abrigo Monte Salém, no bairro Tarumã, até a sexta-feira, 27/2.

    Na zona rural, os atendimentos estão sendo ofertados no ramal da Cooperativa, com acesso pela rodovia federal BR-174 (Manaus-Boa Vista), quilômetro 21, também até a sexta-feira, 27/2.

    Na zona distrital Sul, o serviço móvel mantém base no estacionamento do Comando de Policiamento do Interior (CPI), na avenida Marques da Silveira, nº 1.248, no bairro Raiz, até o dia 6/3.

    Atendimento

    As unidades móveis de Saúde da Mulher da Semsa ofertam serviços e procedimentos da Atenção Primária, dentre eles consultas médicas e de enfermagem, mamografia, ultrassonografia, consulta inicial do pré-natal, planejamento familiar, coleta e exame preventivo, vacinação, testes rápidos para detecção de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e dispensação de medicamentos.

    As estruturas funcionam de segunda a sexta-feira, em dias úteis, inclusive pontos facultativos da administração municipal, das 7h às 17h. Para atendimento em qualquer das unidades, as usuárias devem apresentar o documento oficial de identidade e o cartão do SUS.

    Confira os locais de atendimento das unidades móveis de Saúde da Mulher

    Zona Norte

    Rua Professor Manoel Belém, próximo à escola estadual Homero de Miranda Leão e ao campo de futebol do conjunto Renato Souza Pinto –Cidade Nova

    De 9/2 a 4/3

    Zona Leste

    Rua Alfazema, comunidade João Paulo 2 – Jorge Teixeira

    De 23/2 a 6/3

    Zona Oeste

    Rua Professora Rosalina Feitosa, s/nº, próximo ao abrigo Monte Salém – Tarumã

    De 9 a 27/2

    Zona Sul

    Avenida Marques da Silveira, nº 1.248, no estacionamento do Comando de Policiamento do Interior (CPI) – Raiz

    De 16/2 a 6/3

    Zona Rural

    Ramal da Cooperativa, quilômetro 21 da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista)

    De 16 a 27/2

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    FONTE – Divulgação/Semsa

  • Manacapuru recebe Carreta da Saúde com exames de mamografia e ultrassonografia

    Unidades móveis reforçam acesso ao diagnóstico por imagem na capital e interior.

    Amazonas – O município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, passa a contar, a partir desta segunda-feira (23/02), com uma das Carretas da Saúde do Governo do Amazonas. A unidade móvel oferecerá exames de mamografia e ultrassonografia até o dia 15 de março, instalada no estacionamento do Sesc, na avenida Barão do Rio Branco, no Centro da cidade.

    A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e integra a estratégia estadual de ampliação do acesso ao diagnóstico por imagem. O município já conta com uma carreta de tomografia desde o ano passado, dando suporte ao Hospital Geral de Manacapuru, fortalecendo a rede de assistência local.

    Além disso, outra unidade de tomografia está em Itacoatiara, atendendo pacientes do Hospital Regional José Mendes. Na capital, uma quarta carreta funciona na Escola Estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra (CMPM III), no bairro Tarumã, dentro da programação do Governo Presente, com oferta de exames até o dia 26 de fevereiro.

    Ampliação do diagnóstico precoce
    Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, as unidades móveis representam um reforço estratégico para descentralizar o atendimento e garantir maior agilidade na realização de exames.

    As carretas de mamografia e ultrassonografia funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. São ofertados exames como ultrassonografia de abdômen total e superior, tireoide, aparelho urinário, próstata via abdominal, além de exames transvaginal e pélvico.

    Os atendimentos são destinados a pacientes adultos previamente atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e com encaminhamento emitido pelo Complexo Regulador do Amazonas. A exceção é a mamografia para mulheres acima de 40 anos, que não exige encaminhamento.

    Implantadas em 2023, as Carretas da Saúde já contabilizam mais de 123 mil atendimentos em todo o estado, sendo mais de 75 mil apenas em 2025, ampliando a cobertura tanto na capital quanto em municípios do interior.

    Fonte: AM POST

  • Tabu sobre sexualidade de jovens autistas abre brecha para riscos à saúde

    Negligência com a educação sexual desde a infância pode levar a uma série de problemas que afetam tanto o próprio indivíduo quanto as pessoas de seu convívio.

    Saúde – A sexualidade de adolescentes com TEA (transtorno do espectro autista) ainda é tratada como um tabu. Muitos pais e responsáveis acreditam que falar sobre o assunto poderia incentivar práticas sexuais precoces ou ferir a “inocência” dos filhos.

    No entanto, um estudo publicado em novembro na revista Ciência & Saúde Coletiva indica que evitar essa conversa pode ser mais prejudicial por abrir espaço para desinformação e riscos à saúde.

    Conduzida pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), a revisão identificou que, apesar de pessoas autistas vivenciarem as transformações hormonais da puberdade da mesma maneira que indivíduos neurotípicos, a forma como essas mudanças são percebidas é diferente. O crescimento de pelos, a primeira menstruação e as mudanças na voz podem não ser imediatamente compreendidas, e a falta de leitura das normas sociais faz com que esses adolescentes tenham mais dificuldade para interpretar limites, privacidade e expectativas associadas ao seu corpo e ao dos outros.

    O despreparo para lidar com a sexualidade pode tornar esses jovens mais vulneráveis a ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), gravidez não planejada, violência e até não saber identificar possíveis abusos. Esse risco é particularmente elevado entre aqueles que apresentam maior nível de suporte. Essa classificação é definida pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), da APA (Associação Psiquiátrica Americana), e se baseia no grau de ajuda contínua que o indivíduo autista precisa.

    O nível 1 indica necessidade de baixo suporte, com dificuldades sutis de comunicação social e rigidez comportamental, mas preservando autonomia para estudar ou trabalhar. Já o nível 2 envolve uma demanda moderada, com prejuízos mais evidentes na comunicação e na adaptação a mudanças, exigindo apoio frequente no dia a dia. Por fim, o nível 3 corresponde à necessidade de suporte elevado, quando há grandes limitações na comunicação e na autonomia, tornando indispensável ajuda constante para atividades básicas e segurança.

    “Uma pessoa com grau elevado de suporte pode não conseguir explicar um assédio que sofreu por não saber nomear as partes do seu corpo corretamente ou por não entender o que aconteceu. É importante aprender a nomear as partes do corpo”, orienta a hebiatra Andrea Hercowitz, coordenadora do programa de pós-graduação em Medicina do Adolescente da FICSAE (Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein). “Dizer, por exemplo, que ‘a borboleta está machucada’ pode não deixar claro o problema para pessoas que estejam conduzindo um atendimento médico.”

    Os desafios da educação sexual não são exclusivos de pais e responsáveis atípicos. Como resultado, muitos desistem de abordar esses temas com os próprios filhos, deixando a cargo do adolescente ir atrás de conhecimento, em conversas com amigos ou buscas na internet, o que os expõem ao risco de informações errôneas e abordagens inadequadas.

    No entanto, muitos jovens com TEA costumam apresentar um padrão social atípico que se manifesta como personalidade tímida e inibida, que os impede de conversar sobre esses assuntos com seus pares. O cenário pode ser mais complexo entre indivíduos com maior nível de suporte, já que demandam explicações diretas e adaptadas às suas necessidades cognitivas, como por meio de desenhos ou músicas.

    Somado a isso, aparece a infantilização. O não reconhecimento do desenvolvimento dos filhos faz com que não sejam oferecidas a eles informações importantes sobre o convívio social. “Muitos responsáveis agem como se, ao virar adulto, o indivíduo já soubesse tudo o que precisa para viver”, aponta Hercowitz. “Mas é importante destacar que, se não há preparação, os jovens ficam suscetíveis e vulneráveis a experiências que talvez nem reconheçam como relacionadas à sexualidade.”

    Riscos do silêncio

    A vulnerabilidade é um dos grandes riscos da negligência com a educação sexual. Uma meta-análise de 34 estudos internacionais, publicada em 2023 na revista Trauma, Violence, & Abuse, revela que 40% dos indivíduos com autismo já foram vítimas de abuso ou violência sexual.

    “Infelizmente, boa parte dos cases de abuso sexual na infância ocorre dentro de casa, no ambiente familiar ou com pessoas próximas”, observa a médica Aline Veras Morais Brilhante, especialista em sexualidade humana e professora da UFC (Universidade Federal do Ceará). “Indivíduos com TEA, sobretudo aqueles com maior necessidade de suporte, ficam mais vulneráveis quando dependem do agressor.”

    Os problemas na comunicação e na compreensão das regras sociais também tendem a tornar crianças e adolescentes autistas vítimas mais visadas por abusadores. As dificuldades de socialização e manutenção de vínculos podem fazer com que não percebam situações de risco ou atitudes tóxicas e criem uma dependência emocional do perpetrador da violência. “Vale destacar também que, quando não falamos sobre sexualidade com o jovem, aumentamos o risco de ele próprio se tornar um agressor”, observa Brilhante. “A falta de consciência social pode levar a comportamentos inapropriados, como masturbação em público ou toques sem consentimento.”

    Para além do assédio de terceiros, esse tipo de situação expõe a pessoa com TEA a mais violência, dificultando sua socialização e possivelmente gerando problemas de convivência no ambiente escolar. A longo prazo, tais barreiras ampliam o risco de transtornos de saúde mental, como ansiedade e depressão.

    Diálogo transparente e progressivo

    A melhor maneira de evitar os problemas e riscos derivados de uma educação sexual falha é, justamente, promover o diálogo desde cedo. A orientação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é de que a sexualidade comece a ser discutida a partir dos 5 anos, em um processo conduzido por familiares, educadores e profissionais de saúde.

    “Ninguém vai falar de relação sexual para uma criança. Nessa idade, o foco da educação sexual está em promover o conhecimento do próprio corpo, ensinando-a a identificar cada parte, como cabeça, nariz, orelhas, mamas, pênis e vagina para que ela possa, então, entender a importância do consentimento para o toque”, frisa Andrea Hercowitz. Ensine o pequeno, por exemplo, que as partes íntimas só devem ser acessadas por ele mesmo, pelos pais e responsáveis quando for a hora da higienização e por médicos durante as consultas.

    Também vale orientar sobre a existência da diversidade. “O contato com pessoas de diferentes cores, tipos de corpos, gêneros e sexualidades naturaliza a diferença, e impede que eles cresçam com desconhecimentos e preconceitos”, afirma a hebiatra do Einstein.

    Toda essa conversa pode ser feita de maneira lúdica, com brincadeiras e livros. “Quando falamos de pessoas neurodivergentes, a educação sexual precisa se adequar ao nível de suporte, às dificuldades, ao estilo de aprendizagem e ao perfil sensorial de cada uma”, explica a professora da UFC. Algumas crianças podem entender melhor se a comunicação for feita por meio de desenhos, outras por música ou formas de massinha. “Não existe uma regra geral, é preciso entender como acessar cada indivíduo.”

    Conforme a criança cresce, o diálogo sobre sexualidade também precisa ganhar mais complexidade. Com o início da puberdade, é normal que surjam curiosidades sobre o próprio corpo, já que algumas regiões ganham mais sensibilidade, e que cresça o interesse pelo corpo alheio. Essa é a hora de explicar sobre o funcionamento do sistema reprodutor e genital, como o que fazem ovário, útero, testículos etc. Tanto as garotas quanto os garotos devem participar dessa conversa, de preferência em idades que precedem a primeira menstruação ou ejaculação.

    Passadas todas essas fases, chega a hora de falar de sexo. Como cada adolescente tem uma trajetória única, não existe uma idade certa. Para saber se seu filho pode já estar nessa etapa, pergunte se já beijou, se está se relacionando com alguém e se teve algum tipo de contato íntimo. A partir dessa referência, será possível orientar corretamente sobre sua sexualidade e os cuidados que deve tomar dali em diante.

    Não deixe de alertar sobre métodos preventivos, como o uso de contraceptivos e camisinha, além da importância de fazer testes regularmente. Caso não se sinta seguro para fornecer essas orientações sozinho, marque uma consulta com um médico especialista, que poderá tirar as dúvidas do seu filho. “Não adianta evitar o assunto. Quando chegar o momento, o adolescente vai viver sua sexualidade. Então, é melhor que faça isso com conhecimento e proteção”, pondera Hercowitz. “A educação sexual garante uma vivência da sexualidade mais saudável, respeitosa e prazerosa.”


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Cientistas encontram vírus no intestino ligado ao câncer colorretal

    Estudo encontrou vírus dentro de bactéria comum do intestino com maior frequência em pacientes com câncer no cólon e reto.

    Saúde – Pesquisadores da Universidade do sul da Dinamarca e do Hospital Universitário de Odense identificaram um vírus até então desconhecido que aparece com mais frequência em pessoas com câncer colorretal. A doença afeta o cólon e o reto e está entre os tipos de câncer mais comuns no mundo.

    A descoberta, publicada na última quinta-feira (19/2) pela instituição de ensino, mostra que o vírus foi encontrado dentro da bactéria Bacteroides fragilis, que faz parte da flora intestinal de muitas pessoas saudáveis.

    Os cientistas observavam que essa bactéria aparecia com frequência em pacientes com câncer, mas não entendiam exatamente o motivo. Ao analisar o material genético da bactéria, os pesquisadores descobriram que, em parte dos casos, ela carregava um vírus específico — um tipo de vírus que infecta bactérias, chamado bacteriófago.

    O pesquisador Flemming Damgaard, coordenador do estudo, explicou a importância do achado: “Descobrimos um vírus que não havia sido descrito antes e que parece estar intimamente ligado às bactérias encontradas em pacientes com câncer colorretal.” Segundo ele, talvez não seja apenas a bactéria que importe, mas a interação entre ela e o vírus que carrega.

    Como a pesquisa foi feita

    O estudo começou com pacientes dinamarqueses que tiveram infecção grave no sangue causada por Bacteroides fragilis. Alguns deles receberam diagnóstico de câncer colorretal pouco tempo depois.

    Os cientistas compararam o material genético da bactéria em pessoas com e sem câncer e perceberam que o vírus estava presente com mais frequência nos pacientes com tumor.

    Para confirmar os dados, a equipe analisou amostras de fezes de 877 pessoas da Europa, Estados Unidos e Ásia. O resultado mostrou que pacientes com câncer tinham cerca de duas vezes mais chance de apresentar o vírus no intestino do que pessoas sem a doença.

    Damgaard ressalta que isso não significa que o vírus cause câncer: “Ainda não sabemos se o vírus contribui para o desenvolvimento do câncer ou se é apenas um sinal de que algo mudou no intestino.” Ou seja, por enquanto, trata-se de uma associação estatística.

    O que o estudo pode significar

    O intestino abriga trilhões de microrganismos, conhecidos como microbioma. Alterações nesse equilíbrio já vêm sendo estudadas como possíveis fatores ligados ao câncer colorretal.

    A descoberta desse novo vírus pode ajudar a entender melhor esse processo. Em análises iniciais, algumas sequências virais conseguiram identificar cerca de 40% dos casos de câncer avaliados no estudo, o que abre caminho para pesquisas futuras sobre rastreamento da doença.

    Ainda assim, os pesquisadores reforçam que são necessários novos estudos para saber se o vírus participa diretamente do desenvolvimento do tumor ou apenas acompanha a doença.

    Agora, a equipe pretende investigar se o vírus está presente diretamente nos tumores, como ele pode alterar o comportamento da bactéria e se há impacto no desenvolvimento do câncer em modelos experimentais. Só depois dessas etapas será possível afirmar se o vírus tem papel ativo na doença.

    A descoberta não prova que o vírus cause câncer colorretal, mas traz uma nova peça para o quebra-cabeça da doença. Ao mostrar que um vírus escondido dentro de uma bactéria pode estar associado ao tumor, o estudo amplia o debate sobre o papel do microbioma intestinal no surgimento do câncer.



    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Coração infantil também precisa de check-up: riscos silenciosos exigem atenção desde cedo

    Mesmo sem sintomas, crianças podem ter alterações cardíacas invisíveis; avaliação preventiva é fundamental para crescimento saudável e prática esportiva segura.

    Saúde – Existe uma ideia bastante difundida de que o cardiologista pediátrico é o especialista procurado apenas quando há um sopro, um diagnóstico prévio ou algum sintoma evidente. Fora dessas situações, muitos pais acreditam que, se a criança é ativa, brinca normalmente e não apresenta queixas, seu coração está necessariamente saudável. Mas essa é apenas parte da história.

    A cardiologia pediátrica moderna vai muito além do tratamento de doenças já identificadas. Seu papel mais estratégico está na prevenção — especialmente na identificação de riscos silenciosos, que podem permanecer ocultos por anos. E é justamente nas crianças aparentemente saudáveis que essa atuação se mostra mais valiosa.

    O coração saudável também deve ser avaliado

    Diversas condições cardíacas com potencial de impacto ao longo da vida podem evoluir sem qualquer sintoma inicial. A criança corre, participa das aulas, pratica esportes e não demonstra sinais de limitação. Ainda assim, alterações estruturais ou elétricas do coração podem estar presentes de forma silenciosa.

    Em muitos casos, o primeiro momento de maior exigência cardiovascular ocorre quando a criança inicia uma atividade esportiva mais intensa, com treinos regulares e aumento da demanda física. O esporte, por si só, não representa perigo — ao contrário, é essencial para o desenvolvimento saudável. Porém, o aumento da exigência pode revelar condições que até então estavam ocultas.

    A avaliação cardiológica preventiva permite identificar essas situações precocemente, antes que se tornem um problema.

    Prevenção é o foco principal

    Grande parte do trabalho do cardiologista pediátrico acontece antes que qualquer doença se manifeste. Durante a consulta, não se avalia apenas o funcionamento atual do coração, mas também fatores de risco que não produzem sintomas imediatos, como histórico familiar de morte súbita, cardiomiopatias hereditárias e doenças elétricas cardíacas.

    Na maioria das vezes, o resultado é tranquilizador: o coração está saudável. E essa confirmação também é prevenção, pois garante que a criança possa crescer, se desenvolver e praticar atividades físicas com segurança.

    Atividade física exige acompanhamento

    Quando a criança passa a praticar esporte de forma estruturada, seu sistema cardiovascular se adapta ao novo nível de esforço. Essa adaptação é natural e esperada, mas exige que o coração esteja preparado para suportar a demanda.

    Mesmo na ausência de sintomas, a avaliação cardiológica antes do início ou da intensificação da prática esportiva é uma medida de cuidado, não de alarme.

    Ver o invisível é cuidar melhor

    Avaliar o coração de uma criança saudável não significa procurar doença onde ela não existe. Significa exercer a medicina em sua forma mais preventiva e responsável.

    Na cardiologia pediátrica, cuidar de corações saudáveis é tão essencial quanto tratar aqueles que já apresentam problemas. Afinal, quando o assunto é saúde infantil, prevenir continua sendo o melhor caminho.

  • Fungo sexualmente transmissível: conheça os principais sintomas do TMVII

    Especialistas alertam sobre o Trichophyton mentagrophytes tipo VII, um fungo que pode causar micose genital e se espalha pelo contato direto de pele, incluindo relações sexuais.

    Saúde – O fungo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII, conhecido como TMVII, vem gerando alerta internacional devido ao aumento de casos em países da Europa, América do Norte e Oriente Médio.

    Embora não seja fatal, a infecção pode causar inflamações persistentes e marcas na pele se não for tratada adequadamente.

    O TMVII se espalha principalmente por contato direto de pele com pele, especialmente durante relações sexuais.

    Além disso, objetos ou superfícies contaminadas, como toalhas, roupas, roupas de cama ou brinquedos sexuais, também podem transmitir o fungo. Medidas de higiene e evitar compartilhar itens pessoais são essenciais para reduzir o risco.

    Sintomas mais comuns

    Os sinais podem levar até três semanas para aparecer após a exposição. Entre os sintomas mais frequentes estão:

    Manchas vermelhas com coceira na virilha, genitais, nádegas ou outras regiões da pele afetada.

    Descamação da pele e lesões circulares ou com bordas elevadas.

    Inflamação local e dor, que podem persistir se não tratadas.

    Expansão gradual das lesões, dificultando o diagnóstico inicial, que normalmente é feito por coleta de amostras da pele para análise laboratorial.

    Casos monitorados internacionalmente

    Surto recentes foram registrados em Minnesota (EUA), França, Alemanha, Espanha, Canadá e outras regiões.

    Especialistas destacam que o aumento de casos está relacionado à falta de reconhecimento precoce e ao potencial de resistência do fungo a antifúngicos tradicionais.

    Tratamento e prevenção

    Apesar do risco, o TMVII tem tratamento eficaz com antifúngicos prescritos por médicos. Para prevenir a infecção:

    Evite contato direto de pele com pessoas infectadas.

    Não compartilhe toalhas, roupas ou roupas de cama.

    Procure atendimento médico ao notar lesões incomuns na pele, principalmente na região genital.

    O alerta global reforça a importância de diagnóstico precoce, tratamento correto e conscientização sobre os sintomas, para conter a propagação do fungo e reduzir complicações.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Tratamento experimental de cientista brasileira devolve movimentos a seis tetraplégicos. Entenda!

    Os resultados já observados em pacientes com paraplegia e tetraplegia surpreenderam a comunidade médica. Especialistas apontam que a pesquisa da cientista brasileira tem dimensão para disputar o Prêmio Nobel de Medicina.

    Saúde – Uma linha de pesquisa conduzida no Brasil pode transformar completamente o prognóstico de pessoas com lesões na medula espinhal, quadro que, até hoje, sempre foi encarado como permanente. À frente desse avanço está a cientista Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que desenvolveu um tratamento inovadora capaz de promover a regeneração de neurônios comprometidos.

    Os resultados já observados em pacientes com paraplegia e tetraplegia surpreenderam a comunidade médica. Especialistas apontam que o trabalho tem dimensão suficiente para figurar entre os mais relevantes da medicina contemporânea, inclusive com potencial para disputar o Prêmio Nobel na área.

    Fruto de quase 30 anos de investigação científica, o estudo culminou na criação da polilaminina. A substância experimental age diretamente sobre a área lesionada da medula e funciona como uma espécie de “cola biológica”, favorecendo a reconexão dos neurônios rompidos.



    Produzida a partir de proteínas derivadas da placenta humana, estruturas essenciais para a formação do sistema nervoso, a molécula é aplicada por injeção no ponto exato da lesão. A partir daí, estabelece condições propícias para o crescimento dos axônios e para a reorganização das conexões nervosas.

    O desenvolvimento do tratamento ocorre em parceria com o laboratório brasileiro Cristália. A primeira etapa de testes clínicos já recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fase destinada a avaliar a segurança do procedimento e seus efeitos iniciais.

    Até agora, 16 brasileiros conseguiram autorização judicial para ter acesso à aplicação experimental. Entre eles, ao menos seis registraram recuperação parcial de movimentos, um resultado inédito para casos classificados como lesões medulares graves.

    Pacientes que surpreenderam especialistas

    O primeiro voluntário foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que se tornou tetraplégico após um acidente durante uma apresentação de motocross no Espírito Santo. Em menos de dois dias após receber a polilaminina, ele relatou retomada da sensibilidade e conseguiu ativar músculos das coxas e da região anal.

    Outro paciente, de 35 anos, que havia sofrido uma queda de motocicleta, voltou a mover o pé e recuperar sensibilidade nas pernas. Já Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, também diagnosticado com tetraplegia, conseguiu retomar a capacidade de andar depois do tratamento. Diogo Barros Brollo, de 35 anos, e um jovem de 24 anos que sofreu um acidente em uma cachoeira no Espírito Santo também apresentaram evolução clínica.

    As aplicações foram conduzidas por equipe especializada, com participação do neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.

    Para pesquisadores da área, a polilaminina representa um dos marcos mais expressivos da ciência brasileira nas últimas décadas. Ao oferecer perspectiva de recuperação a pacientes antes considerados sem possibilidade de reversão, o estudo projeta o Brasil no centro das discussões globais sobre regeneração neural e terapias inovadoras para lesões medulares.



    Fonte e Foto: Léo Dias

  • Pé diabético: o corte que você ignora hoje pode virar amputação – veja como evitar

    Saúde – O pé diabético é uma das complicações mais temidas do diabetes e, ao mesmo tempo, uma das mais preveníveis. Ele surge da combinação de dois fatores comuns em quem convive com a doença há anos – a neuropatia, que reduz a sensibilidade dos pés, e a doença vascular, que compromete a circulação. Essa associação faz com que pequenos machucados passem despercebidos e tenham dificuldade de cicatrização, abrindo caminho para infecções graves e, em casos extremos, amputações.

    Por que o pé diabético se desenvolve

    O excesso de glicose no sangue, ao longo do tempo, danifica os nervos periféricos, especialmente dos pés. Com isso, o paciente pode não sentir dor ou calor, nem perceber pequenos traumas. Um sapato apertado, uma bolha, um corte ao aparar as unhas ou até uma rachadura no calcanhar podem evoluir sem chamar atenção.

    Ao mesmo tempo, o diabetes favorece tanto o estreitamento das artérias quanto a piora da microcirculação, reduzindo o fluxo de sangue para os membros inferiores. Sem circulação adequada, o organismo tem dificuldade de combater infecções e de cicatrizar feridas. Essa combinação cria um cenário perigoso: a lesão não dói, não cicatriza e pode se agravar rapidamente.

    Sinais de alerta que não devem ser ignorados

    Feridas nos pés que demoram a cicatrizar são o principal sinal de alerta, mas não o único. Alterações na cor da pele, áreas mais frias, inchaço, vermelhidão localizada, secreção, mau cheiro ou escurecimento dos dedos indicam comprometimento importante. Em muitos casos, a infecção já está instalada quando o paciente percebe o problema.

    Outro ponto crítico é a perda de sensibilidade. Formigamento, dormência ou sensação de “pé anestesiado” devem ser relatados ao médico, mesmo sem feridas aparentes. Esses sintomas indicam neuropatia ativa e aumentam significativamente o risco de lesões silenciosas. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de evitar complicações graves.

    Prevenção e acompanhamento salvam membros e vidas

    A boa notícia é que a maioria dos casos de pé diabético pode ser evitada com cuidados simples e acompanhamento regular. Examinar os pés diariamente, manter a pele hidratada, cortar as unhas corretamente e usar calçados confortáveis são medidas essenciais. Andar descalço deve ser evitado, mesmo dentro de casa.

    O controle rigoroso da glicemia é o principal fator de proteção, mas não o único. Avaliações periódicas
    com profissionais de saúde permitem identificar precocemente alterações neurológicas e vasculares. Em pacientes de maior risco, exames como o Doppler ajudam a avaliar a circulação e orientar intervenções antes que surjam feridas.

    Quando lesões aparecem, o tratamento precoce faz toda a diferença. Cuidados locais, antibióticos, controle metabólico e, em alguns casos, procedimentos vasculares podem evitar a progressão da infecção. O pé diabético não é apenas um problema local – ele reflete o impacto do diabetes em todo o organismo e exige abordagem multidisciplinar.

    Ignorar pequenos ferimentos nos pés pode custar caro para quem tem diabetes. Atenção diária, orientação médica e prevenção contínua são as principais ferramentas para preservar a mobilidade, evitar amputações e garantir qualidade de vida a longo prazo.


    Fonte e Foto: JP Notícias