Categoria: Saúde

  • Dia S: Amazonas intensifica ações contra sarampo e rubéola com mobilização simultânea nos municípios

    A partir de 5 de março, ação integrada fortalece a busca ativa de casos suspeitos, amplia a vacinação e convoca municípios e população para manter a proteção em dias

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga, nesta segunda-feira (02/03), que o Dia S será realizado de 5 a 15 de março, com foco no reforço da vacinação e na intensificação da vigilância contra o sarampo e a rubéola.

    Durante o período, a mobilização amplia a identificação de casos suspeitos, inclusive daqueles que possam não ter sido notificados. As ações incluem revisão de registros, monitoramento de atendimentos, investigação de sintomas compatíveis e articulação com escolas e outros setores, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de vigilância.

    Conforme explica a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a preparação para o Dia S começou semanas antes, com alinhamento técnico junto aos municípios. “A Fundação vem atuando na organização dessa estratégia, promovendo reuniões para alinhar as ações de vacinação e de busca ativa. A proposta é que esse período de prevenção ocorra de forma coordenada, com equipes bem informadas e articuladas, ampliando a capacidade de resposta em saúde pública”, destaca.

    Nesse cenário, a gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, lembra que o Brasil voltou a conquistar, em 2024, o certificado de país livre do sarampo, resultado do fortalecimento das estratégias de vacinação em todo o território nacional. “O certificado foi alcançado a partir da intensificação das ações de imunização e do incentivo a estratégias como o Dia S, que aproximam a vacina da população e mobilizam os municípios. No entanto, manter esse reconhecimento exige continuidade e adesão à vacinação”, ressalta.

    Esquema vacinal por faixa etária

    A FVS-RCP reforça que a forma mais eficaz e segura de prevenir o sarampo e a rubéola é a vacinação. A tríplice viral, ofertada gratuitamente pelo SUS, protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Por isso, manter a caderneta atualizada é uma medida fundamental tanto para a proteção individual quanto coletiva.

    O esquema prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, a criança recebe a tetra viral, que amplia a proteção.

    Pessoas de 5 a 29 anos que não foram vacinadas ou estão com o esquema incompleto devem receber duas doses da tríplice viral. Já quem tem entre 30 e 49 anos e não foi imunizado deve tomar uma dose.

    Para profissionais de saúde, independentemente da idade, é necessário comprovar duas doses da tríplice viral, reforçando a proteção nos ambientes assistenciais.

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

  • Varicocele: alteração nas veias do testículo pode afetar a produção de espermatozoides

    Condição frequente após a puberdade, a varicocele pode alterar a qualidade do sêmen e comprometer a

    fertilidade masculina.

    Saúde – A varicocele é uma alteração relativamente frequente, especialmente após a puberdade, e costuma ser comparada a varizes na bolsa escrotal. Apesar do nome pouco familiar para muitos homens, ela está entre as principais causas reversíveis de infertilidade masculina. O problema é que, por não causar dor intensa na maioria dos casos, pode passar despercebida por anos, sendo descoberta apenas quando surgem dificuldades para engravidar.

    O tema ainda recebe pouca atenção, sobretudo entre jovens e adultos que se sentem saudáveis. No entanto, a varicocele merece um olhar cuidadoso, porque seus efeitos sobre o funcionamento do testículo podem ser progressivos.

    O que é varicocele e por que ela surge

    A varicocele ocorre devido à dilatação das veias que drenam o sangue do testículo, localizadas no interior do escroto. Essas veias fazem parte de um sistema responsável por manter a temperatura testicular adequada – de dois a três graus abaixo da temperatura corporal, condição essencial para a produção de espermatozoides.

    Quando esse sistema falha, o sangue passa a se acumular, elevando a temperatura local e prejudicando o ambiente necessário para o bom funcionamento do testículo. Isso pode afetar tanto a produção quanto a qualidade dos espermatozoides.

    A varicocele é mais comum no lado esquerdo, devido a particularidades anatômicas da drenagem venosa nessa região. Ela costuma surgir ou se tornar perceptível após a puberdade, quando há aumento do fluxo sanguíneo testicular, e tende a se acentuar com o tempo, se não houver acompanhamento.

    Sintomas que merecem atenção, mesmo sem dor

    Muitos homens com varicocele não sentem dor. Ainda assim, alguns sinais merecem atenção. Sensação de peso ou desconforto na bolsa escrotal, especialmente ao final do dia ou após longos períodos em pé, é queixa comum. Em alguns casos, é possível perceber veias dilatadas e tortuosas, dando ao escroto um aspecto diferente do habitual.

    Outro ponto importante é a redução do volume do testículo afetado, algo que pode ocorrer de forma lenta e silenciosa. Como não costuma causar sintomas intensos, a varicocele pode permanecer sem diagnóstico por muitos anos, enquanto exerce impacto progressivo sobre a função testicular.

    Por isso, alterações persistentes no escroto, mesmo sem dor, devem ser avaliadas por um urologista. Nem todo desconforto indica varicocele, mas toda mudança merece investigação adequada.

    Possibilidades de tratamento

    A varicocele é reconhecida como uma das principais causas reversíveis de infertilidade masculina. Ela pode interferir na quantidade, na motilidade e na forma dos espermatozoides. Em homens com dificuldade para engravidar, a presença de varicocele associada a alterações no espermograma costuma ser um dado relevante na avaliação.

    O diagnóstico é feito por exame físico e confirmado, quando necessário, por ultrassonografia com Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo das veias testiculares. Nem toda varicocele precisa ser tratada. A indicação depende de fatores como presença de dor persistente, alterações no sêmen, redução do volume testicular ou infertilidade associada.

    Quando o tratamento é indicado, as opções incluem cirurgia ou embolização, procedimentos que visam interromper o refluxo venoso anormal e melhorar o ambiente testicular. Os resultados costumam ser positivos em casos bem selecionados, com melhora dos parâmetros seminais ao longo dos meses seguintes.

    A varicocele não deve ser encarada com alarmismo, mas também não deve ser ignorada. Informação, acompanhamento médico e avaliação individualizada são fundamentais para preservar a fertilidade e a saúde do homem ao longo da vida.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Tratamento pioneiro com células-tronco reverte malformação em bebês

    Terapia com células-tronco reverteu a malformação em todos os bebês participantes do estudo. Condição afeta os movimentos da criança.

    Saúde – Pesquisadores descobriram que um tratamento pioneiro com células-tronco pode reverter o quadro de espinha bífida aberta, uma malformação congênita grave no tubo neural do embrião que, por consequência, prejudica o fechamento completo da coluna vertebral e o canal espinhal do feto durante a gestação.

    A condição, também chamada de mielomeningocele, pode afetar os movimentos e o controle da bexiga e do intestino do bebê pelo acúmulo excessivo de líquidos no cérebro.

    Ela é a forma mais comum e grave de espinha bífida e ocorre com mais frequência em países de baixa renda.

    O tratamento atual para a condição é baseado em uma cirurgia para a correção do defeito na medula espinhal do feto. No entanto, dados mostram que cerca de 60% dos bebês ficam sem andar ou se movimentar de forma independente, mesmo após o procedimento.

    Já com a adoção da nova terapia com células-tronco, todos os recém-nascidos vieram ao mundo sem complicações.

    A descoberta foi liderada pela cirurgiã fetal e neonatal Diana Farmer, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista The Lancet nesse sábado (28/2).

    “Inserir células-tronco em um feto em desenvolvimento era algo totalmente desconhecido. Estamos entusiasmados em relatar um ótimo nível de segurança. Isso abre caminho para novas opções de tratamento para crianças com defeitos congênitos. O futuro é promissor para a terapia celular e gênica antes do nascimento”, afirma Diana em comunicado.

    Células-troncos se mostraram promissoras

    Inicialmente, os pesquisadores testaram o tratamento com células-tronco provenientes da placenta em ovelhas. Todas as submetidas à terapia conseguiram andar e ficar de pé com independência, enquanto os animais que receberam apenas a cirurgia não.

    Com os dados positivos, o próximo passo foi testar em humanos. Seis gestantes passaram por cirurgia com células-tronco entre a 24ª e a 25ª semana de gestação. Após o procedimento, os bebês nasceram por volta da 34ª semana de gestação.

    Nenhum deles apresentou sinais de infecção e vazamento de líquido cefalorraquidiano. Também havia a preocupação de que as células-tronco pudessem provocar câncer nos recém-nascidos, mas nenhum crescimento tumoral foi detectado.

    As crianças tinham sinais de que uma herniação da fossa posterior havia sido revertida. A condição faz com que uma parte do cérebro desça para o pescoço e bloqueie a circulação do líquido cefalorraquidiano.

    “Este é um passo importante rumo a um novo tipo de terapia fetal, que não apenas repara, mas também pode ajudar a curar e proteger a medula espinhal em desenvolvimento”, exalta o coautor do artigo, Aijun Wang.

    Apesar dos resultados promissores, ainda são necessários estudos maiores para obter mais dados sobre a eficácia a longo prazo do novo tratamento. A equipe já recebeu autorização para realizar uma pesquisa clínica com 29 participantes.

    Além disso, Diana afirma que é necessário aguardar as crianças tratadas no estudo atual atingirem os dois anos, uma vez que esta é a idade que elas aprendem a andar.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Novas diretrizes ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS

    Cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.

    Saúde – A fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Neste mês, o Governo Federal anunciou uma série de novas diretrizes que visam ampliar a visibilidade da doença e implementar novas oportunidades de tratamento por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).

    Segundo o reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, em entrevista concedida ao Tarde Nacional – Amazônia na terça-feira (24), a fibromialgia é uma doença que causa dores constantes por todo o corpo, sem qualquer ligação com lesões ou inflamações.

    “É a dor generalizada. Muitas vezes, se não na maior parte das vezes, essa dor vem acompanhada de fadiga, uma alteração no sono, distúrbios cognitivos, então esse conjunto de sintomas é o que a gente chama de fibromialgia”, conta.

    Segundo estudos revisados pela revista Rheumatology e o National Institutes of Health (NIH), as mulheres representam mais de 80% dos casos, principalmente na faixa de 30 e 50 anos. Não se sabe a origem da doença, mas questões hormonais e genéticas estão entre as possibilidades investigadas.

    Diagnóstico

    A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados. Dentre os sintomas mais comuns, estão:

    Dor constante no corpo

    Fadiga e falta de energia

    Formigamento nas mãos e nos pés

    Problemas no sono, incluindo crises de apneia e insônia

    Sensibilidade ao toque e a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos

    Alterações de humor, como depressão e ansiedade

    Dificuldades de memória, concentração e atenção

    Para José Eduardo Martinez, a identificação dos sintomas é uma questão complicada, e gera dificuldade no momento de fechar um diagnóstico.

    “O diagnóstico é puramente clínico, é o paciente contando para o seu médico o que ele sente e o médico reconhecendo os sintomas típicos da fibromialgia. Depois, é importante que se faça um bom exame físico, porque o paciente com fibromialgia pode ter outras doenças”.

    Ele reforça que é importante que o médico verifique se essas possíveis outras doenças não podem estar contribuindo para a dor que o paciente sente. Por exemplo, que o médico saiba distinguir a fibromialgia de outras doenças que podem causar dor articular no corpo, como a artrose.

    O médico também explica que não existem exames específicos para fibromialgia. O ideal é que o paciente procure um reumatologista para investigar a possibilidade, ou busque atendimento primário onde for possível, como uma Unidade Básica de Saúde.

    Tratamento estruturado

    Em janeiro, através da Lei 15.176/2025, sancionada em julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência. A medida permite que pessoas com a doença possam acessar serviços garantidos por lei como:

    Cotas em concursos públicos e seleções de emprego.

    Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados.

    Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial.

    BPC (Benefício de Prestação Continuada), no caso de baixa renda.

    Pensão por morte, em situações em que a incapacidade para o trabalho for comprovada.

    Outra medida foi implementada esse mês pelo Ministério da Saúde, um planejamento estruturado para o tratamento de fibromialgia pelo SUS, que visa ampliar o acesso a ajuda qualificada e melhorar a vida de quem convive com a síndrome. A cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.

    A atividade física constante é também importante aliada, que pode ajudar a fortalecer o corpo e melhorar a qualidade de vida. Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tratamentos não fármacos — sem uso de remédios — são tão importantes para auxiliar o paciente quanto os fármacos, que ajudam a regular a percepção de dor.

    “Alguns pacientes desenvolvem ansiedade e depressão, provavelmente o médico reumatologista precisa do apoio de outros profissionais, seja o psiquiatra, seja o psicólogo, que trabalhem juntos, que conversem, por exemplo, um psiquiatra que converse com o reumato sobre os remédios, para não haver interação”, completou o Martinez.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Alerta à população : Vacinação contra Influenza encerra neste sábado no Amazonas

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informa que a campanha de vacinação contra a Influenza será encerrada neste sábado (28/02) em todo o estado. Até esta sexta-feira (27/02), foram aplicadas 322.001 doses nos grupos prioritários, de um público estimado em 844.931 pessoas, o que representa cobertura vacinal de 38,11% no Amazonas.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o cenário de adesão abaixo do esperado aumenta a preocupação, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.

    “A cobertura ainda está distante do ideal, principalmente entre crianças e idosos, que são mais suscetíveis a complicações. Quando a vacinação não alcança níveis mais altos, o risco de casos graves, internações e óbitos cresce.

    A vacina é segura, gratuita e continua sendo a forma mais eficaz de reduzir esses impactos. Nosso chamado é para que quem ainda não se vacinou procure uma unidade de saúde até este sábado”, destacou Tatyana Amorim.

    A gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, ressalta a importância de aproveitar os últimos dias da campanha para ampliar a cobertura no estado.

    “Mesmo com o avanço da vacinação entre as gestantes, ainda precisamos alcançar um número maior de crianças e idosos. A ida à unidade de saúde é rápida e pode evitar internações e óbitos por complicações da gripe”, explicou Angela.

    Dados parciais

    Até o momento, foram registrados os seguintes resultados no Amazonas:

    Gestantes: 27.331 doses aplicadas, de uma população estimada em 49.381 gestantes, com 55,35% de cobertura vacinal.

    Crianças de 6 meses a menores de 6 anos: 158.279 doses aplicadas, de um público-alvo de 398.968 crianças, alcançando 39,67% de cobertura vacinal.

    Idosos com 60 anos ou mais: 136.391 doses aplicadas, de um público-alvo de 396.582 idosos, correspondendo a 34,39% de cobertura vacinal.

    A FVS-RCP orienta que os municípios mantenham as salas de vacina em funcionamento até o encerramento da campanha e reforça que a imunização é fundamental para reduzir a circulação do vírus da Influenza, especialmente no período de maior incidência de doenças respiratórias.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP 

  • Webinário da FVS-RCP marca o Dia Nacional de Combate às LER/DORT

    Saúde – Neste sábado (28/02) é celebrado o Dia Mundial de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Para marcar a data, a Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), por meio do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), realizou nesta sexta-feira (27/02) o webinário “Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT)”.

    A atividade ocorreu na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e foi conduzida pelas profissionais do Cerest- AM/FVS-RCP, a terapeuta ocupacional Taciana Lemos e a fisioterapeuta Juliene Dantas. Ao longo do encontro, foram aprofundadas as discussões técnicas e reforçadas as orientações sobre as condutas para identificação, investigação e notificação de casos de LER/DORT no âmbito da vigilância em saúde.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a vigilância em saúde do trabalhador atua de forma contínua junto às instituições públicas e privadas, orientando sobre organização do processo de trabalho, adequação ergonômica, pausas regulares e reconhecimento precoce de fatores de risco.

    “É fundamental que os ambientes de trabalho incorporem práticas sistemáticas de prevenção, com avaliação ergonômica, educação permanente e monitoramento dos agravos relacionados ao trabalho. A atuação integrada entre gestão, trabalhadores e vigilância em saúde é determinante para minimizar riscos e promover qualidade de vida”, afirmou Tatyana.

    A técnica do Cerest-AM da FVS-RCP, Taciana Lemos, ressaltou que a notificação é etapa imprescindível para que o agravo seja devidamente identificado, investigado e monitorado. Segundo ela, esse procedimento subsidia a formulação de estratégias mais eficazes de intervenção.

    “A notificação permite identificar as categorias profissionais mais afetadas e os ambientes de trabalho onde os casos ocorrem, gerando dados que orientam ações de vigilância e prevenção”, explicou Taciana.

    Sobre LER e DORT

    As LER/DORT correspondem a um conjunto de agravos que acometem o sistema musculoesquelético, atingindo tendões, músculos, articulações e nervos, com manifestações frequentes em membros superiores, como mãos, punhos, braços e ombros. Entre os diagnósticos mais comuns estão bursites e tendinites. Além disso, os principais sinais e sintomas incluem dor persistente, fadiga, formigamento, dormência e limitação funcional, podendo evoluir para quadros de incapacidade quando não há intervenção precoce.

    O webinário está disponível na íntegra no YouTube: https://youtube.com/live/AUOYH7Lcsx8?feature=share

     Fonte: Cândido Miranda / FVS-RCP

  • Fabricante do Mounjaro critica distribuição de tirzepatida no SUS e alerta para riscos

    Lilly afirma que produto oferecido por prefeitura não é o medicamento original aprovado pela Anvisa e pode expor pacientes a insegurança sanitária.

    Saúde – A farmacêutica Eli Lilly and Company se posicionou contra o formato adotado pela Prefeitura de Urupês para oferecer gratuitamente tirzepatida a pacientes com obesidade na rede municipal de saúde. Segundo a empresa, o produto distribuído não é o medicamento original Mounjaro, mas uma versão manipulada da substância — o que, na avaliação da companhia, pode colocar a população em risco.

    Em nota enviada à imprensa, a farmacêutica destacou que reconhece a gravidade do avanço da obesidade e a pressão enfrentada por gestores públicos. No entanto, afirmou que boas intenções não substituem o cumprimento das normas regulatórias e dos padrões de segurança exigidos para medicamentos aprovados.

    Diferença entre o produto original e a versão manipulada

    De acordo com a empresa, o Mounjaro é o único medicamento à base de tirzepatida aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já o produto distribuído no município, segundo a Lilly, seria uma formulação manipulada produzida em escala industrial — prática que, conforme a legislação brasileira, não pode substituir medicamentos industrializados registrados.

    A farmacêutica afirmou que medicamentos manipulados não passam pelos mesmos processos rigorosos de avaliação relacionados à síntese da substância, purificação, esterilidade, controle de impurezas e armazenamento.

    Ainda segundo a empresa, foram identificadas, no Brasil e em outros países, versões manipuladas de tirzepatida com problemas como presença de bactérias, níveis elevados de endotoxinas, impurezas relevantes e até divergências na composição química.

    “O que está sendo distribuído não é Mounjaro. O produto não foi revisado nem aprovado pela Anvisa e não pode ser considerado seguro, eficaz ou equivalente ao medicamento aprovado”, afirmou a companhia em nota.

    Prefeitura defende legalidade do programa

    A Prefeitura de Urupês informou que adquiriu o medicamento de uma empresa farmacêutica sediada em Santana de Parnaíba (SP), que, segundo a administração municipal, possui regularização junto à Anvisa. O município sustenta que a iniciativa segue as normas sanitárias vigentes.

    O programa deve contemplar cerca de 200 pacientes de forma gradual, com acompanhamento multidisciplinar envolvendo endocrinologista, nutricionista, psicólogo, profissional de educação física e assistente social.

    A prioridade, neste primeiro momento, será para pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e pessoas em situação de vulnerabilidade social sem condições de custear o tratamento na rede privada.

    Critérios para acesso

    Para participar do programa, os pacientes precisam atender a requisitos específicos, como:

    Ter 40 anos ou mais (exceto em casos de IMC acima de 40 kg/m²);

    Apresentar IMC igual ou superior a 35 kg/m² com pelo menos uma comorbidade;

    Ou IMC igual ou superior a 30 kg/m² com duas comorbidades;

    Comprovar tentativa prévia de tratamento não farmacológico por pelo menos seis meses.

    A prefeitura também informou que o uso do medicamento está condicionado à adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento médico contínuo, não sendo permitido para fins estéticos.

    Debate sobre acesso e segurança

    Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) indicam que cerca de 43% da população de Urupês apresenta algum grau de sobrepeso, cenário que reforça a preocupação local com políticas públicas de enfrentamento à obesidade.

    O Ministério da Saúde esclareceu que prefeituras têm autonomia para disponibilizar medicamentos com recursos próprios, desde que respeitem as normas sanitárias.

    A tirzepatida é um medicamento injetável desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e que também demonstrou eficácia na redução de peso ao atuar em hormônios ligados ao controle do apetite e do metabolismo. No entanto, apesar de aprovado pela Anvisa para comercialização, o fármaco ainda não foi incorporado de forma ampla ao Sistema Único de Saúde (SUS) em nível nacional.

    O caso reacende o debate sobre acesso a terapias inovadoras, responsabilidade regulatória e os limites legais para manipulação de medicamentos no Brasil — especialmente quando se trata de políticas públicas voltadas a doenças crônicas como a obesidade.

  • Secretaria Municipal de Saúde intensifica prevenção ao câncer do colo do útero durante o ‘Março Lilás

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), elaborou uma programação para intensificar a oferta dos serviços na prevenção ao câncer do colo do útero durante o mês de março. A ação será desenvolvida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) como parte da campanha “Março Lilás”, que tem como objetivo sensibilizar para a importância das ações de prevenção e o cuidado em saúde.

    A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, reforça que o “Março Lilás” é uma estratégia a mais na rede municipal para evitar a ocorrência de casos de câncer de colo de útero, agravo que pode ser prevenido com exames disponíveis na rotina de atendimento das unidades de saúde.

    “O exame preventivo detecta lesões precursoras do câncer do colo do útero. São lesões que se não forem detectadas e tratadas, de forma precoce, podem evoluir para o câncer. A Semsa disponibiliza o exame em 100% das unidades de saúde”, informa Shádia Fraxe.

    A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Lúcia Freitas, explica que as UBSs irão intensificar no mês de março a oferta das ações de prevenção e de diagnóstico precoce do câncer do colo do útero, com reforço na disseminação de informações qualificadas sobre a doença.

    De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados, para o Brasil, 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano no triênio 2026-2028, com uma estimativa de 620 novos casos no Estado do Amazonas e 430 no município de Manaus.

    “A campanha dará ênfase na oferta do exame preventivo, da vacina contra o Papilomavírus humano (HPV), que está associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, e na importância do uso do preservativo para evitar o contágio com o vírus”, explica Lúcia Freitas.

    Tecnologia

    Em 2025, a Semsa realizou 118.699 exames preventivos para detecção das lesões precursoras do câncer do colo do útero. A faixa etária de rastreio, indicada pelo Ministério da Saúde por ser de maior risco para o câncer do colo do útero, é de mulheres de 25 a 64 anos. Quando o resultado do exame não apresenta alteração por dois anos seguidos, a mulher pode retornar após três anos para novo exame.

    Lúcia Freitas destaca que o exame preventivo na rede municipal é oferecido na rotina de atendimento de 100% das unidades de saúde, com 115 disponibilizando o exame em meio líquido, uma técnica aprimorada para a identificação de lesões precursoras do câncer do colo do útero, que começou a ser implantada em Manaus no ano de 2023.

    As vantagens do método envolvem a automatização do processo, maior agilidade e redução no risco de perda na quantidade de material coletado, com maior sensibilidade para detectar lesões precursoras do câncer do colo do útero. “Uma lesão precursora pode levar até 12 anos para evoluir ao câncer do colo do útero”, aponta Lúcia Freitas.

    Na linha de cuidado da Saúde da Mulher, a Semsa passou a contar, no início do mês de fevereiro deste ano, com um laboratório de histopatologia que analisa as biópsias que precisam ser avaliadas para definição do diagnóstico.

    O serviço tem permitido mais agilidade na avaliação da amostra coletada nas biópsias no grupo de pacientes atendidas na rede municipal.

    “São exames que não precisam entrar na fila do Sistema de Regulação (Sisreg) na rede estadual. Na avaliação desse período inicial, o laboratório tem liberado o exame entre sete a 10 dias, quando antes levava quase 40 dias para a entrega”, informa Lúcia Freitas.

    Imunização

    Durante o “Março Lilás”, a Semsa também irá reforçar a oferta da vacinação contra o HPV. A vacina é indicada na rotina do calendário de imunização para crianças e adolescentes de nove a 14 anos, mas a Semsa também disponibiliza para adolescentes de 15 a 19 anos que nunca receberam uma dose da vacina.

    A gerente de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes, enfatiza que é importante que pais e responsáveis fiquem atentos para a imunização de crianças que vão completar ou já completaram nove anos em 2026, e que procurem uma UBS para receber a vacina.

    “A cobertura vacinal em Manaus contra o HPV está acima do preconizado, mas precisamos fortalecer a vacinação de quem completa nove anos para manter a cobertura adequada. A Semsa ainda realiza um trabalho indo até as escolas para avaliar a necessidade de vacinação dos estudantes e planejar ações necessárias”, informa Isabel Hernandes.

    Programação

    A abertura oficial da campanha “Março Lilás” será realizada no dia 6 de março, na Unidade de Saúde da Família (USF) Prefeito Frank Abrahim Lima, na rua Abraham Benzion, nº 161, conjunto Águas Claras, bairro Novo Aleixo, zona Norte.

    A Semsa vai promover ainda o “Sabadão Lilás”, com intensificação da oferta de serviços nas nove Unidades de Saúde que funcionam aos sábados, no dia 14 de março, com oferta de exame preventivo, da vacina contra o HPV e ações de Educação em Saúde. Nesse mesmo dia, as cinco unidades móveis de Saúde da Mulher irão realizar o atendimento das 8h às 12h.

    Fonte: Eurivânia Galúcio/Semsa

  • Fundação de Vigilância Sanitária FVS- RCP promove imersão de estudantes na saúde do trabalhador

    Saúde- Entre protocolos, dados e experiências de campo, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) abriu as portas, nesta semana, para estudantes do curso de enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) conhecerem de perto as estratégias de vigilância em saúde do trabalhador no estado.

    Durante a visita, a equipe técnica apresentou fluxos, procedimentos e normas que orientam as ações voltadas à promoção e à proteção da saúde dos trabalhadores no Amazonas, aproximando a formação acadêmica da prática no serviço público.

    Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a instituição também é espaço de formação, onde a aproximação entre profissionais e estudantes fortalece o aprendizado.

    “Essas parcerias promovem troca de experiências. O contato com quem já atua na área amplia o olhar dos estudantes e mostra as diferentes possibilidades de atuação na saúde”, afirma Tatyana.

    A gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, Lílian Furtado, destaca que a vigilância em saúde do trabalhador tem papel fundamental na prevenção de riscos.

    “A vigilância contribui para ambientes de trabalho mais seguros e para a prevenção de agravos. Quando fortalecemos a notificação e o monitoramento, conseguimos agir com mais agilidade na proteção desses profissionais”, pontua.

    De acordo com a estudante de enfermagem, Fernanda Pessoa, o aprendizado proporcionou uma visão mais ampla sobre a atuação das vigilâncias no estado.

    “Foi muito importante compreender que a vigilância não se resume apenas à vigilância sanitária, mas abrange também áreas como a vigilância epidemiológica e a saúde do trabalhador”, destacou.

    Fonte: FVS-RCP

  • Amazonas atualizou cenário das arboviroses nesta última quinta-feira

    Saúde- A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgou, nesta quinta-feira (26/02), o Informe Epidemiológico das Arboviroses no Amazonas. O levantamento está disponível no site da fundação (www.fvs.am.gov.br).

    No Amazonas, no período de 1º de janeiro até o dia 21 de fevereiro, foram 1.824 casos suspeitos de arboviroses notificados, dos quais foram confirmados 222 casos de dengue, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico; além de 5 de chikungunya, 2 de febre de Mayaro, 2 de zika e 1 caso confirmado de febre Oropouche.

    Na lista de municípios do Amazonas com maior número de casos notificados para arboviroses de 1º de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, estão: Manaus (606), Eirunepé (165), Envira (148), Jutaí (120), Guajará (112), Tabatinga (92), Tefé (67), Manacapuru (64), Benjamin Constant (59), Ipixuna (54), Humaitá (53) e Carauari (49). Os dados são sujeitos à atualização.

    Medidas de Prevenção

    A melhor forma de evitar as arboviroses é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação de mosquitos transmissores das doenças.

    Além dessas medidas, a prevenção contra a Febre Oropouche envolve, ainda, evitar adentrar em locais de mata e beira de rios (principalmente entre 9h e 16h), limpeza de quintais, evitando o acúmulo de matéria orgânica e, quando possível, recomenda-se o uso de repelentes.

    No Amazonas, 44 cidades disponibilizam a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

    Fonte: FVS-RCP