Categoria: Saúde

  • Prevenção da tuberculose em foco: FVS-RCP faz capacitação de profissionais de enfermagem

    Atividade integra a programação da campanha de março em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose

    Saúde-  A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou, nesta segunda-feira (09/03), um webinar voltado à qualificação de profissionais de enfermagem sobre diagnóstico e tratamento preventivo da infecção por tuberculose. A iniciativa, promovida pelo Programa Estadual de Controle da Tuberculose, reforça estratégias fundamentais para interromper a transmissão da doença e ampliar o cuidado antes do adoecimento.

    Durante a atividade, foram abordados os cuidados na avaliação de contatos de pessoas diagnosticadas com tuberculose, uma estratégia considerada custo-efetiva e essencial para avançar no controle da doença no estado.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a realização de webinars amplia o acesso à informação e fortalece a qualificação dos profissionais de saúde em todo o Amazonas. 

    “Trabalhar por meio de webinars é essencial para ampliar o alcance das informações entre os profissionais da saúde em todo o Amazonas. Esse momento é importante para reunir os profissionais da enfermagem e reforçar a importância do diagnóstico e do tratamento da infecção por tuberculose”, destacou.

    A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da FVS-RCP, Lara Bezerra, ressaltou a importância do tratamento preventivo como estratégia para o controle da doença. “O tratamento preventivo da tuberculose é uma das principais estratégias para a eliminação da doença como problema de saúde pública. Por isso, é fundamental que continuemos incentivando essas ações ao longo de todo o ano”, afirmou.

    O treinamento integra a intensificação da Campanha Estadual de Prevenção da Tuberculose e foi realizado em parceria com a Unidade de Desenvolvimento Docente e Apoio ao Ensino (UDAI) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A transmissão ficará disponível no canal da instituição no YouTube, ampliando o acesso para profissionais de todo o Amazonas e de outras regiões do país.

    Fonte:  Beatriz Crispim/ FVS-RCP

  • Homem sobrevive graças a fígado de porco até receber transplante humano

    Procedimento experimental utilizou órgão suíno geneticamente modificado para filtrar o sangue do paciente enquanto ele aguardava um fígado compatível.

    Saúde – Um homem de 56 anos com insuficiência hepática grave conseguiu sobreviver até receber um transplante de fígado humano após ser submetido a um procedimento experimental que utilizou um fígado de porco geneticamente modificado como suporte temporário.

    A cirurgia foi realizada no Hospital Xijing, em Xi’an, na China. A instituição é ligada à Universidade Médica da Força Aérea. Segundo o cirurgião responsável, Lin Wang, o paciente conseguiu manter suas funções vitais até que um fígado humano compatível fosse encontrado. Ele já passou pelo transplante definitivo e segue em recuperação.

    O procedimento integra pesquisas na área de Xenotransplante, campo da medicina que estuda o uso de órgãos de animais em humanos para reduzir a escassez de doadores.

    Fígado de porco funcionou como filtro temporário

    Diferentemente de um transplante convencional, o fígado de porco não foi implantado no corpo do paciente. Os médicos conectaram o órgão externamente ao organismo por meio de um sistema de perfusão.

    Nesse processo, tubos foram inseridos em uma veia da perna do paciente para redirecionar parte do sangue ao fígado suíno, permitindo que o órgão filtrasse toxinas acumuladas no organismo devido à falência hepática.

    O paciente havia sido diagnosticado com Hepatite B crônica e também apresentava danos no fígado associados ao consumo prolongado de álcool.

    Sem um órgão humano disponível no momento e diante da rápida piora do quadro clínico, a equipe médica decidiu realizar o procedimento experimental com autorização do paciente e de seus familiares.

    Órgão passou por alterações genéticas

    O fígado utilizado no procedimento foi geneticamente modificado antes da cirurgia. Segundo os pesquisadores, o órgão recebeu seis alterações genéticas para reduzir o risco de rejeição.

    As mudanças incluíram a desativação de genes do porco que poderiam provocar resposta imunológica no corpo humano e a inserção de genes humanos para aumentar a compatibilidade entre os tecidos.

    O paciente permaneceu conectado ao sistema por cerca de três dias. Durante esse período, os médicos observaram melhora na função hepática e não identificaram sinais significativos de rejeição ao órgão animal.

    Ponte para transplantes no futuro

    Especialistas afirmam que técnicas como essa podem servir como uma “ponte terapêutica” para pacientes em estado crítico, ajudando a manter o organismo funcionando até que um transplante convencional seja possível.

    Nos últimos anos, pesquisas em diversos países têm testado o uso de órgãos de porco em humanos, incluindo rins, corações e fígados.

    Apesar dos avanços, cientistas ressaltam que ainda são necessários mais estudos para confirmar a segurança e a eficácia dessas estratégias antes que possam ser utilizadas de forma ampla na medicina.

  • Unidades Móveis de Saúde da Mulher atendem em novas bases

    Saúde – Secretaria Municipal de Saúde nforma que as Unidades Móveis de Saúde da Mulher vão atender as usuárias em novos locais nas zonas distritais de saúde Norte, Leste e Sul, a partir desta segunda-feira, 9/3. O serviço móvel, gerenciado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), segue com atendimento nas mesmas bases atuais, nas zonas Oeste e rural.

    As moradoras da zona Norte poderão buscar atendimento do serviço itinerante da Semsa na rua Nossa Senhora de Aparecida, 887, próximo à escola municipal São Benedito, bairro Cidade de Deus.

    Na zona Sul, os atendimentos serão ofertados no Studio 5 Shopping e Convenções, situado na avenida General Rodrigo Otávio Jordão Ramos, nº 3.555, bairro Distrito Industrial.

    A estrutura móvel que atende a zona Leste vai atender as usuárias da comunidade Nova Vitória, bairro Gilberto Mestrinho, e entorno, situada na rua Canadá, 276.

    O atendimento às usuárias da zona Oeste permanece na estrutura localizada na rua das Cacimbas, s/nº, bairro São Raimundo.

    Na zona rural, o serviço móvel segue no ramal do Leão, na rodovia Deputado Vital de Mendonça (AM-010, Manaus-Itacoatiara), quilômetro 37.

    As Unidades Móveis de Saúde da Mulher da Semsa ofertam serviços e procedimentos da Atenção Primária, com ênfase na prevenção e rastreio do câncer de mama e do colo do útero, exclusivamente para as mulheres. Os cinco equipamentos do serviço atendem prioritariamente regiões de vulnerabilidade social e vazios assistenciais, nos cinco Distritos de Saúde (Disas), ficando em torno de 15 dias em cada local.

    Para atendimento nas unidades móveis, as usuárias devem apresentar o documento oficial de identidade e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). As estruturas funcionam das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, inclusive nos pontos facultativos da administração municipal.

    Fazem parte do catálogo de serviços das unidades consultas médicas e de enfermagem, mamografia, ultrassonografia, consulta inicial do pré-natal, coleta e exame preventivo, testes rápidos para detecção de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vacinação, planejamento familiar e dispensação de medicamentos.

    Confira locais e datas de atendimento das Unidades Móveis de Saúde da Mulher da Semsa Manaus

    Zona Norte

    Rua Nossa Senhora de Aparecida, 887, próximo à escola municipal São Benedito – Cidade de Deus

    De 9 a 20/3

    Zona Oeste

    Rua das Cacimbas, s/nº – São Raimundo

    De 2 a 13/3

    Zona Leste

    Rua Canadá, 276, comunidade Nova Vitória – Gilberto Mestrinho

    De 9 a 20/3

    Zona Sul

    Studio 5 Shopping e Convenções, avenida General Rodrigo Otávio Jordão Ramos, nº 3.555 – Distrito Industrial

    De 9 a 27/3

    Zona rural

    Rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), quilômetro 37, ramal do Leão

    De 2 a 13/3

    Fonte:  Divulgação / Semsa

  • Com diálogo e escuta, mulheres da Vigilância em Saúde participam de roda de conversa sobre saúde feminina

    Atividade reuniu servidoras da instituição para diálogo sobre saúde feminina e valorização das diferentes fases da vida da mulher

    Saúde – Para fortalecer o diálogo sobre saúde feminina e valorizar as diferentes fases da vida da mulher, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou, nesta segunda-feira (09/03), uma roda de conversa com o tema climatério e menopausa.

    O encontro ocorreu no auditório da instituição e reuniu servidoras da FVS-RCP em um momento de escuta, troca de experiências e compartilhamento de informações e orientações sobre esse período de mudanças na saúde da mulher.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância da data como um momento de celebração, reflexão e fortalecimento da presença feminina em espaços de liderança. “Celebrar o Dia Internacional da Mulher também é reafirmar que precisamos ocupar cada vez mais espaços de decisão. As mulheres têm competência, sensibilidade e capacidade de liderança para contribuir na construção de instituições mais justas e inclusivas”, ressaltou.

    A agente de endemias Dulcecleia Ayres destacou a importância do momento de diálogo promovido durante a atividade. “Achei muito importante e muito agradável essa roda de conversa com um tema que nos permite refletir sobre nós mesmas. Desejo um feliz Dia das Mulheres a todas as servidoras da FVS-RCP”, afirmou.

    Homenagem

    Celebrado anualmente em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher reforça a importância da luta por igualdade de direitos, respeito e valorização das mulheres na sociedade. A FVS-RCP  busca promover a  equidade de gênero e com o enfrentamento de todas as formas de violência e discriminação.

    TEXTO: Aline Reis/ FVS-RCP

  • Especialista dá dicas para reduzir a resistência das crianças na hora do remédio

    Orientações simples, como adaptar a forma de oferecer o medicamento e criar uma rotina acolhedora, podem ajudar famílias a vencer aversão dos pequenos

    Saúde – Só quem tem criança sabe o desafio que pode ser a administração de medicamentos quando os pequenos estão doentes. Aspectos como o sabor, a textura ou até o cheiro podem se tornar entraves, mas especialistas apontam estratégias que ajudam a tornar o processo mais tranquilo, garantindo que o tratamento seja eficaz e seguro.
    Esse desafio é especialmente comum na infância, período em que o paladar é mais sensível e a compreensão sobre a necessidade do tratamento ainda é limitada. Um estudo publicado em 2025 na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, com análise de 156 medicamentos indicados para 77 doenças, identificou o sabor amargo como um dos fatores decisivos para a recusa das crianças.
    Segundo a farmacêutica Daniela Reis, da rede FarmaBem, o primeiro passo para ter sucesso na administração dos medicamentos é transformar o momento do remédio em uma situação menos tensa. “Disfarçar o gosto e adaptar a forma de administração ajuda muito. Por exemplo, é possível misturar o medicamento com suco ou iogurte, desde que haja orientação profissional”, afirma.
    Ela destaca que nem todos os medicamentos podem ser combinados com alimentos, pois algumas substâncias interagem com nutrientes e perdem eficácia. Além disso, existe o risco de a criança não consumir todo o conteúdo, comprometendo a dose correta. Por isso, buscar orientação médica ou farmacêutica antes de qualquer adaptação é fundamental.
    Outro cuidado importante é a escolha da forma de administração. Sempre que possível, deve-se optar pelas versões líquidas, mais fáceis de engolir. O uso de seringa dosadora em vez da colher também contribui para a precisão da quantidade. “O ideal é administrar o remédio pela lateral da boca, nunca diretamente sobre a língua, e manter a criança em posição semi-ereta para evitar engasgos”, orienta Daniela.
    Em bebês e crianças muito pequenas, a atenção deve ser redobrada. A dose precisa ser conferida com cuidado e a administração deve ser lenta, evitando sustos ou movimentos bruscos. Após o uso, a seringa deve ser higienizada corretamente para evitar contaminações.

    Paciência
    Criar uma rotina previsível e envolver a criança no processo também contribui para reduzir a resistência. Permitir que ela escolha o suco ou o iogurte que será usado, quando isso for autorizado, ajuda a dar sensação de controle e diminui a rejeição. Recompensas simples, como adesivos ou elogios, funcionam como estímulo positivo.
    Para Daniela, a paciência é tão importante quanto a técnica. “Sempre manter a calma é essencial. Se a criança cuspir ou vomitar, pode ser necessário repetir a dose, mas com outra abordagem — como mudar a forma de oferecer ou transformar o momento em um jogo”, explica.
    Especialistas alertam ainda que forçar a ingestão pode gerar traumas e tornar as próximas tentativas ainda mais difíceis. A construção de uma experiência mais acolhedora para as crianças faz parte do próprio tratamento, especialmente em terapias prolongadas.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Cientista reconhece falhas em estudo sobre polilaminina, mas reafirma potencial da terapia

    Pesquisadora diz que artigo passará por revisão técnica e ajustes na apresentação dos dados, mas garante que resultados sobre recuperação em lesões medulares permanecem válidos.

    Saúde – A bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou que o estudo sobre o uso da polilaminina para tratamento de lesões na medula espinhal passará por uma revisão completa após a identificação de inconsistências na versão preliminar do trabalho. Segundo ela, os ajustes serão principalmente técnicos e não alteram as conclusões sobre o potencial terapêutico da substância.

    Em entrevista ao portal G1, a cientista explicou que o artigo será reavaliado com correções na redação, melhorias na apresentação de gráficos e ajustes na forma como os dados foram divulgados.

    A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína natural do organismo que auxilia na conexão entre neurônios e na regeneração de tecidos nervosos. A pesquisa investiga o uso da molécula como possível tratamento para pacientes com lesões na medula espinhal.

    Pré-print gerou questionamentos

    O documento divulgado em fevereiro de 2024 era um pré-print, ou seja, uma versão inicial do estudo publicada antes da revisão por outros cientistas — etapa fundamental do processo científico.

    De acordo com Sampaio, o objetivo da divulgação antecipada era registrar a autoria da descoberta. A repercussão, segundo ela, foi maior do que o esperado.

    “Ele não estava bem escrito”, admitiu a pesquisadora.

    Especialistas apontaram inconsistências na apresentação de alguns dados e na interpretação dos resultados. Um dos pontos mais comentados envolvia um gráfico que mostrava a evolução clínica de um paciente por quase 400 dias, enquanto o texto afirmava que o mesmo paciente havia morrido cinco dias após o tratamento.

    Sampaio afirmou que se tratava de um erro de digitação. Segundo ela, o gráfico correspondia a outro paciente que sobreviveu e foi acompanhado ao longo do tempo.

    Ajustes técnicos e novas análises

    A revisão também deve incluir mudanças em figuras que mostram exames de eletromiografia, método utilizado para avaliar a atividade elétrica de músculos e nervos responsáveis pelos movimentos.

    De acordo com a cientista, as imagens divulgadas inicialmente apresentavam dados brutos e estavam mal configuradas.

    “Não tem nenhum dado novo. É exatamente a mesma informação, mas apresentada de forma mais clara e com figuras mais cuidadosas”, explicou.

    Outra alteração prevista é a inclusão de uma análise que separa os pacientes de acordo com o tipo de lesão na medula. Segundo a pesquisadora, quatro pacientes com lesões torácicas apresentaram recuperação próxima de 1% da função motora, resultado que ela considera relevante para esse tipo de condição.

    Publicação ainda depende de revista científica

    A nova versão do estudo só será divulgada após aprovação em uma revista científica com revisão por pares. Até agora, versões corrigidas já foram submetidas às editoras Springer Nature e à revista Journal of Neurosurgery, mas acabaram rejeitadas.

    Apesar das críticas e da necessidade de revisão, Tatiana Sampaio afirma continuar confiante no potencial da terapia baseada em polilaminina.

    Segundo ela, as mudanças previstas dizem respeito principalmente à forma de apresentação do estudo — e não à validade científica dos resultados obtidos.

  • Saiba quem era o homem que morreu após fazer exame de colonoscopia em Rondônia

    Família de Thyago afirma que houve a perfuração no intestino. Caso é investigado pela Polícia Civil de Rondônia

    Saúde – Ele era muito querido”, relembra Amizael Severino ao falar do irmão, Thyago, de 34 anos, que morreu no último sábado (28) depois de passar por um exame de colonoscopia em uma clínica particular de Cerejeiras (RO). Segundo a família, o paciente teve o intestino perfurado durante o procedimento.

    Em nota, a família de Thyago informou que ele tinha síndrome nefrótica, condição em que os rins deixam escapar uma quantidade excessiva de proteína pela urina. O exame fazia parte do acompanhamento médico regular e foi feito em uma clínica particular de Cerejeiras (RO).

    Por causa do tratamento com medicamentos imunossupressores, Thyago também desenvolveu sarcoma de Kaposi, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer, é um tumor mesenquimal, ou seja, originado de tecidos derivados do mesênquima (como vasos sanguíneos e linfáticos).

    A condição não impedia que Thyago tivesse uma rotina de trabalho normal. Durante cerca de 10 anos ele trabalhou em um pequeno mercado da região. No local, era muito querido pelo patrão e também pelos clientes.

    Nos últimos três anos e meio, Thyago trabalhou com armazenamento e fornecimento de insumos agrícolas. Segundo Amizael, até momentos antes de fazer o exame, ele ainda resolvia questões relacionadas ao trabalho, o que mostra a dedicação que tinha com tudo o que fazia.

    Além do trabalho, Thyago gostava muito de pescar. Ele costumava usar as pescarias no rio Guaporé como uma forma de relaxar em meio à rotina.

    Caso em investigação

    De acordo com a Polícia Civil, foi instaurado o inquérito policial para apurar os fatos. Como parte da investigação, foi requisitado o prontuário médico completo do paciente.

    A denúncia foi feita pela família. A família de Thyago afirma que houve a perfuração no intestino. O médico responsável, que acompanhava Thyago há cerca de oito anos, interrompeu o procedimento e informou que o órgão estava “um pouco comprometido”.

    Em seguida, o paciente foi levado ao Hospital São Lucas, em Cerejeiras, e depois transferido para o Hospital Regional de Vilhena, onde passou por cirurgia e foi encaminhado para a UTI. Ele morreu na manhã seguinte.

    “A gente não tem nenhuma intenção de vingança. Queremos esclarecimento. Se ficar comprovado que foi algo inevitável, vamos ficar em paz. Mas, se houver culpa do médico por negligência, imprudência ou imperícia, também queremos que haja responsabilização”, disse o irmão da vítima ao g1.

    g1 entrou em contato com o médico responsável pelo exame e com a clínica onde o procedimento foi realizado, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Fonte: G1

  • Vigilância inteligente fortalece rede de prevenção ao feminicídio no Amazonas

    Saúde – Com o objetivo de ampliar o monitoramento de dados e fortalecer as estratégias de enfrentamento à violência de gênero, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participou, nesta sexta-feira (06/03), do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane, unidade da Fiocruz Amazônia, em Manaus.

    A iniciativa integra a Rede de Observatórios de Vigilância Digital e Prevenção ao Feminicídio, voltada ao monitoramento e à análise de dados qualificados para fortalecer políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher. No seminário de lançamento, especialistas e gestores destacaram a importância da vigilância epidemiológica e de dados confiáveis para compreender a dimensão do feminicídio no país e orientar estratégias mais eficazes de enfrentamento.

    Durante a abertura, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou que o debate sobre o tema é essencial para o avanço das políticas de proteção às mulheres. “Sabemos que o feminicídio é um tema difícil de abordar, mas essa é uma discussão indispensável. Trata-se de uma pauta que nos mobiliza e nos desafia, justamente pela dor que representa para a sociedade”, afirmou.

    Presente no evento e nas discussões do seminário, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressaltou a importância da produção e análise de dados para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. “Fortalecer a produção de informações qualificadas e ampliar o monitoramento de dados são passos fundamentais para compreender a dimensão do feminicídio e apoiar a construção de políticas públicas mais efetivas de prevenção e proteção às mulheres”, pontuou.

    Em continuidade ao debate, a diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação da FVS-RCP, Luciana Fé, ressaltou a atuação da Fundação no fortalecimento da inteligência epidemiológica e na produção de dados qualificados. “Discutir o feminicídio e integrar essa agenda sensível reforça a responsabilidade da FVS-RCP com a vigilância inteligente dessa pauta, especialmente diante dos registros alarmantes observados atualmente”, afirma.

    Dia Internacional da Mulher

    Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, iniciativas como a Rede de Observatórios reforçam a importância de integrar informação, ciência e gestão pública no enfrentamento da violência de gênero. A produção de dados qualificados e o fortalecimento da rede de proteção são elementos estratégicos para orientar políticas públicas mais assertivas e reduzir, de forma consistente, o número de mulheres vítimas de feminicídio a cada ano no Amazonas.

    TEXTO e FOTO: Aline Reis/ FVS-RCP

  • Amazonas inicia proteção contra vírus respiratório grave em bebês com novo imunobiológico

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) iniciou a distribuição de 3.400 doses do imunobiológico nirsevimabe, utilizado na prevenção das formas graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A estratégia prioriza crianças prematuras e crianças com comorbidades, até 2 anos de idade, consideradas mais vulneráveis às complicações da doença. Os critérios e o detalhamento da distribuição estão descritos na Nota Técnica nº 004/2026, disponível no site www.fvs.am.gov.br.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a incorporação do nirsevimabe representa um avanço importante para a saúde infantil no estado. “Diferentemente de uma vacina, o nirsevimabe fornece os anticorpos prontos, garantindo proteção imediata, especialmente para recém-nascidos e lactentes, além de contribuir para a redução das hospitalizações”, explica.

    De acordo com a gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, o fortalecimento das estratégias de prevenção do VSR ocorre porque o vírus apresenta maior circulação durante os períodos de chuva e inverno no Amazonas. Ela explica que a proteção começa ainda na gestação, com a vacina indicada a partir da 28ª semana de gravidez.

    “Nesta etapa, os bebês nascidos também passarão a receber o nirsevimabe. Já as crianças que iniciaram a profilaxia com palivizumabe continuarão com o esquema até a conclusão do ciclo previsto pelo Ministério da Saúde”, esclareceu a gerente.

    Distribuição na rede de saúde

    Neste primeiro momento, o imunobiológico será disponibilizado prioritariamente nas maternidades de referência para prematuros. Em seguida, a distribuição será ampliada para hospitais com leitos obstétricos, permitindo o acesso em toda a rede estadual e facilitando o atendimento nos municípios de residência das famílias.

    À medida que novas doses forem recebidas e após análises técnicas, a estratégia será ampliada gradualmente.

    O Ministério da Saúde também prevê uma estratégia de resgate para crianças nascidas após o período de sazonalidade de 2025, garantindo proteção durante a primeira exposição ao vírus. Serão contemplados prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças menores de 24 meses com comorbidades.

    Indicação e acesso

    O nirsevimabe é indicado para prevenir infecções do trato respiratório inferior causadas pelo VSR em crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

    Quando indicado, o imunobiológico deve ser administrado ainda na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável e sem contraindicações, como histórico de reação alérgica grave ao produto ou distúrbios hemorrágicos que impeçam a aplicação intramuscular.

    Para ter acesso ao nirsevimabe, será necessário apresentar documentação que comprove a indicação, como relatório ou laudo médico, ou prescrição com identificação e registro profissional do médico responsável.

    Fonte: Cândido Miranda/ FVS-RCP

  • Vigilância em Saúde Estadual amplia acesso à prevenção na ação Gerando Cidadania no interior

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participou, de quarta-feira (04/03) até esta sexta-feira (06/03), de uma ampla ação gratuita de serviços nas comunidades ribeirinhas e rurais do município de Silves e da sede de Itapiranga (respectivamente, a 204 e 227 quilômetros de Manaus).

    A iniciativa faz parte do programa Gerando Cidadania, coordenado pela empresa Eneva, que reuniu serviços nas áreas de saúde, cidadania, assistência social, apoio jurídico e empregabilidade. Pela FVS-RCP, o servidor Ronaldo Adriano orientou a população sobre boas práticas no uso de defensivos agrícolas, enquanto Leandro Oliveira realizou orientações sobre prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de promover a distribuição de insumos estratégicos de proteção.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a participação em ações comunitárias contribui para ampliar o alcance das estratégias de saúde pública. “A presença da Fundação em atividades como essa aproxima os serviços da população. É uma oportunidade de ampliar o oferecimento de insumos essenciais e fortalecer orientações que impactam diretamente na educação sexual e na prevenção”, afirmou.

    O técnico da FVS-RCP, Leandro Oliveira, ressaltou que a atuação da equipe em ações sociais também fortalece o vínculo com as comunidades. “Estar presente nesses momentos permite orientar, esclarecer dúvidas e incentivar a prevenção e a testagem rápida. Nas áreas ribeirinhas, essa aproximação facilita o acesso aos serviços e promove mais informação em saúde”, destacou.

    A programação da ação também inclui oficinas educativas sobre prevenção de acidentes domésticos e o serviço de castração de animais, conduzido pela Secretaria de Estado de Proteção Animal.

    De acordo com Elizabeth Teles, gerente de Responsabilidade Social da Eneva, a iniciativa busca ampliar o acesso das comunidades a serviços essenciais. “Por meio dessa iniciativa, a Eneva se faz presente contribuindo com a prestação de serviços essenciais e garantindo acesso à saúde, cidadania e atividades que promovem bem-estar social e psicológico. Reforçamos o nosso compromisso com as comunidades do entorno, garantindo que serviços fundamentais cheguem a quem mais precisa”, avaliou.

    TEXTO: Beatriz Crispim/ FVS-RCP