Categoria: Saúde

  • Testosterona baixa: caso de Zé Felipe levanta debate sobre reposição hormonal

    Especialistas explicam sintomas, indicam confirmação com duas medições e alertam que tratamento indevido pode causar infertilidade e outros efeitos adversos.

    Saúde – O cantor Zé Felipe contou recentemente nas redes sociais que, após alguns exames, descobriu que estava com testosterona baixa e usou um chip hormonal para tratar a condição. O g1 ouviu especialistas para explicar os sintomas da testosterona baixa, como e quando ela deve ser reposta e os riscos do uso abusivo do hormônio.

    Ao explicar o ocorrido, Zé Felipe afirmou que seu cortisol estava alto por causa de sono errado e a testosterona baixou. Ele contou ainda que, após usar um chip hormonal, começou a ter mais disposição e “vontade de viver”.

    A queda é de cerca de 1,2% ao ano na testosterona total, mas muitos homens mantêm níveis normais ao longo da vida, explica o coordenador do Departamento de Andrologia, Reprodução e Medicina Sexual da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Gustavo Marquesine Paul.

    Estudos recentes indicam que o que mais influencia a queda não é apenas a idade, mas sim fatores como:

    • Obesidade
    • Sedentarismo
    • Má qualidade do sono
    • Estresse crônico
    • Doenças metabólicas

    Os sintomas da queda de testosterona em homens podem ser variados e muitas vezes inespecíficos, mas os principais são:

    • Sintomas sexuais: redução da libido, disfunção erétil, diminuição da frequência de ereções matinais
    • Sintomas físicos: fadiga e baixa energia; perda de massa muscular; aumento de gordura corporal e redução de força
    • Sintomas cognitivos e emocionais: desânimo; irritabilidade; dificuldade de concentração e queda na motivação
    • Outros sinais possíveis: osteopenia (redução da densidade mineral óssea); osteoporose; anemia; redução de pelos corporais.

    A dosagem da testosterona deve ser feita preferencialmente pela manhã, entre 7h e 10h, quando os níveis hormonais estão mais elevados e estáveis. Além disso, é fundamental que o paciente esteja em condições adequadas: evitar privação de sono, preferencialmente em jejum.

    O resultado do exame precisa ser confirmado. As principais diretrizes internacionais recomendam que a testosterona baixa seja confirmada com pelo menos duas dosagens em dias diferentes. Isso porque os níveis hormonais podem variar de forma significativa ao longo do dia e existem fatores transitórios. Em alguns casos, pode ser necessário complementar com: testosterona livre; SHBG, LH e prolactina, explica Paul.

    O médico destaca que a testosterona em níveis elevados não é sinônimo de saúde. O objetivo do tratamento é normalizar os níveis, e não elevá-los acima do fisiológico.

    Além disso, a reposição de testosterona não deve ser iniciada sem avaliação médica adequada, especialmente em homens com desejo reprodutivo, já que pode comprometer a fertilidade, acrescenta o médico.

    O urologista da SBU Fernando Facio acrescenta que os urologistas só prescrevem a testosterona se o paciente tiver queixas de função sexual, como perda de libido e dificuldade de ereção, e nível de testosterona fora da faixa da normalidade.

    Os pacientes que não têm a quantidade mínima de testosterona e sintomas do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) são chamados de hipogonádicos.

    Mas, em homens com deficiência de testosterona que têm entre 45 e 50 anos de idade e ainda pretendem ter filhos, é preferível usar uma medicação chamada citrato de clomifeno, que estimula o testículo a produzir a testosterona a partir da gordura queimada. Dessa forma, o paciente melhora os níveis de testosterona sem alterar a chance de ser fértil.

    O testículo é uma glândula que, quando entende que está entrando testosterona exógena (que não foi produzida pelo corpo), para de trabalhar.

    Pacientes com glóbulos vermelhos aumentados também devem evitar a reposição com testosterona.

    As contraindicações para o uso sem necessidade e para o uso abusivo da testosterona são:

    • Hipertrofia da musculatura cardíaca
    • Alteração hepática
    • Acne
    • Queda de cabelo
    • Infertilidade na faixa entre 40 e 55 anos de idade
    • Piora do câncer de próstata ou de mama em pacientes com a doença

    Zé Felipe é cantor e compositor de música sertaneja e filho do cantor Leonardo. Ele foi casado com a influenciadora digital Virgínia Fonseca, com quem teve três filhos (Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo).

    Fonte: G1

  • Formação nacional reúne lideranças e reforça enfrentamento da malária em áreas indígenas

    FVS-RCP participa de capacitação em Brasília que promove troca de experiências e qualifica ações de vigilância e controle da malária

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, até quinta-feira (19/03), em Brasília, do Curso de Formação de Lideranças no Enfrentamento da Malária: Desafios e Perspectivas para a eliminação da malária em áreas indígenas.

    A capacitação teve início na terça-feira (17/03) e reúne gestores, profissionais de saúde e representantes de instituições parceiras, promovendo a troca de experiências e o alinhamento de estratégias voltadas ao controle da doença. Representando a FVS-RCP, participa a gerente de Malária e de hemoparasitas da Diretoria de Vigilância Ambiental, Myrna Barata.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o encontro amplia o diálogo entre diferentes realidades do país e fortalece as ações já desenvolvidas no Amazonas.

    “Esse espaço de troca entre diferentes regiões contribui para a melhoria de estratégias que já aplicamos no estado. A malária ainda é um desafio importante, especialmente em áreas indígenas, e investir na formação de lideranças e na integração das ações é fundamental para avançarmos na redução de casos”, destacou.

    A gerente de malária e hemoparasitas da FVS-RCP, Myrna Barata, ressalta que o curso reforça a capacidade de resposta dos serviços de saúde.

    “A troca de experiências e o alinhamento técnico contribuem para qualificar as ações de vigilância, diagnóstico e tratamento, favorecendo a identificação precoce dos casos e a adoção de medidas mais eficazes nos territórios prioritários”, afirmou.

    Ao longo da programação, os participantes acompanham debates sobre políticas públicas, vigilância integrada, diagnóstico, tratamento, entomologia e educação em saúde. O curso também inclui relatos de experiências em territórios indígenas, com destaque para regiões do Amazonas, como Alto Rio Negro, Vale do Javari e Alto Solimões.

    Com essa participação, a FVS-RCP segue somando esforços para promover ações integradas de vigilância em saúde, voltadas à redução da transmissão e ao avanço das estratégias de eliminação da malária, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

    Fonte: Maíra Pessoa

  • Profissionais de saúde podem se inscrever em encontro sobre voz e audição no trabalho

    Profissionais de saúde podem se inscrever em encontro sobre voz e audição no trabalho

    Saúde – Como parte das ações voltadas ao fortalecimento da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) abre, nesta terça-feira (17/03), as inscrições para o 1º Encontro de Saúde Auditiva e Vocal do Trabalhador, com o tema “Perda Auditiva e Distúrbio de Voz Relacionados ao Trabalho: Prevenção, Cuidado e Notificação”.

    As inscrições estão disponíveis pelo link https://encurtador.com.br/QmnN e as vagas são limitadas. A iniciativa é promovida pela equipe técnica do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Amazonas (Cerest-AM), da Diretoria de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas da FVS-RCP, com o objetivo de capacitar profissionais da Rede de Atenção à Saúde, do SUS e da rede privada, para identificar e notificar casos de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) e Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT).

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca o papel do órgão, ao promover a capacitação, em reforçar a atuação estratégica na saúde pública e na vigilância voltada à saúde do trabalhador.  “A programação foi estruturada para ampliar a compreensão dos profissionais sobre a saúde do trabalhador, com foco na identificação e no enfrentamento dos agravos relacionados à perda auditiva e aos distúrbios de voz”, afirma.

    A coordenadora do Cerest-AM, Cinthia Santos, explica a relevância da capacitação. “A atividade faz parte da necessidade de orientar os profissionais quanto à promoção da saúde e à prevenção de Doenças e Agravos Relacionados ao Trabalho (DART), destacando a importância da notificação adequada, especialmente dos casos de PAIR e DVRT”, ressalta.

    Formação e prática em saúde do trabalhador

    O 1º Encontro de Saúde Auditiva e Vocal do Trabalhador, com o tema “Perda Auditiva e Distúrbio de Voz Relacionados ao Trabalho: Prevenção, Cuidado e Notificação”, será realizado nos dias 15 e 16 de abril, das 8h às 17h, em formato presencial.

    A programação é destinada a profissionais da Rede de Atenção à Saúde, tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da rede privada, e contará com certificação de 16 horas.

    Durante o encontro, os participantes terão acesso a atividades práticas, com estudos de caso e simulações clínicas sobre Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) e Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT).O conteúdo também inclui orientações sobre o contexto laboral, medidas de prevenção e aspectos éticos relacionados à notificação desses agravos.

    Fonte: Divulgação/ FVS-RCP

  • Morte súbita no esporte: o perigo silencioso que pode surgir sem aviso durante o esforço físico

    Especialistas alertam que colapsos em atividades esportivas raramente são “do nada” e, na maioria dos casos, envolvem doenças cardíacas ocultas.

    Saúde – Quando um atleta cai repentinamente durante uma partida ou prova, a explicação costuma vir rápida: “morte súbita”. Mas, na prática, o que parece um evento inesperado geralmente tem uma causa silenciosa por trás — quase sempre ligada a problemas cardíacos não diagnosticados.

    A chamada Morte súbita cardíaca ocorre, na maioria dos casos, por arritmias graves, como a Fibrilação ventricular ou a Taquicardia ventricular. Essas alterações impedem o coração de bombear sangue de forma eficiente, levando à perda de consciência e, sem socorro imediato, à morte.

    Esforço físico pode revelar doenças ocultas

    Embora a prática de exercícios seja essencial para a saúde, em situações específicas o esforço intenso pode funcionar como gatilho para problemas cardíacos silenciosos.

    Durante atividades de alta intensidade, o corpo sofre mudanças importantes: aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da liberação de adrenalina. Se houver alguma alteração estrutural ou elétrica no coração, esse cenário pode desencadear arritmias fatais.

    Apesar do impacto, esses eventos são raros. Estudos indicam que a incidência varia entre 1 e 3 casos a cada 100 mil atletas por ano. Ainda assim, o choque é grande porque muitas vítimas são jovens e aparentemente saudáveis.

    As causas mudam com a idade

    Entre atletas com menos de 35 anos, as causas mais comuns estão relacionadas a doenças genéticas ou estruturais do coração, como a Cardiomiopatia hipertrófica — considerada a principal responsável nesses casos.

    Outras condições incluem a Cardiomiopatia arritmogênica, anomalias nas artérias coronárias e síndromes elétricas, como a Síndrome do QT longo.

    Já após os 35 anos, o principal fator de risco passa a ser a Doença coronariana, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração. Nessas situações, o esforço pode desencadear infartos ou arritmias graves.

    Atletas amadores são os mais vulneráveis

    Um dado que chama atenção é que a maioria dos casos não ocorre com atletas profissionais. Mais de 90% das mortes súbitas relacionadas ao esporte acontecem durante atividades recreativas, como corridas de rua, futebol amador ou ciclismo.

    Isso acontece porque atletas profissionais passam por avaliações médicas frequentes, enquanto praticantes comuns muitas vezes iniciam atividades intensas sem qualquer triagem cardiovascular.

    Provas de resistência aumentam o risco

    Eventos de alta exigência física, como maratonas, triatlos e desafios de longa duração, colocam o organismo sob estresse extremo. Em maratonas, por exemplo, o risco estimado é de um caso de morte súbita a cada 50 mil participantes ao longo da vida esportiva.

    Mesmo sendo um número baixo, episódios continuam sendo registrados, principalmente nos momentos finais das provas ou logo após o término.

    Prevenção pode salvar vidas

    Especialistas são unânimes: a melhor forma de reduzir riscos é investir em avaliação médica antes de iniciar atividades físicas intensas.

    Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma ajudam a identificar alterações silenciosas que podem representar perigo.

    Experiências internacionais mostram resultados concretos. Países que adotaram triagens obrigatórias conseguiram reduzir significativamente os casos de morte súbita entre atletas.

    Um evento raro — mas evitável

    Apesar de parecer imprevisível, a morte súbita no esporte raramente acontece sem sinais prévios do ponto de vista médico. Em muitos casos, o coração já apresentava uma condição que ainda não havia sido descoberta.

    Por isso, mais do que preparo físico, segurança no esporte também passa por prevenção.

    Antes de encarar desafios intensos, a recomendação é clara: cuidar do coração pode ser o passo mais importante para continuar em movimento.

  • 7 hábitos que podem reduzir o risco de câncer em até 40%, segundo a ciência

    Estudos internacionais indicam que quase metade dos casos de câncer está ligada a fatores modificáveis —como tabagismo, alimentação, peso corporal e infecções preveníveis.

    Saúde – Quase 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças em fatores de risco modificáveis. A estimativa aparece em análises epidemiológicas amplas publicadas na revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians, uma das publicações médicas mais influentes na área de oncologia.

    Os estudos indicam que hábitos como fumar, consumir álcool em excesso, manter alimentação inadequada ou ter obesidade estão entre os principais fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver tumores. Ao mesmo tempo, intervenções de saúde pública —como campanhas antitabagismo, vacinação e programas de rastreamento— já evitaram milhões de mortes nas últimas décadas.

    Dados do National Cancer Institute mostram que, apenas entre 1975 e 2020, quase 6 milhões de mortes por câncer foram evitadas graças à prevenção, ao diagnóstico precoce e aos avanços no tratamento.

    A seguir, veja sete estratégias baseadas em evidências científicas que ajudam a reduzir o risco de câncer.

    O tabagismo continua sendo a principal causa evitável de câncer. Estudos indicam que ele está associado a pelo menos 17 tipos de tumores, incluindo pulmão, boca, garganta, esôfago, pâncreas e bexiga.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, o cigarro é responsável por cerca de 19% de todos os casos de câncer e quase 30% das mortes pela doença.

    A interrupção do hábito traz benefícios relativamente rápidos. Pesquisas mostram que 10 anos após parar de fumar, o risco de câncer de boca, laringe e faringe pode cair pela metade.

    2. Manter peso saudável

    O excesso de peso é hoje um dos fatores de risco mais relevantes para câncer. Estimativas indicam que 7,6% dos casos da doença estão associados à obesidade.

    O acúmulo de gordura corporal pode aumentar a produção de hormônios como estrogênio e insulina e favorecer inflamação crônica, mecanismos que ajudam a explicar a relação com tumores como:

    • mama
    • endométrio
    • fígado
    • rim
    • cólon
    • pâncreas

    Estudos também mostram que perder peso pode reduzir o risco de câncer relacionado à obesidade.

    3. Melhorar a alimentação

    Padrões alimentares também influenciam diretamente o risco de câncer.

    Dietas ricas em carnes processadas, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas têm sido associadas a maior incidência de alguns tumores, especialmente câncer colorretal.

    Por outro lado, pesquisas indicam que dietas com maior consumo de:

    • frutas,
    • vegetais,
    • grãos integrais,
    • peixes e
    • oleaginosas

    estão associadas a menor risco de vários tipos de câncer.

    Uma meta-análise publicada em 2024 na revista científica PLOS ONE, que reuniu dados de 95 estudos com quase 5,8 milhões de participantes, observou que pessoas com maior hábito de consumo de peixe tiveram cerca de 15% menos risco de desenvolver câncer colorretal.

    4. Praticar atividade física regularmente

    A prática de exercícios ajuda a reduzir o risco de pelo menos nove tipos de câncer, incluindo mama, cólon e endométrio.

    Pesquisadores estimam que mais de 46 mil casos de câncer por ano poderiam ser evitados se todas as pessoas atingissem os níveis recomendados de atividade física.

    Além da prevenção, o exercício também parece melhorar o prognóstico de pacientes já diagnosticados com câncer.

    5. Reduzir o consumo de álcool

    O álcool está associado a pelo menos sete tipos de câncer, incluindo:

    • mama,
    • fígado,
    • esôfago,
    • intestino e
    • cavidade oral.

    Mesmo níveis moderados de consumo aumentam o risco. Estudos internacionais indicam que cerca de 5% dos casos de câncer são atribuíveis ao álcool.

    A substância pode causar danos ao DNA, aumentar a inflamação e interferir no metabolismo de hormônios.

    Alguns cânceres são provocados por infecções virais ou bacterianas.

    O principal exemplo é o Human papillomavirus (HPV), responsável por quase todos os casos de câncer de colo do útero e pela maioria dos cânceres de ânus e parte dos tumores de garganta.

    A vacina contra HPV pode quase eliminar o risco desses cânceres relacionados ao vírus.

    Outros microrganismos associados à doença incluem:

    • vírus da hepatite B e C (ligados ao câncer de fígado),
    • bactéria Helicobacter pylori (associada ao câncer gástrico).

    A exposição excessiva ao sol é a principal causa de câncer de pele.

    A radiação ultravioleta responde por cerca de 92% dos casos de melanoma, o tipo mais agressivo da doença.

    Queimaduras solares repetidas —especialmente na infância— aumentam significativamente o risco.

    Medidas simples ajudam a reduzir a exposição:

    • usar protetor solar,
    • evitar sol intenso no meio do dia,
    • usar chapéus e roupas de proteção e
    • evitar câmaras de bronzeamento artificial.

    Segundo ele, condições como acesso limitado a alimentos saudáveis, falta de espaços para atividade física ou exposição à poluição também influenciam o risco de câncer.

    Por isso, políticas públicas— como controle do tabaco, vacinação, regulação de alimentos e redução da poluição— são consideradas ferramentas essenciais para diminuir a incidência da doença.

    Fonte: G1

  • Amazonas recebe encontro que fortalece a preparação para emergências em saúde pública

    Gestores da região se reúnem para alinhar estratégias de vigilância e resposta rápida a eventos que podem impactar a saúde da população

    Saúde – O fortalecimento da vigilância em saúde e da preparação para emergências sanitárias esteve no centro da reunião presencial sobre a Autoavaliação das Capacidades de Prevenção, Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública (PPVR-ESP), realizada nesta segunda-feira (16/03), na sede do Governo do Amazonas, em Manaus.

    A agenda integra um processo nacional coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e reuniu gestores estaduais da região Norte para discutir a aplicação da ferramenta SPAR-BR Estadual, instrumento utilizado para monitorar e aprimorar as capacidades de resposta às emergências em saúde pública no país.

    De acordo com a coordenadora-geral do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da SVSA, Priscilleyne Reis, o Amazonas sedia a primeira reunião das oficinas estaduais do SPAR no Brasil, dando início a um ciclo de encontros que será realizado nas cinco regiões do país.

    “A reunião tem grande importância para avaliar as capacidades dos estados no cumprimento das metas e dos indicadores previstos no Regulamento Sanitário Internacional”, explicou.

    Para a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, iniciativas como essa contribuem para fortalecer a organização do sistema de saúde diante de cenários inesperados.

    “Ferramentas como a SPAR-BR permitem que os estados realizem uma análise qualificada da capacidade de preparação, vigilância e resposta, além de identificar oportunidades de avanço. Esse movimento fortalece a preparação para emergências e amplia a integração no setor saúde e entre diferentes instituições, para além da própria estrutura do sistema de saúde. No Amazonas, seguimos promovendo estratégias que tornam a resposta em saúde pública cada vez mais ágil, articulada e baseada em evidências”, avaliou.

    Já o consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Rodrigo Frutuoso, destacou que a oficina fortalece a adoção do instrumento de autoavaliação das capacidades de vigilância em saúde pelos estados.

    “O processo, iniciado na Região Norte e que seguirá para outras regiões do país, permitirá avaliar e aprimorar a capacidade de detecção, monitoramento e resposta a emergências de saúde pública, beneficiando estados, municípios e, principalmente, a população”, ressaltou.

    Debates e articulação regional

    Ao longo da programação, especialistas apresentaram o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005) e detalharam a metodologia da ferramenta SPAR-BR, que permite avaliar indicadores estratégicos relacionados à prevenção, vigilância e resposta a eventos que podem representar riscos à saúde pública.

    Além das apresentações técnicas, o encontro também abriu espaço para debates sobre as responsabilidades das secretarias estaduais, a definição de pontos focais e a pactuação de prazos para a aplicação da ferramenta.

    Nesse contexto, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fernando Avendanho, destacou que o órgão apoia o Ministério da Saúde na implantação da ferramenta SPAR, instrumento da Organização Mundial da Saúde utilizado pelos países membros para avaliar capacidades em saúde pública. “A oficina realizada no Amazonas, com a participação de estados da Região Norte, marca o início desse processo, que deverá ser levado às demais regiões do país”, reforçou.

    A reunião contou com representantes dos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins, Amapá e Roraima, além de instituições parceiras, como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Ministério da Saúde, a Superintendência Regional do Ministério da Saúde no Amazonas e a Organização Pan-Americana da Saúde.

    Dessa forma, o encontro reforça a importância da cooperação entre os diferentes níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), estratégia fundamental para ampliar a vigilância, qualificar o monitoramento de riscos e fortalecer a capacidade de resposta diante de emergências sanitárias.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • Consumo de chá pode estar associado a ossos mais fortes em mulheres

    Pesquisa analisou os efeitos da ingestão de chá e café na saúde óssea de mulheres acima de 65 anos; médica alerta que cuidados clássicos seguem essenciais.

    Saúde – O consumo de café e chá faz parte da rotina dos brasileiros, mas o impacto dessas bebidas sobre a saúde dos ossos ainda gera dúvidas. Segundo um amplo estudo publicado em novembro na revista Nutrients, a ingestão frequente de chá pode estar associada a uma densidade óssea ligeiramente maior no quadril em mulheres.

    A pesquisa acompanhou, ao longo de dez anos, quase 10 mil mulheres com 65 anos ou mais que participam do Study of Osteoporotic Fractures, levantamento focado em fraturas por osteroporose. Os estudiosos analisaram o consumo de café e chá e compararam esses dados com exames de densidade mineral óssea do quadril e do colo do fêmur.

    Enquanto o chá pareceu ter um efeito protetor, o café não demonstrou prejudicar a saúde dos ossos — embora doses elevadas da bebida (acima de cinco xícaras por dia) possam estar relacionadas a um risco maior de perda óssea. “O consumo moderado, em geral, até duas ou três xícaras por dia, não está associado a prejuízos importantes para os ossos, desde que a ingestão de cálcio seja adequada. O problema é o excesso”, pontua a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

    Portanto, não há motivo para deixar de tomar café, apenas para evitar exageros, especialmente mulheres com osteoporose ou alto risco de fraturas. “A diferença observada é muito pequena. Do ponto de vista do consultório, esse resultado não muda condutas no indicações de tratamento. Esse achado tem mais relevância populacional do que individual”, observa Monteiro.

    O estudo também analisou subgrupos diferentes de mulheres e constatou que aquelas com maior consumo de álcool poderiam apresentar efeitos mais negativos do café sobre os ossos, enquanto aquelas com obesidade se beneficiariam mais do chá. “São hipóteses que precisam ser confirmadas. A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda que as decisões clínicas devem se basear em fatores de risco bem estabelecidos, e não em associações ainda em investigação”, ressalta a médica.

    Risco para mulheres

    A osteoporose é uma condição marcada pela redução da massa e da qualidade óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente na coluna, no quadril e no punho. Trata-se de um problema altamente prevalente após a menopausa. “A queda do estrogênio acelera a perda óssea, e estima-se que cerca de um terço das mulheres acima dos 50 anos terá uma fratura osteoporótica ao longo da vida”, relata a reumatologista do Einstein Goiânia.

    O diagnóstico é feito por meio da densitometria óssea, um exame indolor. Segundo as diretrizes da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), o teste é recomendado para todas as mulheres a partir dos 65 anos ou antes, quando há fatores de risco, como menopausa precoce, fratura prévia por fragilidade, histórico familiar ou uso prolongado de corticoides.

    Os pilares clássicos para prevenção e tratamento são: ingestão adequada de cálcio e vitamina D, atividade física regular, prevenção de quedas e tratamento medicamentoso quando indicado. O cafezinho e o chá podem ser consumidos dentro de um contexto alimentar equilibrado. “Essas bebidas podem fazer parte dos hábitos de vida, desde que com moderação, mas não substituem medidas comprovadamente eficazes para proteger os ossos ao longo do envelhecimento”, frisa Isabella Monteiro.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Unicamp revela banco de dados inédito sobre desinformação antivacina

    Projeto do Recod.ai reúne milhões de mensagens do Telegram para combater narrativas falsas em saúde pública.

    Saúde – Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um banco de dados inédito para combater a desinformação antivacina.

    O laboratório de inteligência artificial Recod.ai coletou quatro milhões de postagens e 1,4 milhão de arquivos multimídia do Telegram, abrangendo o período de janeiro de 2020 a junho de 2025. O objetivo é oferecer uma ferramenta para valorizar informações baseadas em evidências no campo da saúde pública.

    A iniciativa busca suprir uma lacuna na disponibilidade de informações abertas e sistematizadas sobre a infodemia no Brasil.

    “Os dados mostram que a desinformação vai além da saúde e envolve disputas políticas, crenças e desconfiança nas instituições com impactos reais, como a queda da cobertura vacinal”, afirma o texto do material de divulgação do laboratório.

    A análise do Recod.ai focou no período da pandemia de Covid-19 e nos anos seguintes, marcados pela intensa circulação de conteúdos desinformativos sobre tratamentos e vacinas.

    Os padrões de propagação dessas narrativas foram identificados. “Queremos entender melhor as motivações e estratégias de propagação da desinformação, mais precisamente na questão da vacinação”, disse Leopoldo Lusquino Filho, colaborador do Recod.ai e docente da Unesp.

    Para ele, o tipo de comunicação que sobrevive, ganha força e se propaga nesse meio tem muita semelhança com os mecanismos de seleção natural que vemos na natureza.

    A equipe de pesquisa também constatou uma estrutura organizada por trás da disseminação. “Nós fizemos uma análise e conseguimos identificar que existem canais que só disseminam desinformação, outros que apenas a compartilham, e os que fazem as duas coisas. Existe uma estratégia por trás disso”, afirma Lusquino Filho.

    Ele também aponta a influência de eventos externos, como eleições, que “geram um efeito dominó nessas redes”, e a presença de mensagens compartilhadas por robôs.

    A doutoranda Michelle Diniz Lopes, integrante da equipe, ressalta o impacto social do trabalho. “Analisamos as reais motivações das pessoas que consomem informação negacionista na área de saúde, principalmente no que diz respeito à questão vacinal, e quais são as estratégias eficientes para propagação dessa desinformação.”

    A pesquisa identificou nichos como desconfiança institucional, crenças injustificadas, visões de mundo e política, preocupações religiosas e fobias.

    Banco de dados

    O banco de dados, com 5,5 terabytes de armazenamento, reúne conteúdos de 71.672 usuários em 119 grupos do Telegram, incluindo 407.723 mensagens especificamente antivacina.

    Ele está disponível gratuitamente no Repositório de Dados da Unicamp para uso não comercial. O projeto contou com o apoio da Maritaca.ai, que forneceu o modelo Sabiá para auxiliar na identificação das postagens, e garantiu a anonimização dos dados dos usuários para proteger a privacidade.

    Christiane Versuti, pós-doutoranda que acompanhou grupos do Telegram, afirmou que a falta de letramento midiático torna tudo ainda mais hostil. “As pessoas não têm o hábito de checar as fontes ou só compartilhar algo quando têm certeza do conteúdo.”

    Ela também mencionou a influência da religião e a desconfiança na imprensa, onde “os jornalistas só são considerados sérios quando falam o que a pessoa defende”.

    Em uma próxima etapa, os pesquisadores buscarão compreender as motivações que levam as pessoas a aderirem a esse tipo de conteúdo.

    Outras redes sociais

    O Recod.ai planeja disponibilizar bases de dados semelhantes para Instagram, YouTube e X ainda este ano. Representantes do laboratório devem se reunir com o Ministério da Saúde para oferecer a ferramenta como subsídio para futuras políticas públicas.

    O projeto recebeu apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Ministério da Saúde, por meio do Projeto Aletheia, que utiliza inteligência artificial e linguística computacional no combate à desinformação em saúde.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Após mais de uma década, Hospital do Sangue é inaugurado em Manaus

    O Hospital do Sangue Manaus amplia em 254% a capacidade do Hemoam e permitirá a realização de transplantes de medula óssea no estado.

    Saúde – Após mais de uma década desde o início do projeto e sucessivos adiamentos na entrega, o governador Wilson Lima inaugurou nesta segunda-feira (16) o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, em Manaus. A unidade, localizada na zona Centro-Oeste da capital, passa a integrar a rede estadual de saúde com atendimento voltado ao diagnóstico e tratamento de doenças hematológicas.

    O hospital foi construído para ampliar a estrutura do Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), responsável pelo atendimento a pacientes com doenças do sangue no estado.

    A unidade conta com 184 leitos, sendo 16 de UTI. Segundo o governo do Amazonas, a estrutura deve ampliar em 254% a capacidade de atendimento especializado hoje realizada pelo Hemoam. O hospital também deve permitir a implantação gradual do serviço de transplante de medula óssea no estado.

    As obras começaram em 2014, mas enfrentou paralisações ao longo dos anos. Em 2016, as obras chegaram a ser interrompidas e só foram retomadas posteriormente.

    Em fevereiro deste ano, uma reunião realizada na sede do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, a diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio, lembrou que a criação do hospital é um projeto antigo da instituição. A proposta da unidade começou a ser discutida ainda em 2010.

    Ao longo dos anos, o investimento acumulado na obra chegou a cerca de R$ 70 milhões, considerando aditivos e complementações.

    Inauguração teve sucessivos adiamentos

    Desde 2019, quando Wilson Lima assumiu o governo, a inauguração foi anunciada e adiada várias vezes. A entrega chegou a ser prevista para 2020, depois para 2023, setembro de 2024 e junho de 2025.

    Já na reunião com o TCE-AM, em fevereiro, o governo definiu um novo cronograma para a abertura do hospital. Na ocasião, autoridades estabeleceram o dia 28 de fevereiro como data de inauguração, com previsão de início dos atendimentos em 1º de março.

    Após a definição da data, uma vistoria técnica realizada pelo próprio tribunal identificou pendências que precisariam ser corrigidas antes do funcionamento da unidade.

    A inspeção, feita por uma equipe da chamada Blitz do TCE, avaliou pontos como gestão, planejamento, contratos, patrimônio e infraestrutura. O relatório apontou “achados relevantes” que poderiam comprometer o funcionamento do hospital

    Diante disso, o tribunal recomendou que a inauguração e o início dos atendimentos ocorressem apenas após a correção das falhas apontadas.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Vacina contra dengue: FVS-RCP orienta imunização de trabalhadores da Atenção Primária no Amazonas

    O documento completo pode ser acessado www.fvs.am.gov.br

    Saúde – Com a dengue em período de maior circulação no Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça, nesta segunda-feira (16/03), as orientações técnicas para a vacinação contra a doença direcionada aos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia utiliza a vacina dengue atenuada produzida pelo Instituto Butantan e segue diretrizes do Ministério da Saúde. O documento completo pode ser consultado no site institucional: www.fvs.am.gov.br

    Neste primeiro momento, a vacinação será destinada aos profissionais que atuam diretamente na rede de atenção básica. Entre eles estão agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, odontólogos e equipes multiprofissionais, além de trabalhadores de apoio vinculados às unidades de saúde.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a iniciativa reforça a proteção de quem está diariamente em contato com a população e integra a estratégia de enfrentamento às arboviroses no estado.

    “É importante lembrar que a vacina protege contra os quatro sorotipos da dengue. Ao priorizar os profissionais da Atenção Primária, ampliamos a proteção de quem atua diretamente no cuidado com a população e no enfrentamento das arboviroses.”, destaca Tatyana.

    De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, os municípios recebem orientações para estruturar a vacinação de forma gradual e alinhada à realidade local.

    “Estamos orientando os municípios para que a vacinação ocorra de forma planejada, em etapas, respeitando as recomendações técnicas. Isso inclui desde o armazenamento adequado na rede de frio até o registro correto das doses nos sistemas de informação, sempre considerando as particularidades de cada território”, explica.

    Orientações técnicas

    Entre as recomendações da FVS-RCP estão o armazenamento da vacina em temperatura entre 2°C e 8°C, a manutenção da rastreabilidade dos lotes e o registro das doses aplicadas nos sistemas do Programa Nacional de Imunizações e no e-SUS APS.

    A coordenadora da Gerência Estadual de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, ressalta que o documento também reúne orientações essenciais para apoiar o trabalho das equipes de saúde.

    “A nota técnica apresenta informações sobre indicação da vacina, precauções, contraindicações e orientações para o manejo adequado do imunizante. Essas diretrizes ajudam as equipes a conduzir a vacinação com segurança e qualidade”, afirma Angela.

    Medidas de prevenção

    Mesmo com a vacinação, o combate ao mosquito transmissor continua sendo uma das principais formas de prevenção. A recomendação é eliminar recipientes que possam acumular água, ambientes ideais para a reprodução do mosquito.

    A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar febre alta, dores no corpo e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações que exigem hospitalização.

    Por isso, a vacinação se soma a outras ações de saúde pública, como o controle do mosquito e a vigilância epidemiológica, fortalecendo a resposta coletiva contra a doença.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP